
Vocês roubaram as riquezas dos povos de muitos países,
e agora eles vão fazer o mesmo com vocês.
Habacuque 2.8 (leia 1.15-,2.5-9)
“Não quero que o dinheiro roubado entre em casa para ser veneno aos meus filhos”. Esta foi a reposta de um amigo que recebeu uma proposta feita pelo oficial do cartório. O comprador não cuidou da documentação que comprovasse a compra do imóvel. O caráter é uma herança mais preciosa do que as riquezas materiais. Perder o caráter para lucrar à custa do outro seria prejudicial as futuras gerações. Coisas roubadas viram veneno.
O ser humano é o maior predador na face da terra. Os outros predadores caçam somente para satisfazer a fome física. Não matam com “barriga cheia”. Entre os outros animais (humanos também são animais) não existem ricos e pobres. Cada um procura somente o essencial. O homem mata e rouba com barriga cheia. Entre os humanos, os maiores predadores são os que já possuem muito, mas nunca ficam satisfeitos com o que têm. Querem mais ainda.
O cenário que o profeta Habacuque descreve é, também, retrato da “civilização” antiga e moderna. A única coisa que a humanidade aprendeu no decorreu de mais de quatro milênios é aperfeiçoar seus instrumentos e técnicas de predação. Os instrumentos de caça dos grupos primitivos eram os mesmos usados em conflitos tribais. Não havia armas específicas para guerra. Com o advento da “civilização”, as armas começaram a ser desenvolvidas com a finalidade exclusiva de matar outros seres humanos. Hoje as nações têm grandes estoques de metralhadoras, granadas, canhões, foguetes, bombas convencionais, químicas e nucleares, aviões de bombardeiro e de caça, submarinos e navios de guerra, etc., todos com a finalidade de destruir outros da espécie humana! O homem é predador de si mesmo.
Os primitivos tiravam seu sustento no contato direto com a terra sem alterar o equilíbrio ecológico. No sistema econômico industrializado tiramos o nosso sustento por intermédio dos outros numa estrutura que devasta a natureza, comprometendo as futuras gerações. A predação de sustento se tornou depredação de ganância.
Os olhos proféticos de todas as épocas enxergavam o resultado da predação gananciosa dos seres humanos. Do tempo de Habacuque para cá nada mudou a não ser para o pior. Os Habacuque de hoje gritam não “Ai de você” mas “Ai de nós”! O mundo se tornou uma grande Babilônia. O modelo atual está levando a humanidade a auto destruição. Os homens estão sendo predadores de si mesmo.
Jesus oferece a alternativa: Compartilhar, não acumular. Colaborar, não competir. Ser solidário, não egoísta. Perdoar, não vingar. Viver a justiça, não “fazer” justiça. A salvação está no andar como Jesus andou.
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