
O Espírito Santo levou Jesus ao deserto
para ser tentado pelo Diabo.
Mateus 4.1 (leia 4.1-11) – BLH
A tentação é de Deus. Conforme esta passagem, o Espírito Santo colocou Jesus no caminho da tentação. Isto pode nos chocar, pois o pensamento popular acha que Deus não tem nada a ver com a tentação. Mas, na economia divina, a tentação tem um papel importante em nossa vida. É como o vento que sopra contra a árvore. Ao resistir o vento, ela se fortalece. Se não fosse o sopro do vento a árvore seria frágil e cairia com facilidade. Os tentadores são instrumentos que Deus usa para nos fortalecer. Gênesis relata que foi Deus que colocou a serpente no jardim junto com o primeiro casal.
A tentação faz parte da nossa humanidade. Sem ela, não seriamos humanos. Na sua humanidade, Jesus foi tentado igual a todos nós. Esta passagem nos diz a respeito da natureza das tentações e como foram vencidas. Jesus usou as tentações como pedras duma escada. Ao vencê-las, subiu. Poderia ter tropeçado e caído.
A primeira tentação era Jesus usar seu poder para aliviar a tremenda fome que estava sentindo. Seria perfeitamente legítimo transformar pedra em pão. Mas comer não era sua prioridade no momento. Ele estava se saciando do “outro pão” e ainda não era hora da “merenda”. A tentação seria Jesus se desviar da sua prioridade do momento para atender uma necessidade pessoal. Esta tentação é comum a todos nós. Evitamos sacrifício pelos outros (Reino). Usamos o nosso poder para, primeiro, cuidar dos nossos interesses pessoais e o Reino fica com as sobras que não fazem grande falta. A nossa cruz é pequena e leve.
A segunda tentação era Jesus usar seu poder para fazer uma coisa espetacular, mas inútil. A finalidade do poder não é se exibir. Seria a tentação de convencermos os outros por sinais, milagres e maravilhas. Podemos imaginar o grande impacto de tal façanha diante da multidão em frente do templo naquele dia! Seu “IBOPE” seria instantâneo mas seria um ministério sem cruz. É muito mais fácil buscar o caminho do espetacular do que ser o sal da terra, sem os outros para aplaudir a nossa espiritualidade e liderança.
A terceira tentação era Jesus se vender e trazer o Reino pela força. O mundo segue o caminho do domínio para estabelecer seus “paraísos”. Mas Jesus escolheu o caminho do servo. Nunca comandou um exército, ocupou cargo político ou religioso e não deixou nada escrito. Recusou o cetro do poder e caminhou em direção da cruz! A verdadeira adoração é o serviço humilde ao próximo. Ao servirmos os outros, servimos a Deus.
Ao vencermos as tentações somos fortalecidos para seguirmos o caminho da cruz. As tentações revelam quem somos nós e nos dão oportunidades para crescer.
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