domingo, 22 de maio de 2011

ESCURIDÃO E LUZ


O povo que vive na escuridão verá uma forte luz!

E a luz brilhará sobre os que vivem na região escura da morte!

Mateus 4.16 (leia 4.12-23) – BLH

O início do ministério de Jesus é o tema deste texto. Mateus, diferente dos outros evangelistas, muda a residência de Jesus de Nazaré para Cafarnaum, usando o texto de Isaías 9.1-2 como justificativa. Esta profecia se refere à região de Cafarnaum. Jesus é colocado como cumprimento da profecia.

Se não fosse a existência de problemas graves, não haveria a necessidade de esperança. O tema: escuridão e luz se repete em toda a narração bíblica. Nesta profecia de Isaías, a declaração “O povo que vive na escuridão verá uma forte luz!” é valida, não somente para o povo que morava naquela redondeza na época de Isaías e de Jesus, mas para todos os povos na atualidade que vivem nas “regiões escuras da morte”.

O ministério de Jesus revela a boa notícia da luz na escuridão e estabelece a meta para nossa missão no mundo de hoje.

A meta de Jesus era o povo. Ele atravessou as barreiras socais e religiosas que separavam as pessoas. Era escandaloso: falava em público com mulheres de vida duvidosa, comia a bebia com pessoas discriminadas pelos “bons”, aceitou o afeto de uma mulher pecadora e defendeu outra culpada de adultério que ia ser apedrejada, tocava os intocáveis, profanava as regras religiosas para atender aos necessitados e elogiava a fé de pagãos.

Os sinais do Reino anunciados não eram religiosos e não tinham nada a ver com práticas de culto público. Os sinais do Reino se encontravam no ambiente da vida diária e eram: corpos e espíritos curados, famintos alimentados, presos visitados, forasteiros hospedados, nus vestidos e inimigos perdoados. A oração e a esmola eram práticas discretas sem o conhecimento público. Atos públicos de piedade foram condenados como hipocrisia. A construção de templos suntuosos e a montagem de organizações eclesiásticas não faziam parte do Reino que Jesus anunciou.

O Reino de Deus está perto. Onde há manifestações de compaixão, onde há aceitação do próximo como ele é, onde há perdão, e onde há amor, paz, alegria e fé, aí está o Reino.

O arrependimento é a inversão de valores. O Reino dentro de nós nos faz mudar as nossas prioridades. Antes, a prioridade de Simão, André, Tiago e João era a rede de peixes: depois, passou a ser gente. Fora do Reino amamos as coisas e usamos as pessoas. Dentro do Reino amamos as pessoas e usamos as coisas. O Reino inverte os valores. É assim que a luz brilha na escuridão.

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