domingo, 5 de junho de 2011

A VONTADE DO PAI E PRÁTICAS RELIGIOSAS


Não é toda pessoa que me chama de "Senhor, Senhor"

que entrará no Reino do Céu,

mas somente quem faz a vontade do meu Pai,

que está no céu.

Mateus 7.21 (leia 7.21-29) – BLH

Jesus foi ousado em chamar Deus de “Papai”. Nos capítulos cinco a sete de Mateus, ele explica o que o “Papai” Celestial espera dos seus filhos e filhas. Culto, louvor e outras manifestações públicas não fazem parte destas expectativas. Quem confia em evangelização, exorcismo e a realização de milagres como meios de agradar e servir o Papai Celestial está se enganando. Pelo que Jesus falou, o Papai Celestial foge dos nossos “cultos”. Eles não têm nada a ver com seu projeto para a humanidade.

Os ensinamentos de Jesus são colocados como a rocha firme que representa a vontade do Papai. Estes ensinamentos resistem as tempestades da vida.

Incorporam valores básicos. Estes valores incluem: humildade diante das nossas limitações, a busca do bem e da paz e a disposição de sofrer por eles e o espírito de misericórdia (5.3-11). Levam-nos a atuação como sal e luz no mundo em que vivemos (5.13-16).

O amor impera em todos os relacionamentos: legais, comunitários, patrimoniais, matrimoniais, sexuais, e políticos. Lealdade e solidariedade são frutos deste amor. A violência da vingança contra os inimigos é descartada a favor do amor e perdão. Este amor é a marca da perfeição (5.17-48).

A prática da religião é com muita discrição. O auxílio aos necessitados é feito em segredo; somente eles e o Papai Celestial sabem. A oração é assunto do quarto de portas fechadas diante do Papai. O “Pai Nosso” é o modelo que Jesus deixou para esta oração. O jejum também é feito somente diante do Pai. Não há nada de “oba oba” e pompa ou de assembléias, conferências, congressos, concílios, etc. (6.1-18).

A verdadeira riqueza é interna. As incertezas de vida devem ser enfrentadas com fé. Não estamos sozinhos neste mundo. O Papai está conosco e sabe das nossas necessidades (6.9-7.12).

São poucos os que têm a coragem de seguir este caminho (7.13-14).

Cuidado com a religião! Falsos profetas são muitos e prometem muito, enganando muitas pessoas. Eles produzem os frutos descritos por Jesus? São discretos, humildes, compassivos, justos e engajados no bem da humanidade? Ou estão construindo seu próprio reino em nome de Jesus?

Somos condicionados a pensar no Reino de Deus em termos de igreja e o nosso relacionamento com Deus em termos de práticas religiosas. O Reino é muito maior do que a igreja. O nosso relacionamento com Deus está ligado ao nosso dia a dia no mundo e nosso relacionamento com todos que nos cercam. A vontade do Papai é viver o amor em tudo.

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