domingo, 26 de junho de 2011

GRANDEZA ESCONDIDA


-O Reino do Céu é como uma semente de mostarda,

que um homem pega e semeia na sua terra.

Ela é a menor de todas as sementes;

mas,

quando cresce,

torna-se a maior de todas as plantas.

Ela até chega a ser uma árvore,

de modo que os passarinhos vêm e

fazem ninhos nos seus ramos.

-O Reino do Céu é

como o fermento que uma mulher pega e

mistura em três medidas de farinha,

até que ele se espalhe por toda a massa.

Mateus 13.31-33 (leia 13.31-33,44-52) – BLH

Jesus sabia ler o livro da criação, escrito pelo próprio Pai. Muitas vezes ele citava exemplos da natureza para ilustrar o Reino do Céu. O texto acima cita sementes de mostarda e fermento como meios de nos ajudar entender o Reino.

O Reino do Céu é como uma semente de mostarda. É entre as menores de todas as sementes, mas chega a produzir planta de porte tão grande que até abriga ninhos de passarinhos nos seus ramos.

Amamos a grandeza. Lidar com coisas de pouca expressão não é atraente à natureza humana. Julgamos tudo pelo seu impacto nos sentidos, aceitação social, valor material ou grandeza espiritual. Queremos ser bacanas, bonitos, benquistos, prósperos e poderosos diante dos homens e de Deus. Aquele “grãozinho” de semente de mostarda não tem nada disto. Parece insignificante! Só vale para ser lançada fora e enterrada.

Eis o seu significado! Sua natureza verdadeira se revela somente no seu “enterro”. Enquanto ela não for “enterrada”, não pode se tornar abrigo dos passarinhos. O Reino é revelado nisto: o insignificante “enterrado” se torna abrigo. O Reino é o oposto da nossa natureza. O nosso orgulho resiste a humildade. Nós nos consideramos “eleitos de Deus”. Isto nos leva à “superioridade espiritual” Buscamos a grandeza, não a humildade. Construímos paredes de separação no lugar de nos transformamos em árvores de abrigo. Nossos templos representam separação entre os eleitos de Deus e os pecadores perdidos do mundo. Achamos que o bom crente não é deste mundo e deve se afastar dos impuros.

Ao contrário, a mostarda tem suas raízes fincadas na terra, sem nenhuma separação do mundo em que vive. As aves têm fácil acesso para se alimentar de seus frutos e achar abrigo nos seus ramos. A árvore não tenta criar mundo paralelo, mas se integra na criação já existente e faz sua contribuição. Sementes não criam novos reinos porque já pertencem ao Reino maior.

A ilustração do fermento vai mais longe: o fermento perde a identidade própria. Perde-se completamente dentro da massa. Mas, ao mesmo tempo, não deixa de ser fermento. Seu valor consiste no que ele faz dentro da massa. O fermento não estabelece colônias dentro da massa para se promover. A sua missão é transformar a massa, a ser uma “bênção” para a massa. A vida da massa está no fermento. Massa sem fermento é massa sem vida. Ao contrário do fermento, a igreja tem medo de perder sua identidade, e, por isso ela se separa das massas. Não percebe que esta separação traz perdição, não bênção para ambos.

Jesus é o exemplo perfeito da semente de mostarda e do fermento. Era de pouca expressão social e viveu a sua fé no mundo. Comia e bebia com os pecadores, e os que a sociedade marginalizou achavam abrigo nele. Mesmo morrendo em desgraça, continua vivo no coração de milhões, sendo abrigo e lhes dando coragem para lutar para um mundo melhor.

Nosso desafio é ser como semente de mostarda e fermento. Pelo amor, podemos vencer os obstáculos do egoísmo, preconceito e sermos abrigo e vida no mundo em que vivemos.

1 comentários:

Anônimo disse...

Que esta imagem oriente os meus dias e eu possa, humildemente, pensar e agir como uma semente de mostarda.