Jesus ordenou a todos
que não contassem para ninguém o que tinha acontecido;
porém, quanto mais ele ordenava,
mais eles falavam do que havia acontecido.
Marcos 7.36 (leia 7.24-37) – BLH
Jesus nunca fez o que os outros esperavam dele. As pessoas que trouxeram o surdo mudo para ser curado tentaram dizer para Jesus
Não é possível colocar Jesus dentro de um padrão. Ele supera qualquer estrutura e vai além de qualquer expectativa. Dogmas e definições teológicas tentam reduzir Jesus a dimensão da compreensão humana. Ele supera os limites do cristianismo e age fora dos limites que as igrejas tentam estabelecer.
Jesus respeitava a dignidade humana. Não deixou o surdo mudo se tornar objeto de curiosidade e espetáculo público. Tirou-o do meio da multidão e o atendeu num lugar discreto. O respeito e a discrição sempre foram marcas de Jesus. Não procurava publicidade. Seus contatos eram diretos, pessoa a pessoa. Muitas igrejas estão infectadas pelo espírito comercialista e adotam a filosofia que “a propaganda é a
Para Jesus, “anunciar as boas novas” não era fazer uma campanha de publicidade. Era viver a solidariedade, sem pretensões de grandeza e sem chamar atenção para si mesmo. Era agir
Cristianismo hoje emprega “mecanismos de promoção”. Projeta uma imagem positiva através de construções suntuosas, publicações vistosas que relatam seus feitos e divulgam suas atividades. Raramente suas obras falam por si. Sabemos dos projetos pela propaganda mais do que pelo testemunho espontâneo de boca a boca dos beneficiados.
Vamos imaginar um cenário: as igrejas decretadas fora de lei, templos religiosos demolidos ou transformados em museus e teatros, todas as publicações religiosas banidas, todos os meios de comunicação social secularizados e concentrações de cunho religioso proibidas. Qual seria a nossa forma de viver e compartilhar a nossa fé? Seria a redescoberta da convivência solidária e o valor do relacionamento compassível. Descobriremos que as coisas banidas são secundárias e que podemos viver a fé sem elas. Seriamos forçados a evangelizar pela qualidade de vida e deixar que seus frutos falassem por si. Voltaríamos a ministrar
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