
João anunciava de muitas maneiras diferentes a boa notícia ao povo e apelava a eles para que mudassem de vida.
Lucas 3.18 (leia 3.7-18) – BLH
Através da história, pessoas proféticas, religiosas e seculares, enxergaram as consequências de atos inconsequentes dos seres humanos. Muitos destes profetas apresentaram, também, meios de evitar as catástrofes resultantes destes feitos. O mundo pré-científico visava tragédias como atos diretos de Deus(es) irado(os). Para aplacar a sua ira, as pessoas tinham que fazer algo para agradá-lo(s).
A profecia judaica era ética, visando os efeitos morais do comportamento. João Batista, seguindo esta tradição, era portador de uma mensagem de alerta de uma catástrofe resultante dos atos humanos. Na ótica dele, a tragédia vindoura seria o castigo de Deus sobre os praticantes dos males sociais. A saída seria mudança de vida (arrependimento). Sua pregação nos faz lembrar a mensagem do profeta Jonas para os moradores da cidade de Nínive: “Nínive será destruída!” – Mas, o povo se arrependeu e evitou a tragédia.
A maneira de evitar o “terrível castigo que Deus vai mandar” seria a mudança de vida: compartilhar os bens, não explorar os outros e não ser ganancioso. Assim, o povo evitaria o desastre e prepararia o caminho para a chegada de uma nova ordem com o reinado de um Cristo sobre um mundo novo de justiça e paz.
Passados quase dois milênios, a mensagem profética é mais urgente do que nunca. A ganância humana, aliada à alta tecnologia, prejudica não somente a ordem social, mas, também o equilibro do Planeta Terra. Está em jogo o nosso relacionamento com toda a criação: a fauna, a flora, o ar, a água e o solo. Não bastam apenas mudanças éticas e socais, embora estas, também, sejam urgentes!...
O que temos em comum com João Batista é a urgência da mudança do estilo de vida. O tempo está se esgotando. Os analistas sociais e ecológicos, com base em pesquisas, estão prevendo que a humanidade arma desastres sociais e ambientais sem precedentes! Nosso sistema sócio econômico está destruindo o equilíbrio da natureza e provocará mudanças climáticas, inundação das cidades litorais e caos biológico, criando mutações mortificas de novos vírus.
A mensagem profética dos nossos dias fala da urgência de mudança de rumo em relação à espiritualidade egoísta e práticas que ferem a natureza. Alguns dizem que, se as tendências atuais continuarem por mais uma geração, as mudanças chegariam tarde demais para evitar um desastre devastador!...
O Reino de Deus é terrestre e depende da nossa participação para que possa se concretizar. Devemos ser instrumentos proféticos para advertir contra os perigos e anunciar o convite de mudar o rumo da vida. O Evangelho começa conosco quando deixarmos Jesus agir dentro de nós e nos dirigir na preparação do caminho da paz.
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