segunda-feira, 31 de março de 2008

A VERDADEIRA GLÓRIA

A verdadeira vida de vocês é Cristo,

e quando ele aparecer,

então vocês aparecerão com ele

e tomarão parte na sua glória.

Colossenses 3.4 (leia 3.1-4) – BLH

Com Jesus a vida é outra; entra o elemento "glória" e a vida toma outra dimensão. Que dimensão é esta?

Em nossa cultura, os maiores valores são os valores materiais. O material está acima do ser humano. O deus do materialismo se chama "lucro". O ser humano é massacrado para os poderosos poderem acumular mais riqueza material. A "glória" de Jesus é a valorização do ser humano como objeto do amor!

A "glória" de Deus é amar as pessoas e usar as coisas para o seu benefício, enquanto a "glória" do mundo é amar as coisas e usar as pessoas para benefício próprio... A "glória" do mundo exalta prédios suntuosos, grandes monumentos, projetos vistosos, máquinas poderosas de guerra e tudo quanto é sinal de riqueza, poder e status. As igrejas, também, entram na dança do materialismo. Constroem templos grandiosos, disputam estatísticas de grandeza, tentando ser as "melhores" e as "mais perfeitas". Mas, "glória" de Jesus são pessoas libertadas da escravidão do materialismo e do orgulho, servindo ao próximo.

domingo, 30 de março de 2008

ALÉM DO RITUALISMO

Assim, quando fomos batizados,

fomos enterrados com ele

por termos morrido junto com ele.

E isso para que,

como Cristo foi ressuscitado

pelo poder glorioso do Pai,

assim também nós vivamos uma vida nova.

Romanos 6.4 (leia 6.3-11) – BLH

Usar este texto como uma defesa de "batismo nas águas" por imersão é perder completamente o seu sentido e profundidade. Não tem nada a ver com ritualismo e nada a ver com formas. O texto fala de uma profundidade da esperança cristã que vai muito além de um mero uso da água.

O batismo significa uma postura de vida, de quem se identifica com Jesus, nega-se a si mesmo e toma a cruz junto com Jesus. Devemos ser leais a Jesus a ponto de estarmos decididos até a morrer, antes de nos curvarmos diante dos ídolos deste século, inclusive dos "ídolos religiosos" das nossas igrejas. Quando Jesus perguntou a Tiago e João: - "Podem ser batizados como eu vou ser batizado? " (Mc 10,38), Ele estava falando de discipulado e não de ritualismo.

A nossa identificação com Jesus na sua vida e morte nos dá esperança de vida eterna! Como Jesus foi ressuscitado, seremos nós, também, participantes desta ressurreição! Em Jesus morremos para viver.

sábado, 29 de março de 2008

MULHER: FONTE DE VIDA

Então apareceu no céu um grande e misterioso sinal.

Era uma mulher.

O seu vestido era o sol,

debaixo dos seus pés estava a lua,

e ela usava na cabeça

uma coroa de doze estrelas.

Apocalipse 12.1 (leia 12.1,5,13,15-16) – BLH

A mulher, a fonte da vida aqui, representa o universo que está dando à luz a sua própria salvação em forma de uma criança frágil, que necessita de salvação. Não é nada mais do que um retrato da vida nos seus diversos níveis: individual e coletivo.

Cada um de nós é produto do universo. A nossa existência é resultado das forças operantes de todo o universo, não um fato isolado que não tem nada a ver com o resto do mundo. Este universo que nos produz também nos protege em nossa fraqueza, até podermos ganhar forças para a nossa própria proteção e a proteção dos outros.

Existem forças de anti-vida que, na realidade, servem para fortalecer a própria vida! Na passagem que segue o texto, estas forças são representadas pelo dragão que não consegue devorar a criança.

A criança, nesta passagem apocalíptica, é Jesus, mas, Jesus, por sua vez, é o retrato de tudo o que é para nós sermos. Em Jesus nós nos descobrimos e achamos a bem-aventurança.

sexta-feira, 28 de março de 2008

DEUS E O JOGO DE PODER

...alguns homens que estudavam as estrelas

vieram do Oriente e chegaram a Jerusalém.

Eles perguntaram:

-Onde está o menino que nasceu para ser o rei dos judeus?...

Nós vimos a estrela dele no Oriente e viemos adorá-lo.

Quando o rei Herodes soube disso, ficou muito preocupado…

Depois os mandou a Belém com a seguinte ordem

-Vão e procurem informações bem certas sobre o menino.

E, quando o encontrarem, me avisem,

para eu também ir adorá-lo...

E num sonho Deus os avisou que

não voltassem para falar com Herodes.

Mateus 2.1-3a, 8-9, 12 9 (leia 2.1-12) BLH

Jogo de poder não é novidade. Mateus retrata o Rei Herodes como um tirano faminto de poder. De repente aparece em Jerusalém a ameaça de um rival. Um grupo de magos astrólogos aparece em Jerusalém. Indagam a respeito do nascimento de um novo rei de Israel. Herodes se assusta, mas mantém a calma. Discretamente descobre o possível local do nascimento “do tal perigo” ao seu trono. Fingindo ter a mesma fé e devoção dos magos, mandou-os confirmar o ocorrido trazendo de volta o relatório!

O enganador acabou enganado. Os magos voltaram às suas terras por outro caminho e Herodes ficou esperando em vão. Era tarde demais quando descobriu que fora logrado. “A presa” já havia escapado.

A narração do natalício de Jesus pelo evangelista Mateus relata o contraste entre dois tipos de poder existentes no mundo até hoje: o poder que se auto promove o e poder que busca a verdade.

Herodes representa o poder auto promocional, o poder que quer se manter. Foi capaz de fingir devoção e manipular outros para alcançar seus objetivos. Este tipo de poder é encontrado em qualquer tipo de instituição, seja ela política, econômica ou religiosa. No primeiro evangelho, Herodes mata muitas crianças inocentes na tentativa de atingir e destruir o menino Jesus. Quantas pessoas inocentes sofrem e morrem hoje, vítimas de pessoas exercendo seu poder político, econômico e religioso? É só ligar o televisor e aparecem cenas de violência, guerra, fome e outros sofrimentos.

Os magos astrólogos representam o poder que busca e respeita a verdade. Este poder se abre diante da verdade e doa seus melhores tesouros. Eles buscavam a verdade nas estrelas e estas os levaram à verdade: uma criança insignificante diante dos poderosos da época. Enxergavam o que foi oculto aos demais. A ambição cega e destrói, mas a humildade abre os olhos e amplia a visão. Como resultado, os magos foram guiados para seguir outro caminho.

O menino Jesus representa a verdade; temida por uns, adorada por outros. A verdade de Jesus não deve ser confundida com os dogmas da igreja e de outros grupos religiosos. As instituições usam Jesus para promover seu jogo de poder. A verdade de Jesus é nada mais do que “amor” em ação. Este amor transcende qualquer instituição.

A busca da verdade não é privilégio de uns poucos escolhidos. Provavelmente os magos eram “pagãos”, mas buscavam a verdade mais do que os próprios “eleitos” de Abraão. As manifestações de amor se encontram em muitas culturas. Onde há amor, Deus está. Deus é Amor: Deus/Amor/Jesus/Verdade são vivências inseparáveis!...

A história natalícia revela onde Deus está em todo este jogo de poder.

quinta-feira, 27 de março de 2008

REINADO DE AMOR E LIBERTAÇÃO

...e da parte de Jesus Cristo,

a testemunha fiel.

Ele é o primeiro Filho,

que foi ressuscitado

e que também governa os reis da terra.

Ele nos ama

e pela sua morte na cruz

nos livrou

dos nossos pecados.

Apocalipse 1.5 (leia 1.5-8) – BLH

Este texto nos fala do Reino de Deus e em que ele é baseado. O Reino de Deus é o reinado de Jesus, baseado no amor que nos liberta do pecado. Neste caso, o pecado seria qualquer coisa que seja anti-amor. O maior valor do cristão seria justamente este Reino do Amor de Jesus.

Este Reino é um reino de justiça, implantado pelo amor, com amor: não vem com violência! Se fosse por violência teria sido implantado há muito tempo... Por ser um reino de amor e por amor, a sua implantação é lenta. Um regime implantado por força e violência, jamais poderia ser um regime de amor! Por isso, a não violência é a única maneira de implantar este reino.

O cristianismo que foge desta norma de amor e apela para o egoísmo, desrespeito, desprezo, manipulação, e qualquer tipo de violência é um falso cristianismo. Um falso cristianismo é pior do que anti-cristianismo.

quarta-feira, 26 de março de 2008

COM A CORRENTEZA DA VIDA

Nós temos coragem

quando estamos na presença de Deus, pelo seguinte:

se pedimos alguma coisa

de acordo com a sua vontade,

temos a certeza

de que ele nos ouve.

1 João 5.14 (leia 5.14-21) – BLH

Sentir que Deus está presente é estar em sintonia com a Fonte de toda a existência. Esta realidade básica de toda a existência, nós personificamos e chamamos de "Deus", Mas também poderia ser entendida por "Amor". No filme "Guerra nas Estrelas" é chamada "A Força".

O que afirmamos ser "vontade de Deus" é justamente tudo que está em harmonia com este Amor, a raiz de tudo que existe. A vontade de Deus é o fluxo da corrente de Amor. Quando estamos em harmonia com Deus, estamos indo na mesma direção deste Amor. Esta direção é justamente a "vontade de Deus".

Os nossos pedidos são expressões de nossos desejos. A força do nosso íntimo ou da nossa mente está alinhada com as linhas da força do universo, isto, quando estamos sintonizados com o Amor! Quando pedimos algo de acordo com a vontade de Deus, estamos juntando o nosso desejo com o fluxo do Amor e facilitando o seu cumprimento. Neste caso, somos semelhantes ao barco que está remando na mesma direção da correnteza do rio. A embarcação remando, a favor da correnteza, corre mais rápido que aquela contra a força das águas. Quem age fora dos princípios do amor está contra a correnteza, na contra mão da vida!..

terça-feira, 25 de março de 2008

JESUS, FILHO, AMOR E VIDA

Quem tem o Filho tem a vida;

quem não tem o Filho de Deus

não tem a vida.

1 João 5.12 (leia 5.5-13) – BLH

Nesta carta de João quatro palavras estão intimamente ligadas, são quase intercambiáveis: Jesus, Filho, Amor e Vida. Jesus é o Filho, Jesus é Amor e Jesus é Vida; O Filho é Jesus, o Filho é Amor e o Filho é Vida; Amar é Jesus e Amar é viver; viver é Jesus e viver é amar!...

Entram, neste trecho (I João 5,5-13), mais algumas palavras: "crer", "água" e "sangue". CRER é colocar o amor em ação. Jesus disse: "Quem crê em mim fará as coisas que eu faço" (João 14,12). ÁGUA é o símbolo de "receber a vida". SANGUE significa "compartilhar ou entregar a vida".

O Espírito testifica o fato de Jesus ter vindo como Filho de Deus para transmitir vida. O Espírito também confirma ao nosso íntimo (coração) que essa é a verdade. Porque Jesus recebeu "vida", Ele a transmitiu a nós, daí, temos vida!..

segunda-feira, 24 de março de 2008

O IRMÃO CHATO

Todo aquele que crê que Jesus é o Messias

é filho de Deus.

E quem ama um pai

ama também os filhos desse pai.

1 João 5.1 (leia 5.1-6) – BLH

Fé, atitudes e atos, todos fazem parte de uma realidade só. A nossa cultura ainda fragmenta a vida, desvinculando fé, atitudes e atos. Muitos dizem que crêem que Jesus é o filho de Deus, mas julgam outros seguidores de Jesus e falam mal deles somente porque têm costumes e práticas diferentes! Dizem que crêem em Jesus, mas não amam outros cristãos e se julgam superiores. Dizem que amam os irmãos, mas não fazem nada para ajudá-los quando passam necessidade ou quando erram. Em vez de ajudá-los a se levantar, pisam neles, afastando-os da comunhão.

Muitos de nós somos como o filho mais velho da parábola do "Filho Pródigo". O filho mais velho era o maior pródigo dos dois. Ele odiava seu irmão mais novo e nem o aceitava como irmão. Ao reclamar das injustiças que o pai cometia ao receber o filho de volta com festa, o chamava de "seu filho" em vez de "meu irmão". Há muitos "cristãos" hoje que dizem que amam a Deus, mas rejeitam os cristãos de outras igrejas. Carismático rejeita tradicional, tradicional rejeita progressista, protestante rejeita católico...

domingo, 23 de março de 2008

GUERRA SANTA UM GRANDE ENGANO

Se alguém diz:

"Eu amo a Deus"

e odeia o seu irmão,

é mentiroso.

Porque ninguém pode amar a Deus,

a quem não vê,

se não amar o seu irmão,

a quem vê.

1 João 4.19 (leia 4.19-5.4) – BLH

A mente humana é complexa e capaz de auto-engano. É fácil acharmos que temos amor para com Deus e, ao mesmo tempo, justificarmos-nos numa atitude contrária para com um irmão. A primeira justificativa é geralmente: "ele não é um irmão" ou "que merece tal atitude". Grupos "cristãos" já lutaram um contra o outro em nome de Deus, sendo os protestantes e os católicos, na Irlanda, apenas um exemplo do passado recente. Muitos protestantes têm preconceitos contra católicos e até contra outros protestantes... Vemos, também, católicos versus protestantes...

A "guerra santa", na realidade, não existe. Guerra é produto de ódio e procura "destruição" em vez da recuperação do outro. A guerra santa é feita em nome de Deus e em nome de Deus destrói o que o próprio Deus criou. Por isso, uma guerra, em si, não pode ser "santa", pois fere o princípio do amor. Às vezes os cristãos se encontram no meio de uma guerra e precisam tomar alguma atitude em relação a ela. Não existe uma resposta fácil e pré-fabricada, mas um caminho seria, procurar dar apoio às vitimas de ambos os lados.

sábado, 22 de março de 2008

UM DEUS COLADO NOS OUTROS

Queridos amigos,

se foi assim que Deus nos amou,

então devemos nos amar uns aos outros.

1 João 4.11 (leia 4.11-18) – BLH

Deus vive colado nos outros. É impossível separar o nosso relacionamento com os outros do nosso relacionamento com Deus. Ninguém nunca viu Deus. Como podemos amar a quem nunca vimos? O único meio de amar a Deus que não se vê é amá-lo através daqueles que podemos ver.

Um grande obstáculo deste amor é o medo (v.18). Será que o medo de nos aproximarmos do próximo é também o medo de nos aproximarmos de Deus? Será que o medo de sermos vulneráveis ao outro ser humano é também o medo de sermos submissos a Deus? Será que o medo de sermos prejudicados pelo próximo também é uma barreira entre nós e Deus? Será que nossa recusa de nos arriscarmos em nos aproximarmos do irmão ou da irmã é recusa de amar? Recusa de tomarmos nossa cruz? Recusa de morrer e recusa de viver?

sexta-feira, 21 de março de 2008

PROFECIA? VISÃO? SONHO?

Alegre-se muito,

povo de Sião!

Moradores de Jerusalém,

cantem de alegria,

pois o seu rei está chegando.

Ele vem triunfante e vitorioso;

mas é humilde,

e está montado num jumento,

num jumentinho,

filho de jumenta.

Zacarias 9.9 (leia 9.9-12) BLH

Profecias são frutos de tempos de adversidade e tinham por finalidade apontar saídas. No tempo de Zacarias o povo havia voltado do cativeiro para sua terra e estava começando tudo de novo. A realidade era dura: caos em geral, devastação, pobreza, instabilidade social e econômica. Não restavam vestígios da glória passada ou perspectivas da sua restauração.

Para o profeta, tal situação não era motivo de desânimo. Seu Deus era grande. Era a hora de se alegrar com as possibilidades do futuro. Ele apresentou a visão da chegada de um rei poderoso, de prosperidade e de paz. Esta visão dava forças para o povo lutar para sair da miséria. Mas o rei, a prosperidade e a paz nunca chegaram. Ficou como visão.

550 anos depois, no tempo de Jesus, a situação também era de desgraça e desânimo. A nação Israel havia se tornado vassala de Roma. O rei era imposto pelo poder estrangeiro e as riquezas captadas e mandadas para fora para promover os interesses de César. De novo, o povo estava precisando motivos de esperança. A visão da chegada de um líder poderoso renasce. No Evangelho de Mateus, Jesus entra em Jerusalém numa maneira triunfal (21.5). Havia fugido de Belém para o Egito na infância e voltado para Nazaré da Galiléia onde cresceu e exerceu seu ministério. O exilado voltou! Ascendeu uma nova chama de esperança. Jesus seria este rei glorioso para restaurar a glória perdida e acabar com o sofrimento?

A história demonstra que esta interpretação da profecia de Zacarias foi muito equivocada. Jerusalém (Cidade de Paz) nunca foi cidade de paz e glória. É violentamente disputada pelas três maiores religiões monoteístas do mundo: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. É cidade de ódio, violência e derramamento de sangue. Jerusalém o centro de sofrimento e guerra, não de paz e prosperidade!

Jesus se identificou mais com o jumento do que com o rei. Entrou no templo e deu “coice” naqueles que estavam comercializando a fé. Seus atos e ensinamentos estavam em torno da humildade, sinceridade, e serviço. O amor a Deus e ao próximo (22.34) é a dinâmica fundamental dos filhos e filhas do Reino e o serviço ao próximo a base da avaliação final. No lugar de expectativa de glória e triunfo, Jesus preparou seus seguidores para sofrimento, frustração, traição e morte. A esperança não está naquilo que se vê, mas na confiança que Deus tem a última palavra.

A religião institucional ama estatística e realizações visíveis. Uma igreja perseguida, desprezada e clandestina estaria mais em harmonia com Jesus do que a igreja que ostenta?

O galardão do Reino é o privilégio de amar a Deus e servir o próximo, independente dos resultados práticos resultantes. Há um ditado, “Melhor amar e perder do que nunca ter amado”. Amar é o nosso papel e o nosso privilégio. O amor é a sua própria recompensa.

quinta-feira, 20 de março de 2008

ANTES DE AMAR, FOMOS AMADOS

E o amor é isto:

não somos nós que temos amado a Deus,

mas foi ele que nos amou

e mandou o seu Filho para que,

por meio dele,

os nossos pecados fossem perdoados.

1 João 4.10 (leia 4.7-10) – BLH

Deus sendo Criador, toma a iniciativa. Ninguém pediu para nascer. Fomos colocados aqui sem o nosso consentimento. Não escolhemos nascer, não escolhemos os nossos pais ou o nosso próprio sexo ou quem seriam os nossos irmãos ou irmãs, nem a época ou o lugar do nascimento. Tudo isto foi dado espontaneamente.

Atrás de tudo isto está o amor, que também é da iniciativa de Deus. Antes de amar, fomos amados, primeiro por Deus que nos projetou e, depois, por outras pessoas. Por sermos amados e por aceitarmos este amor, temos a capacidade de amar. O amor é redentor, isto é, promove a vida consertando os desgastes e desajustes que podemos chamar de pecado. Jesus é uma manifestação deste amor.

Esta redenção não é limitada ao presente momento e às circunstâncias atuais, mas se estende para o além desconhecido. Este Deus que tanto nos amou, nos criou e nos perdoou, estará conosco para todo o sempre. Como Paulo, podemos dizer: "Sei em quem tenho crido e tenho a certeza que Ele guardará o meu tesouro até o dia final."

quarta-feira, 19 de março de 2008

HERESIA E AMOR

Queridos amigos,

amemos uns aos outros

porque o amor vem de Deus.

Quem ama é filho de Deus

e conhece a Deus.

Quem não ama não o conhece,

pois Deus é amor.

1 João 4.7-8 (leia 4.7-10) – BLH

"Deus é amor", é a declaração central da Bíblia. Qualquer ênfase que escape disso, é heresia. A heresia não é necessariamente uma "doutrina errada". A heresia, muitas vezes, é uma doutrina certa, colocada no lugar do amor. As pessoas ficam tão empolgadas com uma doutrina que colocam o amor de lado e começam a brigar e discutir com os outros por causa da doutrina. Julgam os outros inferiores e se avaliam como "os tais", achando que os outros devem ser iguais a eles para serem cristãos de verdade.

O movimento de AVIVAMENTO está nesta categoria. Para começar, muitos "avivados" julgam os outros, colocando-os numa escala de duas classificações: AVIVADOS e NÃO AVIVADOS. Os AVIVADOS são crentes superiores aos demais porque têm o "batismo do Espírito Santo". Limitam o batismo com o Espírito Santo a algumas manifestações emocionais exóticas como: FALAR EM LÍNGUAS ESTRANHAS, PROFECIAS, ARREBATAMENTOS... Confundem barulho, reuniões emocionais, e manifestações milagrosas com espiritualidade cristã.

terça-feira, 18 de março de 2008

O DEMÔNIO SOMOS NÓS

Quem continua pecando pertence ao Diabo

porque o Diabo peca desde a criação do mundo.

E o Filho de Deus veio para isto:

para destruir o que o Diabo tem feito.

1 João 3.8 (leia 3.7-10) – BLH

O desamor é demoníaco. Desamar é pecar. O desamor destrói. A falta de amor destrói e mata. É assim que o demoníaco age no mundo em que vivemos. Quando deixamos de amar e agimos por outros motivos, estamos fazendo o papel do demônio. O demônio não passa de uma projeção mitológica do lado sombrio do ser humano quando ele age sem amor. O demônio somos nós quando nós nos afastamos do amor. Não é necessário ter uma outra explicação da crueldade e injustiça que existe nas sociedades humanas. O demoníaco age somente através de seres humanos que rejeitam o amor. Os maiores inimigos dos seres humanos são o outros seres humanos que agem sem amor. Todos os tipos de opressão e de exploração são manifestações demoníacas e ações humanas ao mesmo tempo.

Jesus, pelo amor, transforma as pessoas! A transformação pelo amor produz a vida e constrói. Ao agirmos por amor, destruímos as obras do demônio como a luz acaba com as trevas. As trevas podem ser destruídas somente pela luz! Somente o amor de Jesus pode destruir as obras do demônio.

segunda-feira, 17 de março de 2008

O MAIOR PECADO

Assim,

quem vive unido com Cristo

não continua pecando.

Porém,

quem continua pecando

nunca o viu e

nunca o conheceu.

1 João 3.6 (leia 2.29-3.6) – BLH

Jesus faz diferença na vida! Os filhos e as filhas de Deus são destacados pelo cumprimento de uma nova lei gravada no coração, não um cumprimento legalista das "coisinhas" da lei, escritas em papel ou gravadas em pedra. Esta nova lei é a do amor a Deus, ao próximo e a si mesmo...

O maior pecado é "não amar", ou "deixar de amar"... Quem age contra o próximo, pelos atos de agressão ou por omissão, não está cumprindo esta lei do amor! Da mesma forma, quem se agride ou não se cuida, também peca por não se amar. Agressões contra o meio ambiente são, também, pecados contra a humanidade e contra a si mesmo.

Jesus destaca a essência de todas as leis e da própria vida, isto é, o ato de amar. O texto acima citado poderia ser escrito assim: "Assim, quem vive unido com Cristo vive amando. Quem vive amando vê a Deus e O conhece."

Quem ama conhece a Deus. É possível conhecê-lo sem os conhecimentos teológicos e doutrinários da igreja. Quem ama conhece a Deus, mesmo não sabendo dogmas a seu respeito. O amor é o ponto de partida, é o começo do conhecimento de Deus.

domingo, 16 de março de 2008

O ESPÍRITO TAMBÉM É AMOR

Quem obedece aos mandamentos de Deus

vive unido com Deus,

e Deus vive unido com ele.

E sabemos isso por causa do Espírito

que ele nos deu.

1 João 3.24 (leia 3.22-4.6) – BLH

Deus se faz presente em nossa vida pelo Espírito. A lei é baseada no amor, o Espírito é o Espírito de Amor! Este Espírito, também, é o de Jesus...

Podemos saber se o Espírito é falso ou verdadeiro pelo destaque que Ele dá a respeito de Jesus. Se o Espírito exalta Jesus e sua obra reconciliadora, é de Deus. Se o espírito exalta outras coisas e semeia conflito entre as pessoas, é um espírito falso.

O Espírito de Jesus une as pessoas para exercer um ministério de misericórdia e compaixão em benefício do próximo, sem exigir nada em troca. O espírito falso é egoísta, sectarista e manipulador, voltado para exaltar o próprio grupo, isolando-o da comunidade em geral. O Espírito de Jesus leva à humildade e serviço ao próximo. O espírito falso leva ao orgulho e a um ativismo "espiritual".

sábado, 15 de março de 2008

CONTEÚDO E FORMA

E o que ele manda é isto:

Que creiamos no nome do seu Filho Jesus Cristo

e que nos amemos uns aos outros,

como Cristo nos mandou.

1 João 3.23 (leia 3.18-24) – BLH

Uma das características da nossa existência é a reprodução. Vida reproduz vida, amor - amor, violência - violência, ódio - ódio e injustiça, mais injustiça ainda...

Nosso estilo de vida serve de "semente" para que sejam reproduzidas outras vidas de estilo igual. Vida orientada por Jesus reproduzirá outras vidas no estilo do amor de Jesus! Uma vida sem o amor é uma vida estéril em termos de fé cristã. Pode ter aparência e forma ética ou estilo cristão, mas, sem o amor, é estéril!

O conteúdo é essencial, a forma secundária. A Bíblia não dá muita atenção às formas e estruturas. Qualquer forma ou estrutura regida pelo amor pode funcionar bem e reproduzir uma vida de amor ao próximo.

O crescimento em número não é o critério de sucesso de uma igreja. - O câncer também cresce depressa. O critério é a "qualidade de vida" e não a sua longevidade.

Existe amor entre irmãos e irmãs? Existe compaixão pelos que não são da comunidade? Eis a questão fundamental.

sexta-feira, 14 de março de 2008

PREDADORES DE SI MESMO

Vocês roubaram as riquezas dos povos de muitos países,

e agora eles vão fazer o mesmo com vocês.

Habacuque 2.8 (leia 1.15-,2.5-9)

“Não quero que o dinheiro roubado entre em casa para ser veneno aos meus filhos”. Esta foi a reposta de um amigo que recebeu uma proposta feita pelo oficial do cartório. O comprador não cuidou da documentação que comprovasse a compra do imóvel. O caráter é uma herança mais preciosa do que as riquezas materiais. Perder o caráter para lucrar à custa do outro seria prejudicial as futuras gerações. Coisas roubadas viram veneno.

O ser humano é o maior predador na face da terra. Os outros predadores caçam somente para satisfazer a fome física. Não matam com “barriga cheia”. Entre os outros animais (humanos também são animais) não existem ricos e pobres. Cada um procura somente o essencial. O homem mata e rouba com barriga cheia. Entre os humanos, os maiores predadores são os que já possuem muito, mas nunca ficam satisfeitos com o que têm. Querem mais ainda.

O cenário que o profeta Habacuque descreve é, também, retrato da “civilização” antiga e moderna. A única coisa que a humanidade aprendeu no decorreu de mais de quatro milênios é aperfeiçoar seus instrumentos e técnicas de predação. Os instrumentos de caça dos grupos primitivos eram os mesmos usados em conflitos tribais. Não havia armas específicas para guerra. Com o advento da “civilização”, as armas começaram a ser desenvolvidas com a finalidade exclusiva de matar outros seres humanos. Hoje as nações têm grandes estoques de metralhadoras, granadas, canhões, foguetes, bombas convencionais, químicas e nucleares, aviões de bombardeiro e de caça, submarinos e navios de guerra, etc., todos com a finalidade de destruir outros da espécie humana! O homem é predador de si mesmo.

Os primitivos tiravam seu sustento no contato direto com a terra sem alterar o equilíbrio ecológico. No sistema econômico industrializado tiramos o nosso sustento por intermédio dos outros numa estrutura que devasta a natureza, comprometendo as futuras gerações. A predação de sustento se tornou depredação de ganância.

Os olhos proféticos de todas as épocas enxergavam o resultado da predação gananciosa dos seres humanos. Do tempo de Habacuque para cá nada mudou a não ser para o pior. Os Habacuque de hoje gritam não “Ai de você” mas “Ai de nós”! O mundo se tornou uma grande Babilônia. O modelo atual está levando a humanidade a auto destruição. Os homens estão sendo predadores de si mesmo.

Jesus oferece a alternativa: Compartilhar, não acumular. Colaborar, não competir. Ser solidário, não egoísta. Perdoar, não vingar. Viver a justiça, não “fazer” justiça. A salvação está no andar como Jesus andou.

quinta-feira, 13 de março de 2008

UM ESTILO DE VIDA

É assim que sabemos o que é amor:

Cristo deu a sua vida por nós.

Por isso nós também devemos dar a nossa vida

pelos nossos irmãos.

1 João 3.16 (leia 3.11-21) – BLH

O amor age. Por isso prefiro usar o verbo "amar" mais do que o substantivo "amor".

Amar é um estilo de vida que vai ao encontro do próximo, que se interessa pelo bem estar dos outros. Uma fé que não tem compaixão pelos outros não é de Deus! Uma igreja que dá ênfase a manifestações espirituais como provas de espiritualidade, não tem nada com Deus. O verdadeiro louvor é exercer misericórdia, é ajudar aqueles que sofrem opressões e agressões.

O pão e o cálice da Ceia do Senhor são símbolos do corpo e do sangue de Jesus. Jesus foi ao extremo, dando até seu corpo e sangue! Até que ponto somos imitadores de Jesus e estamos nos dedicando ao bem estar do nosso próximo por amor?

quarta-feira, 12 de março de 2008

DETALHES DESCONHECIDOS

Meus queridos amigos,

agora nós somos filhos de Deus,

mas ainda não sabemos o que vamos ser.

Porém sabemos isto: quando Cristo aparecer,

ficaremos parecidos com ele,

pois o veremos como ele realmente é.

1 João 3.2 (leia 3.1-3) – BLH

Não temos uma visão exata da "floresta" desta existência, nem a visão exata do nosso destino. Nas épocas bíblicas, a visão do universo era de uma terra plana, cercada por água, com um abismo embaixo onde residiam os demônios, os mortos e as almas condenadas ao fogo do inferno... Em cima ficava o firmamento do céu e, acima do firmamento, moravam: Deus, seus anjos e as almas salvas. O céu e o inferno eram ocupados por seres espirituais. A terra era o mundo material, e nós, seres com um corpo material e duas partes espirituais: alma e espírito.

Hoje, as pessoas informadas sabem que nada disto é verdade. Em vez de ocupar o ponto central do universo, a terra é um ponto pequeno cercado por um número quase infinito de outros objetos no espaço. O céu e o inferno não são pontos geográficos e não há separação entre o material e o espiritual. O material é, na realidade, uma forma de energia e o espiritual, a consciência. Pouco sabemos ainda do presente ou futuro.

terça-feira, 11 de março de 2008

AMOR E DESAMOR

Vejam como é grande o amor do Pai por nós!

O seu amor é tão grande,

que somos chamados filhos de Deus

e somos mesmo seus filhos.

O mundo não nos conhece

porque não tem conhecido a Deus.

1 João 3.1 (leia 3.1-2) – BLH

O amor é uma força transformadora. Pelo amor somos feitos à imagem daquilo que nos formou. Pelo amor somos expressão da nossa origem! O amor nos transforma em algo divino...

O desamor, no mundo em que vivemos, desconhece o amor e as suas manifestações. É algo completamente estranho que não cabe no seu conceito, nem na sua estrutura... Neste sentido, o mundo não conhece Deus, e não conhecendo Deus, não tem como conhecer aqueles que são transformados pelo amor! A vida de amor, para o mundo, é uma loucura sem sentido nenhum.

O amor (compaixão) se preocupa com os fracos, com o "resto" da sociedade. A filosofia do desamor é: usar, abusar e, depois, jogar fora. A filosofia do amor é: respeitar, conservar e recuperar. A ação do amor atropela a ação do desamor. O amor quer respeitar e conservar, mas o desamor quer explorar e destruir. O mundo desconhece os filhos do amor porque seus propósitos são contrários, não são aceitáveis e nem podem ser...

segunda-feira, 10 de março de 2008

TAL FILHO, TAL PAI

Pois quem nega o Filho nega também o Pai;

e quem aceita o Filho tem também o Pai.

1 João 2.23 (leia 2.22-28) – BLH

Conforme o autor de 1 João ao ver Jesus, estamos vendo Deus. Jesus dá um novo conteúdo à pessoa de Deus. Deus, o Pai de Jesus, não é aquele que sistemas teológicos apresentam como Deus. Jesus disse em diversas ocasiões: "Está escrito..()..porém eu digo...". Jesus veio para desmanchar os velhos conceitos a respeito de Deus e mostrar as novas possibilidades da vida e o que realmente significa ser um filho ou uma filha de Deus.

Os Evangelhos apresentam Deus à luz de Jesus fazendo uma nova interpretação do Antigo Testamento a partir deste mesmo Jesus! Por isso, os Evangelhos são a base para a interpretação de todas as outras escrituras, inclusive o resto do Novo Testamento. Jesus se torna a base para a interpretação de toda a vida, sejam nos aspectos "religiosos" ou "seculares".

Jesus se torna a janela pela qual enxergamos toda a vida, inclusive Deus: doutrina, valores, trabalho, lazer e a nós mesmos... Ele também é a porta pela qual passamos para desfrutar tudo aquilo que esta nova visão nos oferece. Através de Jesus, formamos um novo conceito de Deus e uma nova vida.

domingo, 9 de março de 2008

CONHECEDORES DA VERDADE

Portanto,

eu escrevo a vocês,

mas não é porque desconhecem a verdade.

Pelo contrário,

é porque a conhecem e sabem

que nunca nenhuma mentira

veio da verdade.

1 João 2.21 (leia 2.18-21) – BLH

Conhecer e amar a verdade é importante porque é essencial para a libertação que leva à vida plena. A igreja deve ser a entidade que mais promove a busca da verdade, mas, na prática, não é necessariamente assim... A igreja, organizando e fechando um sistema teológico-estrutural, se fecha contra a verdade. A verdade é grande demais para ser limitada e fechada dentro de um sistema ou estrutura. Quem realmente conhece a verdade está sempre aberta para que esta verdade possa se ampliar e contribuir para o seu crescimento. João optou escrever àqueles que conheciam a verdade, porque estavam abertos a ampliar seu conhecimento desta verdade.

Seria perda de tempo João escrever àqueles que não conheciam a verdade por terem se fechado contra ela! A verdade não precisa ser defendida, mas deve ser vivida! Quem fica na defensiva está defendendo a mentira. A mentira é fraca e precisa de defensores. Uma religião que sempre cria polêmicas e divisões não é da verdade.

sábado, 8 de março de 2008

O MUNDO PASSA, MAS...

O mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas desejam, porém quem faz a vontade de Deus vive para sempre.

1 João 2.17 (leia 2.12-17) – BLH

Esta mensagem proclama os valores reais da vida. Existe o que promove o nosso bem estar, mas também existe aquilo que nada acrescenta e até prejudica! Num mundo como o nosso, onde existem muitas mudanças e modismos, aparecem muitas coisas que não nos acrescentam nada; coisas alienantes são prejudiciais...

Os seres humanos têm capacidade de optar muito além de qualquer outra criatura. Somos as únicas criaturas que têm a capacidade de agir contra a natureza. As outras são programadas para se integrarem à natureza e fazerem parte de um ecossistema de harmonia e equilíbrio. Agindo ao contrário, o ser humano, tem a capacidade de desequilibrar o sistema, provocando destruição...

As culturas primitivas ainda conseguiram viver esta harmonia, mas, a nossa cultura é a pior da história da humanidade. Hoje, a salvação depende de nós aprendermos a escolher entre as opções que levam à vida e rejeitar as que nada acrescentam. A vontade de Deus é justamente aquela que promove o bem estar geral e leva à vida.

sexta-feira, 7 de março de 2008

GRAÇA PERTURBADORA

Deus viu o que eles fizeram e

como abandonaram os seus maus caminhos.

Então mudou de idéia e não castigou a cidade

como tinha dito que faria.

Por causa disso Jonas,

ficou com raiva e muito aborrecido.

Jonas 3.10-4.1 (leia 3.10-4.11) BLH

Jonas avisou o povo de Nínive que Deus ia destruir a cidade dentro de quarenta dias por causa de seus pecados. Ele ficou na expectativa de ver o espetáculo de uma grande destruição. Para a grande decepção de Jonas, o povo se arrependeu e a cidade foi poupada. Jonas ficou com raiva e se sentiu traído por Deus.

No seu íntimo, Jonas odiava os Ninivitas e queria ver a sua destruição. A salvação da cidade lhe deu grande desgosto. Seu ódio e raiva eram tantos que queria morrer. Morrer seria melhor do que ver os inimigos poupados. Para ele, a graça divina era perturbadora.

Rimos de Jonas por causa de sua reação infantil. Pode ser que os nossos risos sirvam para disfarçar atitudes semelhantes que existem dentro de nós. Somos herdeiros de Jonas em muitos aspectos. Semelhantes a Jonas, os cristãos, judeus e muçulmanos acham que o Deus único e verdadeiro está exclusivamente ao seu lado e contra os demais. Têm dificuldade em admitir a atuação da graça divina em outras religiões. Até brigam entre si em nome de Deus, Javé ou Alá. O discurso pode ser de compaixão e misericórdia, mas o sentimento é de ódio e intolerância.

Formamos as nossas comunidades exclusivistas e separadas. Os templos, sinagogas e mesquitas são redutos de grupos separados, cada um reivindicando ser seguidor do único Deus verdadeiro.

Em meados do século passado foi declarada a morte de Deus. Diante da força de ideologias políticas/econômicas e dos avanços tecnológicos, muitos acharam que a religião não teria mais lugar na história. Na virada deste século as ideologias perderam sua força e a tecnologia é tanto ameaça como esperança. Agora, ironicamente, os grandes conflitos são em nome da religião. Deus está de volta, não para perdoar, mas para destruir. Violência se transformou em forma de santidade, morrer e matar, em ato de fé...

O pano de fundo da perturbação global é o egoísmo humano em relação ao espaço e distribuição de recursos disponíveis. A atitude de Jonas agrava mais a situação. O fundamentalismo religioso reforça a atitude de Jonas. O inimigo deve ser vencido ou destruído, não pode ser abençoado. A disputa toma o lugar de cooperação e esforço em comum para encontrar soluções.

Como Jonas, temos dificuldade em reconhecer o outro como amado e aceito por Deus. Ele seria aceito somente se convertendo e se igualando a nós. Queremos “destruí-lo” pela “conversão”. Condicionamos a nossa aceitação.

A graça divina é incondicional! Por isso, é perturbadora! A atitude de Jonas cria barreiras entre nós e aqueles que estão seguindo o caminho de auto destruição. Não foi possível Jonas dançar com o povo no seu “carnaval de salvação”. Enquanto o povo celebrava, Jonas estava de “birra”, brigando com Deus. A alegria do povo foi para Jonas, tristeza.

quinta-feira, 6 de março de 2008

DEFESA CONTRA PECADO

Meus filhinhos,

escrevo isso a vocês

para que não cometam pecado.

Porém,

se alguém pecar,

temos Jesus Cristo,

que não tem nenhuma culpa;

ele nos defende diante do Pai.

1 João 2.1 (leia 2.1-5) – BLH

A vida é tão complexa que as coisas não funcionam perfeitamente. Há sempre correções a serem feitas. O corpo com seus bilhões de variáveis está sempre se corrigindo e se consertando. O processo de cura é uma constante. Com todos os outros aspectos da natureza é a mesma coisa. A cura e a recuperação fazem parte integrante da ordem.

É por isso que a religião faz parte de todas as culturas, nunca atingindo o ideal. O ser humano está sempre aquém das suas aspirações, sentindo-se frustrado e procurando uma maneira de superar as frustrações. A teologia cristã tem o conceito de pecado, cuja interpretação é "errar o alvo". O conceito de pecado original é a tendência universal de errar o alvo. Não é para errar, mas ninguém consegue viver sem o erro. A teologia cristã diz que Jesus conseguiu o que era impossível para os demais: viver sem pecar e poder passar os benefícios de perfeição para os demais! É uma maneira de dizer que errar não é fatal. Podemos ter a confiança que mesmo errando temos vida.

quarta-feira, 5 de março de 2008

LUZ E VERDADE

Porém,

se vivemos na luz,

como Deus está na luz,

então estamos unidos uns com os outros,

e o sangue de Jesus,

o seu Filho,

nos limpa de todo pecado.

1 João 1.7 (leia 1.5-2.2) – BLH

Nesta passagem luz é a verdade, enquanto a escuridão é a mentira e o engano. Jesus representa a luz, a verdade e a vida, a realidade, os valores reais da nossa vida! Quem ignora o que Jesus representa está caminhando para o sofrimento inútil, a destruição e a morte.

Este texto e seu contexto diz que nós podemos nos enganar achando que somos algo que não somos: - pior tipo de engano. A tendência de muitos religiosos é negar seu lado negativo e achar que somente eles estão com Deus! Na realidade são alienados dos outros e acham que esta separação é uma coisa santa...

terça-feira, 4 de março de 2008

INCLUSÃO X EXCLUSÃO

Quando essa Vida apareceu,

nós a vimos.

É por isso que agora falamos dela

e anunciamos a vocês a Vida eterna

que estava com o Pai e que nos foi revelada.

Contamos o que temos visto e ouvido

para que vocês estejam unidos conosco,

assim com nós estamos unidos

com o Pai

e com Jesus Cristo,

o seu Filho.

1 João 1.2-3 (leia 1.1-4) – BLH

Existem religiões "de vida" e religiões "de morte".

A religião de vida é aquela que é aberta e quer compartilhar as coisas boas com os outros. Abre a vida da pessoa para uma maior participação no mundo que a cerca, incluindo outras pessoas para participar da sua vida. Quem possui "vida" conta para que os outros possam tê-la também.A verdadeira religião é inclusivista.

A religião de morte é aquela que é fechada e quer impor seus valores. Fecha a vida da pessoa e a tira da participação no mundo que a cerca, levantando barreiras contra os "pecadores" e condenando todos os outros que são diferentes dela. A falsa religião é exclusivista.

segunda-feira, 3 de março de 2008

VIGILÂNCIA

Estejam alerta e fiquem vigiando

porque o inimigo,

o Diabo,

anda em volta de vocês

como um leão que ruge,

procurando alguém para devorar.

1 Pedro 5.8 (leia 5.5-14) – BLH

A vida se nos apresenta cheia de armadilhas! Com um número quase infinito de variáveis é muito fácil dar um resultado diferente do que se imagina... Outro agravante é a nossa subconsciência, onde escondemos os nossos verdadeiros motivos de nós mesmos. A conjuntura destes dois fatores nos coloca numa situação em que a vida precisa de ser levada com muita atenção e cautela...

Não acredito que exista um ser, andando solto por aí, bolando um jeito de me devorar... Com os fatores citados acima não há necessidade da existência de demônios para explicar toda a maldade que existe no mundo! O Antigo Testamento não necessitava destas figuras para explicar o mal: basta o ser humano com a sua capacidade de auto-engano... Como sou, não necessito de inimigos, nem demônios para me fazer perder. Sou capaz de perecer sozinho. O diabo e seus demônios são figuras mitológicas que nos ajudam a entender a dinâmica do nosso mal interno. O mal (o negativo) e a maldade (o anti-vida) existem dentro de todos nós. São fatores a serem enfrentados e vencidos!

domingo, 2 de março de 2008

ESPÍRITO PASTORAL

Aconselho que cuidem bem do rebanho

que Deus lhes deu

e façam isso de boa vontade,

como Deus quer,

e não de má vontade.

Não façam o seu trabalho para ganhar dinheiro,

mas com o verdadeiro desejo de servir.

1 Pedro 5.2 (leia 5.1-4) – BLH

Esta passagem usa o pastor e rebanho como metáfora da comunidade religiosa. A tarefa do pastor é cuidar bem do rebanho. O versículo três indica o estilo deste cuidado: por "exemplo" e não por autoridade ou por força. O pastor não é o dominador do rebanho. A sua autoridade não vem de imposição, mas de inspiração! A figura bíblica do pastor é de uma pessoa que anda à frente do rebanho, seguindo-o as ovelhas. Nunca o pastor empurra as ovelhas para frente...

Este modelo de relacionamento serve para os nossos relacionamentos em geral. Todos nós somos pastores de uma forma ou de outra. O nosso rebanho são aqueles que nos cercam. Só cuidaremos do nosso "rebanho" se formos um exemplo, nunca pela força de argumentos, pressionando os outros, manipulando, mas, pelo exemplo de carinho e solidariedade vamos poder ministrar a necessidade do próximo.

sábado, 1 de março de 2008

UMA VEZ POR TODAS

Pois o próprio Cristo morreu por vocês.

Uma vez por todas

ele morreu pelos pecados;

um homem bom pelos maus,

para nos levar a Deus.

Ele morreu no corpo,

mas foi ressurreto no espírito.

1 Pedro 3.18 (leia 3.18-22) – BLH

De acordo com a 1ª Carta de Pedro a morte e a ressurreição de Jesus foram por todas as pessoas. Isto quer dizer que Jesus não morreu somente para aquelas que tinham o privilégio de terem nascido da linha de Abraão, mas todas nascidas da descendência de Adão! A morte e a ressurreição de Jesus atingiram o que nós julgamos seja tempo e espaço. A ação de Jesus alcançou todas as pessoas de todas as épocas do passado e do futuro. A obra de Jesus foi retroativa, incluindo as pessoas que já viveram e morreram, sendo cósmico em relação ao tempo e espaço. Foi cósmico no sentido de alcançar pessoas, independente das suas condições culturais e sociais. O ministério de Jesus foi realizado a favor de toda a humanidade, não apenas de uma pequena faixa em relação ao tempo, espaço geográfico e religioso.

Aqui temos uma declaração de um Cristo cósmico, nunca preso a uma época, raça, cultura ou religião. Os cristãos sempre tiveram dificuldades de aceitarem a dimensão cósmica de Cristo!... Muitos cristãos querem reservar o Cristo para o seu pequeno grupo, condenando o restante da humanidade.