domingo, 28 de dezembro de 2014

O MAIOR DOS MILAGRES


Todos os que viram isso começaram a resmungar:
“Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!”

Lucas 19.7 (leia 19.1-10) – NTLH

Jesus não procurava popularidade ou fama, mas sempre foi seguido pela multidão de admiradores. Naquela ocasião os “fãs” atrapalhavam o seu ministério, impedindo um carente espiritual a chegar perto dele. Jesus precisou contrariar a multidão para atendê-lo. Jesus foi contra a vontade do povo quando parou para atender Zaqueu, o odiado chefe dos cobradores de impostos. Para a multidão, Zaqueu era um malvado que merecia desprezo e ser ignorado. Para Jesus, Zaqueu era uma pessoa carente que precisava de atenção. Jesus dava mais valor em demonstrar amor a Zaqueu do que projetar uma boa imagem para o público. Todos começaram a resmungar diante da amizade que Jesus fez com Zaqueu. A prioridade de Jesus era buscar os perdidos, não ganhar aplausos.

A multidão aguardava milagres e discursos. Para os “fãs”, Jesus fez tudo errado. O que Zaqueu merecia era ouvir um “bom sermão de advertência para parar com sua sem-vergonhice. Precisava alguém para botá-lo no seu lugar. A atitude de Jesus chocou o público. Esperava coisa mais energética de Jesus. Em vez de confronto, abraços! Que decepção!...

Contrário a multidão, Jesus fez o milagre do amor e pregou a mensagem de aceitação incondicional. Amar os outros como eles são e aceitá-los sem impor condições foi o ministério de Jesus. Deixa um modelo para ser seguido. É mais difícil do que pregar sermões e fazer “milagres”!...

Zaqueu não tinha amigos. Ninguém gostava dele. Vivia num vácuo espiritual e social. Tentava encher o vazio com bens materiais, mas continuava infeliz. Ouvia falar de Jesus. Despertou nele uma esperança. Foi atrás. Mas a multidão hostil impediu sua passagem. Diante dos obstáculos Zaqueu engoliu seu orgulho e dignidade. Correu na frente da multidão e subiu numa árvore como se fosse moleque, só para ver Jesus passar por perto. Mas, para a surpresa de todos, Jesus parou debaixo da árvore, chamou Zaqueu pelo nome e convidou-o para descer e recebê-lo na sua casa. Que contraste: a hostilidade da multidão e a amizade de Jesus!

O milagre do amor incondicional de Jesus desencadeou outro milagre, a transformação de Zaqueu. De repente, Zaqueu descobriu a maior riqueza do mundo: o amor do amigo. O dinheiro perdeu o trono! Ao conhecer o amor, Zaqueu começou a compartilhar com os outros.

O sinal da salvação é a generosidade. No momento em que Zaqueu anunciou a sua decisão de distribuir seus bens em vez de recolher os dos outros, Jesus exclamou: “Hoje a salvação entrou nesta casa!”

A diferença entre a salvação e a perdição está no distribuir e no recolher. O egoísmo da perdição nos leva a ajuntar as coisas: materiais e espirituais. O amor da salvação nos leva a compartilharmos. A perdição quer mandar, a salvação: servir.

O milagre do amor incondicional abre o coração para ser amigo dos “pecadores”, e levá-los a praticar a justiça. Parar e falar com Zaqueu foi um dos maiores milagres que Jesus realizou.

 

Lucas 19:1-10 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

JESUS E ZAQUEU

Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos. Ele estava tentando ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, pois Zaqueu era muito baixo. Então correu adiante da multidão e subiu numa figueira brava para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu:

— Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa.

Zaqueu desceu depressa e o recebeu na sua casa, com muita alegria. Todos os que viram isso começaram a resmungar:

— Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!

Zaqueu se levantou e disse ao Senhor:

— Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.

Então Jesus disse:

— Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

THE GREATEST OF ALL MIRACLES


All the people saw this and began to mutter,
“He has gone to be the guest of a sinner.”

Luke 19:7 (read 19:1-10) – NIV

Jesus did not seek popularity or fame, but he was always followed by a crowd of admirers. On this occasion his "fans" hindered his ministry by preventing a person in spiritual need to get near him. Jesus needed to go against the opinion of the crowd in order follow his priorities. Jesus did an unpopular thing when he stopped to greet Zacchaeus, the hated chief of the tax collectors. For the crowd, Zacchaeus was an evil man who deserved contempt and to be ignored. For Jesus, Zacchaeus was a lonely person who needed friendship. Jesus found it more important to demonstrate love to Zacchaeus than to project a good public image. Everyone began to grumble against the friendship that Jesus showed with Zacchaeus. Jesus’ priority was to seek the lost, not win applause.

The crowd was expecting miracles and discourses. To his "fans", Jesus did everything wrong. What Zacchaeus deserved was to hear a "good sermon” warning him to stop being so shameful. He needed someone to put him in his place. The attitude of Jesus shocked the public. They expected an energetic confrontation instead of friendliness. What a disappointment!!!

Unlike the crowd, Jesus performed the miracle of love and preached the message of unconditional acceptance. To love others as they are and accept them unconditionally was the ministry of Jesus. That is the model to be followed today. It's harder than preaching sermons, making doctrinal statements and performing "miracles".

Zacchaeus had no friends. Nobody liked him. He lived in a spiritual and social vacuum. He tried to fill the void with material goods, but he was still unhappy. Undoubtedly he heard about Jesus, and that awakened hope within him. He tried to get close, but the hostile crowd prevented his passage. In the face of obstacles Zacchaeus swallowed his pride and dignity. He ran ahead of the crowd and climbed a tree as though he were a kid in order to see Jesus pass by. But to everyone's surprise Jesus stopped under the tree and called Zacchaeus by name and invited him to come down and receive him in his house. What a contrast between the hostility of the crowd and the friendship of Jesus!

The miracle of the unconditional love of Jesus unleashed another miracle, the transformation of Zacchaeus. Suddenly, Zacchaeus found the greatest wealth in the world, the love of friendship. Money lost its throne. Upon experiencing love Zacchaeus began to share with others.

The sign of salvation is generosity. The moment Zacchaeus announced his decision to distribute his wealth instead of collecting the goods of others, Jesus said, "Today salvation has come to this house!"

The difference between salvation and damnation is the difference between sharing and hoarding. Selfishness wants to accumulate things both, material and spiritual, and love leads us to share our blessings with others.

The miracle of unconditional love opens our heart to be a friend of the outcast and can influence them to practice justice. Stopping and talking to Zacchaeus was one of the greatest miracles that Jesus performed.

 

Luke 19:1-10 – New International Version (NIV)

ZACCHAEUS THE TAX COLLECTOR

Jesus entered Jericho and was passing through. A man was there by the name of Zacchaeus; he was a chief tax collector and was wealthy. He wanted to see who Jesus was, but because he was short he could not see over the crowd. So he ran ahead and climbed a sycamore-fig tree to see him, since Jesus was coming that way.

When Jesus reached the spot, he looked up and said to him, “Zacchaeus, come down immediately. I must stay at your house today.” So he came down at once and welcomed him gladly.

All the people saw this and began to mutter, “He has gone to be the guest of a sinner.”

But Zacchaeus stood up and said to the Lord, “Look, Lord! Here and now I give half of my possessions to the poor, and if I have cheated anybody out of anything, I will pay back four times the amount.”

Jesus said to him, “Today salvation has come to this house, because this man, too, is a son of Abraham. For the Son of Man came to seek and to save the lost.”

domingo, 21 de dezembro de 2014

OLHEM... TOQUEM...


Olhem para as minhas mãos e para os meus pés
e vejam que sou eu mesmo.
Toquem em mim
e vocês vão crer...

Lucas 24.39b (leia 24.36b-48) – NTLH

Lucas relata que os companheiros de Jesus estavam arrasados, de luto pela morte de Jesus em quem eles haviam colocado a esperança! O mundo havia desmoronado, os sonhos evaporados... Restou catar os pedaços que sobraram e refazer a vida! Mas, de repente, a vida apareceu, como fantasma, diante de seus olhos. Jesus morto se transformou em vivo! Era inacreditável! Para tirar as dúvidas deles, Jesus convidou-os a olhar as suas feridas e tocá-las. Jesus vivo se tornou uma experiência concreta, espantosa! Eles participaram como testemunhas oculares da vitória da vida sobre a morte.

No decorrer do tempo, a experiência com a pessoa de Jesus vivo se tornou dogma, artigo de crença. No lugar da experiência veio o credo. Jesus se tornou doutrina, sistema de pensamento, teologia. Com a institucionalização do movimento cristão a “crença certa” (ortodoxia) se confundia com a experiência. No decorrer dos séculos as igrejas se dividiam cada vez mais em questões de doutrina e práticas religiosas. Somos fruto deste fenômeno que continua até hoje. É difícil se identificar com Jesus sem se declarar afiliado a uma denominação ou tendência religiosa. Um cristão julga o outro pela crença, filiação religiosa ou práticas de culto. Somos pressionados a nos conformar com um determinado jogo de normas e ter lealdade institucional.

Lucas chega à essência da fé: ver e sentir, pessoalmente o poder da vida e falar por experiência própria e concreta – nada de teorias abstratas.

O livro “Atos dos Apóstolos”, na realidade, relata os atos contínuos de Jesus através daqueles que o viram e tocaram. Muitas pessoas conseguiram ver e sentir a ressurreição: o aleijado olhando para Pedro e João (3.12-19) e Paulo assistindo a morte de Estêvão e vendo uma luz e ouvindo uma voz na estrada de Damasco (9.1-6). São histórias de encontros transformadores que geravam vida nova.

A ressurreição continua, sendo uma realidade constante. Jesus prossegue a se manifestar em situações de desespero e sofrimento. Ele nunca aparece na hora, lugar ou maneira esperada. Não é programável. Jesus foge das limitações que as igrejas tentam impor. Basta estarmos atentos para vê-lo e tocá-lo na hora de necessidade.

Não estamos acostumados a ver Jesus na rua em pessoas que saem fora das nossas normas. A ressurreição pode se manifestar no sorriso de uma criança, num gesto de solidariedade de um estranho, numa música sagrada ou profana ou na inspiração na calada da madrugada. Foi numa crise com a instituição em 1985 que Jesus me apareceu por meio de um padre e uma freira (um casal). Morreram muitos preconceitos e ressuscitei para uma nova vida mais plena e aberta para as manifestações do Divino.

Continua o convite, “olhem... toquem”!...

 

Lucas 24:36-48 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

JESUS APARECE AOS DISCÍPULOS

Enquanto estavam contando isso, Jesus apareceu de repente no meio deles e disse:

— Que a paz esteja com vocês!

Eles ficaram assustados e com muito medo e pensaram que estavam vendo um fantasma. Mas ele disse:

— Por que vocês estão assustados? Por que há tantas dúvidas na cabeça de vocês? Olhem para as minhas mãos e para os meus pés e vejam que sou eu mesmo. Toquem em mim e vocês vão crer, pois um fantasma não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho.

Jesus disse isso e mostrou as suas mãos e os seus pés. Eles ainda não acreditavam, pois estavam muito alegres e admirados. Então ele perguntou:

— Vocês têm aqui alguma coisa para comer?

Eles lhe deram um pedaço de peixe assado, que ele pegou e comeu diante deles. Depois disse:

— Enquanto ainda estava com vocês, eu disse que tinha de acontecer tudo o que estava escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos livros dos Profetas e nos Salmos.

Então Jesus abriu a mente deles para que eles entendessem as Escrituras Sagradas e disse:

— O que está escrito é que o Messias tinha de sofrer e no terceiro dia ressuscitar. E que, em nome dele, a mensagem sobre o arrependimento e o perdão dos pecados seria anunciada a todas as nações, começando em Jerusalém. Vocês são testemunhas dessas coisas.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

TOUCH AND SEE


It is I myself!
Touch me and see.

Luke 24:39 (read 24.36b-48) – NIV

The Gospel according to Luke reports that Jesus' companions were devastated and grieving the death of the one in whom they had placed their hopes! Their world had collapsed and their dreams had evaporated. They were left to pick up the pieces that were left over and to make a new beginning in life! But suddenly that life appeared as a ghost before their eyes. The dead Jesus was unbelievably alive! To answer their unbelief Jesus invited them to touch him and look at his wounds. Jesus became a real and amazing experience! They became eyewitnesses of the victory of life over death.

For us, Jesus as a resurrected person is not an objective experience, but a dogma to be accepted by faith. Instead of being an experience Jesus is a creed. Institutionalized Christianity presents Jesus as an article of faith, a doctrine, a system of thought and a theology. Over the centuries the churches have been increasingly divided on matters of doctrine and religious practices. We are the fruit of this phenomenon that continues today. It is difficult to identify with Jesus without declaring affiliation with some denomination or religious tendency. We are pressured to conform to a certain set of rules and have institutional loyalty.

Christianity is divorced from touching and seeing, because there is no physical Jesus standing before us to show himself. If touching and seeing is important, whom can we touch and see? The canonic gospels cite Jesus as giving an answer. According to the Gospel of Mathew the Jesus of today is not represented by ecclesiastical authorities but by people in need who surround us – “Whatever you did for one of the least of these brothers and sisters of mine, you did for me” (25:40).

Today Jesus continues to be a constant reality by manifesting himself in situations of despair and suffering. Jesus is not to be found in religious gatherings in sanctuaries but on the margins of society. We're not used to seeing Jesus in the homeless, the immigrant, the jobless or many others who are cast out and shunned by main-liners who close themselves off from those who are different from themselves. Many who identify themselves as Christians reject Jesus when they see the needy by labeling them as being lazy, illegal or otherwise unworthy of compassion.

When we refuse to give gestures of solidarity we are rejecting the invitation to touch and see. But the invitation to touch and see continues until now whether we recognize it or not. Touching and seeing only by faith is a copout from exercising real live actions of compassion.

 

Luke 24:36-48 - New International Version (NIV)

JESUS APPEARS TO THE DISCIPLES

While they were still talking about this, Jesus himself stood among them and said to them, “Peace be with you.”

They were startled and frightened, thinking they saw a ghost.  He said to them, “Why are you troubled, and why do doubts rise in your minds?  Look at my hands and my feet. It is I myself! Touch me and see; a ghost does not have flesh and bones, as you see I have.”

When he had said this, he showed them his hands and feet. And while they still did not believe it because of joy and amazement, he asked them, “Do you have anything here to eat?” They gave him a piece of broiled fish, and he took it and ate it in their presence.

He said to them, “This is what I told you while I was still with you: Everything must be fulfilled that is written about me in the Law of Moses, the Prophets and the Psalms.”

Then he opened their minds so they could understand the Scriptures. He told them, “This is what is written: The Messiah will suffer and rise from the dead on the third day, and repentance for the forgiveness of sins will be preached in his name to all nations, beginning at Jerusalem. You are witnesses of these things.

domingo, 14 de dezembro de 2014

PROCURANDO O VIVO ENTRE OS MORTOS


Por que é que vocês estão procurando
entre os mortos quem está vivo?
Ele não está aqui,
mas ressuscitou.

Lucas 24.5b-6a (leia 24.1-12) – NTLH

De acordo com Lucas, no domingo bem cedo, algumas mulheres foram ao túmulo para cuidar do corpo de Jesus. Todas ficaram cheias de espanto ao encontrar o túmulo vazio! Lucas relata que, dentro do túmulo, dois homens apareceram à Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago e perguntaram: “-Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo?” e acrescentaram, “Ele não está aqui, mas ressuscitou”.

Independente da nossa interpretação da ressurreição, estas palavras têm um sentido muito profundo. O ser humano tem a tendência de buscar a vida em túmulos onde ela não mais existe.

Há uma frase latina, “rigor mortis”, que descreve a característica de um cadáver: rigidez (a rigidez da morte). A flexibilidade é característica da vida, rigidez, da morte. O corpo de uma criancinha é incrivelmente flexível. No curso da vida o corpo, lentamente, perde a flexibilidade. O idoso é menos ágil do que o jovem. Na morte, a rigidez se torna absoluta. A finalidade do túmulo é guardar corpos. A rigidez é norma.

Jesus não é encontrado nos túmulos. Existem muitos túmulos fora dos cemitérios. A religiosidade pode se tornar “túmulo” do espírito humano. Uma vez que ela promova a rigidez de dogmas, doutrinas e normas de conduta, tentando padronizar o ser humano, ela se torna “sepultura espiritual”. Qualquer grupo que se julga dono da verdade, que acha que todos os outros estão errados ou inferiores e que tenta moldar seus membros dentro de um padrão se torna um “jazigo espiritual”. Existem jazigos de tradicionais, conservadores, liberais, pentecostais, avivados, carismáticos, renovados, santificados, etc. Eles podem usar o nome de Jesus, chamando-o de Senhor, expulsando demônios e fazendo milagres, mas Jesus não está no meio deles e nem os conhece (Mateus 7.21-23). Qualquer rigidez é sinal da morte. Quem é vivo, sai. Os defuntos ficam.

A ressurreição é mais do que uma esperança de viver depois da morte. É uma realidade já, no presente!... É a libertação da rigidez da morte. Dá poder de transpor barreiras, agir espontaneamente, motivado pelo amor. É a libertação de ser escravo, cumprindo deveres diante de um deus exigente, para ser filho ou filha, curtindo o Papai (com coração de Mamãe) e trilhando novos caminhos. É o privilégio de aceitar todos como irmãs e irmãos, convivendo em solidariedade. É o privilégio de ser cidadão do Reino que inclui toda a criação como obra de Deus

 

Lucas 24:1-12 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

A RESSURREIÇÃO DE JESUS

No domingo bem cedo, as mulheres foram ao túmulo, levando os perfumes que haviam preparado. Elas viram que a pedra tinha sido tirada da entrada do túmulo. Porém, quando entraram, não acharam o corpo do Senhor Jesus e não sabiam o que pensar. De repente, apareceram diante delas dois homens vestidos com roupas muito brilhantes. E elas ficaram com medo, e se ajoelharam, e encostaram o rosto no chão. Então os homens disseram a elas:

— Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo? Ele não está aqui, mas foi ressuscitado. Lembrem que, quando estava na Galileia, ele disse a vocês: “O Filho do Homem precisa ser entregue aos pecadores, precisa ser crucificado e precisa ressuscitar no terceiro dia”.

Então as mulheres lembraram das palavras dele e, quando voltaram do túmulo, contaram tudo isso aos onze apóstolos e a todos os outros. Essas mulheres eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Estas e as outras mulheres que foram com elas contaram tudo isso aos apóstolos. Mas eles acharam que o que as mulheres estavam dizendo era tolice e não acreditaram. Porém Pedro se levantou e correu para o túmulo. Abaixou-se para olhar e viu somente os lençóis de linho e nada mais. Aí voltou para casa, admirado com o que havia acontecido.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

THE LIVING AND THE DEAD


Why do you look
for the living among the dead?
He is not here;
he has risen!

Luke 24:5b-6a (read 24:1-12 below) – NIV

 

According to Luke, early on the first day of the week some women went to the tomb to care for the body of Jesus. They were filled with astonishment to find that the tomb was empty! Luke reports that inside the tomb, two men appeared to Mary Magdalene, Joanna and Mary the mother of James and asked, "Why do you look for the living among the dead?" and added, "He is not here; he has risen!"

Regardless of our interpretation of the resurrection, these words have a very deep meaning. Human beings have a tendency to seek life in "tombs" where it no longer exists.

There is a Latin phrase, "rigor mortis" (rigidity of death) which describes the characteristic of a corpse. Flexibility is characteristic of life, stiffness of death. The body of a child is incredibly flexible. In the course of life the body slowly loses its flexibility and the elderly become stiffer and stiffer. Stiffness becomes absolute in death. The tomb is a place to keep corpses and stiffness is the norm. Jesus is not found in tombs.

There are many graves outside the cemetery. Religiousness can become a "tomb" of the human spirit. When religion is afraid of change and promotes rigidity of dogma, doctrines and standards of conduct and tries to standardize people it becomes a spiritual graveyard. Any group that thinks it owns the absolute truth, that considers everyone else to be wrong or inferior and tries to mold its members into a fixed pattern becomes a spiritual ossuary. Conservatism, Liberalism, Pentecostalism, Charismatic movements or any ism can become a spiritual cemetery. People can use the name of Jesus, call him Lord, cast out demons and perform miracles, but Jesus is not among them or even knows them (Matthew 7.21-23). Any stiffness is a sign of death. Those who are alive leave the cemetery. The dead remain.

True resurrection is more than a hope of life after death. It is already a reality here and now! It is liberation from the rigidity of spiritual death. It is power to overcome barriers. It is spontaneous action and is motivated by love. It is liberation from being a slave-like servant of a demanding God and becoming a child who enjoys the hug of a Divine Daddy/Mommy. It takes us to new paths. It is the privilege of accepting everyone as brothers and sisters and living together in solidarity. It is the privilege of being a citizen of a Kingdom that has no boundaries and that includes all creation as God's work.

 

Luke 24:1-12 – New International Version (NIV)

JESUS HAS RISEN

On the first day of the week, very early in the morning, the women took the spices they had prepared and went to the tomb. They found the stone rolled away from the tomb, but when they entered, they did not find the body of the Lord Jesus. While they were wondering about this, suddenly two men in clothes that gleamed like lightning stood beside them. In their fright the women bowed down with their faces to the ground, but the men said to them, “Why do you look for the living among the dead? He is not here; he has risen! Remember how he told you, while he was still with you in Galilee: ‘The Son of Man must be delivered over to the hands of sinners, be crucified and on the third day be raised again.’” Then they remembered his words.

When they came back from the tomb, they told all these things to the Eleven and to all the others. It was Mary Magdalene, Joanna, Mary the mother of James, and the others with them who told this to the apostles. But they did not believe the women, because their words seemed to them like nonsense. Peter, however, got up and ran to the tomb. Bending over, he saw the strips of linen lying by themselves, and he went away, wondering to himself what had happened.

domingo, 7 de dezembro de 2014

APARÊNCIAS E REALIDADE


...quem se engrandece será humilhado,
e quem se humilha será engrandecido.

Lucas 18.14 (leia 18.9-14) – BLH

Esta parábola é um retrato da Sinagoga e da Igreja de todas as épocas. A religião institucionalizada não mudou. Continua existir as “elites espirituais” e os “pecadores”. Este padrão é enganoso. A natureza do Reino é outra. A igreja institucional tem orgulho do seu “status” de “exclusividade” em relação ao Divino e vive uma ilusória “paz com Deus”. A igreja de Jesus simplesmente ora: “tem pena de mim, pois sou pecador”.

Jesus sempre batia na tecla da futilidade, do orgulho e arrogância. Muitas das suas parábolas estão em torno deste tema. Ironicamente, a religião oferece um campo fértil para as manifestações do sentimento de superioridade e auto retidão. Dificilmente líderes religiosos admitem seus erros. Julgam-se acima dos demais. Tornam “réus” aqueles que têm a coragem de desagradá-los. Apontam para os erros dos outros como parte da sua auto justificação.

A parábola, conhecida como “A Parábola do Fariseu e o Cobridor de Impostos”, é exemplo perfeito deste fenômeno. Esta história não nega as afirmações do fariseu, nem a culpa do cobrador de impostos. Mesmo estando cheio de razão, o fariseu errou fatalmente por tomar sobre si o papel de acusador e juiz. Ele se engrandeceu e se condenou. Voltou para casa com um falso senso de “paz com Deus”, sentindo-se superior ao “réu”. O pecador humilde estava mais perto do Reino do que o justo arrogante que se colocou no lugar de superioridade.

Na igreja de Jesus, não há hierarquia. Não há quem comanda e quem obedeça. Sua igreja é uma família aberta de irmãos e irmãs. Ninguém é melhor do que o outro. Todos são iguais.

O que conhecemos como “igreja” hoje se afasta de tudo que Jesus viveu e ensinou. Tornou-se “sociedade fechada dos salvos”. Ergue templos de separação e cobra ingresso, em forma de submissão às normas que ela estabelece e de dinheiro. A maior parte dos “dízimos” é destinada para o sustento da instituição. Somente uma pequena parte sobra para ajudar os necessitados. As obras sociais estão à parte, pois a instituição consome os dízimos para sua própria manutenção.

Como os fariseus, ela cria um mundo de “atividades sagradas” para comprovar sua superioridade espiritual e classifica tudo mais como “secular” ou “profano”. Ela agradece a Deus por achar-se melhor do que o “mundo da perdição” que ela rejeita e despreza.

A igreja de Jesus continua a ser dos rejeitados e os que se identificam com eles. Nos evangelhos os discípulos e discípulas eram os “João Ninguém” e as “Joanas” da vida. Estavam perdidos no meio da multidão. Foi a igreja posteriormente quem colocou Pedro como chefe e inventou uma estrutura hierárquica de poder para seus sucessores. Na igreja de Jesus não havia chefe. Todos eram irmãos.

As instituições, inclusive as igrejas, refletem a alma humana. Valorizam as aparências mais que o conteúdo. Jesus nos ajuda a enxergar além da “fachada” e ver o interior para fazermos a nossa autocrítica. Só enxergando a nossa verdade podemos ser libertados das nossas ilusões e alcançarmos a verdadeira “paz com Deus”.

 

Lucas 18:9-14 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

O FARISEU E O COBRADOR DE IMPOSTOS

Jesus também contou esta parábola para os que achavam que eram muito bons e desprezavam os outros:

— Dois homens foram ao Templo para orar. Um era fariseu, e o outro, cobrador de impostos. O fariseu ficou de pé e orou sozinho, assim: “Ó Deus, eu te agradeço porque não sou avarento, nem desonesto, nem imoral como as outras pessoas. Agradeço-te também porque não sou como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e te dou a décima parte de tudo o que ganho.”

— Mas o cobrador de impostos ficou de longe e nem levantava o rosto para o céu. Batia no peito e dizia: “Ó Deus, tem pena de mim, pois sou pecador!”

E Jesus terminou, dizendo:

— Eu afirmo a vocês que foi este homem, e não o outro, que voltou para casa em paz com Deus. Porque quem se engrandece será humilhado, e quem se humilha será engrandecido.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

APPEARANCES AND REALITY


All those who exalt themselves will be humbled,
and those who humble themselves will be exalted.

Luke 18:14 (read 18:9-14) – NIV

This parable is a picture of the Synagogue and the Church of all times. Institutional religion has not changed. "Spiritual elites" and "sinners" continue to exist. This pattern is misleading. The nature of the Kingdom is exactly the opposite by having everyone on the same level. The institutional church is proud of its exclusiveness in relation to the Divine and lives an illusory "peace with God". The true church of Jesus simply prays, "have mercy on me, a sinner."

Jesus always hammered on the keys of futility, pride and arrogance. Many of his parables are around these topics. Ironically, religion provides a fertile ground for the manifestation of the feeling of superiority and of self-righteousness. Religious leaders rarely admit their mistakes. Many think of themselves as being above the common lot. Those who have the courage to displease them are labeled as "sinful". Pointing out the mistakes of others is part of self-righteousness.

This parable which is known as "The Parable of the Pharisee and the Tax Collector" is a perfect example of this phenomenon. This story denies neither the claims of the Pharisee nor the fault of the tax collector. Despite of being fully correct, the Pharisee erred fatally by taking upon himself the role of judge. He magnified himself and condemned the tax collector. He returned home with a false sense of "peace with God" and feeling superior to the "sinner". The humble sinner was closer to the Kingdom than the arrogant self-righteous man who put himself on a level of superiority.

In true Christianity there is no hierarchy. There are not those who command and those who obey. Jesus’ church is an open family of brothers and sisters. No one is better than the other. All are equal.

What we know as "church" today is far from what Jesus lived and taught. It has largely become a "closed society of the saved." It builds temples of separation and charges admission in the form of submission to its norms and donations to the institution. Most of the contributions of its members are used to sustain the organization. Only a small portion is left over to help the needy. Most of its social projects are done by separate institutions that raise funds elsewhere, because the churches themselves consume most of the tithes for their own maintenance.

Like the Pharisees, churches create a world of separate "sacred activities" to prove their spiritual superiority, and classify everything else as "secular" or "profane". They thank God that they are better than the lost world which they reject or ignore.

The true church of Jesus is made up largely of those who are rejected by society and even by institutional religion. In the Gospels the disciples were the commonly ignored Joe’s and Jane’s of life. They were those who were lost in the crowd. It was later that the state-sponsored institutional church claimed Peter as its head and invented a hierarchical structure of power for his successors. Protestantism has largely adopted this basic pattern and only modified the titles. In the true church of Jesus there was no chief. All were sisters and brothers.

All institutions (including churches) reflect the values of the societies in which they thrive. Appearances are often valued above content. Jesus helps us to see beyond the façade and see what is on the inside so that we can make a realistic evaluation. Only by seeing our own truths can we be set free from our illusions and attain true "peace with God".

 

Luke 18:9-14 – New International Version (NIV)

The Parable of the Pharisee and the Tax Collector

To some who were confident of their own righteousness and looked down on everyone else, Jesus told this parable: “Two men went up to the temple to pray, one a Pharisee and the other a tax collector. The Pharisee stood by himself and prayed: ‘God, I thank you that I am not like other people—robbers, evildoers, adulterers—or even like this tax collector. I fast twice a week and give a tenth of all I get.’

“But the tax collector stood at a distance. He would not even look up to heaven, but beat his breast and said, ‘God, have mercy on me, a sinner.’

“I tell you that this man, rather than the other, went home justified before God. For all those who exalt themselves will be humbled, and those who humble themselves will be exalted.”

domingo, 30 de novembro de 2014

ORAÇÃO E BLÁBLÁBLÁ


...Ele julgará a favor do seu povo
e fará isso bem depressa.

Lucas 18.8 (leia 18.1-8) – NTLH

 

Na Parábola da Viúva e o Juiz, o juiz atendeu a mulher só para que ela parasse de “encher o saco”. Ele não tinha compaixão, respeito, dedicação à justiça e aos direitos humanos. Julgou o caso da viúva a favor dela para que ela parasse de aborrecê-lo com sua insistência! Ela se tornou inconveniente. Venceu o juiz “pelo cansaço”.

Muitas vezes os cristãos agem como se Deus fosse igual ao juiz desonesto. Acham que podem vencê-Lo pelas orações. Montam vigílias de oração como se Ele fosse influenciado pela insistência em orar a noite toda. Organizam clamores, achando que por gritos bem altos Deus seria movido a atendê-los. Acham que oração tem poder e longas orações mais ainda... Creem que por muito orar serão ouvidos. Acham que a oração poderosa é aquela que é gritada, às vezes amplificada por um sistema de som com alto-falantes possantes.

Para muitos, a oração é instrumento de manipulação para pressionar Deus a fazer a vontade humana, confundindo-a com a vontade divina. Este tipo de fé é depositado no poder das suas orações bem feitas, não na compaixão incondicional de Deus.

Jesus deixou bem claro que seu Papai é o oposto do juiz desonesto. Ele não precisa de vigias, clamores e gritaria para atender seus filhos e filhas. Já sabe das suas necessidades, mesmo antes deles chorarem a sua dor. Deus não demora. Não precisa ser pressionado, nem informado. Deus atende porque Ele é amor, não porque nós oramos.

Para que serve a recomendação de “orar sempre e não desanimar”? Para Jesus, a oração começa com o ouvir, não o falar. A base da oração está na atitude de “seja feita a Tua vontade (não a minha)”. Para saber a vontade de Deus precisamos, primeiro, ouvir a voz do Seu Espírito. Jesus orava (ouvia) intensamente, sozinho, na calada das noites. Criticava orações feitas em público. A oração verdadeira é a comunhão do Seu Espírito com o nosso espírito. Nosso falar vem, depois de ouvir, com palavras de gratidão, somente para os “ouvidos” de Deus como um sussurro no ouvido de amante.

Deus não é surdo, ignorante ou desinteressado. O mundo não precisa ser mudado. Deus o fez com perfeição. Somos nós que precisamos mudar. O nosso estilo de vida cria diretamente ou indiretamente, as condições que causam desequilibro, injustiça e sofrimento. Não adianta clamar a Deus por aquilo que nós causamos.

A oração “sempre e sem desanimar” é viver em sintonia constante em todas as atividades. Oração não é uma atividade à parte das outras, é uma atitude permanente, sem cessar. Acompanha tudo que fazemos. Vai além de meras palavras.

Jesus falou em encontrar “fé na terra”. Fé é viver em harmonia com Deus, o próximo e a criação. Transforma seu portador em instrumento de construção de um mundo melhor, mais amável, mais solidário. A oração de fé não é blábláblá!

 

Lucas 18:1-8 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

A VIÚVA E O JUIZ

Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar:

— Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém. Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: “Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!”

— Durante muito tempo o juiz não quis julgar o caso da viúva, mas afinal pensou assim: “É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém. Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo.”

E o Senhor continuou:

— Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse. Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo? Eu afirmo a vocês que ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa. Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PRAYER AND LISTENING


He will surely hurry and help them.

Luke 18:8 (read 18*1-8) – (CEV)

 

In the Parable of the Widow and the Judge, the judge granted the woman’s request only to “get her off his back”. He had no compassion, dedication to justice or respect for human rights. He judged the case of the widow in her favor in order for her to stop pestering him. She became so inconvenient that she wore him out.

Often Christians act as though God is equal to this dishonest judge. They think they can overcome Him by prayer. They organize prayer vigils as though He were influenced by the insistence of them praying all night. They cry out thinking that their loud voices would move God to grant their requests. They think that prayer has power and that long prayers have even more power. They think that by much prayer they will be better heard. Sometimes they even reinforce their prayers by sound systems with powerful speakers.

For many, prayer is an instrument of manipulation to pressure God into complying to human will and confuses human desires with divine will. Faith is placed in the power of prayers that are well made and not in the unconditional compassion of God.

Jesus made it clear that his “Daddy” is the opposite of the crooked judge of the parable. He does not need to hear cries, moaning or clamor to meet his children’s needs. He already knows their needs even before they reveal their pain. God does not act too late and needs not be pressured, or informed. God meets our needs because He is love and not because we pray.

What does the recommendation to "pray always and not lose heart" mean? For Jesus, prayer begins with listening, not talking. The basis of prayer is the attitude of "Thy will (not mine) be done". In order to know the will of God we must first listen to the voice of His Spirit. Jesus frequently went off by himself alone in the dead of night and prayed (listened) intensely. He criticized prayers made in public. Real prayer is the communion of His Spirit with our spirit. Our talking should be done only after listening and with words of gratitude directed only to the "ears" of God as a whisper in the ear of a lover.

The insistence on prayers in public places and events is a carryover from a paganism that has distant and uninterested deities instead of a loving parent that is always by our side. Public prayers have nothing to do with God’s presence or blessings. Repeating the Lord’s Prayer in classrooms or public gatherings will not “bring God in” or the absence of them “take God out”. The Divine presence is everywhere independent of humans, or perhaps even in spite of them.

God is not deaf, ignorant or uninterested. The world does not need to be changed. God has molded it to perfection. We are the ones who need to change. Our lifestyle directly or indirectly creates the conditions that cause imbalance, injustice and suffering. No use crying out to God for what we cause.

Prayer that is "constant and without losing heart" is to live in constant harmony in all our activities. Prayer is not an activity apart from the others. It is a permanent attitude that accompanies all actions. It accompanies everything we do and goes beyond mere words.

Jesus questioned about finding "on the earth anyone with faith". Faith is to live in harmony with God, with all humankind and with all of nature. Prayer should transform those who practice it into tools that build a better, kinder and more caring world. The prayer of faith is not just a lot of spoken words.

 

Luke 18:1-8 – Contemporary English Version (CEV)

A WIDOW AND A JUDGE

Jesus told his disciples a story about how they should keep on praying and never give up:

In a town there was once a judge who didn’t fear God or care about people. In that same town there was a widow who kept going to the judge and saying, “Make sure that I get fair treatment in court.”

For a while the judge refused to do anything. Finally, he said to himself, “Even though I don’t fear God or care about people,  I will help this widow because she keeps on bothering me. If I don’t help her, she will wear me out.”

The Lord said:

Think about what that crooked judge said. Won’t God protect his chosen ones who pray to him day and night? Won’t he be concerned for them? He will surely hurry and help them. But when the Son of Man comes, will he find on this earth anyone with faith?

domingo, 23 de novembro de 2014

FÉ INESPERADA





Por que somente este estrangeiro voltou
para louvar a Deus?
E Jesus disse a ele:
“Levante-se e vá.
Você está curado porque teve fé.”


Lucas 17.18b-19 (leia 17.11-19) – NTLH

 
Mais uma vez, Jesus “furou” o esquema de valores sociais da sua época. Ele elogiou a fé dum homem desprezado pelo preconceito popular. Os nove homens menos “desprivilegiados” não voltaram para agradecer. Todos eram leprosos, mas um, além de ser portador desta doença, era samaritano; considerado de raça inferior: duplamente prejudicado. A lepra era a doença mais temida porque tinha conotações espirituais. Uma pessoa com mancha na pele era considerada impura espiritualmente. A pele refletia a alma. Os leprosos eram privados de contatos sociais e banidos do templo por causa de manchas na pele. Simples infecções de pele, alergias ou outras irritações poderiam transtornar a vida de uma pessoa! Somente os sacerdotes tinham poder de declará-los curados e puros.

Coitado do samaritano! Não tinha vez! Nenhum sacerdote, sabendo que ele era samaritano, o declararia curado e puro. O fato dele ser samaritano já era maldição aos olhos dos judeus. Mas, para Jesus, não existia maldição. Todos eram iguais diante do Papai. Foi justamente o “pior” da turma dos dez que voltou à Fonte da Vida, Jesus, com gratidão. Os outros ficaram satisfeitos com a bênção do sacerdote e nem lembraram a verdadeira fonte da sua restauração. Para eles, o mais importante era ter a aprovação do sacerdote e recuperar seu lugar na sociedade.

O samaritano sarou da sua lepra, mas continuou sendo samaritano, objeto de preconceito e discriminação. A sua grande descoberta foi que, entre os milhares de judeus, tinha um amigo, Jesus. Jesus era o único judeu que lhe demonstrou amor e respeito. 

Mais uma vez, Jesus rompeu as barreiras religiosas da sua época. Jesus demonstrou que a fé não era o monopólio de poucos “escolhidos por Deus”. O samaritano desprezado tinha mais fé do que os nove que pertenciam a “raça eleita”. Não era por pertencer à religião certa ou abraçar crenças corretas que foi curado. A sua fé o curou! A fé não era propriedade privada dos judeus. 

É fácil confundir a bênção sacerdotal com a fé. A fé verdadeira gera gratidão. Ter fé é ser grato. A fé levou o samaritano a demonstrar sua gratidão diante da graça concedida, independente da bênção sacerdotal. Foi a fé, não a bênção que o curou. 

A ortodoxia, o fundamentalismo e outras formas de radicalismo definem a fé dentro de seus parâmetros. Não reconhecem a fé daqueles que não se encaixam dentro dos seus padrões... Para eles, ter fé exigia conformidade com seu esquema de crenças, padrões de conduta e práticas de culto. Jesus incentivava a fé, sem colocar fardos! 

Até hoje o cristianismo tem dificuldade em aceitar as “inclusões” de Deus. Despreza a fé dos demais e acha que somente sua forma de fé é verdadeira. 

Nos evangelhos Jesus está sempre “cutucando” os orgulhosos. Orgulho é defeito moral. Não perdia oportunidades de mostrar que seu Pai não dava valor a nenhuma pretensão de superioridade. Os verdadeiros eleitos não percebem a sua eleição. Os que se acham eleitos são enganados. O samaritano se achava o mais perdido de todos os dez. A falta da bênção sacerdotal ajudou o samaritano a perceber a verdadeira fonte da vida. Ser desprezado pelos outros se tornou bênção!





Lucas 17.11-19 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)
JESUS CURA DEZ LEPROSOS
Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galileia. Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe e gritaram:
— Jesus, Mestre, tenha pena de nós!
Jesus os viu e disse:
— Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês.
Quando iam pelo caminho, eles foram curados. E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus disse:
— Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus?
E Jesus disse a ele:
— Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé.
 

 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

UNEXPECTED FAITH


“Has no one returned to give praise to God
except this foreigner?”
Then he said to him,
“Rise and go;
your faith has made you well.”

Luke 17.18b-19 (see 17.11-19) - NIV

 
Again, Jesus shook up the scheme of popular social values. He praised the faith of a man despised by popular prejudice. The other nine men who were higher up on the social scale did not return to give thanks for their cure. All were lepers, but besides being a carrier of this disease one of the ten men was a Samaritan who was considered to be of an inferior race. Thus he was doubly handicapped. Leprosy was one of the most dreaded diseases, because it had spiritual connotations. A person with any blemish on the skin was considered to be spiritually unclean. The skin reflected the condition of the soul. Lepers were deprived of social contacts and banned from the temple because of blemishes on their skin. Simple skin infections, allergies or other irritations could disrupt a person's life! Only priests had power to declare them to be healed and pure.

 
Poor Samaritan!!! He had no chance! No priest who knew that he was a Samaritan would declare him to be clean. The fact that he was a Samaritan was already a curse in the eyes of the Jews. But for Jesus there was no curse. All were equal before the heavenly “Daddy”. Out of the group of ten lepers, the one who returned to Jesus with gratitude was the outcast. The others were satisfied only with the blessing of the priest and did not remember the true source of their cleansing. For them, the most important thing was to have the priestly blessing and regain their place in society.

 
The Samaritan was delivered from his leprosy, but he continued to be a despised Samaritan and subject to prejudice and discrimination. His great discovery was that in Jesus he had a friend among the thousands of otherwise hostile or indifferent Jews. Jesus was the only Jew who showed him love and respect.

 
Again, Jesus broke the religious barriers of his time. Jesus demonstrated that faith was not the monopoly of a few God chosen elite. The despised Samaritan had more faith than the nine others who belonged to the "chosen race". It was not by belonging to a certain religion or embracing correct beliefs that he was cured. His faith made him well. Faith was not the private property of the Jews or anyone else.

 
It is easy to confuse official blessings with faith. True faith leads to gratitude. To have faith is to be grateful. Faith led the Samaritan to show his gratitude for the grace that was given to him independent of the absence of official blessings. It was faith, not the blessing that healed him.

 
Orthodoxy, fundamentalism and other forms of radicalism define faith within certain limits. They do not recognize the faith of those who do not fit into their scheme of things. For them to have faith requires the acceptance of a given set of beliefs, standards of conduct and forms of worship. Jesus encouraged faith without heaping on a lot of extra burdens on people!

 
Christianity today has difficulty in accepting the "inclusions" of God. Many professed Christians look down on others whom they judge to be unworthy in some way because of their ethnic origin, citizenship status, sexual orientation, religious affiliation, economic conditions and many other differences. Many Christians would rather eliminate them (deport the illegals) than to extend a helping hand.

 
In the Gospels Jesus was always "prodding" the proud. Pride is a moral blemish. He lost no opportunity to show that his “Daddy” did not value any claim of superiority. The truly elected are unconscious of their election. Those who think that they are the elected deceive themselves. The Samaritan felt himself to be the most lost of all of the ten. The lack of a priestly blessing helped the Samaritan to recognize the true source of life. In this way his being scorned by others was transformed into a blessing.

 

Luke 17:11–19

Jesus Heals Ten Men With Leprosy

Now on his way to Jerusalem, Jesus traveled along the border between Samaria and Galilee. As he was going into a village, ten men who had leprosy met him. They stood at a distance and called out in a loud voice, “Jesus, Master,j have pity on us!”

When he saw them, he said, “Go, show yourselves to the priests.” And as they went, they were cleansed.

One of them, when he saw he was healed, came back, praising God in a loud voice. He threw himself at Jesus’ feet and thanked him—and he was a Samaritan.

Jesus asked, “Were not all ten cleansed? Where are the other nine? Has no one returned to give praise to God except this foreigner?” Then he said to him, “Rise and go; your faith has made you well.”