domingo, 1 de fevereiro de 2015

VENCENDO BARREIRAS


“O senhor é Judeu, e eu sou samaritana.
Então como é que o senhor me pede água?”
(Ela disse isso porque os judeus
não se dão com os samaritanos.)

João 4.9 (leia 4.5-42) – NTLH

Jesus frequentemente fazia o que não devia segundo as normas da sua cultura. Um bom Judeu não falaria em público com mulher desconhecida, muito menos com pagã ou mulher de vida duvidosa. Também seria humilhante um homem se mostrar dependente e pedir um favor à uma mulher. Mas, para Jesus, o ser humano era mais importante do que qualquer norma social. Muitas vezes os “bons costumes” levantam barreiras e fazem vítimas.

Para Jesus, havia uma grande diferença entre conservar uma boa reputação e dar bom testemunho. Ele arriscava a sua reputação para poder atingir os necessitados. O bem estar da mulher Samaritana era mais importante do que a reputação dele.

Muitos cristãos estão preocupados sobre o que os outros podem pensar a seu respeito… Acham que “dar bom testemunho” é fazer o que os outros esperam deles e agir dentro dos bons costumes sociais. Procuram andar em ambientes aprovados e cultivar amizades com aqueles que são aceitáveis pela sociedade.

Outro aspecto marcante de Jesus era sua humildade. Nunca demonstrou superioridade moral. Nunca exigiu conduta moral como condição para relacionamento. Para a estranheza de muita gente “boa”, Jesus se relacionava com pecadores e pessoas de má reputação.

A mulher Samaritana era um fracasso: no amor, vivia seu sexto relacionamento amoroso e na amizade, evitava outras mulheres ao buscar água no calor do meio dia, quando todas as outras estavam em casa. Tinha amantes, mas não amigas. Quem seria amigo dela? Se não fosse Jesus, ninguém!…

A cidade grande é lugar de solidão. Milhões de pessoas sobrevivem simplesmente ignoradas: sem teto, emprego, saúde, alimentação, família, escola, direitos, rumo, crianças vendendo doces nas esquinas em troca de alguns centavos, moças alugando seu corpo para poder se alimentar e meninos viciados. Os pobres são explorados e aprendem que a malandragem é o melhor caminho. A mulher Samaritana representa esta multidão de mulheres, homens, crianças e idosos na face da terra.

A mulher Samaritana teve sorte. Jesus rompeu as barreiras e chegou até ela antes que fosse tarde demais. Renasceu a alegria de viver. Com ela, muitos outros descobriram um novo caminho.

Vamos ser como os discípulos, admirados mas paralisados? Ou vamos ganhar a coragem de deixar os nossos preconceitos e chegar aos Samaritanos de hoje? Quantos terão a felicidade de alguém romper as barreiras e chegar ao seu lado com amor?

 

João 4:5-42 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

 

Ele chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou menos meio-dia quando Jesus, cansado da viagem, sentou-se perto do poço.

Uma mulher samaritana veio tirar água, e Jesus lhe disse:

— Por favor, me dê um pouco de água.

(Os discípulos de Jesus tinham ido até a cidade comprar comida.)

A mulher respondeu:

— O senhor é judeu, e eu sou samaritana. Então como é que o senhor me pede água? (Ela disse isso porque os judeus não se dão com os samaritanos.)

Então Jesus disse:

— Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e ele lhe daria a água da vida.

Ela respondeu:

— O senhor não tem balde para tirar água, e o poço é fundo. Como é que vai conseguir essa água da vida? Nosso antepassado Jacó nos deu este poço. Ele, os seus filhos e os seus animais beberam água daqui. Será que o senhor é mais importante do que Jacó?

Então Jesus disse:

— Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna.

Então a mulher pediu:

— Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água.

— Vá chamar o seu marido e volte aqui! — ordenou Jesus.

— Eu não tenho marido! — respondeu a mulher.

Então Jesus disse:

— Você está certa ao dizer que não tem marido, pois já teve cinco, e este que você tem agora não é, de fato, seu marido. Sim, você falou a verdade.

A mulher respondeu:

— Agora eu sei que o senhor é um profeta! Os nossos antepassados adoravam a Deus neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde devemos adorá-lo.

Jesus disse:

— Mulher, creia no que eu digo: chegará o tempo em que ninguém vai adorar a Deus nem neste monte nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, não sabem o que adoram, mas nós sabemos o que adoramos porque a salvação vem dos judeus. Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade.

A mulher respondeu:

— Eu sei que o Messias, chamado Cristo, tem de vir. E, quando ele vier, vai explicar tudo para nós.

Então Jesus afirmou:

— Pois eu, que estou falando com você, sou o Messias.

Naquele momento chegaram os seus discípulos e ficaram admirados, pois ele estava conversando com uma mulher. Mas nenhum deles perguntou à mulher o que ela queria. E também não perguntaram a Jesus por que motivo ele estava falando com ela.

Em seguida, a mulher deixou ali o seu pote, voltou até a cidade e disse a todas as pessoas:

— Venham ver o homem que disse tudo o que eu tenho feito. Será que ele é o Messias?

Muitas pessoas saíram da cidade e foram para o lugar onde Jesus estava.

Enquanto isso, os discípulos pediam a Jesus:

— Mestre, coma alguma coisa!

Jesus respondeu:

— Eu tenho para comer uma comida que vocês não conhecem.

Então os discípulos começaram a perguntar uns aos outros:

— Será que alguém já trouxe comida para ele?

— A minha comida — disse Jesus — é fazer a vontade daquele que me enviou e terminar o trabalho que ele me deu para fazer. Vocês costumam dizer: “Daqui a quatro meses teremos a colheita.” Mas olhem e vejam bem os campos: o que foi plantado já está maduro e pronto para a colheita. Quem colhe recebe o seu salário, e o resultado do seu trabalho é a vida eterna para as pessoas. E assim tanto o que semeia como o que colhe se alegrarão juntos. Porque é verdade o que dizem: “Um semeia, e outro colhe.” Eu mandei vocês colherem onde não trabalharam; outros trabalharam ali, e vocês aproveitaram o trabalho deles.

Muitos samaritanos daquela cidade creram em Jesus porque a mulher tinha dito: “Ele me disse tudo o que eu tenho feito.” Quando os samaritanos chegaram ao lugar onde Jesus estava, pediram a ele que ficasse com eles, e Jesus ficou ali dois dias.

E muitos outros creram por causa da mensagem dele. Eles diziam à mulher:

— Agora não é mais por causa do que você disse que nós cremos, mas porque nós mesmos o ouvimos falar. E sabemos que ele é, de fato, o Salvador do mundo.

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