domingo, 26 de abril de 2015

PARAÍSO PERDIDO


E todos continuavam firmes,
seguindo os ensinamentos dos apóstolos,
vivendo em amor cristão,
partindo o pão juntos e fazendo orações.

Atos 2.42 – (leia 2.42-47) – NTLH

 

O Livro de Gênesis no Antigo Testamento retrata o início da humanidade no Jardim do Éden, um verdadeiro paraíso. Tudo era perfeito: sem morte, sem dor, alimentação sem gastar suor, sem frio que necessitasse cobertor e todas as tardes um passeio no Jardim com o Criador!... Não existia fome, cansaço, tristeza ou desarmonia. Tudo era o oposto do que veio depois e existe até hoje. Todos os esforços para recriar paraísos têm sido frustrados ao longo da história. Os “paraísos” sempre se transformam em “infernos”.

O Livro de Atos dos Apóstolos no Novo Testamento retrata, também, um paraíso, o Jardim do Éden da Igreja. Os irmãos viviam em união numa solidariedade fantástica, repartindo entre si todos os seus bens. Comiam juntos em suas casas com alegria e humildade. Ninguém passava necessidade. Louvavam a Deus por tudo. A vida fraternal era admirada pela população geral e muitas pessoas se ajuntavam à comunidade dos crentes.

Como no paraíso de Gênesis, aquela igreja acabou em pouco tempo e nunca mais voltou a existir. Todas as tentativas de restaurá-la têm sido frustradas, criando divisões e ainda mais, afastamento do seu ideal. A honestidade nos leva a afirmar que as igrejas que existem hoje são o oposto daquela primeira comunidade registrada nos Atos dos Apóstolos. Hoje existe na igreja: orgulho, rivalidade, competição, rejeição, desunião, indiferença, desconfiança e oportunismo.

Eis aqui o nosso desafio: viver o Reino de Deus onde o egoísmo impera nas suas formas mais variadas, até com a aparência de piedade.

Todas as instituições têm por finalidade promover o bem estar do ser humano. Ao mesmo tempo, todas, inclusive as religiosas e beneficentes, oferecem palcos perfeitos para a autopromoção. Há sempre grande busca para os postos mais elevados, seja: presidente do partido político ou episcopado da igreja. Lugares que oferecem maiores vantagens são os mais disputados. Nunca vi pessoas brigarem pelo privilégio de “limpar banheiros”, mas canso de ver disputas ferozes pelas altas posições na igreja. É uma honra ficar no primeiro lugar e uma desgraça ficar no último, inclusive na igreja. A igreja teve o privilégio de ouvir as palavras de Jesus, “Os últimos serão os primeiros”. Com esta dinâmica de disputa pelas vantagens, instituições, inclusive igrejas, se tornam anti-Reino.

O nosso texto oferece uma frase chave de como viver o Reino em qualquer ambiente: “vivendo em amor”. O “viver em amor” busca solidariedade. Havia o espírito de repartir com os outros de acordo com as suas necessidades. Subir à custa dos outros seria o oposto. A humildade faz parte do amor. Julgarmo-nos melhores do que os outros e acharmos que Deus está mais ao nosso lado do que do lado dos outros também é anti-Reino! Os cristãos são campeões em condenar outras religiões, achando que só eles têm razão. A alegria, também fruto do amor, é contagiosa e demonstra que a vida vence as dificuldades que aparecem pelo caminho. Louvor é gratidão, vem do reconhecimento que Deus é gracioso, nos abençoando muito além dos nossos merecimentos. Essas qualidades fazem com que o Reino de Deus seja uma esperança, transformando-nos em sal e luz.

 

ATOS 2:42-47. – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.

A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS

Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso todas as pessoas estavam cheias de temor. Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham. Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um. Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade. Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.

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