domingo, 21 de junho de 2015

A GLÓRIA VERDADEIRA


Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar
que Cristo Jesus tinha:
Ele tinha a natureza de Deus,
mas não tentou ficar igual a Deus.
Pelo contrário,
ele abriu mão de tudo o que era seu
e tomou a natureza de servo,
tornando-se assim igual aos seres humanos.

Filipenses 2.5-7 (leia 2.5-11) – NTLH

Qual foi o “modo de pensar” de Jesus? -Pensava com humildade, sem pretensões. Numa sociedade consumista isto é difícil. Somos ensinados a olhar somente para o “nosso próprio umbigo”. Uma pessoa humilde, sem pretensões é considerada fracassada. O ideal é a prosperidade e o poder. Quem não consegue alcançá-los se torna cidadão de segunda categoria, explorado por seus superiores.

Se Jesus viesse como 2000 anos atrás, qual seria o seu novo estilo de vida hoje? Poderíamos imaginar Jesus brasileiro? Cacá Diegues levou a tela o Deus brasileiro. Com certeza, escandalizou muita gente!

Jesus brasileiro seria escandaloso também? Vamos imaginar o seu nascimento num bairro da periferia de Belém do Pará! Filho de uma jovem pobre que se casou as pressas com quem que não era o pai dele. Jesus nortista, subnutrido, moreno, queimado pelo Sol, mãos calejadas pelo trabalho duro de servente de pedreiro, retrata um paralelo de Jesus nazareno. Seria homem de fé, mas indiferente às práticas e costumes da igreja. Seria péssimo membro e não se enquadraria dentro das normas da instituição. Considerado mundano pelas lideranças religiosas... Sua amizade com os marginalizados: prostitutas, viciados, pobres, homossexuais e aidéticos, perturbaria os moralistas e os que lucram em cima da miséria humana. O fato de Jesus abandonar o emprego e ser visto como inspiração e líder populista tornar-se-ia ameaça à “ordem social”. As autoridades sentiriam necessidade de neutralizar sua influência, por suborno (as três tentações no deserto) ou por eliminação (a cruz).

Nossa imagem de Jesus: alto, loiro de olhos azuis, limpo, perfumado, cabelo e barba bem feitos, de roupa branca, bem passada, não tem nada a ver com o Jesus histórico. Provavelmente era baixinho, pardo, mal cheiroso e roupas desalinhadas. Não havia nada romântico na sua aparência. Jesus conquistou pela sua compaixão e solidariedade humana. Beleza e glória: atributos da “sua presença” com aqueles que a sociedade havia abandonado.

A recomendação do Apóstolo Paulo no texto acima, “Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha”, é assustadora. Estamos prontos para isto? Estamos prontos para repensar nosso jeito de “ser crentes”, protestante ou católico?

Temos coragem de abandonar a segurança do nosso sistema fechado de pietismo e nosso isolamento do mundo? Queremos a glória de Cristo. Temos fé suficiente para seguirmos o caminho de Jesus, até chegarmos lá?

Templos suntuosos e grandes concentrações de cristãos voltados para seu próprio crescimento espiritual refletem o evangelho que Jesus viveu?

Nossa estrutura eclesiástica com os privilégios e status que ela confere a uma minoria da elite está de acordo com a humildade de Jesus?

Alguns acham que seria uma bênção ao evangelho se todos os templos fossem destruídos e o cristianismo banido. Os cristãos seriam forçados a viver a sua fé com coragem e humildade. A glória do evangelho é o milagre do amor. Nosso desafio: amar como Jesus amou.

FILIPENSES 2:5-11NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha:

Ele tinha a natureza de Deus,

mas não tentou ficar igual a Deus.

Pelo contrário, ele abriu mão

    de tudo o que era seu

e tomou a natureza de servo,

tornando-se assim

    igual aos seres humanos.

E, vivendo a vida comum de um ser humano,

ele foi humilde e obedeceu a Deus

    até a morte

— morte de cruz.

Por isso Deus deu a Jesus

    a mais alta honra

e pôs nele o nome que é

    o mais importante de todos os nomes,

para que, em homenagem

    ao nome de Jesus,

todas as criaturas no céu,

    na terra e no mundo dos mortos,

    caiam de joelhos

e declarem abertamente

    que Jesus Cristo é o Senhor,

para a glória de Deus, o Pai

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