terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A ESPIRITUALIDADE DE JESUS

Desse modo todos chegaremos à unidade na nossa fé

e no nosso conhecimento do Filho de Deus.

E assim seremos pessoas maduras,

pois cresceremos até alcançar

a altura espiritual de Cristo.

Efésios 4.13 (leia 4.1-7,11-13) – BLH


A altura espiritual de Jesus seria a qualidade da sua espiritualidade. Espiritualidade se refere ao relacionamento com tudo ao nosso redor. Não se trata somente de religiosidade, trata-se também da área econômica, social, de lazer, afeto, atitudes, etc. Nada fica fora da espiritualidade: o chupar de um sorvete é tão espiritual como fazer uma oração; passear, como prestar culto; fazer amor, como ler a Bíblia e dormir, como fazer um culto de vigília.


A espiritualidade de Jesus não se refere somente à sua comunhão com Deus, mas também à sua comunhão com o próximo, à sua perfeita integração com tudo e o seu equilíbrio. Jesus não fez a falsa distinção entre "espiritual" e "material"; não desprezou um a favor do outro (não SÓ do pão viverá o homem). O PÃO e a PALAVRA são de igual importância, cada um tem o seu lugar e a sua hora. Um não é superior ao outro. A altura espiritual de Jesus é justamente o equilíbrio e aceitação da vida como ela é, vivendo-a ao máximo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A MANEIRA DIGNA DE VIVER

Peço a vocês que vivam daquela maneira digna

que Deus determinou quando os chamou.

Sejam sempre humildes,

delicados e pacientes.

Mostrem o seu amor,

suportando uns aos outros.

Efésios 4.1b-2 (leia 4.1-6) - BLH

A validade da experiência cristã está na maneira em que nós nos relacionamos uns com os outros. Esta "maneira digna" descrita nesta passagem inclui humildade, delicadeza, paciência e tolerância. É justamente o que falta a muitas pessoas que julgam ter uma espiritualidade superior. Muitos movimentos espirituais se caracterizam pelo "ar de superioridade": se julgam as elites da espiritualidade. Sempre querem impor a sua espiritualidade aos outros mostrando impaciência e intolerância àqueles que não "embarcam na sua".

A verdadeira espiritualidade sempre nos leva ao encontro com o próximo, independentemente dele ser ou não igual a nós. Uma espiritualidade que tende a formar grupos separados de elites espirituais é suspeita. A verdadeira espiritualidade vence estas barreiras de egoísmo e elitismo e se identifica com a humanidade como ela é.

domingo, 6 de dezembro de 2009

FORÇA INTERNA

E peço a Deus que,

da riqueza da sua glória,

dê a vocês poder por meio do seu Espírito,

para que sejam fortes no íntimo de vocês mesmos.

Peço também que,

por meio da fé,

Cristo viva nos seus corações.

Efésios 3.16-17(leia 3.9-12,14-19) – BLH

A nossa força vem de dentro. O nosso ponto de contato com a realidade é o nosso interior. Recebemos informações de fora, mas somente depois que passam pelos filtros do nosso sistema neurológico. Vibrações do ar e de luz são convertidas em impulsos neurológicos e interpretados pelo cérebro como som e imagem. Tudo que chega à consciência e à subconsciência passa por filtros de interpretação interna. A autoridade última somos nós mesmos.

O nosso íntimo é a fonte da nossa força e do nosso conhecimento, porta de entrada de Deus. O nosso exterior é uma expressão do interior. O interior determina quem somos nós e o nosso agir. Jesus disse: "não é pelo que entra pela boca que a gente é contaminada, mas do que sai da boca". O evangelho não trata de um estilo de vida sem considerar a motivação. O "porquê" vai determinar o "quê". Somente o tipo de amor que Jesus demonstrou, em nós, pode produzir uma vida verdadeiramente cristã.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O GRANDE CÍRCULO DO AMOR DE DEUS

O segredo é este:

por meio do evangelho

os não-judeus têm parte com os judeus

nas bênçãos divinas.

Eles são membros do mesmo corpo

e participantes da promessa

que Deus fez por meio de Cristo Jesus.

Efésios 3.6 (leia 3.2-6) – BLH

Os judeus julgavam serem "os escolhidos de Deus", diferentes do resto da humanidade. Antes do Concílio Ecumênico Vaticano II, os católicos se consideravam os "possuidores exclusivos" da graça divina e os únicos dispensadores desta graça. Muitos protestantes se julgam os "verdadeiros eleitos" e avaliam os outros como perdidos. Mas o evangelho não é exclusivista e Jesus é maior do que qualquer sistema eclesiástico ou teológico. Nossa tendência é limitar Jesus e segurá-lo só para o nosso grupo. A diferença entre nós e Deus é que nós traçamos um círculo do amor no chão e ficamos dentro dele, deixando os outros fora! Deus, por sua vez, traça um círculo de amor do tamanho do mundo e coloca todos dentro... Somos os fariseus modernos quando não aceitams o grande círculo do amor de Deus.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

CASA DE DEUS

É ele quem mantém o edifício todo bem ajustado

e o faz crescer como templo dedicado ao Senhor.

Assim também vocês,

unidos com Cristo,

são construídos,

junto com os outros,

para se tornarem uma casa

onde Deus vive por meio do seu Espírito.

Efésios 2.21-22 (leia 2.19-22) – BLH

O edifício de Deus é o próprio povo, e não um templo ou uma estrutura eclesiástica. Jesus não estabeleceu a Igreja. Ela é da iniciativa humana, não de Deus. A Igreja não constava nos ensinamentos de Jesus e não fazia parte dos seus planos para o futuro. O que Jesus pregou foi o "Reino" e, certamente, a Igreja não é o Reino. Na maioria das vezes a Igreja nem é uma manifestação do Reino, chegando de ser até anti-reino.

O Reino, o edifício de Deus, são as pessoas; pessoas que têm o bem como o seu alvo de vida. Estes homens e mulheres são trigo no meio do joio, sal da terra, luz no mundo. Vivem a justiça sem chamar atenção para si. Segundo o evangelista Mateus (25,37), muitas destas pessoas nem sabem que pertencem ao Reino. Muitas destas pessoas estão fora da igreja institucional, mas praticam os princípios do Reino mais do que aqueles que professam ser cristãos. Deus está presente onde não imaginamos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A ESSÊNCIA DO AMOR

Vocês são como um edifício

e estão colocados sobre o alicerce

que os apóstolos e os profetas puseram.

E o próprio Cristo Jesus é a pedra fundamental desse edifício.

Efésios 2.20 (leia 2.19-22) – BLH

Mais do que qualquer outra pessoa da história, Jesus captura a essência da realidade e a revela pela sua vida. Os escritores dos quatro evangelhos que registraram a sua vida e seus feitos estavam relatando muito mais do que imaginavam e seus seguidores até hoje não conseguiram captar toda a riqueza e toda a amplitude daquilo que foi escrito no Novo Testamento. As igrejas institucionais estão longe de imitar e transmitir aquilo que Jesus foi e o que fez; a própria natureza institucional das igrejas dificulta esta tarefa, pois as instituições estão interessadas na sobrevivência e na perpetuação do poder e do privilégio.

Jesus é a essência do AMOR e as suas implicações para a vida humana. Jesus vivia o amor na vida diária, nas mais diversas circunstâncias sociais, na sua vida íntima e devocional. Jesus revelou: um “Papai” não ortodoxo que não é compreendido até hoje e uma ética que a igreja como uma estrutura institucional não consegue pôr em prática.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MUROS DE EXCLUSIVIDADE

Pois o próprio Cristo nos trouxe a paz,

fazendo dos judeus e dos não-judeus um só povo.

Por meio do sacrifício do seu corpo,

ele desfez a inimizade que os separava

como se fosse um muro.

Efésios 2.14 (leia 2.13-18) – BLH

O povo de Israel foi chamado para ser uma bênção à todas as nações, mas ele se isolou das outras nações por se achar o povo "exclusivo" de Deus. Confundiu "escolhido" com "exclusivo". Em vez de procurar estar junto às nações, Israel se afastou, construindo o muro da exclusividade!

Historicamente, a igreja tem seguido o mesmo caminho dos Judeus, o da exclusividade. Ela se acha “o povo salvo” em vez de o "povo servo" ou o "povo amigo". A Igreja se isola do mundo quando constrói seus muros de exclusividade.

Cristo veio para trazer a paz e destruir inimizades, não somente em termos de judeu e não-judeu, mas, também, em termos de igreja e não-igreja, ou seja, em termos de cristianismo e não-cristianismo. Jesus pregou o "Reino de Deus" e não a "Igreja de Deus". Na prática, a igreja tem servido como uma “vacina” contra o Reino. Achamos que ao promovermos a igreja, estamos promovendo o Reino. Engano nosso!!! A igreja cresce mas o Reino se afasta.