quinta-feira, 22 de abril de 2010

A BÊNÇÃO DE ACEITAR OS OUTROS

Então a voz do céu me disse de novo:

"Não chame de impuro aquilo que Deus purificou"...

Aí três homens que me foram mandados de Cesaréia

chegaram à casa onde eu estava hospedado.

E o Espírito de Deus disse

que eu fosse com eles, sem duvidar.

Estes seis irmãos da cidade de Jope

também foram comigo,

e todos nós entramos

na casa de Cornélio.

Atos 11.9,11-12 (leia 11.1-18) – BLH

Muitas vezes nosso maior inimigo somos nós mesmos! Nós nos limitamos pelos nossos preconceitos. Pedro estava cheio de preconceitos religiosos e raciais que o impedia de se aproximar de alguém que não fosse da sua própria religião e raça. Foi preciso Pedro ter uma visão, e alguém que fosse atrás dele para insistir que ele fosse à casa do Cornélio...

A vida está cheia de tabus, de "não pode", que limitam as nossas ações. Muitas vezes estes tabus, ou preconceitos sociais, não têm nada com a realidade e nos roubam as experiências positivas. Pior ainda, muitos usam as escrituras para reforçarem seus preconceitos e barreiras.

Uma visão de que todos são criaturas amadas por Deus e fazem parte da criação pode abrir novas portas de ação e bênção! Ninguém deve ser desprezado ou rejeitado! Aqueles que rejeitamos podem significar uma oportunidade perdida de sermos uma bênção, e também sermos abençoados...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

AMOR E DESAMOR

Vejam como é grande o amor do Pai por nós!

O seu amor é tão grande,

que somos chamados filhos de Deus

e somos mesmo seus filhos.

O mundo não nos conhece

porque não tem conhecido a Deus.

1 João 3.1 (leia 3.1-2) – BLH

O amor é uma força transformadora. Pelo amor somos feitos à imagem daquilo que nos formou. Pelo amor somos expressão da nossa origem! O amor nos transforma em algo divino...

O desamor, no mundo em que vivemos, desconhece o amor e as suas manifestações. É algo completamente estranho que não cabe no seu conceito, nem na sua estrutura... Neste sentido, o mundo não conhece Deus, e não conhecendo Deus, não tem como conhecer aqueles que são transformados pelo amor! A vida de amor, para o mundo, é uma loucura sem sentido nenhum.

O amor (compaixão) se preocupa com os fracos, com o "resto" da sociedade. A filosofia do desamor é: usar, abusar e, depois, jogar fora. A filosofia do amor é: respeitar, conservar e recuperar. A ação do amor atropela a ação do desamor. O amor quer respeitar e conservar, mas o desamor quer explorar e destruir. O mundo desconhece os filhos do amor porque seus propósitos são contrários, não são aceitáveis e nem podem ser...

terça-feira, 20 de abril de 2010

TEMPOS DE BONANÇA

A Igreja estava em paz

em toda a região da Judéia, Galiléia e Samaria.

Ela ficava cada vez mais forte,

crescia em número

com a ajuda do Espírito Santo

e mostrava grande respeito pelo Senhor.

Atos 9.31 (leia 9.31-42) – BLH

Paz e progresso chegaram a ter a sua vez! Viveram épocas de bonança.

As lutas não são constantes e intermináveis. As tréguas dão oportunidades para recuperação e crescimento! As lutas e conflitos são preparações para tempos de paz e progresso...

Quando a luta e os problemas parecem estar dominando a vida, podemos ter a esperança de que virão melhores dias em que o sofrimento será recompensado. - Tudo tem sua época!. O que é necessário é a "paciência para aguardar". O semear há de produzir o seu fruto na estação certa. Tudo tem razão de ser.

Esta paz pode, também, ser uma paz interna. O ponto central desta paz era o Senhor! O crescimento da Igreja, obra do Espírito Santo, unia o povo no Senhor.

Quando o Senhor da Vida é o centro da vida, seja do indivíduo, da Igreja ou da comunidade, há paz e fortalecimento. Ao colocar o centro em lideranças, doutrinas, e costumes, começam aparecer conflitos desgastantes. Conflitos nunca estão em torno do amor.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O FIM DA PICADA

Saulo se levantou do chão e abriu os olhos,

mas não podia ver.

Então o pegaram pela mão e o levaram para Damasco.

Ele ficou três dias sem poder ver

e nesses dias não comeu nem bebeu nada.

Atos 9.8-9 (leia 9.1-20) – BLH

Foi o fim do mundo para Saulo. Ele andava sem destino, guiado pelas mãos dos outros. Todas as suas certezas e convicções evaporaram... Tudo entrou em colapso! Não restou nada... Apagou a sua visão do mundo. Não enxergava mais nada. Não se alimentava, nem bebia. Estava em estado de choque!

Para o novo nascer o velho tem que morrer. Morrer é um processo doloroso. Envolve o "abrir mão" de tudo que temos, a perda de tudo o que é de valor, a chegada ao fim do caminho conhecido... Envolve passarmos do conhecido para o desconhecido!

A nossa transformação só pode acontecer se passarmos dos limites da nossa tolerância, quando chegarmos ao ponto de percebermos que não dá mais. A transformação não é para aqueles que já tem o céu na terra, que ainda confiam naquilo que está sob o seu domínio para salvá-los. É para aqueles que se sentem perdidos e que percebem que as suas forças não são suficientes para vencer na vida. Estes conseguem se abrir para um caminho novo.

domingo, 18 de abril de 2010

COMBATE INÚTIL

Porém Saulo procurava acabar com a Igreja.

Ia de casa em casa,

arrastava homens e mulheres

e os jogava nas cadeias.

Atos 8.3 (leia Atos 8.1-8) – BLH

Com água não se apaga um incêndio de gasolina ou de óleo. Quanto mais água jogada, mais o incêndio se espalha. Saulo jogava "águas de perseguição", mas, com isso, os perseguidos foram espalhados e o número dos seguidores do Caminho aumentava cada vez mais! Deste fato nasceu o ditado que, os mártires eram a semente da Igreja.

A lição é dupla:

- Primeiro: não adianta lutar contra a verdade, pois ela não será destruída. Não vale a pena lutar contra a mentira, porque ela se destrói sozinha, sem a nossa ajuda. Lutar contra a verdade ou contra a mentira é perda de tempo!

- Segundo: o importante é descobrirmos qual a verdade e nos aliarmos a ela. Optando pela verdade, nada temeremos. A perseguição não pode destruí-la, nem a morte vencê-la!

A perseguição nunca é o caminho certo, nunca transformou ninguém; somente reforça a convicção dos perseguidos estejam eles certos ou errados!

Estêvão venceu Saulo com a oração: --"Senhor! Não os condenes por causa deste pecado!"

sábado, 17 de abril de 2010

UMA VISÃO DO ALÉM

Então disse:

--Olhem! Eu estou vendo o céu aberto

e o Filho do Homem em pé do lado direito de Deus!

Enquanto atiravam pedras,

Estêvão chamava Jesus, dizendo:

--Senhor Jesus, recebe o meu espírito!

Depois, ajoelhou-se e gritou com voz bem forte:

--Senhor! Não os condenes por causa deste pecado!

E depois de dizer isso, morreu.

Atos 7.56,59-60 (leia 7.51-8.1) – BLH

A visão dos que estão morrendo pode ter algo a nos ensinar. Podemos aprender com os que estão chegando ao fim desta forma de vida que conhecemos. Há algo que indique em muitos casos que a percepção da realidade fica alterada e percebem o que os outros não estão percebendo. Alguns têm visões do paraíso e outros entram em contacto com parentes e amigos já falecidos. Meu pai conversou com o irmão dele já falecido, há anos!...

É provável que esta cena tenha ficado profundamente gravada na mente de Saulo que assistiu a morte de Estêvão. Tempos depois, Saulo ficou cego. Convertido, como resultado de uma visão de Jesus, mudou sua vida.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

MEDO E MENTIRA

Então arranjaram alguns homens

para dizerem mentiras a respeito dele [Estêvão].

Atos 6.13a (leia 6.8-15) – BLH

Estêvão tinha que morrer porque representava mudança. Mudanças são ameaçadoras, muitas vezes! Esta nova mensagem pregada por Estêvão representava uma mudança. Por isso, era necessário eliminá-la, mesmo lançando mão de mentiras e falsas testemunhas. A ironia era que a mensagem era libertadora não somente para o povo, mas também para a liderança perseguidora.

O maior obstáculo à libertação dos oprimidos não são os opressores, mas, os próprios oprimidos! Os oprimidos encarnam a opressão e o opressor. Têm medo de ficar sem ele. A mudança traz a incerteza. Não sabemos o que vai acontecer com a nova situação, mas, embora com sofrimento, a antiga situação representa terreno conhecido e dá segurança. Os aproveitados, juntos com os aproveitadores, resistem às mudanças.

Um evangelho que representa mudanças profundas vai encontrar resistência por toda parte. Se o nosso evangelho não provoca resistência é porque ele não está sendo visto como algo que ameaça o estado das coisas como são. Será que as igrejas não são perseguidas porque são apáticas à opressão da injustiça e corrupção da nossa sociedade? Os políticos cristãos não são vistos como ameaças ao sistema?