domingo, 21 de novembro de 2010

SACRIFÍCIO PELA COLETIVIDADE

Sobremaneira admirável e digna de abençoada memória
foi a mãe,
a qual, vendo morrer seus sete filhos no espaço de um só dia,
soube portar-se animosamente
por causa das esperanças
que o Senhor depositava.

2 Macabeus 7.20 (leia 7.1-20) – BJ


Este espírito é estranho à nossa sociedade onde reina egoísmo e corrupção. A tendência, hoje em dia, é da mãe sacrificar a sociedade em favor dos seus filhos e de si mesma. Em vez de se identificar com a sociedade, o nosso individualismo, levado ao extremo egoísmo leva cada um contra todos a favor de si mesmo. O resultado é a corrupção na vida pública, desde pequenos furtos a rombos multimilionários, a colocação de lucro como o valor supremo da indústria e do comércio, a marginalização das massas mais fracas com o resultado de violência generalizada contra todos os cidadãos e bens coletivos, criando um clima de insegurança para todos, inclusive para os próprios exploradores!


Aquela mãe, embora sentindo a dor e a angústia da perda dos filhos martirizados, sentia-se confortada pelo motivo do sacrifício. Deveria ter sido o mesmo sentimento de Maria diante da morte de Jesus, mas este sentimento falta hoje...


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sábado, 20 de novembro de 2010

MAIS DO QUE UM PEDAÇO DE CARNE DE PORCO

Na verdade não é condizente com a nossa idade o fingimento.
Isto levaria muitos jovens a se desviarem,
persuadidos de que Eleazar aos noventa anos
teria passado para os costumes estrangeiros.
Seria uma nódoa infamante para a minha velhice.

2 Macabeus 6.24-25 (leia 6.18-31) – BJ


Eleazar morreu como mártir porque recusou comer carne de porco. Ele poderia ter comido a carne para satisfazer seus atormentadores, sem mudar as suas convicções e preservado a sua vida. Mas o que estava em jogo não era apenas um pedaço de carne... O que estava em jogo era toda a estrutura de um povo e um estilo de vida coletiva.


Sem entrar na questão da validade daquela cultura, segundo meu ponto de vista, reconheço o princípio de que viver não é só existir! Aquele pedaço de carne representava uma ameaça para uma coletividade. Eleazar resistiu à violação contra sua coletividade. Certo ou errado, ele não pensava em si. Entregou a sua vida em defesa do seu povo, da melhor maneira que entendia. A sobrevivência e o bem estar do seu povo valia mais do que a sua própria vida! É este espírito está faltando em nossa sociedade hoje.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

VIVER OU MERAMENTE EXISTIR

Muitos em Israel aceitaram antes morrer
que contaminar-se com os alimentos
e profanar a aliança sagrada,
como de fato morreram.

1 Macabeus 1.63 (leia 1.10-15,41-42,54-57,62-64) – BJ


Viver é muito mais do que meramente existir! Há circunstâncias em que é melhor morrer do que viver. Neste texto, as pessoas que morreram se achavam diante da escolha de viver à custa de princípios que elas achavam que eram básicos, ou morrer. Elas achavam que estes princípios valiam mais do que a própria vida... Preferiam morrer do que ceder e agir contra estes princípios básicos. Sem eles não valia a pena viver.


Novamente, esbarramos no princípio do sacrifício da vida por valores maiores. A vida, em si mesma, não é o supremo valor! A vida é voltada para valores além de si mesma... Somente existir não é o suficiente. A vida tem valor somente na medida em que ela é vinculada a algo que está fora de si.


Estes valores são vinculados à coletividade. Somente à medida que vivemos pela coletividade, a vida individual tem valor. É justamente o amor ao próximo que afirma o valor à vida individual. Sem o amor ao próximo, a vida individual fica sem valor.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

AO LADO DE DEUS

Porém Jesus Cristo ofereceu só um sacrifício,

uma oferta que vale para sempre,

e depois sentou-se

do lado direito de Deus.

Hebreus 10.12 (leia 10.11-14,18) – BLH


A essência da fé cristã não é passar toda a vida cuidando do problema do pecado, promovendo a purificação espiritual de si mesmo. Jesus, além de ser apresentado como Salvador, é o modelo de como devemos ser! A melhor maneira de cuidar do problema do pecado e promover a pureza da vida é sentar-se ao lado de Deus.


"Sentar-se ao lado de Deus" tem um sentido rico, muito além de um dia lá na glória estar sentado num trono ao lado de Deus! O trono de Deus também está aqui na terra e, ao viver a justiça e o amor, estamos já reinando com Ele. A mensagem do evangelho de Jesus é diferente do evangelho do mundo. Para o mundo, "reinar é mandar"; para Jesus, "reinar é servir".


Jesus será sempre fiel à sua natureza. Mesmo no trono ele está amando e servindo. Nós, como seguidores dele, não podemos ser diferentes de nosso Mestre. A nossa preocupação não é mais o perdão dos nossos pecados, mas glorificá-lo pelo serviço ao próximo!

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

JUSTIÇA LANÇADA

Quando um silêncio profundo envolvia todas as coisas
e a noite mediava o seu rápido percurso,
tua Palavra onipotente lançou-se,
guerreiro inexorável,
do trono real dos céus
para o meio de uma terra de extermínio.

Sabedoria 18.14-15 (leia 18.14-15, 19.6-9) – BJ


Esta passagem se refere à noite de morte no Egito, antes da saída do povo de Israel para o deserto. O faraó quis segurar o povo como escravo por motivos econômicos, para poder continuar a explorar a mão de obra barata. Quanto mais os segurava, maiores eram as pragas que atingiam o povo, até chegar, finalmente, à praga da morte do primogênito de cada família, sendo gente ou animal.


O resultado de uma sociedade escravista é a auto destruição. Uma cultura que se fundamenta na exploração opressora do próximo e da natureza é condenada à extinção. Um sistema social que promove desigualdades sociais e econômicas está caminhando para o caos. Um povo onde a diferença entre pobre e rico é muito grande não pode durar muito tempo.


O papel do seguidor de Jesus é praticar a justiça, ser um contrapeso. Assim sendo, o seguidor de Jesus será o sal da terra, um raio de luz na noite de destruição e morte...

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O GRANDE ARTISTA

Naturalmente vãos foram todos os homens
que ignoraram a Deus
e que, partindo dos bens visíveis,
não foram capazes de conhecer Aquele que é,
nem, considerando as obras,
de reconhecer o Artífice.

Sabedoria 13.1 (leia 13.1-9) – BJ


Deus é o Grande Artista, o pai de todos os artistas e de toda a arte. Como na maioria dos artistas, as suas obras não são reconhecidas. O mal humano é a cegueira. As pessoas são capazes de enxergar a obra, mas não o Artista.


Por não reconhecer o Artista, as pessoas não terão capacidade de reconhecer o valor da obra, nem ver na obra, a imagem do Criador! A tendência humana é idolatrar as coisas e, ao mesmo tempo, destruir aquilo que está sendo idolatrado... Por falta de reconhecer o Artista, o ser humano cria deuses menores que não têm o poder criativo do Criador. Estes deuses, em vez de levar o seus adeptos à criatividade e vida, conduzem-nos à destruição e morte!


Ao vermos o universo como a obra de arte de Deus teremos uma atitude de reverência diante dele, respeitando todas as suas facetas: terra, água, ar, plantas, animais e pessoas.


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domingo, 14 de novembro de 2010

TAMANHO NÃO É DOCUMENTO

Pois o Senhor do universo a ninguém teme,
não se deixa impressionar pela grandeza;
pequenos e grandes,
foi ele quem os fez:
com todos se preocupa por igual.

Sabedoria 6.7 (leia 6.1-11) – BJ


A idéia de "quanto mais, tanto melhor" nem sempre é a verdade. Nossa tendência é sermos impressionados com a grandeza. Os gigantes nos impressionam e muitas pessoas lutam para se tornarem gigantes em alguma coisa: riqueza, poder, fama, porque acham que isto é o máximo!


Somos muito semelhantes aos números. Nem todos os números podem ser o nº "9". O nº "0" é o menor de todos os números e talvez seja um dos mais importantes! Quando ele é colocado depois de qualquer outro número ele aumenta o valor, dez vezes mais!... Ao contrário, quando o zero fica no início de qualquer número, o valor daquele número passa a ser decimal! O zero sozinho não é nada, somente quando ele se coloca atrás de outro número, ele cresce em valor; o seu valor é maior se ele se coloca depois do outro número e não antes.


Como todos os números são importantes, todos nós também somos importantes aos olhos de Deus. O Criador se preocupa com todos de forma igual; ninguém vale mais do que o outro.


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