a fim de que os povos
de todas as nações, línguas e raças o servissem.
O seu poder é eterno,
e o seu reino não terá fim.
Terra: Nosso Único Lar
Buscamos inspiração na pessoa de Jesus para fazermos a nossa jardinagem do espírito. Ele foi o jardineiro por excelência. Soube cultivar as sementes da fé para produzirem plantas que fornecem abrigo e sustento. Este blog é um esforço para fazer a nossa jardinagem das passagens bíblicas à luz de Jesus que é digno de servir como nosso modelo. Convidamos os leitores a aprenderem com ELE e fazerem a sua própria jardinagem.
MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM.
E agora a explicação.
MENE quer dizer que Deus contou o número dos dias
do reinado do senhor e resolveu terminá-lo.
TEQUEL quer dizer que o senhor foi pesado na balança
e pesou muito pouco.
PARSIN quer dizer que o seu reino será dividido
e entregue aos medos e aos persas.
Daniel 5.25-28 (leia 5.1-6,13-14,16-17,23-28) - BLH
Até certo ponto, estas palavras estão sendo escritas na parede de todos nós pelas mãos divinas. Falam da nossa fragilidade e das nossas limitações no tempo e no espaço. MENE: Os nossos dias são contados nesta existência que agora conhecemos. Até agora ninguém ficou para sempre... TEQUEL: Em comparação com o peso do universo, nós pesamos pouco menos que um grão de areia nas praias dos mares! PERES: Tudo aquilo que construímos será um dia tirado de nós e passado para outros...
Não somos donos do nosso tempo ou das circunstâncias da vida. Tudo é dado, ou melhor: emprestado. Não há como nos agarrarmos a nada. Jesus acertou a nossa situação com a parábola dos talentos de ouro. As moedas de ouro não eram presentes mas objetos para serem administrados. O importante não era a moeda em si, mas o que cada um fez com aquilo que recebeu.
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No tempo desses reis
o Deus do céu fará aparecer
um reino que nunca será destruído
nem será conquistado por outro reino.
Pelo contrário,
esse reino acabará com todos os outros
e durará para sempre.
Daniel 2.44 (leia 2.31-45) – BLH
Este texto faz parte da interpretação de um sonho do rei Nabucodonosor. A sua essência é que os nossos reinados, sistemas e estruturas não são absolutos ou definitivos. Há algo acima deles que não pode ser destruído ou conquistado, que acabará conquistando e destruindo os nossos. A realidade destruirá as nossas ilusões de poder. Não existe nada absoluto neste mundo, inclusive esta declaração. O único absoluto é a mudança! Nada é absoluto em si.
A nossa tendência é exercer o nosso poder, seja ele pouco ou muito, promovendo o nosso sistema com seus valores e atitudes como se fossem absolutos, julgando os outros sistemas pelo nosso. Muitas igrejas fazem isso achando que seu sistema religioso é certo e que os outros são errados. Há igrejas que lutam para sobressair-se sobre as outras. Políticos e governos lutam para conquistar o poder e vencer os inimigos. Todos esquecem que, aquela pedra do sonho do rei Nabucodonosor virá da montanha para destruí-los e tomar o seu lugar.
A grande pedra é o Reino do Amor que Jesus descreveu e está acima de todos os “reinos” existentes hoje. Vivendo o amor que Jesus revelou, já pertencemos ao Reino da Pedra.
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Deus deu aos quatro jovens
um conhecimento profundo dos escritos
e das ciências dos babilônios,
mas a Daniel deu também
o dom de explicar visões e sonhos.
Daniel 1.17 (leia 1.1-6, 8-21) – BLH
Aos quatro jovens Deus deu conhecimento da cultura babilônica e não somente da sua própria tradição. O conhecimento geral é muito importante para nossa formação. Se conhecermos apenas as coisas da nossa cultura, estamos alijados intelectualmente. O conhecimento que aqueles quatro jovens tinham era "profundo", era um conhecimento que ia à fonte, estudando os próprios escritos dos babilônios. Assim, podiam avaliar por si mesmos, com firmeza e autoridade a cultura alheia e utilizar ou descartar seus vários aspectos.
Há "crentes" que criticam outras ideologias sem examiná-las profundamente para saber do que se tratam. Eles vão pela cabeça dos outros. São roubados da oportunidade de conhecê-las indo às fontes. A nossa espiritualidade poderia ser enriquecida pelo conhecimento do pensamento oriental, do conteúdo dos evangelhos apócrifos, das tradições mitológicas da humanidade e dos pensadores modernos. A Bíblia recomenda examinar tudo e reter o que é bom. O conhecimento do mundo aprofunda o nosso entendimento da Bíblia. Os quatro jovens eram sábios porque tinham conhecimento. Conhecimento é uma bênção - ignorância uma tragédia!
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...e da parte de Jesus Cristo,
a testemunha fiel.
Ele é o primeiro Filho,
que foi ressuscitado
e que também governa os reis da terra.
Ele nos ama
e pela sua morte na cruz
nos livrou
dos nossos pecados.
Apocalipse 1.5 (leia 1.5-8) – BLH
Este texto nos fala do Reino de Deus e em que ele é baseado. O Reino de Deus é o reinado de Jesus, baseado no amor que nos liberta do pecado. Neste caso, o pecado seria qualquer coisa que seja anti-amor. O maior valor do cristão seria justamente este Reino do Amor de Jesus.
Este Reino é um reino de justiça, implantado pelo amor, com amor: não vem com violência! Se fosse por violência teria sido implantado há muito tempo... Por ser um reino de amor e por amor, a sua implantação é lenta. Um regime implantado por força e violência, jamais poderia ser um regime de amor! Por isso, a não violência é a única maneira de implantar este reino.
O cristianismo que foge desta norma de amor e apela para o egoísmo, desrespeito, desprezo, manipulação, e qualquer tipo de violência é um falso cristianismo. Um falso cristianismo é pior do que anti-cristianismo.
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Eu, que era tão bondoso e amado nos tempos do meu poder! Agora, porém, assalta-me a lembrança
dos males que cometi em Jerusalém,
quando me apoderei de todos os objetos de prata e de ouro
e mandei exterminar os habitantes de Judá sem motivo.
É por isso que esses males se abateram sobre mim.
1 Macabeus 6.11b,12,13ª (leia 6.1-13) – BJ
Aqui temos o depoimento de um agressor no fim da sua vida, que, ao cair em desgraça, analisou o seu passado com honestidade. Ele reconheceu que, muito daquilo que fazia contra os outros, era também contra si mesmo! Esta é uma lição difícil de aprender! É impossível conseguir qualquer coisa, às custas dos outros, sem nos prejudicar também... O ladrão, por mais rico que seja, é uma figura trágica, uma pessoa infeliz e vazia.
O rei do nosso texto morreu triste e sozinho porque a sua vida se concentrava em adquirir poder e coisas. Para fazer isto ele tinha que se colocar contra os demais. Ao se colocar contra os demais, o rei se alienou da vida e morreu por dentro... Esta morte por dentro levou-o à enfermidade física. Em contraste, Jesus veio como pobre, em forma de servo e, pelo amor ao próximo se realizou! A sua morte se transformou em vida...
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No mês em que os gentios o tinham profanado,
foi o altar novamente consagrado com cânticos
e ao som de citaras, harpas e címbalos.
O povo inteiro se prostrou,
elevando louvores ao Céu
que os tinha conduzido até ali.
1 Macabeus 4.54-55 (leia 4.36-37,52-59) – BJ
O tema principal de Macabeus é a preservação da identidade e o meio de vida diante de fortes pressões externas. Houve uma minoria que conseguia, apesar de tudo, manter a sua identidade por achar que era preferível morrer do que perder a identidade e os costumes que apoiavam.
Isto tem o seu lado positivo em termos de formação de caráter e de integridade. Indica uma "encarnação" de um conjunto de valores que vai além da mera sobrevivência individual e uma integração da vida a um cosmos maior do que o indivíduo. O valor supremo da pessoa não é ela mesma, pois o centro de sua vida está fora de si mesma.
O extremo individualismo de hoje perdeu esta dimensão da vida e cria uma geração de "Maria-vai-com-as-outras", em que a sobrevivência individual é o valor supremo: - cada um por si e os outros se danem... Daí, o desmoronamento da nossa sociedade...
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