segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O PODER ETERNO

Deram-lhe o poder, a honra e a autoridade de rei,
a fim de que os povos
de todas as nações, línguas e raças o servissem.
O seu poder é eterno,
e o seu reino não terá fim.
Daniel 7.14 (leia 7.2-14 – BLH)

O mundo não é dualista com um Deus do bem e outro do mal. Gira em torno de um só Deus, embora tendo muitas facetas! Não é questão do bem triunfar sobre o mal! Todos os acontecimentos fazem parte de um processo cujo fim é o bem. As culturas surgem e desaparecem, os reis se levantam e caem, regimes nascem e morrem, mas tudo acontece em função do Reino de Deus... Estando no meio dos transtornos e das transformações, dificulta-nos ver o padrão. Parece que são forças opostas em luta pelo poder quando, na realidade são polaridades diversas agindo entre si, caminhando numa direção só! É semelhante ao ciclone que tem ventos soprando em todas as direções, mas caminha numa direção única. Foi Deus quem endureceu o coração do faraó contra a libertação dos hebreus, enquanto o mesmo Deus os libertou da escravidão do Egito. Deus estava jogando nos dois lados. As visões de Daniel, todas, apontam para um reino acima de todos os reinos e a sujeição de todos os reinos a este reino supremo e eterno!

domingo, 28 de novembro de 2010

PALAVRAS ESCRITAS NA PAREDE

MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM.
E agora a explicação.
MENE quer dizer que Deus contou o número dos dias
do reinado do senhor e resolveu terminá-lo.
TEQUEL quer dizer que o senhor foi pesado na balança
e pesou muito pouco.
PARSIN quer dizer que o seu reino será dividido
e entregue aos medos e aos persas.

Daniel 5.25-28 (leia 5.1-6,13-14,16-17,23-28) - BLH


Até certo ponto, estas palavras estão sendo escritas na parede de todos nós pelas mãos divinas. Falam da nossa fragilidade e das nossas limitações no tempo e no espaço. MENE: Os nossos dias são contados nesta existência que agora conhecemos. Até agora ninguém ficou para sempre... TEQUEL: Em comparação com o peso do universo, nós pesamos pouco menos que um grão de areia nas praias dos mares! PERES: Tudo aquilo que construímos será um dia tirado de nós e passado para outros...


Não somos donos do nosso tempo ou das circunstâncias da vida. Tudo é dado, ou melhor: emprestado. Não há como nos agarrarmos a nada. Jesus acertou a nossa situação com a parábola dos talentos de ouro. As moedas de ouro não eram presentes mas objetos para serem administrados. O importante não era a moeda em si, mas o que cada um fez com aquilo que recebeu.


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sábado, 27 de novembro de 2010

TUDO PASSAGEIRO NESTE MUNDO

No tempo desses reis
o Deus do céu fará aparecer
um reino que nunca será destruído
nem será conquistado por outro reino.
Pelo contrário,
esse reino acabará com todos os outros
e durará para sempre.

Daniel 2.44 (leia 2.31-45) – BLH


Este texto faz parte da interpretação de um sonho do rei Nabucodonosor. A sua essência é que os nossos reinados, sistemas e estruturas não são absolutos ou definitivos. Há algo acima deles que não pode ser destruído ou conquistado, que acabará conquistando e destruindo os nossos. A realidade destruirá as nossas ilusões de poder. Não existe nada absoluto neste mundo, inclusive esta declaração. O único absoluto é a mudança! Nada é absoluto em si.


A nossa tendência é exercer o nosso poder, seja ele pouco ou muito, promovendo o nosso sistema com seus valores e atitudes como se fossem absolutos, julgando os outros sistemas pelo nosso. Muitas igrejas fazem isso achando que seu sistema religioso é certo e que os outros são errados. Há igrejas que lutam para sobressair-se sobre as outras. Políticos e governos lutam para conquistar o poder e vencer os inimigos. Todos esquecem que, aquela pedra do sonho do rei Nabucodonosor virá da montanha para destruí-los e tomar o seu lugar.


A grande pedra é o Reino do Amor que Jesus descreveu e está acima de todos os “reinos” existentes hoje. Vivendo o amor que Jesus revelou, já pertencemos ao Reino da Pedra.


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

BÊNÇÃO DE CONHECIMENTO

Deus deu aos quatro jovens
um conhecimento profundo dos escritos
e das ciências dos babilônios,
mas a Daniel deu também
o dom de explicar visões e sonhos.

Daniel 1.17 (leia 1.1-6, 8-21) – BLH


Aos quatro jovens Deus deu conhecimento da cultura babilônica e não somente da sua própria tradição. O conhecimento geral é muito importante para nossa formação. Se conhecermos apenas as coisas da nossa cultura, estamos alijados intelectualmente. O conhecimento que aqueles quatro jovens tinham era "profundo", era um conhecimento que ia à fonte, estudando os próprios escritos dos babilônios. Assim, podiam avaliar por si mesmos, com firmeza e autoridade a cultura alheia e utilizar ou descartar seus vários aspectos.


Há "crentes" que criticam outras ideologias sem examiná-las profundamente para saber do que se tratam. Eles vão pela cabeça dos outros. São roubados da oportunidade de conhecê-las indo às fontes. A nossa espiritualidade poderia ser enriquecida pelo conhecimento do pensamento oriental, do conteúdo dos evangelhos apócrifos, das tradições mitológicas da humanidade e dos pensadores modernos. A Bíblia recomenda examinar tudo e reter o que é bom. O conhecimento do mundo aprofunda o nosso entendimento da Bíblia. Os quatro jovens eram sábios porque tinham conhecimento. Conhecimento é uma bênção - ignorância uma tragédia!


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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

REINADO DE AMOR E LIBERTAÇÃO

...e da parte de Jesus Cristo,

a testemunha fiel.

Ele é o primeiro Filho,

que foi ressuscitado

e que também governa os reis da terra.

Ele nos ama

e pela sua morte na cruz

nos livrou

dos nossos pecados.

Apocalipse 1.5 (leia 1.5-8) – BLH


Este texto nos fala do Reino de Deus e em que ele é baseado. O Reino de Deus é o reinado de Jesus, baseado no amor que nos liberta do pecado. Neste caso, o pecado seria qualquer coisa que seja anti-amor. O maior valor do cristão seria justamente este Reino do Amor de Jesus.


Este Reino é um reino de justiça, implantado pelo amor, com amor: não vem com violência! Se fosse por violência teria sido implantado há muito tempo... Por ser um reino de amor e por amor, a sua implantação é lenta. Um regime implantado por força e violência, jamais poderia ser um regime de amor! Por isso, a não violência é a única maneira de implantar este reino.


O cristianismo que foge desta norma de amor e apela para o egoísmo, desrespeito, desprezo, manipulação, e qualquer tipo de violência é um falso cristianismo. Um falso cristianismo é pior do que anti-cristianismo.


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terça-feira, 23 de novembro de 2010

O FIM TRISTE DE UM OPRESSOR

Eu, que era tão bondoso e amado nos tempos do meu poder! Agora, porém, assalta-me a lembrança
dos males que cometi em Jerusalém,
quando me apoderei de todos os objetos de prata e de ouro
e mandei exterminar os habitantes de Judá sem motivo.
É por isso que esses males se abateram sobre mim.

1 Macabeus 6.11b,12,13ª (leia 6.1-13) – BJ


Aqui temos o depoimento de um agressor no fim da sua vida, que, ao cair em desgraça, analisou o seu passado com honestidade. Ele reconheceu que, muito daquilo que fazia contra os outros, era também contra si mesmo! Esta é uma lição difícil de aprender! É impossível conseguir qualquer coisa, às custas dos outros, sem nos prejudicar também... O ladrão, por mais rico que seja, é uma figura trágica, uma pessoa infeliz e vazia.


O rei do nosso texto morreu triste e sozinho porque a sua vida se concentrava em adquirir poder e coisas. Para fazer isto ele tinha que se colocar contra os demais. Ao se colocar contra os demais, o rei se alienou da vida e morreu por dentro... Esta morte por dentro levou-o à enfermidade física. Em contraste, Jesus veio como pobre, em forma de servo e, pelo amor ao próximo se realizou! A sua morte se transformou em vida...


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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CARÁTER E IDENTIDADE

No mês em que os gentios o tinham profanado,
foi o altar novamente consagrado com cânticos
e ao som de citaras, harpas e címbalos.
O povo inteiro se prostrou,
elevando louvores ao Céu
que os tinha conduzido até ali.

1 Macabeus 4.54-55 (leia 4.36-37,52-59) – BJ


O tema principal de Macabeus é a preservação da identidade e o meio de vida diante de fortes pressões externas. Houve uma minoria que conseguia, apesar de tudo, manter a sua identidade por achar que era preferível morrer do que perder a identidade e os costumes que apoiavam.


Isto tem o seu lado positivo em termos de formação de caráter e de integridade. Indica uma "encarnação" de um conjunto de valores que vai além da mera sobrevivência individual e uma integração da vida a um cosmos maior do que o indivíduo. O valor supremo da pessoa não é ela mesma, pois o centro de sua vida está fora de si mesma.


O extremo individualismo de hoje perdeu esta dimensão da vida e cria uma geração de "Maria-vai-com-as-outras", em que a sobrevivência individual é o valor supremo: - cada um por si e os outros se danem... Daí, o desmoronamento da nossa sociedade...


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