terça-feira, 3 de novembro de 2009

O MILAGRE DO IMPOSSÍVEL

Não há nada em nós que nos permita afirmar

que somos capazes

de fazer esse trabalho,

pois a capacidade que temos

vem de Deus.

2 Coríntios 3.5 (leia 3.4-11) – BLH

O nosso desenvolvimento físico é algo que brota do íntimo do nosso ser. Forças invisíveis e inconscientes operam em nosso corpo que nos transformam de criança para adolescente, de adolescente para adulto. Apenas colaboramos com estas forças com boa alimentação e exercício. A vida espiritual segue o mesmo padrão. O nosso desenvolvimento é espontâneo, embora necessite da nossa colaboração. Basta termos um alvo na vida e colaborarmos com as forças interiores para podermos alcançá-lo.

Jesus mostrou que a vida plena vem duma relação dinâmica com o Papai e não da obediência dum sistema de leis escritas. Legalismo produz a morte mas um relacionamento dinâmico leva à mudança, vida e crescimento. Quando optamos colocar um relacionamento dentro de normas pré-estabelecidas, começamos a matá-lo; qualquer relacionamento, seja doméstico, eclesiástico, social ou simplesmente amizade.

O que dá vida e força a um relacionamento é o espírito e não um bom conjunto de leis e regras. A igreja peca ao tentar impor sobre seus membros normas de conduta. Em vez de normas de conduta deveria existir visão de um alvo a ser alcançado! Ao lutarmos para alcançarmos uma visão, somos capazes de fazer o impossível. Milagres podem acontecer.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SALVAÇÃO VINDO DE DENTRO

Porque, assim como tomamos parte nos sofrimentos de Cristo,
assim também,
por meio dele,
participamos de sua grande ajuda.

2 Coríntios 1.5 (leia 1.1-7) – BLH

Através dos nossos sofrimentos podemos ajudar outros que também sofrem. Pode ser uma das maneiras de entender o sofrimento. Por que os justos sofrem? Pode ser que sofrem para poderem ser instrumentos de ajuda a outros.

A salvação não vem de cima, caindo do céu como magia. Vem de dentro do mundo onde vivemos a nossa perdição. Vem daqueles que estão passando por aquilo que nós passamos. Isto explica a vinda de Deus como um ser humano em forma de Jesus para nos salvar. Jesus assumiu todas as nossas limitações para possibilitar a nossa vitória sobre estas áreas.

Para sermos instrumentos de salvação é necessário nos identificarmos com o próximo. Não podemos nos colocar num plano de superioridade e ministrarmos de cima para baixo. O ministério cristão verdadeiro é o ministério de igual para igual. É somente com a convivência que podemos transmitir a vida. “Ministrar é um mendigo contar para o outro mendigo onde se encontra o pão”.

domingo, 1 de novembro de 2009

ADÃO E JESUS

Porque, assim como por meio de um homem veio a morte,

assim também a ressurreição veio por meio de um homem.

1 Coríntios 15.21 (leia 15.20-26) – BLH

A tendência humana é personificar a vida. Esta é a melhor maneira de entendermos e interpretarmos muitos aspectos da realidade que vivemos. Formamos a nossa auto-imagem e interpretamos a vida a partir desta imagem. A nossa interpretação da existência é uma projeção de nós mesmos. A mitologia não é nada mais do que a maneira personificada de entendermos e explicarmos as diversas facetas desta realidade complexa que vivemos.

A morte sempre foi um dos mistérios mais profundos da existência. A Bíblia afirma que a morte é o resultado da desobediência humana. É o produto humano proveniente da desarmonia com Deus. Nós morremos porque pecamos. Conforme a Bíblia a morte não existia antes do pecado do ser humano. Fomos nós que trouxemos a morte para a terra. Jesus, o ser humano divino, por obediência, cancelou a morte pela ressurreição. Adão é a personificação da morte e Jesus, da vida.

A nossa compreensão moderna é bem diferente, alegórica. Pecado é a desarmonia que leva à auto-destruição, enquanto a harmonia com o universo reforça o dom de vida. Adão representa a desarmonia e Jesus a harmonia. Adão, a morte e Jesus, a vida.

sábado, 31 de outubro de 2009

ALGO PREPARADO PARA NÓS

Eu entreguei a vocês

o ensinamento que recebi

e que é da mais alta importância:

Cristo morreu pelos nossos pecados,

como está escrito nas Escrituras Sagradas;

ele foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia,

como está escrito nas Escrituras.

1 Coríntios 15.3-4 (leia 15.1-8) – BLH

Estamos num mundo que foi preparado para nós. Esta passagem aponta o fato deste preparo, feito com sacrifício e sofrimento da parte de outros, inclusive do próprio Criador de todas as coisas!

Tudo que temos na vida nos foi ofertado. As dádivas iniciais não foram pedidas ou escolhidas por nós. Depois de algum tempo descobrimos que, dentro de alguns limites, podemos fazer opções, mas, mesmo assim, as conseqüências destas escolhas fogem ao nosso controle.

Podemos optar por nossa atitude diante destas dádivas: aceitá-las como expressão do amor divino, fazendo o possível para cultivá-las ao nosso bem estar e dos outros, ou tentar ignorá-las, agindo como se não existissem.

Quero descobrir as regras do "jogo da vida", agindo bem de acordo com o Autor destas regras. Creio que as leis foram feitas para nos conduzir à vida e à felicidade.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

SEPARAÇÕES

Assim, também, todos nós,

judeus e não-judeus,

escravos e livres,

fomos batizados num só corpo

pelo mesmo Espírito.

E a todos nós foi dado

de beber do mesmo Espírito.

1 Coríntios 12.13 (leia 12.3-7,12-13) BLH

Um dos pontos revolucionários do evangelho é o “nivelamento” que traz à comunidade, quando posto em prática. Acaba com as mais radicais discriminações: religião, classe e sexo. O evangelho legítimo é o da reconciliação e não de alienação!

As palavras do texto foram escritas justamente porque havia resistência a esta tendência! Havia aqueles que ainda se julgavam superiores e não conseguiam se colocar em pé de igualdade com os outros. Achavam-se no direito de julgar certas pessoas como inferiores e, até, como pessoas rejeitadas por Deus... Tomavam o lugar de juiz dos outros, não conseguiam vencer os preconceitos.

Muitas vezes, a religião CRIA separações. Vejo pessoas de certas igrejas julgando pessoas de outras igrejas porque as suas práticas religiosas e costumes sociais são diferentes dos seus. Sentem-se justificados por se separarem dos outros e formarem um grupo só com os que são iguais a eles. As divisões das igrejas hoje em dia são resultado da rejeição da igualdade do evangelho...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

JESUS: O SELO DA ALIANÇA

Assim também, depois do jantar, pegou o cálice e disse:

Este cálice é o novo acordo feito por Deus com o seu povo,

acordo que é selado com o meu sangue.

Cada vez que vocês beberem deste cálice,

façam isso em memória de mim.

1 Coríntios 11.25 (leia 11.23-26) – BLH

Paulo citou a frase: "Selado com o meu sangue," usado por Jesus durante a última ceia com os discípulos. Isto quer dizer: quando Jesus estava pendurado na cruz, Ele não estava lá como vítima sacrifical e como representante da humanidade, tomando sobre si a ira de Deus em nosso lugar, mas, como Deus selando um acordo de sangue, em pé de igualdade com o ser humano. A vítima sacrifical não se entrega por vontade própria, não está em condições de selar acordos. Quem "sela acordos" são pessoas autônomas, agindo por vontade própria. Jesus foi à cruz por iniciativa própria e não como vítima inocente de circunstâncias.

O cálice representa, não a ira de Deus, descarregada contra alguma vítima inocente, mas o fato do perdão ter o seu preço. O preço do perdão é o compromisso. O sangue representa compromisso de ambas as partes, de ir até às últimas conseqüências, até o fim. O cálice simboliza a completa lealdade de ambas as partes.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A PESSOA MAIS AMADA NO MUNDO

Não tenho direito de ficar orgulhoso

por anunciar o evangelho.

Afinal de contas é minha obrigação fazer isso.

Ai de mim se não anunciar o evangelho.

1 Coríntios 9.16 (leia 9.16-19,22-23) – BLH

O que é o evangelho para mim? Qual é sua mensagem básica que atinge a parte mais profunda do meu ser? - Ninguém no mundo é mais amado por Deus do que eu! Sou o objeto do amor de Deus, sou um milagre! Não sou inferior a ninguém aos olhos de Deus. Sou diferente, pior não! Se Deus me ama, eu deveria também me amar! Não devo desprezar quem Deus ama. Não devo me desprezar. Ao afirmar isto a meu respeito, posso passar a afirmar o mesmo a respeito aos outros, independente de quem são. Deus ama cada um como se fosse único no mundo! Diante deste fato, devo também amar os outros, especialmente os que estão ao meu alcance.

No lugar do orgulho o evangelho me leva a proclamação do amor de Deus através de palavras, acompanhadas pelos atos. O evangelho é a mensagem de que Deus quer o nosso bem, que tenhamos a vida, que aceitemos o perdão divino, que nós nos perdoemos também, que sejamos libertados de tudo que nos prejudica e que sejamos libertados para vivermos em amor para com Deus e toda a sua criação.