terça-feira, 6 de abril de 2010

SILÊNCIO IMPOSSÍVEL

Mas Pedro e João responderam:

-- Os senhores mesmos julguem diante de Deus:

Devemos obedecer aos senhores ou a Deus?

Porque não podemos deixar de falar

daquilo que vimos e ouvimos.

Atos 4.19-20 (leia Atos 4.13-21) – BLH

Uma vez que experimentamos a verdade é impossível vivermos a mentira! Pedro e João haviam experimentado a verdade da ressurreição de Jesus. Agora, não era mais possível viverem como antes, sem a nova esperança que havia nascido no seu peito. Agora, estavam sendo proibidos de falarem desta nova verdade em suas vidas. A escolha era: ou cediam às proibições e ficavam calados com o efeito de negarem a verdade, ou obedeciam a esta nova verdade e compartilhavam-na com os demais.

Ao ignorar proibições, estamos nos expondo à perseguição e perigo. Ao cedermos, estamos "ferindo a nós mesmos". Obedecer a verdade é andar na luz. Negar a verdade, mesmo pela omissão, é caminhar nas trevas.

Pedro e João não tinham dúvida. A verdade da ressurreição e a nova vida em Cristo eram tão fortes que não podiam ficar calados diante de qualquer ameaça.

Será que a minha verdade é tão forte que estou disposto a enfrentar qualquer perigo em vez de ficar calado para me proteger?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

TESTEMUNHO PODEROSO

Porém muitas pessoas

que ouviram a mensagem creram,

e o número de homens que creram

chegou a mais ou menos cinco mil.

Atos 4.4 (leia 4.1-12) – BLH

Uma palavra de testemunho é poderosa! Os seguidores de Jesus haviam presenciado a ressurreição dele e falavam daquilo que era a grande realidade na vida deles. Uma palavra de testemunho vem do coração e não da cabeça e, por isso, atinge o íntimo dos ouvintes... Os discípulos não estavam falando do que pensavam ou do que achavam, mas do que tinham visto. Idéias vêm da cabeça e são mais fáceis de serem ignoradas...

De um lado, o testemunho poderoso a respeito da ressurreição de Jesus provocou uma grande aceitação, indo ao encontro das ansiedades de um número muito grande do povo. Do outro lado, provocou uma grande reação negativa. Começou ameaçar um grande sistema de crenças e práticas que serviam como segurança e meio de vida para uma outra faixa da população. A palavra "testemunho" servia de esperança para uns, mas, de ameaça para outros.

Compartilhar uma experiência tem muito mais valor do que defender uma convicção. Argumentos vêm da cabeça e podem criar conflitos. Experiências compartilhadas são assuntos do coração contra os quais não existem argumentos.

domingo, 4 de abril de 2010

O QUE TENHO

Então Pedro disse:

-- Não tenho nenhum dinheiro,

mas lhe dou o que tenho:

Em nome de Jesus Cristo, de Nazaré,

levante-se e ande!

Atos 3.6 (leia 3.1-10) – BLH

O significante não é o que não temos, mas sim, aquilo que temos. Muitas vezes deixamos o "não ter" apagar o valor daquilo que temos. Ficamos lamentando o que não temos e nos esquecemos aquilo que temos!

O que não temos não tem valor nenhum. Está fora do nosso alcance e do nosso domínio. Não podemos utilizá-lo. O que podemos fazer é perder o nosso tempo ao lhe darmos muita atenção. Neste sentido, ele pode nos prejudicar, tirando a nossa paz e roubando a nossa energia.

Por outro lado, aquilo que nós temos, por pouco que seja, é de muito valor. Sendo nosso e estando sob o nosso domínio, podemos utilizá-lo para o bem. De qualquer forma, é precioso.

O que é que tenho? Saúde, inteligência, o presente momento, um senso da presença do Eterno com o rosto de Jesus, vários conhecimentos e habilidades, uma situação econômica aparentemente estável e confortável, amizades, influência e muitos sentimentos e propósitos positivos. Puxa!!... Com tudo isto estou fazendo tão pouco!!...

sábado, 3 de abril de 2010

ALÉM DAS APARÊNCIAS

Todo o povo de Israel deve ficar bem certo

de que este Jesus que vocês crucificaram,

Deus o fez Senhor e Messias.

Atos 2.36 (leia 2.36-41) – BLH

"As aparências enganam" é um ditado muito mais profundo do que se pode imaginar! Jesus era insignificante em termos da cultura da sua época. Vivia à margem da sociedade, de origem bem humilde e sem nenhum poder político ou econômico. Tinha somente um grupo pequeno e instável de seguidores de pouca expressão. Dispensável, seria uma vítima perfeita para satisfazer as frustrações das massas.

A humanidade, especialmente na nossa cultura, não mudou em nada. Continua a jogar fora vidas, achando que são "descartáveis". Mas, ao jogarmos fora a vida de alguns, jogamos fora a vida de todos. A rejeição de Jesus resultou em tragédia para o povo todo, a perda da oportunidade de viver a vida na sua plenitude! Em vez da plenitude de vida, o povo caminhou para uma desgraça nacional ao ser destruído como nação.

A globalização dos nossos dias joga fora a vida de milhões de pessoas marginalizadas nas nações pobres e dos grandes centros urbanos. O preço será mais alto, maior que possamos imaginar!

Será que ainda há tempo para nos arrependermos do nosso egoísmo? Pensamos somente em nosso bem estar à custa do bem em dos outros e de toda a criação! Vivemos num mundo que sacrifica os “pequenos e fracos” e exalta os “grandes e poderosos”. A nossa redenção depende da redenção de todos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

EXPERIÊNCIA PESSOAL

Pedro continuou:

-- Homens de Israel, escutem estas palavras.

Como vocês sabem muito bem,

Deus mostrou a vocês que

Jesus foi um homem aprovado por ele.

Pois Deus, por meio de Jesus,

fez no meio de vocês milagres,

maravilhas e coisas extraordinárias.

...Deus ressuscitou o mesmo Jesus,

e todos nós somos testemunhas disso.

Atos 2.22,32 (leia 2.14,22-32) – BLH

Devemos falar somente daquilo que temos visto e sentido. A fé cristã, em primeiro lugar, é uma experiência pessoal, não é um conjunto de teorias, sistema de teologia ou uma série de dogmas; embora tentamos explicar esta experiência por estes meios. É um grande erro promover a nossa explicação em vez de testemunhar a nossa experiência.

Muitas vezes, uma teoria toma o lugar de uma experiência. Achamos que, na ausência de uma experiência, uma teologia pode convencer alguém e acabamos só convencendo a nós mesmos! Muitas das divisões dentro do cristianismo são em torno de interpretações, teorias, dogmas e credos. A experiência deve gerar união e solidariedade.

O mundo, hoje, precisa de pessoas que tenham uma experiência para compartilhar e não teorias bonitas! A experiência "brota" do coração e provoca mudanças, enquanto que a teoria "nasce" da cabeça, cria polêmicas e divisões ou apenas desperta curiosidade.

quarta-feira, 31 de março de 2010

A VERDADEIRA GLÓRIA

A verdadeira vida de vocês é Cristo,

e quando ele aparecer,

então vocês aparecerão com ele

e tomarão parte na sua glória.

Colossenses 3.4 (leia 3.1-4) – BLH

Com Jesus a vida é outra; entra o elemento "glória" e a vida toma outra dimensão. Que dimensão é esta?

Em nossa cultura, os maiores valores são os valores materiais. O material está acima do ser humano. O deus do materialismo se chama "lucro". O ser humano é massacrado para os poderosos poderem acumular mais riqueza material. A "glória" de Jesus é a valorização do ser humano como objeto do amor!

A "glória" de Deus é amar as pessoas e usar as coisas para o seu benefício, enquanto a "glória" do mundo é amar as coisas e usar as pessoas para benefício próprio... A "glória" do mundo exalta prédios suntuosos, grandes monumentos, projetos vistosos, máquinas poderosas de guerra e tudo quanto é sinal de riqueza, poder e status. As igrejas, também, entram na dança do materialismo. Constroem templos grandiosos, disputam estatísticas de grandeza, tentando ser as "melhores" e as "mais perfeitas". Mas, "glória" de Jesus são pessoas libertadas da escravidão do materialismo e do orgulho, servindo ao próximo.

terça-feira, 30 de março de 2010

ALÉM DO RITUALISMO

Assim, quando fomos batizados,

fomos enterrados com ele

por termos morrido junto com ele.

E isso para que,

como Cristo foi ressuscitado

pelo poder glorioso do Pai,

assim também nós vivamos uma vida nova.

Romanos 6.4 (leia 6.3-11) – BLH

Usar este texto como uma defesa de "batismo nas águas" por imersão é perder completamente o seu sentido e profundidade. Não tem nada a ver com ritualismo e nada a ver com formas. O texto fala de uma profundidade da esperança cristã que vai muito além de um mero uso da água.

O batismo significa uma postura de vida, de quem se identifica com Jesus, nega-se a si mesmo e toma a cruz junto com Jesus. Devemos ser leais a Jesus a ponto de estarmos decididos até a morrer, antes de nos curvarmos diante dos ídolos deste século, inclusive dos "ídolos religiosos" das nossas igrejas. Quando Jesus perguntou a Tiago e João: - "Podem ser batizados como eu vou ser batizado? " (Mc 10,38), Ele estava falando de discipulado e não de ritualismo.

A nossa identificação com Jesus na sua vida e morte nos dá esperança de vida eterna! Como Jesus foi ressuscitado, seremos nós, também, participantes desta ressurreição! Em Jesus morremos para viver.