domingo, 17 de setembro de 2017

APARÊNCIAS E REALIDADE


...quem se engrandece será humilhado,
e quem se humilha será engrandecido.

Lucas 18.14 (leia 18.9-14) – BLH

Esta parábola é um retrato da Sinagoga e da Igreja de todas as épocas. A religião institucionalizada não mudou. Continua existir as “elites espirituais” e os “pecadores”. Este padrão é enganoso. A natureza do Reino é outra. A igreja institucional tem orgulho do seu “status” de “exclusividade” em relação ao Divino e vive uma ilusória “paz com Deus”. A igreja de Jesus simplesmente ora: “tem pena de mim, pois sou pecador”.

Jesus sempre batia na tecla da futilidade, do orgulho e arrogância. Muitas das suas parábolas estão em torno deste tema. Ironicamente, a religião oferece um campo fértil para as manifestações do sentimento de superioridade e auto retidão. Dificilmente líderes religiosos admitem seus erros. Julgam-se acima dos demais. Tornam “réus” aqueles que têm a coragem de desagradá-los. Apontam para os erros dos outros como parte da sua auto justificação.

A parábola, conhecida como “A Parábola do Fariseu e o Cobridor de Impostos”, é exemplo perfeito deste fenômeno. Esta história não nega as afirmações do fariseu, nem a culpa do cobrador de impostos. Mesmo estando cheio de razão, o fariseu errou fatalmente por tomar sobre si o papel de acusador e juiz. Ele se engrandeceu e se condenou. Voltou para casa com um falso senso de “paz com Deus”, sentindo-se superior ao “réu”. O pecador humilde estava mais perto do Reino do que o justo arrogante que se colocou no lugar de superioridade.

Na igreja de Jesus, não há hierarquia. Não há quem comanda e quem obedeça. Sua igreja é uma família aberta de irmãos e irmãs. Ninguém é melhor do que o outro. Todos são iguais.

O que conhecemos como “igreja” hoje se afasta de tudo que Jesus viveu e ensinou. Tornou-se “sociedade fechada dos salvos”. Ergue templos de separação e cobra ingresso, em forma de submissão às normas que ela estabelece e de dinheiro. A maior parte dos “dízimos” é destinada para o sustento da instituição. Somente uma pequena parte sobra para ajudar os necessitados. As obras sociais estão à parte, pois a instituição consome os dízimos para sua própria manutenção.

Como os fariseus, ela cria um mundo de “atividades sagradas” para comprovar sua superioridade espiritual e classifica tudo mais como “secular” ou “profano”. Ela agradece a Deus por achar-se melhor do que o “mundo da perdição” que ela rejeita e despreza.

A igreja de Jesus continua a ser dos rejeitados e os que se identificam com eles. Nos evangelhos os discípulos e discípulas eram os “João Ninguém” e as “Joanas” da vida. Estavam perdidos no meio da multidão. Foi a igreja posteriormente quem colocou Pedro como chefe e inventou uma estrutura hierárquica de poder para seus sucessores. Na igreja de Jesus não havia chefe. Todos eram irmãos.

As instituições, inclusive as igrejas, refletem a alma humana. Valorizam as aparências mais que o conteúdo. Jesus nos ajuda a enxergar além da “fachada” e ver o interior para fazermos a nossa autocrítica. Só enxergando a nossa verdade podemos ser libertados das nossas ilusões e alcançarmos a verdadeira “paz com Deus”.


Lucas 18:9-14 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

O FARISEU E O COBRADOR DE IMPOSTOS

Jesus também contou esta parábola para os que achavam que eram muito bons e desprezavam os outros:

— Dois homens foram ao Templo para orar. Um era fariseu, e o outro, cobrador de impostos. O fariseu ficou de pé e orou sozinho, assim: “Ó Deus, eu te agradeço porque não sou avarento, nem desonesto, nem imoral como as outras pessoas. Agradeço-te também porque não sou como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e te dou a décima parte de tudo o que ganho.”

— Mas o cobrador de impostos ficou de longe e nem levantava o rosto para o céu. Batia no peito e dizia: “Ó Deus, tem pena de mim, pois sou pecador!”

E Jesus terminou, dizendo:

— Eu afirmo a vocês que foi este homem, e não o outro, que voltou para casa em paz com Deus. Porque quem se engrandece será humilhado, e quem se humilha será engrandecido.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

APPEARANCES AND REALITY


All those who exalt themselves will be humbled,
and those who humble themselves will be exalted.

Luke 18:14 (read 18:9-14) – NIV

This parable is a picture of the Synagogue and the Church of all times. Institutional religion has not changed. "Spiritual elites" and "sinners" continue to exist. This pattern is misleading. The nature of the Kingdom is exactly the opposite by having everyone on the same level. The institutional church is proud of its exclusiveness in relation to the Divine and lives an illusory "peace with God". The true church of Jesus simply prays, "have mercy on me, a sinner."

Jesus always hammered on the keys of futility, pride and arrogance. Many of his parables are around these topics. Ironically, religion provides a fertile ground for the manifestation of the feeling of superiority and of self-righteousness. Religious leaders rarely admit their mistakes. Many think of themselves as being above the common lot. Those who have the courage to displease them are labeled as "sinful". Pointing out the mistakes of others is part of self-righteousness.

This parable which is known as "The Parable of the Pharisee and the Tax Collector" is a perfect example of this phenomenon. This story denies neither the claims of the Pharisee nor the fault of the tax collector. Despite of being fully correct, the Pharisee erred fatally by taking upon himself the role of judge. He magnified himself and condemned the tax collector. He returned home with a false sense of "peace with God" and feeling superior to the "sinner". The humble sinner was closer to the Kingdom than the arrogant self-righteous man who put himself on a level of superiority.

In true Christianity there is no hierarchy. There are not those who command and those who obey. Jesus’ church is an open family of brothers and sisters. No one is better than the other. All are equal.

What we know as "church" today is far from what Jesus lived and taught. It has largely become a "closed society of the saved." It builds temples of separation and charges admission in the form of submission to its norms and donations to the institution. Most of the contributions of its members are used to sustain the organization. Only a small portion is left over to help the needy. Most of its social projects are done by separate institutions that raise funds elsewhere, because the churches themselves consume most of the tithes for their own maintenance.

Like the Pharisees, churches create a world of separate "sacred activities" to prove their spiritual superiority, and classify everything else as "secular" or "profane". They thank God that they are better than the lost world which they reject or ignore.

The true church of Jesus is made up largely of those who are rejected by society and even by institutional religion. In the Gospels the disciples were the commonly ignored Joe’s and Jane’s of life. They were those who were lost in the crowd. It was later that the state-sponsored institutional church claimed Peter as its head and invented a hierarchical structure of power for his successors. Protestantism has largely adopted this basic pattern and only modified the titles. In the true church of Jesus there was no chief. All were sisters and brothers.

All institutions (including churches) reflect the values of the societies in which they thrive. Appearances are often valued above content. Jesus helps us to see beyond the façade and see what is on the inside so that we can make a realistic evaluation. Only by seeing our own truths can we be set free from our illusions and attain true "peace with God".


Luke 18:9-14 – New International Version (NIV)

The Parable of the Pharisee and the Tax Collector

To some who were confident of their own righteousness and looked down on everyone else, Jesus told this parable: “Two men went up to the temple to pray, one a Pharisee and the other a tax collector. The Pharisee stood by himself and prayed: ‘God, I thank you that I am not like other people—robbers, evildoers, adulterers—or even like this tax collector. I fast twice a week and give a tenth of all I get.’

“But the tax collector stood at a distance. He would not even look up to heaven, but beat his breast and said, ‘God, have mercy on me, a sinner.’

“I tell you that this man, rather than the other, went home justified before God. For all those who exalt themselves will be humbled, and those who humble themselves will be exalted.”

domingo, 10 de setembro de 2017

ORAÇÃO E BLÁBLÁBLÁ


...Ele julgará a favor do seu povo
e fará isso bem depressa.

Lucas 18.8 (leia 18.1-8) – NTLH


Na Parábola da Viúva e o Juiz, o juiz atendeu a mulher só para que ela parasse de “encher o saco”. Ele não tinha compaixão, respeito, dedicação à justiça e aos direitos humanos. Julgou o caso da viúva a favor dela para que ela parasse de aborrecê-lo com sua insistência! Ela se tornou inconveniente. Venceu o juiz “pelo cansaço”.

Muitas vezes os cristãos agem como se Deus fosse igual ao juiz desonesto. Acham que podem vencê-Lo pelas orações. Montam vigílias de oração como se Ele fosse influenciado pela insistência em orar a noite toda. Organizam clamores, achando que por gritos bem altos Deus seria movido a atendê-los. Acham que oração tem poder e longas orações mais ainda... Creem que por muito orar serão ouvidos. Acham que a oração poderosa é aquela que é gritada, às vezes amplificada por um sistema de som com alto-falantes possantes.

Para muitos, a oração é instrumento de manipulação para pressionar Deus a fazer a vontade humana, confundindo-a com a vontade divina. Este tipo de fé é depositado no poder das suas orações bem feitas, não na compaixão incondicional de Deus.

Jesus deixou bem claro que seu Papai é o oposto do juiz desonesto. Ele não precisa de vigias, clamores e gritaria para atender seus filhos e filhas. Já sabe das suas necessidades, mesmo antes deles chorarem a sua dor. Deus não demora. Não precisa ser pressionado, nem informado. Deus atende porque Ele é amor, não porque nós oramos.

Para que serve a recomendação de “orar sempre e não desanimar”? Para Jesus, a oração começa com o ouvir, não o falar. A base da oração está na atitude de “seja feita a Tua vontade (não a minha)”. Para saber a vontade de Deus precisamos, primeiro, ouvir a voz do Seu Espírito. Jesus orava (ouvia) intensamente, sozinho, na calada das noites. Criticava orações feitas em público. A oração verdadeira é a comunhão do Seu Espírito com o nosso espírito. Nosso falar vem, depois de ouvir, com palavras de gratidão, somente para os “ouvidos” de Deus como um sussurro no ouvido de amante.

Deus não é surdo, ignorante ou desinteressado. O mundo não precisa ser mudado. Deus o fez com perfeição. Somos nós que precisamos mudar. O nosso estilo de vida cria diretamente ou indiretamente, as condições que causam desequilibro, injustiça e sofrimento. Não adianta clamar a Deus por aquilo que nós causamos.

A oração “sempre e sem desanimar” é viver em sintonia constante em todas as atividades. Oração não é uma atividade à parte das outras, é uma atitude permanente, sem cessar. Acompanha tudo que fazemos. Vai além de meras palavras.

Jesus falou em encontrar “fé na terra”. Fé é viver em harmonia com Deus, o próximo e a criação. Transforma seu portador em instrumento de construção de um mundo melhor, mais amável, mais solidário. A oração de fé não é blábláblá!


Lucas 18:1-8 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

A VIÚVA E O JUIZ

Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar:

— Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém. Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: “Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!”

— Durante muito tempo o juiz não quis julgar o caso da viúva, mas afinal pensou assim: “É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém. Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo.”

E o Senhor continuou:

— Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse. Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo? Eu afirmo a vocês que ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa. Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

PRAYER AND LISTENING


He will surely hurry and help them.

Luke 18:8 (read 18*1-8) – (CEV)


In the Parable of the Widow and the Judge, the judge granted the woman’s request only to “get her off his back”. He had no compassion, dedication to justice or respect for human rights. He judged the case of the widow in her favor in order for her to stop pestering him. She became so inconvenient that she wore him out.

Often Christians act as though God is equal to this dishonest judge. They think they can overcome Him by prayer. They organize prayer vigils as though He were influenced by the insistence of them praying all night. They cry out thinking that their loud voices would move God to grant their requests. They think that prayer has power and that long prayers have even more power. They think that by much prayer they will be better heard. Sometimes they even reinforce their prayers by sound systems with powerful speakers.

For many, prayer is an instrument of manipulation to pressure God into complying to human will and confuses human desires with divine will. Faith is placed in the power of prayers that are well made and not in the unconditional compassion of God.

Jesus made it clear that his “Daddy” is the opposite of the crooked judge of the parable. He does not need to hear cries, moaning or clamor to meet his children’s needs. He already knows their needs even before they reveal their pain. God does not act too late and needs not be pressured, or informed. God meets our needs because He is love and not because we pray.

What does the recommendation to "keep on praying and never give up" mean? For Jesus, prayer begins with listening, not talking. The basis of prayer is the attitude of "Thy will (not mine) be done". In order to know the will of God we must first listen to the voice of His Spirit. Jesus frequently went off by himself alone in the dead of night and prayed (listened) intensely. He criticized prayers made in public. Real prayer is the communion of His Spirit with our spirit. Our talking should be done only after listening and with words of gratitude directed only to the "ears" of God as a whisper in the ear of a lover.

The insistence on prayers in public places and events is a carryover from a paganism that has distant and uninterested deities instead of a loving parent that is always by our side. Public prayers have nothing to do with God’s presence or blessings. Repeating the Lord’s Prayer in classrooms or public gatherings will not “bring God in” or the absence of them “take God out”. The Divine presence is everywhere independent of humans, or perhaps even in spite of them.

God is not deaf, ignorant or uninterested. The world does not need to be changed. God has molded it to perfection. We are the ones who need to change. Our lifestyle directly or indirectly creates the conditions that cause imbalance, injustice and suffering. No use crying out to God for what we cause.

Prayer that "never gives up" is to live in constant harmony in all our activities. Prayer is not an activity apart from the others. It is a permanent attitude that accompanies all actions. It accompanies everything we do and goes beyond mere words.

Jesus questioned about finding "on the earth anyone with faith". Faith is to live in harmony with God, with all humankind and with all of nature. Prayer should transform those who practice it into tools that build a better, kinder and more caring world. The prayer of faith is not just a lot of spoken words.


Luke 18:1-8 – Contemporary English Version (CEV)

A WIDOW AND A JUDGE

Jesus told his disciples a story about how they should keep on praying and never give up:

In a town there was once a judge who didn’t fear God or care about people. In that same town there was a widow who kept going to the judge and saying, “Make sure that I get fair treatment in court.”

For a while the judge refused to do anything. Finally, he said to himself, “Even though I don’t fear God or care about people,  I will help this widow because she keeps on bothering me. If I don’t help her, she will wear me out.”

The Lord said:

Think about what that crooked judge said. Won’t God protect his chosen ones who pray to him day and night? Won’t he be concerned for them? He will surely hurry and help them. But when the Son of Man comes, will he find on this earth anyone with faith?

domingo, 3 de setembro de 2017

FÉ INESPERADA





Por que somente este estrangeiro voltou
para louvar a Deus?
E Jesus disse a ele:
“Levante-se e vá.
Você está curado porque teve fé.”


Lucas 17.18b-19 (leia 17.11-19) – NTLH

 

Mais uma vez, Jesus “furou” o esquema de valores sociais da sua época. Ele elogiou a fé dum homem desprezado pelo preconceito popular. Os nove homens menos “desprivilegiados” não voltaram para agradecer. Todos eram leprosos, mas um, além de ser portador desta doença, era samaritano; considerado de raça inferior: duplamente prejudicado. A lepra era a doença mais temida porque tinha conotações espirituais. Uma pessoa com mancha na pele era considerada impura espiritualmente. A pele refletia a alma. Os leprosos eram privados de contatos sociais e banidos do templo por causa de manchas na pele. Simples infecções de pele, alergias ou outras irritações poderiam transtornar a vida de uma pessoa! Somente os sacerdotes tinham poder de declará-los curados e puros.


Coitado do samaritano! Não tinha vez! Nenhum sacerdote, sabendo que ele era samaritano, o declararia curado e puro. O fato dele ser samaritano já era maldição aos olhos dos judeus. Mas, para Jesus, não existia maldição. Todos eram iguais diante do Papai. Foi justamente o “pior” da turma dos dez que voltou à Fonte da Vida, Jesus, com gratidão. Os outros ficaram satisfeitos com a bênção do sacerdote e nem lembraram a verdadeira fonte da sua restauração. Para eles, o mais importante era ter a aprovação do sacerdote e recuperar seu lugar na sociedade.


O samaritano sarou da sua lepra, mas continuou sendo samaritano, objeto de preconceito e discriminação. A sua grande descoberta foi que, entre os milhares de judeus, tinha um amigo, Jesus. Jesus era o único judeu que lhe demonstrou amor e respeito. 

Mais uma vez, Jesus rompeu as barreiras religiosas da sua época. Jesus demonstrou que a fé não era o monopólio de poucos “escolhidos por Deus”. O samaritano desprezado tinha mais fé do que os nove que pertenciam a “raça eleita”. Não era por pertencer à religião certa ou abraçar crenças corretas que foi curado. A sua fé o curou! A fé não era propriedade privada dos judeus. 

É fácil confundir a bênção sacerdotal com a fé. A fé verdadeira gera gratidão. Ter fé é ser grato. A fé levou o samaritano a demonstrar sua gratidão diante da graça concedida, independente da bênção sacerdotal. Foi a fé, não a bênção que o curou. 

A ortodoxia, o fundamentalismo e outras formas de radicalismo definem a fé dentro de seus parâmetros. Não reconhecem a fé daqueles que não se encaixam dentro dos seus padrões... Para eles, ter fé exigia conformidade com seu esquema de crenças, padrões de conduta e práticas de culto. Jesus incentivava a fé, sem colocar fardos! 

Até hoje o cristianismo tem dificuldade em aceitar as “inclusões” de Deus. Despreza a fé dos demais e acha que somente sua forma de fé é verdadeira. 

Nos evangelhos Jesus está sempre “cutucando” os orgulhosos. Orgulho é defeito moral. Não perdia oportunidades de mostrar que seu Pai não dava valor a nenhuma pretensão de superioridade. Os verdadeiros eleitos não percebem a sua eleição. Os que se acham eleitos são enganados. O samaritano se achava o mais perdido de todos os dez. A falta da bênção sacerdotal ajudou o samaritano a perceber a verdadeira fonte da vida. Ser desprezado pelos outros se tornou bênção!





Lucas 17.11-19 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

JESUS CURA DEZ LEPROSOS

Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galileia. Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe e gritaram:

— Jesus, Mestre, tenha pena de nós!
Jesus os viu e disse:
— Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês.
Quando iam pelo caminho, eles foram curados. E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus disse:
— Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus?
E Jesus disse a ele:
— Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé.
 
 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

UNEXPECTED FAITH


“Has no one returned to give praise to God
except this foreigner?”
Then he said to him,
“Rise and go;
your faith has made you well.”

Luke 17.18b-19 (see 17.11-19) - NIV

Again, Jesus shook up the scheme of popular social values. He praised the faith of a man despised by popular prejudice. The other nine men who were higher up on the social scale did not return to give thanks for their cure. All were lepers, but besides being a carrier of this disease one of the ten men was a Samaritan who was considered to be of an inferior race. Thus he was doubly handicapped. Leprosy was one of the most dreaded diseases, because it had spiritual connotations. A person with any blemish on the skin was considered to be spiritually unclean. The skin reflected the condition of the soul. Lepers were deprived of social contacts and banned from the temple because of blemishes on their skin. Simple skin infections, allergies or other irritations could disrupt a person's life! Only priests had power to declare them to be healed and pure.

Poor Samaritan!!! He had no chance! No priest who knew that he was a Samaritan would declare him to be clean. The fact that he was a Samaritan was already a curse in the eyes of the Jews. But for Jesus there was no curse. All were equal before the heavenly “Daddy”. Out of the group of ten lepers, the one who returned to Jesus with gratitude was the outcast. The others were satisfied only with the blessing of the priest and did not remember the true source of their cleansing. For them, the most important thing was to have the priestly blessing and regain their place in society.

The Samaritan was delivered from his leprosy, but he continued to be a despised Samaritan and subject to prejudice and discrimination. His great discovery was that in Jesus he had a friend among the thousands of otherwise hostile or indifferent Jews. Jesus was the only Jew who showed him love and respect.

Again, Jesus broke the religious barriers of his time. Jesus demonstrated that faith was not the monopoly of a few God chosen elite. The despised Samaritan had more faith than the nine others who belonged to the "chosen race". It was not by belonging to a certain religion or embracing correct beliefs that he was cured. His faith made him well. Faith was not the private property of the Jews or anyone else.

It is easy to confuse official blessings with faith. True faith leads to gratitude. To have faith is to be grateful. Faith led the Samaritan to show his gratitude for the grace that was given to him independent of the absence of official blessings. It was faith, not the blessing that healed him.

Orthodoxy, fundamentalism and other forms of radicalism define faith within certain limits. They do not recognize the faith of those who do not fit into their scheme of things. For them to have faith requires the acceptance of a given set of beliefs, standards of conduct and forms of worship. Jesus encouraged faith without heaping on a lot of extra burdens on people!

Christianity today has difficulty in accepting the "inclusions" of God. Many professed Christians look down on others whom they judge to be unworthy in some way because of their ethnic origin, citizenship status, sexual orientation, religious affiliation, economic conditions and many other differences. Many Christians would rather eliminate them (deport the illegals) than to extend a helping hand.

In the Gospels Jesus was always "prodding" the proud. Pride is a moral blemish. He lost no opportunity to show that his “Daddy” did not value any claim of superiority. The truly elected are unconscious of their election. Those who think that they are the elected deceive themselves. The Samaritan felt himself to be the most lost of all of the ten. The lack of a priestly blessing helped the Samaritan to recognize the true source of life. In this way his being scorned by others was transformed into a blessing.


Luke 17:11–19

Jesus Heals Ten Men With Leprosy

Now on his way to Jerusalem, Jesus traveled along the border between Samaria and Galilee. As he was going into a village, ten men who had leprosy met him. They stood at a distance and called out in a loud voice, “Jesus, Master,j have pity on us!”

When he saw them, he said, “Go, show yourselves to the priests.” And as they went, they were cleansed.

One of them, when he saw he was healed, came back, praising God in a loud voice. He threw himself at Jesus’ feet and thanked him—and he was a Samaritan.

Jesus asked, “Were not all ten cleansed? Where are the other nine? Has no one returned to give praise to God except this foreigner?” Then he said to him, “Rise and go; your faith has made you well.”

domingo, 27 de agosto de 2017

FÉ E PODER

Depois de fazerem tudo o que foi mandado,
digam:
"Somos empregados que não valem nada
porque fizemos somente o nosso dever."
Lucas 17.10 (leia 17.5-10) – NTLH

Os apóstolos, impressionados com o poder de Jesus, queriam a “fé grande” para também, fazerem “grandes obras”. Jesus dividiu a resposta do pedido em duas partes: primeiro, usando as figuras, semente pequena / árvore grande e, segundo, a de relacionamento patrão / empregado.

A fé é semelhante à semente. Não importa o tamanho. O importante é que seja plantada. Mesmo sendo pequena, tem muito poder, até comandar uma figueira brava bem enraizada a arrancar pelas raízes e ser plantada no mar!...

Reconhecendo que o poder, mesmo espiritual, é perigoso e reconhecendo o motivo dos seguidores pedindo aumento de fé, Jesus acrescentou a segunda parte, o relacionamento patrão / empregado.

Usou a estrutura social da época como ilustração. O dono considerava o trabalho do escravo como dever, não favor que merecia gratidão ou elogio! A lição é que, ao fazermos tudo, estamos simplesmente cumprindo o nosso dever. Devemos usar a nossa fé para servirmos, não para comandarmos. A tentação é sempre usarmos a fé como instrumento de poder, não de serviço.

Mandar e manipular é abusar da fé! A fé verdadeira é aquela plantada no serviço humilde, sem esperar elogios e reconhecimento. A fé grande é a fé humilde!

Freqüentemente nas instituições religiosas, principalmente “igrejas”, a fé se torna instrumento de autoridade e domínio, não de compaixão e serviço humilde. A revista Época, na sua edição de 12/07/2004, pp 92 e 93, relatou o caso de um bispo que exerceu sua autoridade, afastando, sob a falsa acusação de bruxaria, uma pastora de origem humilde que trabalhava dando assistência pastoral às prostitutas na Praça da Luz, em São Paulo! Usou seu “poder da fé” para deixar a pastora sem salário e as prostitutas sem sua assistência pastoral!... Pior ainda, os bispos condenaram a pastora por ter procurado a justiça em defesa de seus direitos. Para as autoridades eclesiásticas, era mais importante defender a postura de poder do que apoiar a pastora no seu ministério entre as prostitutas. É mais fácil jogar pedras do que dar pão... Não houve nenhum sinal de compaixão e humildade da parte da cúpula da igreja. Fecharam a porta para a pastora. Ao relatar o episódio, a revista “secular” foi muito mais profética do que as autoridades religiosas que apoiavam as injustiças de seus pares.

Jesus usou a sua fé para servir com humildade. Não se colocou em posição de autoridade sobre os outros, nem usou milagres como meios de promoção. Conhecia bem o ser humano e sua tendência de correr atrás de milagres, demonstrações de poder e obras grandiosas. Recusou usar seu poder como instrumento de manipulação.

No mundo real as “figueiras bravas bem enraizadas” jogam as “pequenas sementes” no mar, às vezes em nome da fé. O Reino de Deus não é daqueles que julgam e comandam, mas daqueles que procuram servir e muitas vezes são julgados e condenados. Jesus avisou às autoridades religiosas da sua época que prostitutas e publicanos entrariam no céu antes deles!

LUCAS 17:5-10 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Os apóstolos pediram ao Senhor:
Aumente a nossa fé.
E ele respondeu:
Se a fé que vocês têm fosse do tamanho de uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta figueira brava: “Arranque-se pelas raízes e vá se plantar no mar!” E ela obedeceria.
Jesus disse:
  • Façam de conta que um de vocês tem um empregado que trabalha na lavoura ou cuida das ovelhas. Quando ele volta do campo, será que você vai dizer: “Venha depressa e sente-se à mesa”? Claro que não! Pelo contrário, você dirá: “Prepare o jantar para mim, ponha o avental e me sirva enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber.” Por acaso o empregado merece agradecimento porque obedeceu às suas ordens? 10 Assim deve ser com vocês. Depois de fazerem tudo o que foi mandado, digam: “Somos empregados que não valem nada porque fizemos somente o nosso dever.”