domingo, 19 de novembro de 2017

O MILAGRE DE SERENDÍPITE


Não trabalhem a fim de conseguirem
a comida que se estraga,
mas a fim de conseguirem a comida
que dura para a vida eterna.

João 6.27a (leia 6.24-35) – NTLH

A vida é uma busca. Todos buscam algo. Ao nascer, a nossa primeira busca é encher os pulmões de ar. A segunda, satisfazer a fome, mamando no seio da mãe. Sem procurar, encontramos, também, o leite do amor e carinho nos braços maternos. Dormimos com tranquilidade. Acordamos para continuar a busca de sustento e segurança no amor. Enquanto vivemos, a busca não termina.

A busca primitiva é simples: comida e carinho. Mas a vida vai se complicando. Nosso mundo cresce junto conosco. Abrem novas dimensões: responsabilidade em forma de exigências internas e externas, insegurança em forma de possibilidades de fracasso íntimo e perigo físico. Relacionamentos afetivos no âmbito social complicam. É fácil perder a noção da escala de valores e prioridades. Com facilidade a vida se torna apenas uma série de reações à situações imediatas, sem visão a longo prazo. Passamos apenas a sobreviver, não vivermos plenamente.

Mas a busca continua, as vezes confusa, podendo levar ao egoísmo, ambição exagerada, indiferença social, corrupção e violência. Com a ausência da dimensão espiritual, as pessoas se tornam “gulosas” pelo material, nunca satisfeitas, sempre querendo mais.

A crítica de Jesus à multidão foi que as pessoas estavam procurando apenas a próxima refeição, pão para o corpo, esquecendo o alimento para o espírito! Jesus nunca desprezou o “pão de cada dia”. Colocou-o como pedido legítimo de oração junto com o perdão, que é o pão espiritual. Sem o perdão, o pão de cada dia pode se tornar “veneno”, não alimentação.

Nem sempre buscamos as coisas certas. Ainda bem que Deus não atende todos os nossos pedidos... Um bom jeito de Deus castigar a humanidade seria ceder tudo que ela pede. Desastre com certeza!...

Acredito que algumas pessoas da multidão, mesmo procurando errado, conseguiram achar o “outro pão”. O Novo Testamento está repleto de tais exemplos. A mulher Samaritana foi ao poço buscar água: achou também a água da vida! O homem possesso, de Gerasa, que viu Jesus como ameaça, foi liberto do domínio dos espíritos maus! O aleijado, que procurava a cura no tanque milagroso de Betezada, foi sarado por Jesus! Outro aleijado, na entrada do templo, que pedia somente esmolas, achou a cura! Saul, que viajou para perseguir os seguidores de Jesus em Damasco, encontrou Jesus no caminho...

É o milagre, tipo serendípite, encontrar o que não procura. A mensagem evangélica é que o amor divino vem ao nosso encontro, mesmo quando buscamos outras coisas. A multidão procurava se alimentar apenas com o “pão de farinha”, sem saber que ansiava pelo pão do espírito. Jesus oferecia o “outro pão” também.

A mãe que leva a criancinha ao seio para oferecer o leite para o corpo lhe dá, também, alimento para o espírito na forma do amor e carinho. Precisamos de ambos. A vida se completa quando a busca pelo pão de trigo nos leva ao pão do espírito. É o milagre de serendípite.


João 6:24-35 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)


Quando viram que Jesus e os seus discípulos não estavam ali, subiram nos barcos e saíram para Cafarnaum a fim de procurá-lo.

JESUS, O PÃO DA VIDA

A multidão encontrou Jesus no lado oeste do lago, e perguntaram a ele:

— Mestre, quando foi que o senhor chegou aqui?

Jesus respondeu:

— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres. Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna. O Filho do Homem dará essa comida a vocês porque Deus, o Pai, deu provas de que ele tem autoridade.

— O que é que Deus quer que a gente faça? — perguntaram eles.

— Ele quer que vocês creiam naquele que ele enviou! — respondeu Jesus.

Eles disseram:

— Que milagre o senhor vai fazer para a gente ver e crer no senhor? O que é que o senhor pode fazer? Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, como dizem as Escrituras Sagradas: “Do céu ele deu pão para eles comerem.”

Jesus disse:

— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: não foi Moisés quem deu a vocês o pão do céu, pois quem dá o verdadeiro pão do céu é o meu Pai. Porque o pão que Deus dá é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

— Queremos que o senhor nos dê sempre desse pão! — pediram eles.

Jesus respondeu:

— Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A SERENDIPITY MIRACLE


Do not work for food that spoils,
but for food that endures to eternal life

John 6:27a (read 6.24-35) - NIV

Life is a pursuit. Everyone is searching for something. At birth, our first quest is to fill our lungs with air. Our second is to satisfy hunger, suckling at our mother’s breast. We also find the milk of love and affection in our mother's arms as we slept calmly. We continue our search for sustenance and security in love. The pursuit does not end as long as we live.

The primitive pursuit for food and affection is simple, but as time passes our life becomes more complex. Our world grows with us. New dimensions open. Responsibility is imposed upon us in the form of internal and external requirements. Insecurity comes in the form of the possibility of failure and of physical danger. Relationships become more complex. It is easy to lose sight of our scale of values and priorities. Life easily becomes just a series of reactions to immediate situations instead of a long-term dream. Survival takes precedence over quality of life.

But the search continues, sometimes confusing and can lead to selfishness, exaggerated ambition, social indifference, corruption and violence. With the absence of the spiritual dimension, people become "greedy" for the material but are never satisfied and always wanting more.

The criticism that Jesus made of the crowd was that people were looking only for the next meal, bread for the body, and forgetting food for the spirit! Jesus never despised "daily bread". He put it as legitimate prayer request along with forgiveness, which is the spiritual bread. Without forgiveness, the daily bread can become "poison", not nourishment.

We do not always seek the right things. It is well that God does not grant all of our requests. A good way for God to punish mankind would be to give everything that is requested. That would be sure disaster.

Some people in the crowd, even while striving to satisfy physical hunger, also found bread for the spirit. The New Testament is full of such examples. The Samaritan woman went to the well to fetch water to quench physical thirst but also found the “water of life”. The demon-possessed man at Gadarenes saw Jesus as a threat but was freed from domination by evil spirits in him. The cripple, who sought healing in the miraculous Bethesda tank, instead found healing in Jesus. A crippled beggar at the entrance of the temple seeking only alms found the restoration of his legs. Saul, who traveled to persecute the followers of Jesus in Damascus, met Jesus himself on the way.

The serendipity miracle is one that comes when we are looking for something else. The Gospel message is that God's love comes to us even when we seek other things. The crowd was seeking bread made out of wheat flour for their bodies, but Jesus offered them bread for the spirit as well.

The mother holding the baby to her breast to provide milk for the body also gives food for the spirit in the form of love and affection. We need both. Life is complete when the search for wheat bread brings us to the bread of the spirit. It is the miracle of serendipity.


John 6:24-35 – New International Version (NIV)

Once the crowd realized that neither Jesus nor his disciples were there, they got into the boats and went to Capernaum in search of Jesus.

Jesus the Bread of Life

When they found him on the other side of the lake, they asked him, “Rabbi, when did you get here?”

Jesus answered, “Very truly I tell you, you are looking for me, not because you saw the signs I performed but because you ate the loaves and had your fill. Do not work for food that spoils, but for food that endures to eternal life, which the Son of Man will give you. For on him God the Father has placed his seal of approval.”

Then they asked him, “What must we do to do the works God requires?”

Jesus answered, “The work of God is this: to believe in the one he has sent.”

So they asked him, “What sign then will you give that we may see it and believe you? What will you do? Our ancestors ate the manna in the wilderness; as it is written: ‘He gave them bread from heaven to eat.’[a]”

Jesus said to them, “Very truly I tell you, it is not Moses who has given you the bread from heaven, but it is my Father who gives you the true bread from heaven. For the bread of God is the bread that comes down from heaven and gives life to the world.”

“Sir,” they said, “always give us this bread.”

Then Jesus declared, “I am the bread of life. Whoever comes to me will never go hungry, and whoever believes in me will never be thirsty.

domingo, 12 de novembro de 2017

VENCENDO BARREIRAS


“O senhor é Judeu, e eu sou samaritana.
Então como é que o senhor me pede água?”
(Ela disse isso porque os judeus
não se dão com os samaritanos.)

João 4.9 (leia 4.5-42) – NTLH

Jesus frequentemente fazia o que não devia segundo as normas da sua cultura. Um bom Judeu não falaria em público com mulher desconhecida, muito menos com pagã ou mulher de vida duvidosa. Também seria humilhante um homem se mostrar dependente e pedir um favor à uma mulher. Mas, para Jesus, o ser humano era mais importante do que qualquer norma social. Muitas vezes os “bons costumes” levantam barreiras e fazem vítimas.

Para Jesus, havia uma grande diferença entre conservar uma boa reputação e dar bom testemunho. Ele arriscava a sua reputação para poder atingir os necessitados. O bem estar da mulher Samaritana era mais importante do que a reputação dele.

Muitos cristãos estão preocupados sobre o que os outros podem pensar a seu respeito… Acham que “dar bom testemunho” é fazer o que os outros esperam deles e agir dentro dos bons costumes sociais. Procuram andar em ambientes aprovados e cultivar amizades com aqueles que são aceitáveis pela sociedade.

Outro aspecto marcante de Jesus era sua humildade. Nunca demonstrou superioridade moral. Nunca exigiu conduta moral como condição para relacionamento. Para a estranheza de muita gente “boa”, Jesus se relacionava com pecadores e pessoas de má reputação.

A mulher Samaritana era um fracasso: no amor, vivia seu sexto relacionamento amoroso e na amizade, evitava outras mulheres ao buscar água no calor do meio dia, quando todas as outras estavam em casa. Tinha amantes, mas não amigas. Quem seria amigo dela? Se não fosse Jesus, ninguém!…

A cidade grande é lugar de solidão. Milhões de pessoas sobrevivem simplesmente ignoradas: sem teto, emprego, saúde, alimentação, família, escola, direitos, rumo, crianças vendendo doces nas esquinas em troca de alguns centavos, moças alugando seu corpo para poder se alimentar e meninos viciados. Os pobres são explorados e aprendem que a malandragem é o melhor caminho. A mulher Samaritana representa esta multidão de mulheres, homens, crianças e idosos na face da terra.

A mulher Samaritana teve sorte. Jesus rompeu as barreiras e chegou até ela antes que fosse tarde demais. Renasceu a alegria de viver. Com ela, muitos outros descobriram um novo caminho.

Vamos ser como os discípulos, admirados mas paralisados? Ou vamos ganhar a coragem de deixar os nossos preconceitos e chegar aos Samaritanos de hoje? Quantos terão a felicidade de alguém romper as barreiras e chegar ao seu lado com amor?


João 4:5-42 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)


Ele chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou menos meio-dia quando Jesus, cansado da viagem, sentou-se perto do poço.

Uma mulher samaritana veio tirar água, e Jesus lhe disse:

— Por favor, me dê um pouco de água.

(Os discípulos de Jesus tinham ido até a cidade comprar comida.)

A mulher respondeu:

— O senhor é judeu, e eu sou samaritana. Então como é que o senhor me pede água? (Ela disse isso porque os judeus não se dão com os samaritanos.)

Então Jesus disse:

— Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e ele lhe daria a água da vida.

Ela respondeu:

— O senhor não tem balde para tirar água, e o poço é fundo. Como é que vai conseguir essa água da vida? Nosso antepassado Jacó nos deu este poço. Ele, os seus filhos e os seus animais beberam água daqui. Será que o senhor é mais importante do que Jacó?

Então Jesus disse:

— Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna.

Então a mulher pediu:

— Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água.

— Vá chamar o seu marido e volte aqui! — ordenou Jesus.

— Eu não tenho marido! — respondeu a mulher.

Então Jesus disse:

— Você está certa ao dizer que não tem marido, pois já teve cinco, e este que você tem agora não é, de fato, seu marido. Sim, você falou a verdade.

A mulher respondeu:

— Agora eu sei que o senhor é um profeta! Os nossos antepassados adoravam a Deus neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde devemos adorá-lo.

Jesus disse:

— Mulher, creia no que eu digo: chegará o tempo em que ninguém vai adorar a Deus nem neste monte nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, não sabem o que adoram, mas nós sabemos o que adoramos porque a salvação vem dos judeus. Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade.

A mulher respondeu:

— Eu sei que o Messias, chamado Cristo, tem de vir. E, quando ele vier, vai explicar tudo para nós.

Então Jesus afirmou:

— Pois eu, que estou falando com você, sou o Messias.

Naquele momento chegaram os seus discípulos e ficaram admirados, pois ele estava conversando com uma mulher. Mas nenhum deles perguntou à mulher o que ela queria. E também não perguntaram a Jesus por que motivo ele estava falando com ela.

Em seguida, a mulher deixou ali o seu pote, voltou até a cidade e disse a todas as pessoas:

— Venham ver o homem que disse tudo o que eu tenho feito. Será que ele é o Messias?

Muitas pessoas saíram da cidade e foram para o lugar onde Jesus estava.

Enquanto isso, os discípulos pediam a Jesus:

— Mestre, coma alguma coisa!

Jesus respondeu:

— Eu tenho para comer uma comida que vocês não conhecem.

Então os discípulos começaram a perguntar uns aos outros:

— Será que alguém já trouxe comida para ele?

— A minha comida — disse Jesus — é fazer a vontade daquele que me enviou e terminar o trabalho que ele me deu para fazer. Vocês costumam dizer: “Daqui a quatro meses teremos a colheita.” Mas olhem e vejam bem os campos: o que foi plantado já está maduro e pronto para a colheita. Quem colhe recebe o seu salário, e o resultado do seu trabalho é a vida eterna para as pessoas. E assim tanto o que semeia como o que colhe se alegrarão juntos. Porque é verdade o que dizem: “Um semeia, e outro colhe.” Eu mandei vocês colherem onde não trabalharam; outros trabalharam ali, e vocês aproveitaram o trabalho deles.

Muitos samaritanos daquela cidade creram em Jesus porque a mulher tinha dito: “Ele me disse tudo o que eu tenho feito.” Quando os samaritanos chegaram ao lugar onde Jesus estava, pediram a ele que ficasse com eles, e Jesus ficou ali dois dias.

E muitos outros creram por causa da mensagem dele. Eles diziam à mulher:

— Agora não é mais por causa do que você disse que nós cremos, mas porque nós mesmos o ouvimos falar. E sabemos que ele é, de fato, o Salvador do mundo.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

BREAKING DOWN BARRIERS


The Samaritan woman said to him,
“You are a Jew and I am a Samaritan woman.
How can you ask me for a drink?”
(For Jews do not associate with Samaritans.)

John 4:9 (read 4.5-42) - NIV


Jesus often went against the cultural norms of his day. A good Jew would never speak with a woman in public, much less a pagan woman or a woman of questionable reputation. It would also be very humiliating for a man to show any dependence by asking a favor from a woman. But for Jesus, fellow human beings were more important than any social norm. Complying with culture norms can erect barriers and make victims.

For Jesus, there was a big difference between keeping a good reputation and relating to people according to their needs. He risked his reputation in order to be able to reach those in need. The welfare of the Samaritan woman was more important than his reputation.

Many Christians are overly concerned about what others may think about them. They think that to "give good testimony" is to do what others expect of them and act within good social standards. They try to move in accepted social circles and cultivate friendships with the “right” people.

Another striking aspect of Jesus was his humility. He never showed moral superiority. He never demanded moral conduct as being a condition for relationship. To the consternation of many "good" people Jesus associated with sinners and disreputable people. He often hung out with the wrong crowd.

The Samaritan woman was a conjugal failure. She was into her sixth relationship. She was an outcast and avoided other women by fetching water at the well in the heat of the noonday sun when all the other women were at home. She had lovers, but no friends. Who would be her friend? If it were not for Jesus, no one!

Cities are places of solitude. Millions of people live in solitude, homeless, unemployed, in poor health, underfed and inadequately educated. They are condemned to depend on charity and work for insufficient salaries that keep them in misery. The poor are exploited and prevented from escaping from their poverty. They are judged to be lazy and a burden to society. Poverty is criminalized rather than alleviated. The Samaritan woman represents this growing multitude of men, women, children and elderly people in a world of increasing violence and injustice.

The Samaritan woman was lucky. Jesus broke the barriers and reached her before it was too late. He restored the joy of living.

Are we like the disciples, looking on and letting our prejudices stand in the way? Or will we gain the courage to leave our prejudices and reach out to today’s Samaritans? Will we break social barriers and reach out in love?


JOHN 4:5-42 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

So he came to a town in Samaria called Sychar, near the plot of ground Jacob had given to his son Joseph. Jacob’s well was there, and Jesus, tired as he was from the journey, sat down by the well. It was about noon.

When a Samaritan woman came to draw water, Jesus said to her, “Will you give me a drink?” (His disciples had gone into the town to buy food.)

 The Samaritan woman said to him, “You are a Jew and I am a Samaritan woman. How can you ask me for a drink?” (For Jews do not associate with Samaritans.)

Jesus answered her, “If you knew the gift of God and who it is that asks you for a drink, you would have asked him and he would have given you living water.”

“Sir,” the woman said, “you have nothing to draw with and the well is deep. Where can you get this living water? Are you greater than our father Jacob, who gave us the well and drank from it himself, as did also his sons and his livestock?”

Jesus answered, “Everyone who drinks this water will be thirsty again, but whoever drinks the water I give them will never thirst. Indeed, the water I give them will become in them a spring of water welling up to eternal life.”

The woman said to him, “Sir, give me this water so that I won’t get thirsty and have to keep coming here to draw water.”

He told her, “Go, call your husband and come back.”

I have no husband,” she replied.

Jesus said to her, “You are right when you say you have no husband. The fact is, you have had five husbands, and the man you now have is not your husband. What you have just said is quite true.”

“Sir,” the woman said, “I can see that you are a prophet. Our ancestors worshiped on this mountain, but you Jews claim that the place where we must worship is in Jerusalem.”

“Woman,” Jesus replied, “believe me, a time is coming when you will worship the Father neither on this mountain nor in Jerusalem. You Samaritans worship what you do not know; we worship what we do know, for salvation is from the Jews. Yet a time is coming and has now come when the true worshipers will worship the Father in the Spirit and in truth, for they are the kind of worshipers the Father seeks. God is spirit, and his worshipers must worship in the Spirit and in truth.”

The woman said, “I know that Messiah” (called Christ) “is coming. When he comes, he will explain everything to us.”

Then Jesus declared, “I, the one speaking to you—I am he.”

The Disciples Rejoin Jesus

Just then his disciples returned and were surprised to find him talking with a woman. But no one asked, “What do you want?” or “Why are you talking with her?”

Then, leaving her water jar, the woman went back to the town and said to the people, “Come, see a man who told me everything I ever did. Could this be the Messiah?” They came out of the town and made their way toward him.

Meanwhile his disciples urged him, “Rabbi, eat something.”

But he said to them, “I have food to eat that you know nothing about.”

Then his disciples said to each other, “Could someone have brought him food?”

“My food,” said Jesus, “is to do the will of him who sent me and to finish his work. Don’t you have a saying, ‘It’s still four months until harvest’? I tell you, open your eyes and look at the fields! They are ripe for harvest. Even now the one who reaps draws a wage and harvests a crop for eternal life, so that the sower and the reaper may be glad together. Thus the saying ‘One sows and another reaps’ is true. I sent you to reap what you have not worked for. Others have done the hard work, and you have reaped the benefits of their labor.”

Many Samaritans Believe

Many of the Samaritans from that town believed in him because of the woman’s testimony, “He told me everything I ever did.” So when the Samaritans came to him, they urged him to stay with them, and he stayed two days. And because of his words many more became believers.

They said to the woman, “We no longer believe just because of what you said; now we have heard for ourselves, and we know that this man really is the Savior of the world.”

domingo, 5 de novembro de 2017

NASCIDOS DO VENTO


O vento sopra onde quer,
e ouve-se o barulho que ele faz,
mas não se sabe de onde ele vem,
nem para onde vai.
A mesma coisa acontece com todos
os que nascem do Espírito.

João 3.8 (leia 3.1-17) – NTLH


Nicodemos, sem saber, estava amarrado, preso pela tradição. Era líder religioso e bem instruído dentro dos conceitos da sua seita. Certamente era zeloso e sincero. Tinha raízes, mas não asas. Queria voar. Alguma força o impulsionou a procurar Jesus. Jesus, na sua sensitividade e percepção espiritual, compreendeu a inquietação de Nicodemos e foi direto ao assunto: “Nicodemos, você precisa sair de novo do útero”.

Pegado de surpresa, espantado, Nicodemos exclamou: –Como? Já nasci uma vez! Como nascer de novo?

Jesus explicou que há diversos jeitos de nascer. Além do nascer do ventre da mãe é possível nascer do *vento de Deus. O vento é livre para soprar onde quer. É misterioso: pode ser sentido e ouvido, mas não sabemos de onde vem, nem para onde vai. Sendo nascido do vento, pode voar até lugares inimagináveis!...

Em outras palavras Jesus estava dizendo: –Nicodemos, você já saiu do ventre materno para poder crescer e tornar-se adulto, mas está “preso em outro útero”, a lei da sua religião. Para tornar-se filho de Deus, você precisa romper os limites que as regras impõem e nascer do vento (espírito) libertador de Deus.

O útero é indispensável para a nossa vida! Sem o ventre do corpo feminino, nenhum de nós teria chegado a ser um ser humano. Ninguém nasce sem mãe. Embora essencial, a barriga materna não é um lugar de permanência, é necessário sair para continuar viver. Nascer é ser expulso da mãe e cortar o cordão umbilical. A finalidade da religião é servir de “útero” para a formação da nossa fé, não ser veículo para nos levar para o céu (salvação). Deve dar condições para sair da dependência materna e ter autonomia para viver sem ela. Mães possessivas estragam seus filhos. Igrejas possessivas geram crentes mimados, submissos e dependentes. Nascendo do espírito, Nicodemos podia superar as limitações do seu útero espiritual.

Nenhum sistema religioso possui toda a verdade e consegue atender a humanidade em todas as dimensões. Dentro dos nossos sistemas fechados o movimento do espírito é muito limitado. Precisamos instalar ventiladores, gerar uma brisa artificial...

O vento sopra em lugares abertos. Não pode ser confinado. Sua natureza é ser livre. Ser nascido do espírito é ser livre. É ultrapassar barreiras. É andar pelo mundo, atravessando fronteiras, montanhas e oceanos. Quem é nascido do espírito pode voar nas asas do vento e fazer a sua presença sentida no mundo. Não é confinado dentro de um sistema fechado de dogmas e leis.

Jesus convidou Nicodemos para romper as barreiras do seu útero espiritual e acompanhá-lo em uma nova aventura de fé. Este convite é universal e perene. Nós também somos convidados a nascermos do vento divino e sermos mensageiros do amor de Deus ao mundo!...

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* No texto grego, vento e espírito são a mesma palavra.


João 3:1-17 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

JESUS E NICODEMOS

Havia um fariseu chamado Nicodemos, que era líder dos judeus. Uma noite ele foi visitar Jesus e disse:

— Rabi, nós sabemos que o senhor é um mestre que Deus enviou, pois ninguém pode fazer esses milagres se Deus não estiver com ele.

Jesus respondeu:

— Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo.

Nicodemos perguntou:

— Como é que um homem velho pode nascer de novo? Será que ele pode voltar para a barriga da sua mãe e nascer outra vez?

Jesus disse:

— Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. Quem nasce de pais humanos é um ser de natureza humana; quem nasce do Espírito é um ser de natureza espiritual. Por isso não fique admirado porque eu disse que todos vocês precisam nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito.

— Como pode ser isso? — perguntou Nicodemos.

Jesus respondeu:

— O senhor é professor do povo de Israel e não entende isso? Pois eu afirmo ao senhor que isto é verdade: nós falamos daquilo que sabemos e contamos o que temos visto, mas vocês não querem aceitar a nossa mensagem. Se vocês não creem quando falo das coisas deste mundo, como vão crer se eu falar das coisas do céu? Ninguém subiu ao céu, a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu.

— Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna. Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

BORN OF THE WIND


The wind blows wherever it pleases.
You hear its sound,
but you cannot tell where
it comes from or where it is going.
So it is with everyone born of the Spirit.

John 3:8 (read 3:1-17 below) - NIV


Nicodemus unknowingly was tied up to and bound by tradition. He was a religious leader and very well educated within the concepts of his sect. He certainly was zealous and sincere. He had roots but no wings. He wanted to fly. Some force propelled him to seek Jesus, and Jesus, in his sensitivity and spiritual insight, understood the concern of Nicodemus and went straight to the point: Nicodemus was told the he must get out of the womb.

Surprised and amazed, Nicodemus said, “How? I was born once! How can I be born again?”

Jesus explained that there are many ways to be born. In addition to physical birth from a mother's womb, one can be born of the Wind* (Spirit) of God. The wind is free to blow wherever it wills. It is mysterious: it can be felt and heard, but we do not know from where it comes or to where it goes. By being born of the Wind, we can fly to unimaginable places!

In other words Jesus was saying “Nicodemus, you have left your mother’s womb of in order to be able to grow up and become an adult, but you are stuck in another womb, the law of your religion. To become a child of God, you need to break the limits that that womb imposes on you and be born of the Wind (Spirit) of God.”

The uterus is essential for our life. Without the female body none of us would be here today. No one is born without a mother. Although essential, the uterus is not a place of permanent residence, we must get out of it in order to continue to live and grow. Physical birth is the process of being expelled from the body of the mother and cutting the umbilical cord. The same can be said of churches. They can serve as "wombs" for the formation of our faith, but we must go beyond them in order to have spiritual maturity. They should give us a start, but we must not become dependent of them. Possessive mothers spoil their children. Possessive churches generate spoiled, submissive and dependent believers. By being born of the Spirit, Nicodemus could overcome the limitations of his spiritual womb.

No religious system has the whole truth and is able serve humanity in all dimensions. Within our closed institutional systems the movement of the Spirit is very limited, and the most we can do is create artificial breezes with our human made fans.

The real wind blows outdoors and cannot be confined. Its nature is to be free. To be born of the Spirit is to be free to overcome barriers, cross national borders, climb mountains, span oceans and sweep through the whole Earth. Those who are born of the Spirit can fly on the wings of the wind and make their presence felt around the Earth. They are not confined within a closed system of dogmas and laws.

Jesus invited Nicodemus to break the barriers of his spiritual womb and accompany him on a new venture of faith. This call is universal and perennial. We are also invited to be born of the Divine Wind and be messengers of God's love to all on Earth.

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*In the Greek text, wind and spirit are the same word.


John 3:1-17 – New International Version (NIV)

JESUS TEACHES NICODEMUS

Now there was a Pharisee, a man named Nicodemus who was a member of the Jewish ruling council. He came to Jesus at night and said, “Rabbi, we know that you are a teacher who has come from God. For no one could perform the signs you are doing if God were not with him.”

Jesus replied, “Very truly I tell you, no one can see the kingdom of God unless they are born again.”

“How can someone be born when they are old?” Nicodemus asked. “Surely they cannot enter a second time into their mother’s womb to be born!”

Jesus answered, “Very truly I tell you, no one can enter the kingdom of God unless they are born of water and the Spirit. Flesh gives birth to flesh, but the Spirit gives birth to spirit. You should not be surprised at my saying, ‘You must be born again.’ The wind blows wherever it pleases. You hear its sound, but you cannot tell where it comes from or where it is going. So it is with everyone born of the Spirit.”

“How can this be?” Nicodemus asked.

“You are Israel’s teacher,” said Jesus, “and do you not understand these things? Very truly I tell you, we speak of what we know, and we testify to what we have seen, but still you people do not accept our testimony. I have spoken to you of earthly things and you do not believe; how then will you believe if I speak of heavenly things? No one has ever gone into heaven except the one who came from heaven—the Son of Man. Just as Moses lifted up the snake in the wilderness, so the Son of Man must be lifted up, that everyone who believes may have eternal life in him.”

For God so loved the world that he gave his one and only Son, that whoever believes in him shall not perish but have eternal life. For God did not send his Son into the world to condemn the world, but to save the world through him.

domingo, 29 de outubro de 2017

A GRANDE FESTA DE VINHO


Jesus fez esse seu primeiro milagre
em Caná da Galiléia.
Assim ele revelou a sua natureza divina,
e os seus discípulos creram nele.

João 2.11 (leia 2.1-11) – NTLH


Jesus não era um puritano austero como a igreja normalmente o retrata. O Jesus festeiro, alegre, sorridente, com copo de vinho na mão, bebendo com os amigos, incluindo os pecadores, raramente recebe atenção. Este foi o primeiro retrato que o Evangelho de João fez de Jesus. O primeiro milagre que João retratou foi salvar uma festa de casamento em Caná da Galiléia!... Transformou água em vinho para alegrar os corações dos participantes. O noivo estava passando vergonha porque o vinho havia acabado. Jesus salvou e alegrou a festa com a “fabricação” de uma quantidade grande de vinho (entre 480 e 720 litros)! A cidade ficou conhecida como o lugar onde Jesus havia transformado água em vinho (4,46). O ministério de Jesus no Evangelho de João começou e terminou com vinho. O último ato de Jesus, antes de morrer foi tomar vinho barato (19.29-30).

Os outros Evangelhos, também, retratam Jesus usando vinho, tomando-o socialmente com os “pecadores” e com os discípulos. Foi usado como símbolo do Reino do Papai e para representar o seu próprio sangue.

Jesus foi muito mais alegre e festivo do que as igrejas geralmente o retratam. Para chegar até nós, a história de Jesus passou por duas traduções lingüísticas: do aramaico para o grego e do grego para o português. Perdemos “as jogadas” de palavras da língua original. O texto chega até nós, estéril do conteúdo humorístico. Os eruditos de lingüística conseguem captar lances de humor que deveriam ter deixado os ouvintes dando belas gargalhadas!...

Temos muita dificuldade em associar humor com a santidade e conceber um Deus brincalhão. Talvez uma das indicações que Deus tem um agudo senso de humor é a criação do ser humano. Ao ver as nossas “palhaçadas”, Ele (ou Ela) deveria estar “morrendo de rir”. Fazemos muitas coisas absurdas, dignas de provocar risadas. Ouvi dizer: “Não se brinca com coisas de Deus”.--Será que Deus não brinca? Não tem humor?

Associamos a piedade com solenidade e falta de humor. Ser brincalhão é considerado leviandade. É “mais santo” ser sério, fechado e exigente do que simpático, aberto e liberal! É usar Coca Cola e Guaraná em festas de igreja e proibir vinho. Mas, para Jesus, o convite ao Reino é convite à festa! Jesus foi criticado por curtir a vida até com pecadores. Mas, ao fazê-lo, Ele estava já vivendo o Reino.

João Wesley afirmou que a religião triste é religião do diabo. A medicina reconhece que o riso, a alegria e o espírito festivo fazem bem ao espírito e ao corpo. A alegria é milagre de Deus e Jesus passou esta alegria para os que o cercavam e estavam dispostos a recebê-la.


João 2:1-11 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

JESUS VAI A UM CASAMENTO

Dois dias depois, houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galileia, e a mãe de Jesus estava ali. Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. Quando acabou o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:

— O vinho acabou.

Jesus respondeu:

— Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora.

Então ela disse aos empregados:

— Façam o que ele mandar.

Ali perto estavam seis potes de pedra; em cada um cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Os judeus usavam a água que guardavam nesses potes nas suas cerimônias de purificação. Jesus disse aos empregados:

— Encham de água estes potes.

E eles os encheram até a boca. Em seguida Jesus mandou:

— Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dirigente da festa.

E eles levaram. Então o dirigente da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isso ele chamou o noivo e disse:

— Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho.

Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galileia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele.