domingo, 8 de novembro de 2009
FÉ NA ESPERANÇA
As Escrituras Sagradas dizem:
"Eu cri e por isso falei."
Pois assim também nós,
que temos o mesmo espírito de fé,
falamos porque cremos.
Porque sabemos que Deus,
que ressuscitou o Senhor Jesus,
nos ressuscitará também com ele e nos levará,
junto com vocês,
à presença dele.
2 Coríntios 4.13-14 (leia 4.7-15) – BLH
Parece que tudo na vida tem seus opostos. Esta passagem menciona alguns: inimigos e amigos, morte e vida, dificuldades e vitória, dúvidas e esperança. Se existe um lado também existe o outro. Se Deus ressuscitou Jesus, também nos ressuscitará.
Muitas vezes o que faz a gente continuar a labuta é a esperança, como diz o salmo citado pelo texto na linguagem de hoje: "Estou completamente esmagado, mas mesmo assim continuei crendo". Pelo que a gente vê diariamente não há motivos de ânimo. O corpo vai envelhecendo, os amigos e queridos morrem, uma crise segue outra e o paraíso fica cada vez mais distante... As coisas positivas, ao serem examinadas com profundidade, revelam defeitos fatais. As vitórias alcançadas são temporárias e o Reino não chega nunca. Resta a esperança de que tudo de negativo tem o seu lado positivo: o novo brotará das cinzas.
sábado, 7 de novembro de 2009
VIDA NO CORPO MORTAL
Durante a nossa vida estamos sempre em perigo de morte
por causa de Jesus,
para que se veja a vida dele
no nosso corpo mortal.
2 Coríntios 4.11 (leia 4.7-15) – BLH
Em nossa fragilidade se revela o poder daquilo que nos sustenta. Somos sustentados por uma força que é muitíssimo maior do que nós. Somos apenas "potes de barro" (v.7), mas em nós há muitos tesouros.
O nosso problema é que ficamos encantados com o "pote" e a sua beleza. Aquele pote pode ser a nossa própria pessoa e aquilo que conseguimos realizar no decorrer da nossa vida, ou também a estrutura dentro da qual vivemos e agimos. Pode ser uma nação potente ou uma igreja crescente e animada com muito entusiasmo e atividades. Pode ser mil e uma coisas que nos dão um senso de importância e de identidade.
Ao percebermos que este é apenas um "pote de barro comum," podemos cair no desespero total e caminharmos para um fatalismo auto-destrutivo. Ou podemos descobrir a força que formou o pote e os tesouros que ele contém. O nosso mal consiste em glorificar as formas e idolatrar as coisas. A desilusão com as nossas coisas pode abrir os nossos olhos para aquele que é Vida, fonte de tudo.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
DEMÔNIOS: ANTIGOS E MODERNOS
Estejam alertas e fiquem vigiando
porque o inimigo de vocês,
o Diabo,
anda por aí como um leão que ruge,
procurando alguém para devorar.
1 Pedro 5.8 (leia 5.8-11) – BLH
A Bíblia fala a língua do coração, a da beleza, da arte e das figuras confortadoras e assustadoras. Suas imagens são metáforas, não objetos literais. São meios de descrever aquilo que é além da lógica. A declaração que “Deus é luz” não quer dizer que luz é Deus, mas que Deus ilumina todas as coisas. Neste caso, a figura de luz aponta além de si para a iluminação divina.
O Diabo não é um bicho literal, solto na terra, cuja missão é afastar as pessoas de Deus e levá-las para a perdição eterna no inferno. O mundo demoníaco é associado às trevas, ao lado escuro da vida. Todos têm seu lado escuro e desconhecido. É de lá que saem os “demônios” para nos atacar.
A vida se nos apresenta cheia de armadilhas! Com um número quase infinito de variáveis é muito fácil dar um resultado diferente do que se imagina... Outro agravante é a nossa subconsciência, onde escondemos os nossos verdadeiros motivos de nós mesmos. A conjuntura destes dois fatores nos coloca numa situação em que a vida precisa ser levada com muita atenção e cautela...
Não acredito que exista um ser, andando solto por aí, bolando um jeito de me devorar... Com os fatores citados acima não há necessidade da existência de demônios para explicar toda a maldade que existe no mundo! O Antigo Testamento não necessitava destas figuras para explicar o mal: basta o ser humano com a sua capacidade de auto-engano... Como sou, não necessito de inimigos, nem demônios para me fazer perder. Sou capaz de perecer sozinho. O diabo e seus demônios são figuras mitológicas que nos ajudam a entender a dinâmica do mal. O mal (o negativo) e a maldade (o anti-vida) existem: são fatores a serem enfrentados e vencidos em todos nós!
Pedro estava se referindo principalmente à ação diabólica dos perseguidores dos cristãos. Causava muito sofrimento. O preço pago para ser cristão era muito alto. As primeiras gerações de cristãos sofriam terrivelmente nas mãos de seus inimigos. Precisava muita coragem e vigilância para resistir o Diabo da perseguição.
Duvido que algum leitor desta meditação esteja ameaçado de morte pelo simples fato de professar a fé cristã. Os demônios de hoje são outros: epidemias, crises sociais, fome, criminalidade, corrupção, violência, injustiça, miséria, apatia, ignorância, alienação, desesperança, pessimismo, etc.
A nossa vigilância tem que ser outra: – não ser conivente e não atuar numa maneira contraproducente. Muitos procuram as orações de pastores para expulsar os demônios das doenças, da miséria, dos desastres e de todos os problemas que os afligem. Os novos ricos solicitam orações contra os demônios para impedi-los de atrapalhar seus negócios, sua saúde e seus desejos. Enquanto os crentes estão enchendo os templos e expulsando os “demônios” com o crescimento da “indústria da fé”, os verdadeiros demônios estão soltos no mundo devorando suas vítimas.
Cabe a nós enfrentar o Diabo onde ele está: dentro de nós e dentro de todos os segmentos da sociedade em que vivemos. Isto se faz com humildade, vivendo o amor divino em todos os lugares onde andamos.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
POTES DE BARRO
Porém nós que temos esse tesouro espiritual
somos como potes de barro comum
para mostrar que
o poder supremo
pertence a Deus,
e não a nós.
2 Coríntios 4.7 (leia 4.6-11) – BLH
Somos "potes de barro". O pote não se cria, é criado por outro. Não pede para ser feito. Não escolhe se quer ou não ser pote de barro, nem pode opinar sobre o estilo ou tamanho que seria. Tudo o que é e o que tem lhe é dado.
Assim somos nós. O que somos é da nossa escolha ou da nossa iniciativa? Escolhemos o nosso sexo? a nossa raça e nacionalidade? a nossa família? a nossa carga genética? os nossos gostos e preferências? Escolhemos se queremos nascer ou não ou a época deste nascimento? Temos muito em comum com aquele pote de barro!...
Em algumas coisas somos diferentes do pote de barro Ele não tem a capacidade de ficar orgulhoso ou revoltado por causa do que é ou do que tem. Nós temos! Temos a capacidade de acharmos que merecemos aplausos por muitas coisas que recebemos e criticarmos potes diferentes de nós. A ironia é que, ao recebê-las, não sabemos usá-las para nosso bem e o bem dos outros.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
NATUREZA DO MAL
Porque, se o Evangelho que anunciamos está escondido,
está escondido somente para os que estão se perdendo.
Eles não crêem porque o deus mau deste mundo
conservou a mente deles na escuridão.
Ele não deixa ver a luz que brilha sobre eles,
a luz que vem da Boa Notícia a respeito da glória de Cristo,
o qual é a verdadeira semelhança de Deus.
2 Coríntios 4.3-4 (leia 3.15-4,6) – BLH
Chamamos este fenômeno de “bloqueio”. Ficamos cegos para aquilo que não queremos ver. Paulo entendeu este fenômeno como a ação de um deus mau sobre a vida humana, mas o resultado é o mesmo. Muitas vezes nós fazemos o papel de deus mau e escondemos de nós mesmos fatos vitais para o nosso bem estar.
Para mim, o mal é a negação da verdade. É recusar ver a verdade. É viver a mentira. Nós, como seres humanos, temos uma tremenda capacidade de auto-engano. A nossa tendência é de auto-proteção. Nós nos protegemos de tudo aquilo que percebemos como ameaça. Os nossos pontos negativos são ameaças e a nossa tendência é recusar reconhecê-los. Esta recusa elimina qualquer possibilidade de correção ou cura. A nossa salvação (bem estar) consiste em deixarmos a luz da verdade iluminar as nossas carências e nos levar à cura.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O MILAGRE DO IMPOSSÍVEL
Não há nada em nós que nos permita afirmar
que somos capazes
de fazer esse trabalho,
pois a capacidade que temos
vem de Deus.
2 Coríntios 3.5 (leia 3.4-11) – BLH
O nosso desenvolvimento físico é algo que brota do íntimo do nosso ser. Forças invisíveis e inconscientes operam em nosso corpo que nos transformam de criança para adolescente, de adolescente para adulto. Apenas colaboramos com estas forças com boa alimentação e exercício. A vida espiritual segue o mesmo padrão. O nosso desenvolvimento é espontâneo, embora necessite da nossa colaboração. Basta termos um alvo na vida e colaborarmos com as forças interiores para podermos alcançá-lo.
Jesus mostrou que a vida plena vem duma relação dinâmica com o Papai e não da obediência dum sistema de leis escritas. Legalismo produz a morte mas um relacionamento dinâmico leva à mudança, vida e crescimento. Quando optamos colocar um relacionamento dentro de normas pré-estabelecidas, começamos a matá-lo; qualquer relacionamento, seja doméstico, eclesiástico, social ou simplesmente amizade.
O que dá vida e força a um relacionamento é o espírito e não um bom conjunto de leis e regras. A igreja peca ao tentar impor sobre seus membros normas de conduta. Em vez de normas de conduta deveria existir visão de um alvo a ser alcançado! Ao lutarmos para alcançarmos uma visão, somos capazes de fazer o impossível. Milagres podem acontecer.