domingo, 10 de dezembro de 2017

A NÃO VIOLÊNCIA DE JESUS


Se o meu Reino fosse deste mundo,
os meus seguidores lutariam
para não deixar que eu fosse entregue...
...Foi para falar da verdade
que eu nasci e vim ao mundo.
Quem está do lado da verdade
ouve a minha voz.

João 18.36,37 (leia 18.33-37) – NTLH


Mesmo sendo agredido, Jesus nunca apelou para a violência. Ele teria razões de sobra para reagir com força. A sua vida estava em jogo. Não deixou seus seguidores pegar em armas para defendê-lo. Isto ficou claro quando interrogado por Pilatos. O reino de Pilatos era apoiado na violência do poder político e militar, o de Jesus, sustentado pela verdade que conduz à paz. Pilatos não conseguiu entender o que era verdade e não chegou a alcançar a paz. Seguiu o jogo da violência e entregou Jesus para ser crucificado.

O mundo continua ignorar a verdade e, consequentemente, lhe falta paz! Até as grandes religiões monoteístas desconhecem a verdade e são grandes fomentadoras de violência. Para vergonha dos “fieis”, a única grande religião que nunca promoveu conflitos armados é o budismo, condenado por aqueles que professam crer no Deus único. Parece que aqueles que não se preocupam em definir Deus são os que mais se aproximarem da prática de Jesus!...

O que é a verdade de Jesus? Viver o amor até suas últimas consequências!... Jesus preferiu morrer a pegar na força para se salvar. A meta de Jesus era viver o amor, não simplesmente sobreviver.

Amor e verdade são sinônimos, gêmeos. Usar a força para defender ou impor a verdade é contraditório, igual usar “estupro” para promover virgindade.

Ao substituir a vivência do amor pelo dogma e normas de conduta, o cristianismo caminhou pelos caminhos da violência. O amor não precisa de argumentos. Fala por si. Dogmas e leis precisam ser defendidos. Geram conflitos, divisões e rivalidades. Herdamos um cristianismo fragmentado onde é difícil reinar paz, mesmo entre irmãos e irmãs.

Nossa cultura é violenta, alicerçada na mentira que glorifica o mocinho que mata os bandidos. As redes de televisão passam filmes, diariamente, enfatizando a violência como meio de eliminar o mal. O cinema sempre tem em cartaz filmes, tipo “exterminador”. Nestes filmes, dezenas de pessoas morrem baleadas, esfaqueadas, golpeadas, queimadas, esmagadas e bombardeadas. O sangue corre livremente. Os videogames ensinam as crianças a matarem os adversários com eficiência. Sexo é ligado à violência. As pessoas que questionam esta tendência são vistas como anormais.

Na Internet, vi um roteiro de Jesus e o Exterminador. O exterminador nasceu, junto com Jesus, já feito homem, com a missão de proteger Jesus dos perigos. Ele fuzilou os soldados que foram prender Jesus e invadiu a última ceia para assassinar Judas, antes dele trair Jesus. Ignorava os protestos de Jesus que ele estava só atrapalhando o plano divino. Para cumprir a sua missão, Jesus tinha que arrancar a metralhadora da sua mão: --uma sátira da militância religiosa que tenta impor a justiça!...

Até que ponto estamos conseguindo ouvir a voz de Jesus no meio do barulho ensurdecedor da violência generalizada? A nossa cultura competitiva aprimora a sobrevivência. É mais difícil ouvir do Mestre, a mensagem de amor e solidariedade, tão contrária aos valores de hoje. Mas, no meio da turbulência, será possível ouvir a voz de Jesus e alcançar a paz da verdade?


JOÃO 18:33-37 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE (NTLH)

Pilatos tornou a entrar no palácio, chamou Jesus e perguntou:

— Você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

— Esta pergunta é do senhor mesmo ou foram outras pessoas que lhe disseram isso a meu respeito?

— Por acaso eu sou judeu? — disse Pilatos. — A sua própria gente e os chefes dos sacerdotes é que o entregaram a mim. O que foi que você fez?

Jesus respondeu:

— O meu Reino não é deste mundo! Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus seguidores lutariam para não deixar que eu fosse entregue aos líderes judeus. Mas o fato é que o meu Reino não é deste mundo!

— Então você é rei? — perguntou Pilatos.

— É o senhor que está dizendo que eu sou rei! — respondeu Jesus. — Foi para falar da verdade que eu nasci e vim ao mundo. Quem está do lado da verdade ouve a minha voz.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

THE NON-VIOLENCE OF JESUS


Jesus said,
“My kingdom is not of this world.
If it were, my servants would fight
to prevent my arrest by the Jewish leaders…

…the reason I was born
and came into the world
is to testify to the truth.
Everyone on the side of truth
listens to me.”

John 18:36,37 (read 18.33-37) - NIV


Even while being attacked, Jesus never appealed to violence. He would have had every reason to react with force. His life was at stake. But he prohibited his followers from taking up arms to defend him! This became clear when he was questioned by Pilate. The kingdom of Pilate was supported by the violence of political and military power, while the Kingdom of Jesus was supported by truth that leads to peace. Pilate could not understand truth and never experienced peace. He followed the way of violence and handed Jesus over to be crucified.

The world continues to ignore truth and therefore lacks peace! Even the great monotheistic religions do not know the truth and are great fomenters of violence. To the shame of the world’s major monotheistic religions (Judaism, Christianity and Islam) who profess to believe in the one and only God, Buddhism, which does not bother to define God, is the only major faith that has never promoted armed conflict. It seems that this non-god Buddhist faith is nearer to the practice of Jesus than the “godly” ones!

What is the truth of Jesus? To live love to its ultimate consequences! Jesus would rather die than take the life of another. The goal of Jesus was to live love, not to survive.

Love and truth are synonymous. They are twins. To use force to defend or enforce truth is contradictory, just like using "rape" to promote virginity.

By replacing the experience of love with dogma and rules of conduct Christianity walks the paths of violence. Love needs no arguments. It speaks for itself. Dogmas and laws need to be defended. They generate conflicts, divisions and rivalries. We inherit a fragmented Christianity where it is difficult for peace to reign even among brothers and sisters.

Our culture is violent and based on the lie that glorifies the good guy killing the bad guys (The American Sniper). Television networks and movies daily emphasize violence as a means of eliminating evil. In films, dozens of people die by being shot, stabbed, beaten, burned, crushed and bombed. Blood flows freely. Video games teach children to kill their opponents with efficiency. Sex is connected to violence. People who question this trend are seen as being abnormal.

On the Internet, I saw a satire of religious militancy that tries to impose justice. It was a script about Jesus and the Terminator. The terminator was born at the same time as Jesus and had the mission to protect Jesus from danger. He invaded the Last Supper to try to kill Judas before he betrayed Jesus and shot the soldiers who came to arrest Jesus. He ignored the Jesus’ protests that he was messing up the Divine Plan. To fulfill his mission Jesus had to cause the terminator’s gun hand to wither.

To what extent we are able to hear the voice of Jesus in the midst of deafening widespread violence? Our competitive culture promotes survival instead of justice and equality. It is more and more difficult to hear the Master’s message of love and solidarity which is so contrary to the predominate values of our age. Can we hear the voice of Jesus in the midst of turmoil and achieve peace grounded on truth?


John 18:33-37 – New International Version (NIV)

Pilate then went back inside the palace, summoned Jesus and asked him, “Are you the king of the Jews?”

“Is that your own idea,” Jesus asked, “or did others talk to you about me?”

“Am I a Jew?” Pilate replied. “Your own people and chief priests handed you over to me. What is it you have done?”

Jesus said, “My kingdom is not of this world. If it were, my servants would fight to prevent my arrest by the Jewish leaders. But now my kingdom is from another place.”

“You are a king, then!” said Pilate.

Jesus answered, “You say that I am a king. In fact, the reason I was born and came into the world is to testify to the truth. Everyone on the side of truth listens to me.”

domingo, 3 de dezembro de 2017

VIDA NA MORTE


— O nosso amigo Lázaro está dormindo,
mas eu vou lá acordá-lo.

João 11.11 (leia 11.1-45) NTLH

A morte é uma das grandes preocupações do ser humano – o maior desafio e mais profundo mistério. A natureza mostra que é inevitável e irreversível, sempre seguida pelo caos e decomposição. Resistimos esta fatalidade da nossa existência. Não podendo vencê-la fisicamente, lançamos mão da fé. Pela fé os cristãos afirmam a ressurreição.

A história de Lázaro não traz uma resposta definitiva diante do mistério e da certeza da morte. Sua ressurreição era temporária, apenas adiando a morte definitiva. As curas e milagres de Jesus eram apenas o adiamento da morte física, não a libertação dela. Sem dúvida, Lázaro morreu outra vez.

Não é por isso que este episódio descrito no Evangelho de João não tem valor. O valor está na afirmação de que a morte não elimina a vida. Mesmo com a morte, a vida continua e se manifesta. As dimensões da vida e da morte são muito além da nossa compreensão. A vida e a morte são regidas por um Poder maior. O mesmo poder que criou a vida, também, criou a morte. Ambos fazem parte da ordem da existência.

Jesus simboliza esta realidade criadora e sustentadora que dá base para a vida e a morte. A morte não deve ser temida. É apenas a face obscura da vida. A vitória sobre a morte não consiste na sua eliminação. É a compreensão de que ela, também, está sujeita a um poder maior. Jesus é apresentado como o Senhor de tudo, inclusive da morte.

Sem esta visão encaramos a morte como um mal trágico e a vida como uma luta contra a morte. A morte é tida como inimiga a ser afastada enquanto temos forças para combatê-la.

Jesus injetou outro fator na polaridade vida/morte, o amor. O amor está acima da vida e da morte. Por amor, Ele se entregou à morte, demonstrando que a morte pode fazer parte da vida plena. O nosso medo da morte nos faz recuar numa vida egoísta de autodefesa e autopromoção. Valorizamos a nossa vida acima da dos outros. O medo afasta o amor completo, contrário a 1 João 4.18 que diz “No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo.” Nosso medo da morte tira a nossa capacidade de amar. O amor pode ser “perigoso” e cortejar a morte. Amar de verdade exige coragem porque a morte está embutida.

Vivemos numa cultura que nega a morte. Esta negação da morte leva à busca frênica de preservar a vida própria, deixando de lado o amor. Abre as portas para a injustiça, corrupção e violência. Cada um defende o seu pedaço, ignorando o bem estar coletivo. Até a religião se torna a busca de salvação pessoal e prosperidade individual. A ironia é que esta negação promove o caos e a degeneração moral que promove a morte que pretende evitar. A busca egoísta da vida promove a morte prematura e pouca redentora.

A história da ressurreição de Jesus é uma afirmação de que a morte não elimina a vida e que o amor engloba ambas. A morte faz parte da vida e a vida inclui a morte.


João 11:1-45 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

A MORTE DE LÁZARO

Um homem chamado Lázaro estava doente. Ele era do povoado de Betânia, onde Maria e a sua irmã Marta moravam. (Esta Maria era a mesma que pôs perfume nos pés do Senhor Jesus e os enxugou com os seus cabelos. Era o irmão dela, Lázaro, que estava doente.) As duas irmãs mandaram dizer a Jesus:

— Senhor, o seu querido amigo Lázaro está doente!

Quando Jesus recebeu a notícia, disse:

— O resultado final dessa doença não será a morte de Lázaro. Isso está acontecendo para que Deus revele o seu poder glorioso; e assim, por causa dessa doença, a natureza divina do Filho de Deus será revelada.

Jesus amava muito Marta, e a sua irmã, e também Lázaro. Porém quando soube que Lázaro estava doente, ainda ficou dois dias onde estava. Então disse aos seus discípulos:

— Vamos voltar para a Judeia.

Mas eles disseram:

— Mestre, faz tão pouco tempo que o povo de lá queria matá-lo a pedradas, e o senhor quer voltar?

Jesus respondeu:

— Por acaso o dia não tem doze horas? Se alguém anda de dia não tropeça porque vê a luz deste mundo.  Mas, se anda de noite, tropeça porque nele não existe luz.

Jesus disse isso e depois continuou:

— O nosso amigo Lázaro está dormindo, mas eu vou lá acordá-lo.

— Senhor, se ele está dormindo, isso quer dizer que vai ficar bom! — disseram eles.

Mas o que Jesus queria dizer era que Lázaro estava morto. Porém eles pensavam que ele estivesse falando do sono natural. Então Jesus disse claramente:

— Lázaro morreu, mas eu estou alegre por não ter estado lá com ele, pois assim vocês vão crer. Vamos até a casa dele.

Então Tomé, chamado “o Gêmeo”, disse aos outros discípulos:

— Vamos nós também a fim de morrer com o Mestre!

JESUS É A RESSURREIÇÃO E A VIDA

Quando Jesus chegou, já fazia quatro dias que Lázaro havia sido sepultado. Betânia ficava a menos de três quilômetros de Jerusalém,  19 e muitas pessoas tinham vindo visitar Marta e Maria para as consolarem por causa da morte do irmão. Quando Marta soube que Jesus estava chegando, foi encontrar-se com ele. Porém Maria ficou sentada em casa. Então Marta disse a Jesus:

— Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido! Mas eu sei que, mesmo assim, Deus lhe dará tudo o que o senhor pedir a ele.

— O seu irmão vai ressuscitar! — disse Jesus.

Marta respondeu:

— Eu sei que ele vai ressuscitar no último dia!

Então Jesus afirmou:

— Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso?

— Sim, senhor! — disse ela. — Eu creio que o senhor é o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo.

Jesus chora

Depois de dizer isso, Marta foi, chamou Maria, a sua irmã, e lhe disse em particular:

— O Mestre chegou e está chamando você.

Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi encontrar-se com Jesus. Pois ele não tinha chegado ao povoado, mas ainda estava no lugar onde Marta o havia encontrado. As pessoas que estavam na casa com Maria, consolando-a, viram que ela se levantou e saiu depressa. Então foram atrás dela, pois pensavam que ela ia ao túmulo para chorar ali.

Maria chegou ao lugar onde Jesus estava e logo que o viu caiu aos pés dele e disse:

— Se o senhor tivesse estado aqui, o meu irmão não teria morrido!

Jesus viu Maria chorando e viu as pessoas que estavam com ela chorando também. Então ficou muito comovido e aflito  34 e perguntou:

— Onde foi que vocês o sepultaram?

— Venha ver, senhor! — responderam.

Jesus chorou.

Então as pessoas disseram:

— Vejam como ele amava Lázaro!

Mas algumas delas disseram:

— Ele curou o cego. Será que não poderia ter feito alguma coisa para que Lázaro não morresse?

A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO

Jesus ficou outra vez muito comovido. Ele foi até o túmulo, que era uma gruta com uma pedra colocada na entrada, e ordenou:

— Tirem a pedra!

Marta, a irmã do morto, disse:

— Senhor, ele está cheirando mal, pois já faz quatro dias que foi sepultado!

Jesus respondeu:

— Eu não lhe disse que, se você crer, você verá a revelação do poder glorioso de Deus?

Então tiraram a pedra. Jesus olhou para o céu e disse:

— Pai, eu te agradeço porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves; mas eu estou dizendo isso por causa de toda esta gente que está aqui, para que eles creiam que tu me enviaste.

Depois de dizer isso, gritou:

— Lázaro, venha para fora!

E o morto saiu. Os seus pés e as suas mãos estavam enfaixados com tiras de pano, e o seu rosto estava enrolado com um pano. Então Jesus disse:

— Desenrolem as faixas e deixem que ele vá.

O PLANO PARA MATAR JESUS

Muitas pessoas que tinham ido visitar Maria viram o que Jesus tinha feito e creram nele.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

LIFE IN DEATH


“Our friend Lazarus has fallen asleep;
but I am going there to wake him up.”

John 11:11 (read 11:1-45) NIV

Death is a major concern of human beings - the biggest challenge and deepest mystery. Nature shows that it is inevitable and irreversible and is always followed by chaos and decay. We resist this fatality in our existence. We cannot beat it physically, so we appeal to faith. By faith Christians affirm the resurrection.

The story of Lazarus does not provide a definitive answer before the mystery and the certainty of death. His resurrection was temporary, only delaying his final death. The healings and miracles of Jesus only postponed physical death. They were not a release from it. No doubt Lazarus died again and is buried until this day.

This episode described in John's Gospel is about the power of life. Its value lies in the claim that death does not eliminate life. Even with death, life goes on. The dimensions of life and death are far beyond our understanding. Life and death are governed by a higher power. The same power that created life also created death. Both are the order of existence.

Death need not be feared, because it is only the dark side of life. Victory over death is not its elimination but the realization that it, too, is subject to a higher power. Jesus is presented as the Lord of everything, including death.

Without this vision we see death as a tragic evil, and life as a struggle against death. Death is seen as an enemy to be resisted as long as we have the strength to do so.

Jesus injected another factor into the polarity between life and death, love. Love is above life and death. Through love, Jesus gave himself to death, demonstrating that death can be part of life. Our fear of death may lead us to a selfish life style of self-defense and self-promotion. It can make us value our own life above the life of others.

Fear casts out love. This is the opposite of the biblical passage: 1 John 4:18 which says "There is no fear in love. But perfect love drives out fear….The one who fears is not made perfect in love." Our fear of death takes away our ability to love. Love can be "dangerous" in that it has no fear in facing death situations. Real love requires courage, because it can lead us to expose ourselves to death.

We live in a culture that denies death. This denial of death leads us to a frantic search to preserve our own life and distances us from love. It opens the door to injustice, corruption and violence. Each one defends his or her “piece-of-cake” while ignoring the collective well-being. Even religion becomes the search for personal salvation and individual prosperity. The irony is that this denial promotes chaos and moral degeneration which promotes the death which it strives to avoid. A selfish pursuit of life promotes premature death and is not redemptive.

The story of Jesus' resurrection is a statement that death does not eliminate life and that love includes both. Death is part of life and life includes death.


John 11:1-45 – New International Version (NIV)

THE DEATH OF LAZARUS

Now a man named Lazarus was sick. He was from Bethany, the village of Mary and her sister Martha. (This Mary, whose brother Lazarus now lay sick, was the same one who poured perfume on the Lord and wiped his feet with her hair.) So the sisters sent word to Jesus, “Lord, the one you love is sick.”

When he heard this, Jesus said, “This sickness will not end in death. No, it is for God’s glory so that God’s Son may be glorified through it.” Now Jesus loved Martha and her sister and Lazarus. So when he heard that Lazarus was sick, he stayed where he was two more days, and then he said to his disciples, “Let us go back to Judea.”

“But Rabbi,” they said, “a short while ago the Jews there tried to stone you, and yet you are going back?”

Jesus answered, “Are there not twelve hours of daylight? Anyone who walks in the daytime will not stumble, for they see by this world’s light. It is when a person walks at night that they stumble, for they have no light.”

After he had said this, he went on to tell them, “Our friend Lazarus has fallen asleep; but I am going there to wake him up.”

His disciples replied, “Lord, if he sleeps, he will get better.” Jesus had been speaking of his death, but his disciples thought he meant natural sleep.

So then he told them plainly, “Lazarus is dead, and for your sake I am glad I was not there, so that you may believe. But let us go to him.”

Then Thomas (also known as Didymus said to the rest of the disciples, “Let us also go, that we may die with him.”

Jesus Comforts the Sisters of Lazarus

On his arrival, Jesus found that Lazarus had already been in the tomb for four days. Now Bethany was less than two miles from Jerusalem, and many Jews had come to Martha and Mary to comfort them in the loss of their brother. When Martha heard that Jesus was coming, she went out to meet him, but Mary stayed at home.

“Lord,” Martha said to Jesus, “if you had been here, my brother would not have died. But I know that even now God will give you whatever you ask.”

Jesus said to her, “Your brother will rise again.”

Martha answered, “I know he will rise again in the resurrection at the last day.”

Jesus said to her, “I am the resurrection and the life. The one who believes in me will live, even though they die; and whoever lives by believing in me will never die. Do you believe this?”

“Yes, Lord,” she replied, “I believe that you are the Messiah, the Son of God, who is to come into the world.”

After she had said this, she went back and called her sister Mary aside. “The Teacher is here,” she said, “and is asking for you.” When Mary heard this, she got up quickly and went to him. Now Jesus had not yet entered the village, but was still at the place where Martha had met him. When the Jews who had been with Mary in the house, comforting her, noticed how quickly she got up and went out, they followed her, supposing she was going to the tomb to mourn there.

When Mary reached the place where Jesus was and saw him, she fell at his feet and said, “Lord, if you had been here, my brother would not have died.”

When Jesus saw her weeping, and the Jews who had come along with her also weeping, he was deeply moved in spirit and troubled. “Where have you laid him?” he asked.

“Come and see, Lord,” they replied.

Jesus wept.

Then the Jews said, “See how he loved him!”

But some of them said, “Could not he who opened the eyes of the blind man have kept this man from dying?”

Jesus Raises Lazarus From the Dead

Jesus, once more deeply moved, came to the tomb. It was a cave with a stone laid across the entrance. “Take away the stone,” he said.

“But, Lord,” said Martha, the sister of the dead man, “by this time there is a bad odor, for he has been there four days.”

Then Jesus said, “Did I not tell you that if you believe, you will see the glory of God?”

So they took away the stone. Then Jesus looked up and said, “Father, I thank you that you have heard me. I knew that you always hear me, but I said this for the benefit of the people standing here, that they may believe that you sent me.”

When he had said this, Jesus called in a loud voice, “Lazarus, come out!” The dead man came out, his hands and feet wrapped with strips of linen, and a cloth around his face.

Jesus said to them, “Take off the grave clothes and let him go.”

THE PLOT TO KILL JESUS

Therefore many of the Jews who had come to visit Mary, and had seen what Jesus did, believed in him.

domingo, 26 de novembro de 2017

IGREJA COMO BOM PASTOR


Eu sou o bom pastor;
o bom pastor dá a vida pelas ovelhas.

João 10.11 (leia 10.11-18) – NTLH

Romantizamos a Bíblia. Muitas vezes passamos por cima do lado prosaico das imagens usadas. Esta passagem fala da figura do pastor. Pastorear era (e ainda é) uma atividade econômica. As ovelhas eram meio de sustento do dono. Elas forneciam vestimenta e comida (lã e carne). Em troca, o pastor lhes dava proteção e abrigo. Os lobos eram inimigos do proprietário do rebanho porque ameaçavam seu meio de sustento. O pastor ia à luta contra os lobos. O dono rico poderia contratar um empregado para cuidar do seu rebanho, mas este não teria o mesmo cuidado do dono. Em ambos os casos, as ovelhas eram “objeto de produção”, visando o bem estar do proprietário.

João apresenta Jesus como Pastor “Amigo” (O Bom Pastor), contrastando com o pastor “comerciário”. Em termos comerciais o Pastor Amigo seria fracasso. Dar a vida pelas ovelhas seria loucura!... Ao contrário, a ovelha sempre dava sua vida pelo pastor! A figura do Pastor Amigo fura o esquema econômico.

O pastor comerciário (seja dono ou empregado) representava a estrutura religiosa que colocava valores econômicos acima dos valores humanos. Podemos chamar isto o espírito “templo”. O templo era sagrado, sendo o povo o meio de sustentá-lo. O povo tinha valor na medida em que fizesse sacrifício em benefício do templo. Em contraste, o Bom Pastor tem o espírito “Amigo” colocando o bem estar das ovelhas em primeiro plano, acima do seu próprio bem.

Nosso tratamento de Jesus como o “Bom Pastor que dá sua vida pelas ovelhas” é acadêmico e abstrato. É dogma, não prática. Na prática, o templo foi substituído pela Igreja, com “I” maiúsculo. Dizemos que somos a Igreja que Jesus fundou. Como “Igreja”, nós nos afastamos do mundo sofredor e formamos apriscos fechados. Precisamos preservar a nossa identidade. Somos mais interessados em mostrar como somos diferentes dos demais do que identificarmos com os “perdidos” da nossa sociedade. Procuramos demonstrar a nossa espiritualidade com sinais externos: construções faraônicas, habilidade de manipular as massas com grandes concentrações e ganhar eleições. A maior parte das ofertas dos fiéis vai para manter a estrutura. Alimentar os famintos e abrigar os desamparados não é prioridade. Os lobos atacam e nós nos refugiamos dentro dos nossos apriscos! Temos medo de nos perder...

O grande desafio para a Igreja é cumprir o papel de Bom Pastor (Igreja Amiga), lembrando que o aprisco é o mundo. João Wesley captou este espírito quando declarou: “O mundo é a minha paróquia”. Ser a continuação de Jesus no mundo exige muita fé. A Igreja Amiga não teria medo de morrer pelo mundo porque teria a confiança no Pai e que a morte não é o fim. A ressurreição é a resposta divina.


João 10:11-18 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

JESUS, O BOM PASTOR

— Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas. Um empregado trabalha somente por dinheiro; ele não é pastor, e as ovelhas não são dele. Por isso, quando vê um lobo chegando, ele abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca e espalha as ovelhas. O empregado foge porque trabalha somente por dinheiro e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai, assim também conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem. E estou pronto para morrer por elas. Tenho outras ovelhas que não estão neste curral. Eu preciso trazer essas também, e elas ouvirão a minha voz. Então elas se tornarão um só rebanho com um só pastor.

— O Pai me ama porque eu dou a minha vida para recebê-la outra vez. Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha própria vontade. Tenho o direito de dá-la e de tornar a recebê-la, pois foi isso o que o meu Pai me mandou fazer.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A GOOD SHEPHERD CHURCH


I am the good shepherd.
The good shepherd
lays down his life
for the sheep.

John 10:11 (read 10:11-18) - NIV

We romanticize the Bible. We often ignore the down-to-earth side of the images used. This passage uses the figure “shepherd” (sheep herder). Herding was (and still is) an economic activity. The sheep were the livelihood of their owners. They provided food and clothing (meat, milk and wool). The shepherds gave them protection and shelter in return for what they provided for their owners. Wolves were enemies of the herd owners because they threatened their livelihood. The shepherds’ battle against wolves was to protect their own means of support. Rich owners could hire employees to take care of their flocks, but they would not have as much at stake as the owners, because the sheep weren’t theirs. The bottom line is that the sheep were "objects of production" for the well-being of the owners.

The Gospel of John presents Jesus as a “Friend Shepherd” (Good Shepherd) as a contrast to a commercial shepherd. In commercial terms a Friend Shepherd would be a failure. To give his life for his sheep would be insane. Instead, the sheep always gave their lives for the shepherd. The Friend Shepherd figure would ruin the economic scheme.

Commercial shepherds, whether owners or employees, could represent religious structures that put economic values above human values. Religious organizations are sacred, and the people (sheep) were the means of supporting them. The people (sheep) had value to the extent that they made sacrifices for the benefit of the institutions. In contrast, the Good Shepherd had the spirit of a friend putting the welfare of people in the foreground, above that of institutions.

The treatment of Jesus as the "Good Shepherd who gives his life for the sheep" is academic and abstract. It is dogma that is not put in practice. In practice, the Jewish temple was replaced by the Christian Church. Christians say that they are the Church that Jesus founded. As "Church", they move away from the suffering world and form closed flocks. They feel that they need to preserve their identity. They are more interested in showing how they are different from others than by identifying with the "lost" in our society. They demonstrate their spirituality with external signs: pharaonic buildings, ability to manipulate the masses with large concentrations and gain political power. Most of the offerings and gifts go to maintain the structures. Feeding the hungry and housing the homeless are not priorities. The wolves attack and they take refuge within their folds. They are afraid of losing ground.

The great challenge for the Church is to fulfill the role of the Good Shepherd (Friend Church), remembering that the fold is the world. John Wesley captured this spirit when he declared: "The world is my parish”. Be the continuation of Jesus in the world requires a lot of courage. The Friend Church would not be afraid to die for the world because it would have to trust that death is not the end. The resurrection is the divine response.


John 10:11-18 – New International Version (NIV)

“I am the good shepherd. The good shepherd lays down his life for the sheep. The hired hand is not the shepherd and does not own the sheep. So when he sees the wolf coming, he abandons the sheep and runs away. Then the wolf attacks the flock and scatters it. The man runs away because he is a hired hand and cares nothing for the sheep.

“I am the good shepherd; I know my sheep and my sheep know me— just as the Father knows me and I know the Father—and I lay down my life for the sheep. I have other sheep that are not of this sheep pen. I must bring them also. They too will listen to my voice, and there shall be one flock and one shepherd. The reason my Father loves me is that I lay down my life—only to take it up again. No one takes it from me, but I lay it down of my own accord. I have authority to lay it down and authority to take it up again. This command I received from my Father.”

domingo, 19 de novembro de 2017

O MILAGRE DE SERENDÍPITE


Não trabalhem a fim de conseguirem
a comida que se estraga,
mas a fim de conseguirem a comida
que dura para a vida eterna.

João 6.27a (leia 6.24-35) – NTLH

A vida é uma busca. Todos buscam algo. Ao nascer, a nossa primeira busca é encher os pulmões de ar. A segunda, satisfazer a fome, mamando no seio da mãe. Sem procurar, encontramos, também, o leite do amor e carinho nos braços maternos. Dormimos com tranquilidade. Acordamos para continuar a busca de sustento e segurança no amor. Enquanto vivemos, a busca não termina.

A busca primitiva é simples: comida e carinho. Mas a vida vai se complicando. Nosso mundo cresce junto conosco. Abrem novas dimensões: responsabilidade em forma de exigências internas e externas, insegurança em forma de possibilidades de fracasso íntimo e perigo físico. Relacionamentos afetivos no âmbito social complicam. É fácil perder a noção da escala de valores e prioridades. Com facilidade a vida se torna apenas uma série de reações à situações imediatas, sem visão a longo prazo. Passamos apenas a sobreviver, não vivermos plenamente.

Mas a busca continua, as vezes confusa, podendo levar ao egoísmo, ambição exagerada, indiferença social, corrupção e violência. Com a ausência da dimensão espiritual, as pessoas se tornam “gulosas” pelo material, nunca satisfeitas, sempre querendo mais.

A crítica de Jesus à multidão foi que as pessoas estavam procurando apenas a próxima refeição, pão para o corpo, esquecendo o alimento para o espírito! Jesus nunca desprezou o “pão de cada dia”. Colocou-o como pedido legítimo de oração junto com o perdão, que é o pão espiritual. Sem o perdão, o pão de cada dia pode se tornar “veneno”, não alimentação.

Nem sempre buscamos as coisas certas. Ainda bem que Deus não atende todos os nossos pedidos... Um bom jeito de Deus castigar a humanidade seria ceder tudo que ela pede. Desastre com certeza!...

Acredito que algumas pessoas da multidão, mesmo procurando errado, conseguiram achar o “outro pão”. O Novo Testamento está repleto de tais exemplos. A mulher Samaritana foi ao poço buscar água: achou também a água da vida! O homem possesso, de Gerasa, que viu Jesus como ameaça, foi liberto do domínio dos espíritos maus! O aleijado, que procurava a cura no tanque milagroso de Betezada, foi sarado por Jesus! Outro aleijado, na entrada do templo, que pedia somente esmolas, achou a cura! Saul, que viajou para perseguir os seguidores de Jesus em Damasco, encontrou Jesus no caminho...

É o milagre, tipo serendípite, encontrar o que não procura. A mensagem evangélica é que o amor divino vem ao nosso encontro, mesmo quando buscamos outras coisas. A multidão procurava se alimentar apenas com o “pão de farinha”, sem saber que ansiava pelo pão do espírito. Jesus oferecia o “outro pão” também.

A mãe que leva a criancinha ao seio para oferecer o leite para o corpo lhe dá, também, alimento para o espírito na forma do amor e carinho. Precisamos de ambos. A vida se completa quando a busca pelo pão de trigo nos leva ao pão do espírito. É o milagre de serendípite.


João 6:24-35 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)


Quando viram que Jesus e os seus discípulos não estavam ali, subiram nos barcos e saíram para Cafarnaum a fim de procurá-lo.

JESUS, O PÃO DA VIDA

A multidão encontrou Jesus no lado oeste do lago, e perguntaram a ele:

— Mestre, quando foi que o senhor chegou aqui?

Jesus respondeu:

— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres. Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna. O Filho do Homem dará essa comida a vocês porque Deus, o Pai, deu provas de que ele tem autoridade.

— O que é que Deus quer que a gente faça? — perguntaram eles.

— Ele quer que vocês creiam naquele que ele enviou! — respondeu Jesus.

Eles disseram:

— Que milagre o senhor vai fazer para a gente ver e crer no senhor? O que é que o senhor pode fazer? Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, como dizem as Escrituras Sagradas: “Do céu ele deu pão para eles comerem.”

Jesus disse:

— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: não foi Moisés quem deu a vocês o pão do céu, pois quem dá o verdadeiro pão do céu é o meu Pai. Porque o pão que Deus dá é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

— Queremos que o senhor nos dê sempre desse pão! — pediram eles.

Jesus respondeu:

— Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A SERENDIPITY MIRACLE


Do not work for food that spoils,
but for food that endures to eternal life

John 6:27a (read 6.24-35) - NIV

Life is a pursuit. Everyone is searching for something. At birth, our first quest is to fill our lungs with air. Our second is to satisfy hunger, suckling at our mother’s breast. We also find the milk of love and affection in our mother's arms as we slept calmly. We continue our search for sustenance and security in love. The pursuit does not end as long as we live.

The primitive pursuit for food and affection is simple, but as time passes our life becomes more complex. Our world grows with us. New dimensions open. Responsibility is imposed upon us in the form of internal and external requirements. Insecurity comes in the form of the possibility of failure and of physical danger. Relationships become more complex. It is easy to lose sight of our scale of values and priorities. Life easily becomes just a series of reactions to immediate situations instead of a long-term dream. Survival takes precedence over quality of life.

But the search continues, sometimes confusing and can lead to selfishness, exaggerated ambition, social indifference, corruption and violence. With the absence of the spiritual dimension, people become "greedy" for the material but are never satisfied and always wanting more.

The criticism that Jesus made of the crowd was that people were looking only for the next meal, bread for the body, and forgetting food for the spirit! Jesus never despised "daily bread". He put it as legitimate prayer request along with forgiveness, which is the spiritual bread. Without forgiveness, the daily bread can become "poison", not nourishment.

We do not always seek the right things. It is well that God does not grant all of our requests. A good way for God to punish mankind would be to give everything that is requested. That would be sure disaster.

Some people in the crowd, even while striving to satisfy physical hunger, also found bread for the spirit. The New Testament is full of such examples. The Samaritan woman went to the well to fetch water to quench physical thirst but also found the “water of life”. The demon-possessed man at Gadarenes saw Jesus as a threat but was freed from domination by evil spirits in him. The cripple, who sought healing in the miraculous Bethesda tank, instead found healing in Jesus. A crippled beggar at the entrance of the temple seeking only alms found the restoration of his legs. Saul, who traveled to persecute the followers of Jesus in Damascus, met Jesus himself on the way.

The serendipity miracle is one that comes when we are looking for something else. The Gospel message is that God's love comes to us even when we seek other things. The crowd was seeking bread made out of wheat flour for their bodies, but Jesus offered them bread for the spirit as well.

The mother holding the baby to her breast to provide milk for the body also gives food for the spirit in the form of love and affection. We need both. Life is complete when the search for wheat bread brings us to the bread of the spirit. It is the miracle of serendipity.


John 6:24-35 – New International Version (NIV)

Once the crowd realized that neither Jesus nor his disciples were there, they got into the boats and went to Capernaum in search of Jesus.

Jesus the Bread of Life

When they found him on the other side of the lake, they asked him, “Rabbi, when did you get here?”

Jesus answered, “Very truly I tell you, you are looking for me, not because you saw the signs I performed but because you ate the loaves and had your fill. Do not work for food that spoils, but for food that endures to eternal life, which the Son of Man will give you. For on him God the Father has placed his seal of approval.”

Then they asked him, “What must we do to do the works God requires?”

Jesus answered, “The work of God is this: to believe in the one he has sent.”

So they asked him, “What sign then will you give that we may see it and believe you? What will you do? Our ancestors ate the manna in the wilderness; as it is written: ‘He gave them bread from heaven to eat.’[a]”

Jesus said to them, “Very truly I tell you, it is not Moses who has given you the bread from heaven, but it is my Father who gives you the true bread from heaven. For the bread of God is the bread that comes down from heaven and gives life to the world.”

“Sir,” they said, “always give us this bread.”

Then Jesus declared, “I am the bread of life. Whoever comes to me will never go hungry, and whoever believes in me will never be thirsty.

domingo, 12 de novembro de 2017

VENCENDO BARREIRAS


“O senhor é Judeu, e eu sou samaritana.
Então como é que o senhor me pede água?”
(Ela disse isso porque os judeus
não se dão com os samaritanos.)

João 4.9 (leia 4.5-42) – NTLH

Jesus frequentemente fazia o que não devia segundo as normas da sua cultura. Um bom Judeu não falaria em público com mulher desconhecida, muito menos com pagã ou mulher de vida duvidosa. Também seria humilhante um homem se mostrar dependente e pedir um favor à uma mulher. Mas, para Jesus, o ser humano era mais importante do que qualquer norma social. Muitas vezes os “bons costumes” levantam barreiras e fazem vítimas.

Para Jesus, havia uma grande diferença entre conservar uma boa reputação e dar bom testemunho. Ele arriscava a sua reputação para poder atingir os necessitados. O bem estar da mulher Samaritana era mais importante do que a reputação dele.

Muitos cristãos estão preocupados sobre o que os outros podem pensar a seu respeito… Acham que “dar bom testemunho” é fazer o que os outros esperam deles e agir dentro dos bons costumes sociais. Procuram andar em ambientes aprovados e cultivar amizades com aqueles que são aceitáveis pela sociedade.

Outro aspecto marcante de Jesus era sua humildade. Nunca demonstrou superioridade moral. Nunca exigiu conduta moral como condição para relacionamento. Para a estranheza de muita gente “boa”, Jesus se relacionava com pecadores e pessoas de má reputação.

A mulher Samaritana era um fracasso: no amor, vivia seu sexto relacionamento amoroso e na amizade, evitava outras mulheres ao buscar água no calor do meio dia, quando todas as outras estavam em casa. Tinha amantes, mas não amigas. Quem seria amigo dela? Se não fosse Jesus, ninguém!…

A cidade grande é lugar de solidão. Milhões de pessoas sobrevivem simplesmente ignoradas: sem teto, emprego, saúde, alimentação, família, escola, direitos, rumo, crianças vendendo doces nas esquinas em troca de alguns centavos, moças alugando seu corpo para poder se alimentar e meninos viciados. Os pobres são explorados e aprendem que a malandragem é o melhor caminho. A mulher Samaritana representa esta multidão de mulheres, homens, crianças e idosos na face da terra.

A mulher Samaritana teve sorte. Jesus rompeu as barreiras e chegou até ela antes que fosse tarde demais. Renasceu a alegria de viver. Com ela, muitos outros descobriram um novo caminho.

Vamos ser como os discípulos, admirados mas paralisados? Ou vamos ganhar a coragem de deixar os nossos preconceitos e chegar aos Samaritanos de hoje? Quantos terão a felicidade de alguém romper as barreiras e chegar ao seu lado com amor?


João 4:5-42 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)


Ele chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, que ficava perto das terras que Jacó tinha dado ao seu filho José. Ali ficava o poço de Jacó. Era mais ou menos meio-dia quando Jesus, cansado da viagem, sentou-se perto do poço.

Uma mulher samaritana veio tirar água, e Jesus lhe disse:

— Por favor, me dê um pouco de água.

(Os discípulos de Jesus tinham ido até a cidade comprar comida.)

A mulher respondeu:

— O senhor é judeu, e eu sou samaritana. Então como é que o senhor me pede água? (Ela disse isso porque os judeus não se dão com os samaritanos.)

Então Jesus disse:

— Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e ele lhe daria a água da vida.

Ela respondeu:

— O senhor não tem balde para tirar água, e o poço é fundo. Como é que vai conseguir essa água da vida? Nosso antepassado Jacó nos deu este poço. Ele, os seus filhos e os seus animais beberam água daqui. Será que o senhor é mais importante do que Jacó?

Então Jesus disse:

— Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna.

Então a mulher pediu:

— Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água.

— Vá chamar o seu marido e volte aqui! — ordenou Jesus.

— Eu não tenho marido! — respondeu a mulher.

Então Jesus disse:

— Você está certa ao dizer que não tem marido, pois já teve cinco, e este que você tem agora não é, de fato, seu marido. Sim, você falou a verdade.

A mulher respondeu:

— Agora eu sei que o senhor é um profeta! Os nossos antepassados adoravam a Deus neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde devemos adorá-lo.

Jesus disse:

— Mulher, creia no que eu digo: chegará o tempo em que ninguém vai adorar a Deus nem neste monte nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, não sabem o que adoram, mas nós sabemos o que adoramos porque a salvação vem dos judeus. Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade.

A mulher respondeu:

— Eu sei que o Messias, chamado Cristo, tem de vir. E, quando ele vier, vai explicar tudo para nós.

Então Jesus afirmou:

— Pois eu, que estou falando com você, sou o Messias.

Naquele momento chegaram os seus discípulos e ficaram admirados, pois ele estava conversando com uma mulher. Mas nenhum deles perguntou à mulher o que ela queria. E também não perguntaram a Jesus por que motivo ele estava falando com ela.

Em seguida, a mulher deixou ali o seu pote, voltou até a cidade e disse a todas as pessoas:

— Venham ver o homem que disse tudo o que eu tenho feito. Será que ele é o Messias?

Muitas pessoas saíram da cidade e foram para o lugar onde Jesus estava.

Enquanto isso, os discípulos pediam a Jesus:

— Mestre, coma alguma coisa!

Jesus respondeu:

— Eu tenho para comer uma comida que vocês não conhecem.

Então os discípulos começaram a perguntar uns aos outros:

— Será que alguém já trouxe comida para ele?

— A minha comida — disse Jesus — é fazer a vontade daquele que me enviou e terminar o trabalho que ele me deu para fazer. Vocês costumam dizer: “Daqui a quatro meses teremos a colheita.” Mas olhem e vejam bem os campos: o que foi plantado já está maduro e pronto para a colheita. Quem colhe recebe o seu salário, e o resultado do seu trabalho é a vida eterna para as pessoas. E assim tanto o que semeia como o que colhe se alegrarão juntos. Porque é verdade o que dizem: “Um semeia, e outro colhe.” Eu mandei vocês colherem onde não trabalharam; outros trabalharam ali, e vocês aproveitaram o trabalho deles.

Muitos samaritanos daquela cidade creram em Jesus porque a mulher tinha dito: “Ele me disse tudo o que eu tenho feito.” Quando os samaritanos chegaram ao lugar onde Jesus estava, pediram a ele que ficasse com eles, e Jesus ficou ali dois dias.

E muitos outros creram por causa da mensagem dele. Eles diziam à mulher:

— Agora não é mais por causa do que você disse que nós cremos, mas porque nós mesmos o ouvimos falar. E sabemos que ele é, de fato, o Salvador do mundo.