domingo, 20 de agosto de 2017

O “EFEITO LÁZARO”

Meu filho,
lembre que você recebeu na sua vida
todas as coisas boas,
porém
Lázaro só recebeu o que era mau.
E agora ele está feliz aqui,
enquanto você está sofrendo.”
Lucas 16.25 (leia 16.19-31) – NTLH

O erro do homem rico era viver numa “ilha de fantasia” num mundo cuja realidade era outra. Não percebeu que, mesmo cercado pelos muros da separação, a vida de Lázaro ia afetá-lo profundamente. Ao ignorar Lázaro na sua miséria, o rico se tornaria mais miserável do que o pobre sofredor. Não foi possível evitar o “efeito Lázaro”. Quando percebeu o engano, era tarde demais! Não houve mais concerto.

O rico tropeçou em Lázaro. Lázaro foi elevado. A prosperidade a custa dos outros é ilusória. O nosso bem estar verdadeiro depende do estado dos outros. Ignorar esta lei da existência é convidar a tragédia futura. O tempo e toda a criação de Deus são niveladores.

Hoje estamos presenciando o drama do rico e Lázaro. O diretor do drama é o deus da globalização, o Lucro! Está passando no palco do planeta Terra, vultos sem precedentes: saque predatório dos recursos não renováveis da natureza, tráfico de entorpecentes, falsificação de medicamentos, saque dos cofres públicos, a substituição de mão da obra pela tecnologia, roubarias, golpes de todas as espécies, tudo em nome do deus Lucro! Os resultados imediatos são guerras e atentados. Todos estes empreendimentos são dirigidos por pequenos grupos que se enriquecem, fazendo bilhões de vítimas, criando “Lázaros”. São caminhos que conduzem a autodestruição. No fim, os exploradores também vão pagar o preço da sua ganância. É o “efeito Lázaro”.

A “ilha de fantasia” do palácio do homem rico virou o fogo do sofrimento infernal. O inferno do sofrimento do Lázaro foi transformado em “festa do céu”. A morte representa o grande nivelador de todos os seres.

Estamos todos construindo: paraísos ou infernos. O “efeito Lázaro” vale para todos e em todas as esferas da vida, incluindo a espiritual.

Muitos cristãos têm mania de achar que a salvação é só para eles! Vivem dentro das paredes dos seus “ismos” com seu Deus particular, protegendo-se do “mundo perdido” e de outros sistemas de crença. Será que no “grande nivelamento” não haverá muitas surpresas? Será que o “efeito Lázaro” não vai operar lá também? Jesus contou esta história para pessoas boas, convencidas da sua própria salvação e superioridade espiritual. Os “Lázaros” da vida também estavam ouvindo e recebendo uma mensagem de esperança. Os Lázaros são os vencedores finais.

LUCAS 16:19-31 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Jesus continuou:
Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e todos os dias dava uma grande festa. Havia também um homem pobre, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, e que costumavam largar perto da casa do rico. Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do homem rico. E até os cachorros vinham lamber as suas feridas. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado. Ele sofria muito no mundo dos mortos. Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao lado dele. Então gritou: “Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!”
Mas Abraão respondeu: “Meu filho, lembre que você recebeu na sua vida todas as coisas boas, porém Lázaro só recebeu o que era mau. E agora ele está feliz aqui, enquanto você está sofrendo. Além disso, há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá.”
O rico disse: “Nesse caso, Pai Abraão, peço que mande Lázaro até a casa do meu pai porque eu tenho cinco irmãos. Deixe que ele vá e os avise para que assim não venham para este lugar de sofrimento.”
Mas Abraão respondeu: “Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisar. Que eles os escutem!”
— “Só isso não basta, Pai Abraão!”, respondeu o rico. “Porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados.”
Mas Abraão respondeu: “Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite.”




sexta-feira, 18 de agosto de 2017

THE "LAZARUS EFFECT"

Son,
remember that in your lifetime
you received your good things,
while Lazarus received bad things,
but
now he is comforted here
and you are in agony.
Luke 16:25 (read 16:19-31) - NIV

The error of the rich man was that he was living on a "fantasy island" which is a world of false reality. He did not realize that even though he was surrounded by walls of separation from the outside, the life of the beggar, Lazarus, on the outside would affect him deeply. By ignoring Lazarus in his misery, the rich man would become even more miserable than the poor sufferer. He was unable to avoid the "Lazarus effect". When he realized the mistake, it was too late! There was no fixing.

The rich man tripped over Lazarus. In death Lazarus was lifted up to paradise while the rich man found himself in the agonies of inferno. His relative prosperity was an illusion. In the long run our welfare depends on the welfare of others. By ignoring the less fortunate than ourselves we are eventually harming ourselves. The powerful cannot remain on top of the heap at the cost of the weak forever. In the end our well-being depends on that of others. Ignoring this law of existence is to invite future tragedy. Time levels all things in the law of the universe.

Today we are witnessing the drama of the rich man and Lazarus on a global scale. The director of the drama is the god of globalization, Profit! On the stage of planet Earth there are passing unprecedented figures: predatory plundering of non-renewable resources of nature, trafficking in narcotics, counterfeit drugs, looting of public coffers, the replacement of hand labor by technology, thefts, frauds of all species. All is being done in the name of god Profit! The immediate results are wars and generalized terrorism. Back of all the exploitation and conflicts is a small group of powerfully rich people who are enriching themselves by creating billions of Lazarus people. In the end, the exploiters will also pay the price for their greed. It will be the "Lazarus effect".

The rich man's "fantasy island" paradise turned into the fire of infernal suffering. Lazarus’ hell-on-Earth was transformed into  a feast of heaven. Death was the great leveler of beings.

We are all building a paradise or a hell. The "Lazarus effect" applies to all and in all spheres of life, including the spiritual.

Many Christians have a habit of thinking that salvation is just for them! They live within the walls of their "isms" with their private God who they think is protecting them from the "Lost World" and other belief systems. Jesus told this story to good people, convinced of their own salvation and spiritual superiority. The Lazarus people of life were also listening and getting a message of hope. The Lazarus people are the ultimate winners.

LUKE 16:19-31 - NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

There was a rich man who was dressed in purple and fine linen and lived in luxury every day. At his gate was laid a beggar named Lazarus, covered with sores and longing to eat what fell from the rich man’s table. Even the dogs came and licked his sores.

The time came when the beggar died and the angels carried him to Abraham’s side. The rich man also died and was buried. In Hades, where he was in torment, he looked up and saw Abraham far away, with Lazarus by his side. So he called to him, ‘Father Abraham, have pity on me and send Lazarus to dip the tip of his finger in water and cool my tongue, because I am in agony in this fire.’

But Abraham replied, ‘Son, remember that in your lifetime you received your good things, while Lazarus received bad things, but now he is comforted here and you are in agony. And besides all this, between us and you a great chasm has been set in place, so that those who want to go from here to you cannot, nor can anyone cross over from there to us.’

He answered, ‘Then I beg you, father, send Lazarus to my family, for I have five brothers. Let him warn them, so that they will not also come to this place of torment.’

Abraham replied, ‘They have Moses and the Prophets; let them listen to them.’

No, father Abraham,’ he said, ‘but if someone from the dead goes to them, they will repent.’

He said to him, ‘If they do not listen to Moses and the Prophets, they will not be convinced even if someone rises from the dead.’”




domingo, 13 de agosto de 2017

ESPERTEZA SANTA

Quem é fiel nas coisas pequenas
também será nas grandes;
e quem é desonesto nas coisas pequenas
também será nas grandes.
Lucas 16.10 (leia 16.1-13) – NTLH

Para entender esta parábola é necessário conhecermos o sistema financeiro daquela época. Os administradores não tinham salários fixos, mas eram compensados por comissões que eles mesmos fixavam e cobravam. Quanto mais movimento, mais lucro! Uma parte do saldo devedor de cada conta pertencia ao patrão e a outra, ao quem administrasse. O administrador da parábola foi acusado de “impropriedade” e correu risco de ser demitido. Sua estratégia de não passar fome era fazer amizades com os devedores. Chamou cada um e perdoou a comissão dele do saldo devedor. O patrão ficou contente em receber a parte dele e apreciou a astúcia do administrador. O patrão não achou ruim porque não foi lesado. O administrador ganhou novos amigos e a apreciação do patrão. Ele fez as pazes com os dois lados!

Não houve desonestidade. Jesus louvou o bom senso do administrador. Nesta parábola todos lucraram!... O patrão recebeu o que era dele. Os devedores foram perdoados da taxa de juros. O administrador conquistou amigos que poderiam ser solidários em caso de necessidade.

A esperteza santa não é nada mais do que uma boa dose de bom senso. O administrador foi astuto em abrir mão da sua comissão, pensando no seu bem estar a longo prazo. Melhor ganhar amigos do que tentar ganhar a comissão! Usou o que era dele por direito para conquistar a boa vontade dos devedores.

Colocar dinheiro como meta principal é ser desonesto com as riquezas deste mundo. As riquezas materiais não são nossas e devem ser administradas para o bem comum. Ganância é desonestidade. As verdadeiras riquezas são as pessoas que conseguimos beneficiar, usando os recursos que temos em mãos.

A esperteza santa é abrir mão das vantagens imediatas e investir no bem estar comum. Ao sermos solidários aos outros, estamos, também, investindo em nós mesmos. Ao sermos escravos do dinheiro nós nos tornamos inimigos da humanidade. A esperteza é um mal quando usado para levar vantagem às custas dos outros. Os corruptos políticos e os empresários exploradores são inimigos do povo como também os golpistas e assaltantes. Servir dinheiro em qualquer nível é desprezar o próximo.

A religião entra no mesmo jogo quando apela para as “vantagens” de ser crente. Visar somente a salvação pessoal e trabalhar para acumular “méritos” espirituais é outra forma de ganância. Ser fiel nas pequenas coisas é abrir mão de direitos e agir para o bem dos outros. Servir os outros é servir a Deus. Nisto consiste a “esperteza santa”.

LUCAS 16:1-13 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Jesus disse aos seus discípulos:
Havia um homem rico que tinha um administrador que cuidava dos seus bens. Foram dizer a esse homem que o administrador estava desperdiçando o dinheiro dele. Por isso ele o chamou e disse: “Eu andei ouvindo umas coisas a respeito de você. Agora preste contas da sua administração porque você não pode mais continuar como meu administrador.”
Aí o administrador pensou: “O patrão está me despedindo. E, agora, o que é que eu vou fazer? Não tenho forças para cavar a terra e tenho vergonha de pedir esmola. Ah! Já sei o que vou fazer… Assim, quando for mandado embora, terei amigos que me receberão nas suas casas.”
Então ele chamou todos os devedores do patrão e perguntou para o primeiro: “Quanto é que você está devendo para o meu patrão?”
— “Cem barris de azeite!” — respondeu ele.
O administrador disse:
— “Aqui está a sua conta. Sente-se e escreva cinquenta.”
Para o outro ele perguntou: “E você, quanto está devendo?”
— “Mil medidas de trigo!” — respondeu ele.
— “Escreva oitocentas!” — mandou o administrador.
E o patrão desse administrador desonesto o elogiou pela sua esperteza.
E Jesus continuou:
As pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas que pertencem à luz. Por isso eu digo a vocês: usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim de que, quando as riquezas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno. Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes. Pois, se vocês não forem honestos com as riquezas deste mundo, quem vai pôr vocês para tomar conta das riquezas verdadeiras? E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?
Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

HOLY SHREWDNESS

Whoever can be trusted with very little
can also be trusted with much,
and whoever is dishonest with very little
will also be dishonest with much.
Luke 16:10 (read 16.1-13) - NIV

To understand this parable it is necessary to know the financial system of that time. Managers had no fixed salaries, but were compensated by commissions based on a percentage of the amount of the fees that were charged. The more the financial movement, the more the profit! A portion of the outstanding balance of each account belonged to the masters and the other part to the managers. The manager of the parable was accused of "impropriety" and ran the risk of being dismissed. His strategy to not starve was to make friends with the debtors. He called in the debtors and forgave them of the amount equivalent to his commission on the outstanding balance. The master was pleased to receive his part of the owed fees and appreciated the cunning of the manager who was able to make the debtors pay up. The master did not disapprove of the manager, because he himself suffered no loss. The manager gained new friends and the appreciation of the master. He made peace with both sides.

There was no dishonesty in the story. Jesus praised the good sense of the manager. In this parable everyone profited. The master received what was his. Debtors were forgiven half of the amount of their debts. The manager won friends who could be supportive of him in case of need.

Holy shrewdness is nothing more than a good dose of common sense. The manager was clever enough to give up his commissions in exchange of his long term well-being. It was better to gain friends than to try to collect his commission. He used what was rightfully his to win the goodwill of debtors.

Putting money as the main goal is to be dishonest with the riches of this world. Material wealth is not ours and must be administered for the common good. Greed is dishonesty. The true riches are the people we can benefit by using the resources at hand.

Holy shrewdness is to relinquish immediate benefits and invest in the common welfare. By being supportive to others, we are also investing in ourselves. When we are slaves to money we become enemies of humanity. Intelligence is a liability when it is used to seek personal advantages at the expense of others. Corrupt politicians and economic exploiters are enemies of the people as well as scammers and thieves. To serve money for present gains is to sacrifice the future.

Religion plays this game when it appeals to the "advantages" of being a believer. Targeting only personal salvation and work to accumulate spiritual "merit" is another form of greed. To be faithful in small things is to give up rights and act for the good of others. Serving others is serving God. Herein is "holy shrewdness."

LUKE 16:1-13 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

Jesus told his disciples: “There was a rich man whose manager was accused of wasting his possessions. So he called him in and asked him, ‘What is this I hear about you? Give an account of your management, because you cannot be manager any longer.’

The manager said to himself, ‘What shall I do now? My master is taking away my job. I’m not strong enough to dig, and I’m ashamed to beg— I know what I’ll do so that, when I lose my job here, people will welcome me into their houses.’

So he called in each one of his master’s debtors. He asked the first, ‘How much do you owe my master?’

“‘Nine hundred gallons of olive oil,’ he replied.

The manager told him, ‘Take your bill, sit down quickly, and make it four hundred and fifty.’

Then he asked the second, ‘And how much do you owe?’

“‘A thousand bushels of wheat,’ he replied.

He told him, ‘Take your bill and make it eight hundred.’

The master commended the dishonest manager because he had acted shrewdly. For the people of this world are more shrewd in dealing with their own kind than are the people of the light. I tell you, use worldly wealth to gain friends for yourselves, so that when it is gone, you will be welcomed into eternal dwellings.

Whoever can be trusted with very little can also be trusted with much, and whoever is dishonest with very little will also be dishonest with much. So if you have not been trustworthy in handling worldly wealth, who will trust you with true riches? And if you have not been trustworthy with someone else’s property, who will give you property of your own?

No one can serve two masters. Either you will hate the one and love the other, or you will be devoted to the one and despise the other. You cannot serve both God and money.”




domingo, 6 de agosto de 2017

A IRONIA DAS 99 E DAS 9

Haverá mais alegria no céu por um pecador
que se arrepende dos seus pecados
do que por noventa e nove pessoas boas
que não precisam se arrepender.
Lucas 15.7 (leia 15.1-10) – NTLH

Jesus tinha pouco interesse nas pessoas que professavam ser religiosas e piedosas. Ficar com elas era perda de tempo. Era inútil lidar com pessoas convencidas de serem as escolhidas de Deus e que se separavam dos demais por considerá-los pecadores. Os “outros pecadores” tinham mais possibilidade de serem salvos do que “as noventa e nove pessoas boas que não precisam se arrepender” (ironia). Quem se julgava “salvo” estava mais perdido do que os pecadores assumidos!...

Nesta parábola, a ovelha perdida e a moeda perdida eram as pessoas que os fariseus consideravam “pecadores”. Jesus usou ironia em identificar as noventa e nove ovelhas e as nove moedas com os fariseus hipócritas que se achavam já salvos. Quando o pastor, cheio de alegria, voltou para casa com a ovelha perdida nos ombros ele chamou os amigos e vizinhos para a celebração. As noventa e nove ovelhas eram incapazes de celebrar o retorno da ovelha perdida. A dona das moedas fez festa com as amigas e vizinhas pelo mesmo motivo.

Ironicamente a nossa tendência é nos identificarmos com as noventa e nove ovelhas e as nove moedas. Ao nos identificarmos com elas, inconscientemente somos iguais aos fariseus, ficando na segurança do curral ou do cofre, nos alegrando com a nossa “salvação”.

Os heróis da parábola são o pastor e a mulher, não as noventa e nove ovelhas e nove moedas. Nosso lugar não é o aprisco ou caixa forte. É estarmos juntos, misturando com os pecadores, sendo iguais ao sal e fermento. O sal, enquanto no saleiro, é inútil. O pastor da história estava junto com a ovelha perdida, não com as que estavam no curral.

Onde estaria Jesus hoje se voltasse na carne? Duvido que ele estaria perdendo seu tempo batendo palmas nos “louvorzões” nas casas de culto ou promovendo grandes concentrações de crentes para fazer “oba oba”. Ele estaria junto com aqueles dos quais os “bons” se separam. Jesus não seria encontrado nos templos. Estaria próximo aos favelados, famintos, doentes, sem terra, sem teto, sem família, desempregados, explorados e manipulados.

A parábola é um julgamento contra qualquer tipo de elitismo espiritual e social. Jesus introduziu uma nova espiritualidade que até hoje não é compreendida. A espiritualidade de Jesus nos desafia a repensar as nossas prioridades e valores. A igreja de Jesus não tem paredes que a separa da massa da humanidade. A sua identidade não consiste em ser “diferente” ou “melhor” dos outros, mas em ser solidária, transmissora de esperança. Ela vai ao encontro dos necessitados, participando das suas lutas. Não se protege dentro de “apriscos” ou “cofres”.

LUCAS 15:1-10 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Certa ocasião, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama chegaram perto de Jesus para o ouvir. Os fariseus e os mestres da Lei criticavam Jesus, dizendo:
Este homem se mistura com gente de má fama e toma refeições com eles.
Então Jesus contou esta parábola:
Se algum de vocês tem cem ovelhas e perde uma, por acaso não vai procurá-la? Assim, deixa no campo as outras noventa e nove e vai procurar a ovelha perdida até achá-la. Quando a encontra, fica muito contente e volta com ela nos ombros. Chegando à sua casa, chama os amigos e vizinhos e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha ovelha perdida.”
Pois eu lhes digo que assim também vai haver mais alegria no céu por um pecador que se arrepende dos seus pecados do que por noventa e nove pessoas boas que não precisam se arrepender.
Jesus continuou:
Se uma mulher que tem dez moedas de prata perder uma, vai procurá-la, não é? Ela acende uma lamparina, varre a casa e procura com muito cuidado até achá-la. E, quando a encontra, convida as amigas e vizinhas e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha moeda perdida.”
Pois eu digo a vocês que assim também os anjos de Deus se alegrarão por causa de um pecador que se arrepende dos seus pecados.



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

BEING WHERE JESUS IS

There will be more rejoicing in heaven
over one sinner who repents
than over ninety-nine righteous persons
who do not need to repent.
Luke 15:7 (read 15:1-10) - NIV

Jesus had little interest in people who professed to be religious and pious. Staying with them was a waste of time. It was useless to deal with people who are convinced that they are God's chosen ones and who separate themselves from others by looking down on them and considering them to be unworthy. Those "other sinners" were more likely to be saved than the "ninety-nine righteous persons who do not need to repent." (irony) People who consider themselves to be "saved" were more lost than the self-assumed sinners!

In these parables, the lost sheep and the lost coin represented the people whom the Pharisees considered to be "sinners". Jesus used irony to identify the ninety-nine sheep and nine coins with the hypocritical Pharisees who were already “saved”. When the shepherd, filled with joy, returned home with the lost sheep on his shoulders he called friends and neighbors to celebrate. The ninety-nine sheep were unable to celebrate the return of the lost sheep. The owner of the coins made a party with her friends and neighbors for the same reason.

Ironically we tend to identify ourselves with the ninety-nine sheep and nine coins. When we identify ourselves with them, we are unconsciously equal to the Pharisees, staying within the security of the “sheep fold” and rejoicing in our "salvation."

The heroes of the parable are the shepherd and the woman, not the ninety-nine sheep and nine coins. Our place is not in the safety of the flock. It is in mixing with sinners and being equal to salt and yeast. Salt is useless as long as it is in the salt shaker and yeast as long as it is in the package. The shepherd of the story was with the lost sheep, not with those who were in the sheep fold.

Where would Jesus be today if He returned in the flesh? I doubt that he'd be wasting his time clapping his hands in praise and prayer services, organizing mega churches, or promoting any kind of mega events to promote some cause or impress the general public. He would be with those from whom the "good" people separate themselves. Instead of being in the houses of worship He would be close to the slum dwellers, the immigrants, the hungry, the sick, the landless, the homeless, those without family, the unemployed, the exploited and the manipulated. Ironically, many American professing Christians are in favor of deporting immigrants (hiding behind the word “illegal”), denying assistance to the needy (considering them to be lazy) and keeping the lower income people on less than a living salary.

The parable is a judgment against any kind of spiritual and social elitism. Jesus introduced a new spirituality which is still not understood. The spirituality of Jesus challenges us to rethink our priorities and values. Jesus' church has no walls separating it from the mass of humanity. True Christian identity is not to be different from or better than others, but to be supportive and transmit hope. To follow Jesus would mean to be sensitive to the needs of the social outcasts and participating in their struggles.

Jesus would not be holed up in some church striving for spiritual perfection and protecting himself from this evil world. Our challenge is to get out there where the “lost” are and to be where Jesus is!

LUKE 15:1-10 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

Now the tax collectors and sinners were all gathering around to hear Jesus. But the Pharisees and the teachers of the law muttered, “This man welcomes sinners and eats with them.”

Then Jesus told them this parable: “Suppose one of you has a hundred sheep and loses one of them. Doesn’t he leave the ninety-nine in the open country and go after the lost sheep until he finds it? And when he finds it, he joyfully puts it on his shoulders and goes home. Then he calls his friends and neighbors together and says, ‘Rejoice with me; I have found my lost sheep. I tell you that in the same way there will be more rejoicing in heaven over one sinner who repents than over ninety-nine righteous persons who do not need to repent.

Or suppose a woman has ten silver coins and loses one. Doesn’t she light a lamp, sweep the house and search carefully until she finds it? And when she finds it, she calls her friends and neighbors together and says, ‘Rejoice with me; I have found my lost coin.’ In the same way, I tell you, there is rejoicing in the presence of the angels of God over one sinner who repents.”



domingo, 30 de julho de 2017

SEGUIR JESUS HOJE

Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor
se não me amar mais do que ama
o seu pai,
a sua mãe,
a sua esposa,
os seus filhos,
os seus irmãos,
as suas irmãs
e até a si mesmo.
Lucas 14.26 (leia 14.25-33) – NTLH

Duras são estas palavras de Jesus!!!! Parece que Ele está contra laços familiais fortes e que seguí-Lo significa repudiar o lar. Mas, antes de tentar entender estes dizeres, devemos, primeiro, definir o que é “seguir Jesus”.

No conceito popular dos cristãos (católicos e protestantes), seguir Jesus é aceitar os dogmas da igreja, ser batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ser fiel aos ensinamentos aprovados por ela. Seguir Jesus é agir dentro das doutrinas e normais que as igrejas estabelecem.

Quando Jesus falou estas palavras ainda não existia “esta igreja”, com corpo de doutrinas, práticas e leis de conduta, que conhecemos hoje. Seguir Jesus hoje é algo muito mais profundo do que a aceitação incondicional de um sistema de crenças sobre a pessoa de Jesus e normas de comportamento determinado pelo cristianismo. Na linha da história do mundo cristão, “fieis” chegaram a perseguições, torturas, guerras, discriminações, escravidões, atentados, assassinatos e outras violências como “formas” de seguir Jesus. Os praticantes destes atos se julgavam pessoas piedosas e seus seguidores. A liderança dos Estados Unidos promove o imperialismo com o raciocino de levar os princípios democráticos cristãos ao mundo no combate ao mal.

Seguir Jesus independe de laços formais ou informais com o que chamamos de “igreja”. Ser seguidor de Jesus significa adotarmos um estilo de vida compatível com o seu espírito, fundamentado em amor, cujo fruto é compaixão e misericórdia! Amar Jesus mais do que pai, mãe, cônjuge, filhos, irmãos ou a si mesmo, significa ter amor não possuidor, não egoísta. É amá-los como eles são, sem impormos a nossa vontade. É não fazermos o papel de Deus e agirmos como se fossemos “seu dono”. Ninguém é dono de ninguém. Amar como Jesus amou é abrirmos mão de privilégios e reconhecermos que tudo ao nosso redor é dádiva e não nos pertence.

Jesus disse que devemos calcular quanto vai custar o discipulado. Praticando o amor de Jesus pode nos levar ao confronto com os valores sociais, institucionais e interesses econômicos. Pode nos fazer objeto de discriminação e perseguição, nos custando a vida física. Isto aconteceu com Jesus e pode acontecer com seus seguidores.

Não somos donos da criação. Nada nos pertence. Fomos criados para pertencer ao Reino e não o contrário. Não temos nenhum controle sobre ele e nem o direito de julgarmos as outras criaturas de Deus! Nossa única meta é tentar amar como Jesus amou.

LUCAS 14:25-33 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse:
Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!”
Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz.
Jesus terminou, dizendo:
Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.




sexta-feira, 28 de julho de 2017

CHRISTIAN HATE

If anyone comes to me
and does not hate
father and mother,
wife and children,
brothers and sisters
yes, even his or her own life
such a person cannot be my disciple.
Luke 14:26 (read 14:25-33) - NIV

These sound like awfully harsh words to be attributed to Jesus! This would put Him against strong family ties, and following Him would involve repudiating family. But before we try to understand these sayings we must first define what "following Jesus" means in the context of Jesus’ time which is quite different from our understanding today.

Today to follow Jesus in the popular concept of Christians (Catholics and Protestants) is to accept the dogmas of the church, be baptized in the name of the Father, the Son and the Holy Spirit and be faithful to the teachings approved by it. To follow Jesus is to be faithful to the Church with all that it requires.

Historically the Church has applied the concept of “following Jesus” to “following the Church”. To be faithful to Jesus we must be faithful to the Church. Being faithful to the Church has led to aggressiveness in the form of persecutions, torture, wars, discrimination, slavery, genocides, executions, deportations and other violence as a part of following Jesus. Practitioners of these acts were judged to be pious people. Even today in the United States the leadership of conservative Christians promotes armed conflict, torture, discrimination and other forms of violence under the guise of combatting the evils of terrorism. Islam and Christianity have become mirror images of each other.

When Jesus supposedly spoke these words the Church as we know it today did not exist. To follow Jesus today should be something much deeper than the unconditional acceptance of a system of beliefs about the person of Jesus and norms of behavior determined by Christianity. Following Jesus should be independent of formal or informal ties with what we call "Church." To be a follower of Jesus should mean the adoption of a lifestyle compatible with his spirit, grounded in a love which produces the fruit of compassion and mercy. By harmonizing these words with the totality of the teachings of Jesus, to love Jesus more than father, mother, spouse, children, siblings or self means not to idolize them or be limited by them. It means having the autonomy of unconditional love, not ruling over them or being ruled by them. They are not our property to be controlled by us, but are free to be themselves. It is to love as Jesus loved. To love as Jesus loved means giving up our privileges and recognize that everything around us is a gift and does not belong to us. That would be the Christ like form of “hate”.

Jesus said we must calculate how much such a love will cost. Practicing the love of Jesus could lead us to confrontation of the social, institutional and economic evils of our age. This could make us the object of discrimination and persecution, even costing us our own physical life. This happened to Jesus and his followers and could happen to us.

We do not own creation. Nothing belongs to us. We were created to belong to the Kingdom and not the opposite. We have no control over it, or the right to judge the others who have been placed here with us. Our only goal is to try to love as Jesus loved. That is Christian hate.

LUKE 14:25–33 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

Large crowds were traveling with Jesus, and turning to them he said: “If anyone comes to me and does not hate father and mother, wife and children, brothers and sisters—yes, even their own life—such a person cannot be my disciple. And whoever does not carry their cross and follow me cannot be my disciple.

Suppose one of you wants to build a tower. Won’t you first sit down and estimate the cost to see if you have enough money to complete it? For if you lay the foundation and are not able to finish it, everyone who sees it will ridicule you, saying, ‘This person began to build and wasn’t able to finish.’

Or suppose a king is about to go to war against another king. Won’t he first sit down and consider whether he is able with ten thousand men to oppose the one coming against him with twenty thousand? If he is not able, he will send a delegation while the other is still a long way off and will ask for terms of peace. In the same way, those of you who do not give up everything you have cannot be my disciples.”




domingo, 23 de julho de 2017

COISAS BOAS

Vocês, mesmo sendo maus,
sabem dar coisas boas aos seus filhos.
Quanto mais o Pai, que está no céu,
dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!
Lucas 11.13 (leia 11.1-13) – NTLH

Quem usa esta passagem como apoio ao conceito que Deus quer a prosperidade para seu povo, destorce as palavras de Jesus. Jesus não era adepto da teologia da prosperidade. Nunca prometeu “mundos e fundos” para seus seguidores. Ao contrário, seu caminho era da simplicidade, não da suntuosidade...

A oração Pai Nosso nada pede além do “pão de cada dia”. Na parábola que seguiu a oração, a pessoa que bateu na porta do vizinho a meia noite estava pedindo pão para servir para outra que acabara de chegar de viagem. As promessas no fim da história devem ser interpretadas à luz da oração Pai Nosso e da parábola do amigo inoportuno.

As coisas boas não negadas são as essenciais para a vida diária e os meios para ajudar os outros. O acúmulo de bens se torna veneno, não bênção! As coisas boas não são bens que se estragam ou podem ser roubadas. São qualidades que ninguém pode tirar de nós. Ao morrermos, deixaremos os bens materiais para trás, mas as qualidades são nossas para sempre.

O Espírito Santo representa as coisas boas: o amor ao próximo, a solidariedade com a humanidade e cuidados por toda a criação.

Não precisamos ser ricos de bens materiais e ocupar lugares de prestígio na sociedade para termos amor para com os outros, sermos solidários com os que sofrem e zelarmos pelo meio ambiente. Estas “coisas boas” são disponíveis a todos que as desejam e buscam. É só querer e procurar.

Quando pedimos coisas só para nosso bem estar, estamos, na realidade, pedindo “cobras” e “escorpiões” para nos morder e envenenar. A prosperidade pode ser sinal da desgraça, não da graça. Pode ser o fruto do materialismo e ganância. A tendência da riqueza material é a separação das pessoas, não a sua aproximação. O rico precisa levantar barreiras para proteger o fruto das suas conquistas. Precisa afastar o perigo para não perdê-lo para os outros.

Jesus estava livre para circular no meio da multidão sem perigo de ser roubado do seu tesouro mais precioso. As suas riquezas estavam fora do alcance dos ladrões. Elas pode-riam ser livremente compartilhadas com os outros, sem ele sofrer prejuízo. Amor a Deus, ao próximo e à criação são as coisas boas que podemos pedir ao Pai sem serem negadas. Pela graça, Deus recusa nos dar as “cobras” e “escorpiões” venenosos do materialismo. Deus deseja para nós as riquezas verdadeiras. A finalidade da oração é abrirmos as portas do nosso coração para recebermos as coisas boas da vida. Quanto mais estas coisas são compartilhadas, quanto mais são multiplicadas e. seremos verdadeiramente ricos.

LUCAS 11:1-13 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Um dia Jesus estava orando num certo lugar. Quando acabou de orar, um dos seus discípulos pediu:
Senhor, nos ensine a orar, como João ensinou os discípulos dele.
Jesus respondeu:
Quando vocês orarem, digam:
Pai, que todos reconheçam
    que o teu nome é santo.
Venha o teu Reino.
Dá-nos cada dia o alimento
    que precisamos.
Perdoa os nossos pecados,
pois nós também perdoamos
    todos os que nos ofendem.
E não deixes que sejamos tentados.”
Então Jesus disse aos seus discípulos:
Imaginem que um de vocês vá à casa de um amigo, à meia-noite, e lhe diga: “Amigo, me empreste três pães. É que um amigo meu acaba de chegar de viagem, e eu não tenho nada para lhe oferecer.”
E imaginem que o amigo responda lá de dentro: “Não me amole! A porta já está trancada, e eu e os meus filhos estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães.”
Jesus disse:
Eu afirmo a vocês que pode ser que ele não se levante porque é amigo dele, mas certamente se levantará por causa da insistência dele e lhe dará tudo o que ele precisar. Por isso eu digo: peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate. Por acaso algum de vocês será capaz de dar uma cobra ao seu filho, quando ele pede um peixe? Ou, se o filho pedir um ovo, vai lhe dar um escorpião? Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!





sexta-feira, 21 de julho de 2017

THE WAY TO WEALTH

If you then, though you are evil,
know how to give good gifts to your children,
how much more will your Father in heaven
give the Holy Spirit to those who ask him!
Luke 11:13 (read 11:1-13) NIV

Those who use this passage to support the concept that God wants prosperity for his people distort the words of Jesus. Jesus was not a fan of the theology of prosperity. He never promised "riches and glory" for his followers. Rather, His was the way of simplicity, not grandeur.

The Lord’s Prayer asks for nothing beyond "daily bread". In the parable that followed this prayer, the person who knocked on the neighbor's door at midnight asking for bread was not asking it for himself but to serve to another who had just arrived from a journey. The promises at the end of the story must be interpreted in light of The Lord’s Prayer and the parable of the importunate friend.

The “good gifts” that are not denied are those that are essential for our daily life and for the purpose of helping others. Accumulated goods are poison, not blessing! Good gifts are not assets that can spoil or be stolen. They are qualities that no one can take from us. When we die, we leave behind our material possessions, but qualities are ours forever.

The Holy Spirit represents the good gifts: love of neighbor, solidarity with humanity and care for all of creation.

We do not have to be wealthy in material goods and occupy prestigious places in society in order to have love for others, to show solidarity with those who suffer and to care for the environment. These "good gifts" are available to all who desire and seek them. It is sufficient to just want them and to open to them.

When we ask for things that are only for ourselves, we are really asking for "snakes" and "scorpions" that can bite and poison us. Prosperity can be a sign of doom, not of grace. It can be the result of materialism and greed. The quest for material wealth separates, not unites, us from our fellow humans and from our environment. The rich need to lift barriers to defend themselves and their wealth from any sharing with others. Poor people and immigrants are treated as enemies, not fellow human beings. Those who are better off than the less fortunate demonize them as lazy and moochers as an excuse to deny them solidarity.

Jesus was free to circulate in the crowd without the danger of being robbed of His most precious treasure. His riches were beyond the reach of thieves. They could be freely shared without suffering injury. Love for God, neighbor and environment are the good gifts that we can ask from the Father without being denied. By grace, God refuses to give us the poisonous "snakes" and "scorpions" of materialism. God desires true riches for us. The purpose of prayer is to open the doors of our hearts to receive the good gifts of life. The more these good gifts are shared the more they are multiplied and come back to us. The good gifts are those that money cannot buy. True wealth is ours for the asking and the willingness to share.


LUKE 11:1-13 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

One day Jesus was praying in a certain place. When he finished, one of his disciples said to him, “Lord, teach us to pray, just as John taught his disciples.”

He said to them, “When you pray, say:

Father, hallowed be your name, your kingdom come.

Give us each day our daily bread.

Forgive us our sins, for we also forgive everyone who sins against us.

And lead us not into temptation.”

Then Jesus said to them, “Suppose you have a friend, and you go to him at midnight and say, ‘Friend, lend me three loaves of bread; a friend of mine on a journey has come to me, and I have no food to offer him.’ And suppose the one inside answers, ‘Don’t bother me. The door is already locked, and my children and I are in bed. I can’t get up and give you anything.’ I tell you, even though he will not get up and give you the bread because of friendship, yet because of your shameless audacity he will surely get up and give you as much as you need.

So I say to you: Ask and it will be given to you; seek and you will find; knock and the door will be opened to you. For everyone who asks receives; the one who seeks finds; and to the one who knocks, the door will be opened.

Which of you fathers, if your son asks for a fish, will give him a snake instead? Or if he asks for an egg, will give him a scorpion? If you then, though you are evil, know how to give good gifts to your children, how much more will your Father in heaven give the Holy Spirit to those who ask him!




domingo, 16 de julho de 2017

COMEÇANDO POR BAIXO

Quem se engrandece será humilhado,
mas quem se humilha será engrandecido.
Lucas 14.11 (leia 14.7-14) – NTLH

Ser promovido é melhor do que se promover. O sonho de muitos é ter fama, não importa como. Ser reconhecido é muito agradável. Na cultura consumista o apelo é ser reconhecido pela grife das roupas que a pessoa usa. Chique é usar tal marca, disto ou daquilo!... Nos meios mais alienados a pichação é um meio de ganhar reconhecimento entre amigos. Cada pichador tem sua “assinatura” para identificar sua “arte”. Quem tem mais fama é aquele que consegue colocar a sua marca no lugar de acesso mais difícil. Arriscam a vida para ganhar este momento de glória. O programa Big Brother Brasil capitaliza este desejo no recrutamento de jovens dispostos a se submeterem a um período de futilidade para ganhar seu momento de fama e “uma boa grana”. A futilidade de status está presente em todas as camadas da sociedade.

As instituições religiosas e filantrópicas são altruístas por natureza, com finalidade de serviço à humanidade. Seus estatutos promovem a ética elevada e o bem social. Muitas vezes a natureza humana coloca em cheque este ideal. Uma das ironias em relação a elas é que estas mesmas instituições se tornam campos férteis para a autopromoção. Pessoas neuróticas têm a oportunidade de se impor e estabelecer uma estrutura patológica de poder e manipulação. Muitas igrejas (especialmente evangélicas) têm seus “donos” e movimentos de suas “estrelas”. Dominam e não cedem sua posição de autoridade ou ascendência para os outros. Os cargos hierárquicos são disputados criando conflitos e rivalidades, não pelo anseio de servir, mas pelo desejo de mandar. Não foram poucas as vezes que eu como pastor, tive que administrar “estas jogadas” em igrejas locais e observar as lutas pelo poder em concílios regionais.

Jesus observava este jogo na ocasião da chegada dos convidados ao banquete. Cada qual procurava ocupar os lugares de honra. Jesus chamou a atenção para o que estava acontecendo. Ele questionou a autopromoção, especialmente quando feita sem visar o bem estar geral. A verdadeira promoção é dada pelos outros em reconhecimento de méritos. O desejo e o esforço de contribuir para que o mundo melhore é bem diferente do que a luta para apenas “subir na vida”.

Graças à inversão dos valores de Jesus no mundo atual, os ricos se enriquecem cada vez mais e os pobres ficam cada vez mais miseráveis. Há recursos suficientes para todos, mas a natureza humana visa o futuro a curto prazo e em termos individualistas. Procurarmos os primeiros lugares e fazermos somente o que dá retorno está tendo um alto preço!

LUCAS 14:7-14 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Certa vez Jesus estava reparando como os convidados escolhiam os melhores lugares à mesa. Então fez esta comparação:
Quando alguém convidá-lo para uma festa de casamento, não sente no melhor lugar. Porque pode ser que alguém mais importante tenha sido convidado. Então quem convidou você e o outro poderá dizer a você: “Dê esse lugar para este aqui.” Aí você ficará envergonhado e terá de sentar-se no último lugar. Pelo contrário, quando você for convidado, sente-se no último lugar. Assim quem o convidou vai dizer a você: “Meu amigo, venha sentar-se aqui num lugar melhor.” E isso será uma grande honra para você diante de todos os convidados. Porque quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido.
Depois Jesus disse ao homem que o havia convidado:
Quando você der um almoço ou um jantar, não convide os seus amigos, nem os seus irmãos, nem os seus parentes, nem os seus vizinhos ricos. Porque certamente eles também o convidarão e assim pagarão a gentileza que você fez. Mas, quando você der uma festa, convide os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos e você será abençoado. Pois eles não poderão pagar o que você fez, mas Deus lhe pagará no dia em que as pessoas que fazem o bem ressuscitarem.



sexta-feira, 14 de julho de 2017

AMBITION AND SELF DESTRUCTION

If you put yourself above others,
you will be put down.
But if you humble yourself,
you will be honored.
Luke 14:11 (read 14:7-14) - NIV

Being promoted by others is better than self-promotion. The dream of many is to be famous and wealthy, no matter the price. It is pleasant to be looked up to. Our consumer culture plays on our desire to be in style. Advertising promotes the idea that it is chic to wear certain brands of clothing by printing brand names in places that are very visible. Even graffiti is used by some as a way of gaining recognition. Many graffiti “artists” have their own signatures to identify their work. Their claim to fame is by leaving their mark in the most difficult places of access. They may even risk their lives to gain that moment of fame by drawing in very dangerous places. They have been known to fall to their death from high places. Also the Big Brother Brazil TV program capitalizes on this desire and recruits mostly young people who are willing to undergo a period of futility in order to win his or her moment of fame and "good money". The futility of status is present in all strata of society.

Religious and philanthropic institutions are altruistic by nature, with the purpose of service to humanity. They are founded with the purpose of promoting high ethical values and social good. Often human nature frustrates this ideal. One of the ironies is that these same institutions become fertile fields for self-promotion. Neurotic people have the opportunity to establish and enforce a pathological structure of power and manipulation. Many churches (especially evangelical) have their 'owners' and their "stars". They do everything to maintain their positions of authority and ascendancy over others. Hierarchical positions create conflicts and rivalries, not by the desire to serve but by the desire to command. Many times during my career I, as a pastor, have had to manage these power struggles in local churches and observe many power plays in regional councils. Power nourishes pride and leads to the evil of domination even in supposedly altruistic organizations.

Jesus watched this game being played out at the time of the arrival of guests at a banquet. Each sought to occupy the seats of honor. Jesus drew attention to what was happening. He questioned their self-promotion, especially when done without targeting the general welfare. True advancement is given by others in recognition of merit, not by struggle to be recognized. The desire and effort to contribute to improve the world is quite different from the struggle to just "get ahead".

On the global scale, because of the inversion of the values of Jesus in today's world, the rich are getting richer and the poor are becoming increasingly miserable. There are enough resources in the world for everyone to live comfortably, but human nature is aimed at short-term advantages and on individualistic terms. Seeking privilege and doing only what pays off is inflicting a high price on all of humanity and leading to the ultimate self-destruction of the human race! When our Earth ship sinks there will be no lifeboats!


LUKE 14:7-14 – NEW INTERNATIONAL VERSION -.NIV

Jesus saw how the guests had tried to take the best seats. So he told them:

When you are invited to a wedding feast, don’t sit in the best place. Someone more important may have been invited. Then the one who invited you will come and say, “Give your place to this other guest!” You will be embarrassed and will have to sit in the worst place.

When you are invited to be a guest, go and sit in the worst place. Then the one who invited you may come and say, “My friend, take a better seat!” You will then be honored in front of all the other guests. If you put yourself above others, you will be put down. But if you humble yourself, you will be honored.

Then Jesus said to the man who had invited him:

When you give a dinner or a banquet, don’t invite your friends and family and relatives and rich neighbors. If you do, they will invite you in return, and you will be paid back. When you give a feast, invite the poor, the crippled, the lame, and the blind. They cannot pay you back. But God will bless you and reward you when his people rise from death.




domingo, 9 de julho de 2017

A GRANDE GALINHA

Quantas vezes eu quis abraçar todo o seu povo,
assim como a galinha ajunta os seus pintinhos
debaixo das suas asas,
mas vocês não quiseram!
Lucas 13.34b (leia 13.31-35) – NTLH

Jesus se comparou a uma galinha. A galinha tem instinto materno: bota ovos, choca-os, protege os pintinhos do frio, dos perigos e ajuda-os a achar comida. Eles precisam da mãe enquanto não desenvolvem suas próprias penas. Sabem se identificar com a mãe.

O povo de Jerusalém não tinha inteligência nem de um pintinho... Muitos ignoravam a “mãe” que poderia ter lhes dado vida e condições de enfrentar as dificuldades. Alguns até se rebelavam contra ela, matando-a, destinando-se a autodestruição!... Mas o instinto materno de Jesus era tão forte que insistiu em chamá-los até o fim.

O que aconteceu em Jerusalém há quase dois milênios repetiu-se constantemente na história humana e continua hoje em escala ainda maior. Muitos agem contra a fonte da vida, caminhando para a autodestruição. Ainda pior, levam outros juntos.

Podemos aprender das tribos primitivas, não contaminadas pela “civilização”. Os primitivos consideravam todas as criaturas como uma irmandade, cada espécie com poderes e características próprias. Buscavam imitá-las e apropriar-se de suas qualidades. Matavam apenas para obter comida. A própria terra era tratada respeitosamente como mãe, fonte da vida! Eram conscientes da sua fragilidade diante da natureza e da sua interdependência com a criação. O seu bem estar dependia da integração, não do domínio.

O ser humano é a única espécie dos animais que pensa que não é animal!... Engana-se. Seu DNA difere pouco com o do porco! Acha o homem que esta pouca diferença lhe dá o direito de agir como se fosse um deus, manipulando tudo e todos a seu redor para promover os seus próprios interesses. Com esta atitude, o ser humano está criando um “mundo de fantasia”, destruindo a natureza e esgotando os recursos do globo, sem pensar nas conseqüências a longo prazo. Com a globalização, a humanidade está matando a “Galinha” que lhe dá vida, sustento e proteção. O mundo está se tornando uma grande Jerusalém, matando os profetas e caminhando para a destruição.

Jesus não tratou só da salvação (saúde) da alma. O sinal do seu Reino era corpos curados e libertados!... Jesus não estava interessado em salvar somente a alma de Jerusalém, mas toda a sua integridade. A espiritualidade de um cristianismo sadio deve abraçar o mundo e incluir tudo o que tem algo a ver com o bem estar geral. A Jerusalém de hoje é global e está em perigo de extinção.

Somos representantes da “Grande Galinha” que chama a humanidade para se abrigar debaixo de suas asas.

Ajuntar-se debaixo das asas da galinha” simboliza a aceitação dos valores de Jesus. A compaixão substitui a ambição pessoal. O amor ao próximo chega a ser igual ao amor próprio. A solidariedade toma lugar da competitividade! É viver já o Reino de amor num mundo de ambição, preconceito, ódio e violência.

LUCAS 13:31-35 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Naquele momento alguns fariseus chegaram perto de Jesus e disseram:
Vá embora daqui, porque Herodes quer matá-lo.
Jesus respondeu:
Vão e digam para aquela raposa que eu mandei dizer o seguinte: “Hoje e amanhã eu estou expulsando demônios e curando pessoas e no terceiro dia terminarei o meu trabalho.”
E Jesus continuou:
Mas eu preciso seguir o meu caminho hoje, amanhã e depois de amanhã; pois um profeta não deve ser morto fora de Jerusalém.
    --- Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe manda! Quantas vezes eu quis abraçar todo o seu povo, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! Agora a casa de vocês ficará completamente abandonada. Eu afirmo que vocês não me verão mais, até chegar o tempo em que dirão: “Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor!”