domingo, 25 de junho de 2017

COMPAIXÃO E O REINO

Está aqui uma descendente de Abraão
que Satanás prendeu durante dezoito anos.
Por que é que no sábado
ela não devia ficar livre dessa doença?
Lucas 13.16 (leia 13.10-17) – NTLH

O chefe da sinagoga ficou zangado quando Jesus ignorou as regras do dia do sábado e curou uma mulher sofredora, vítima há dezoito anos duma doença que entortava seu corpo. Jesus vivia o Reino, o chefe, a instituição. Jesus visava o bem estar dos seres humanos, independente do seu status social ou condição “moral”. O chefe defendia a integridade do sistema de leis e valores da instituição religiosa. Jesus ignorou as limitações impostas pela lei e atendeu a mulher. O chefe ignorou a mulher, preservando a letra da lei. Jesus colocava a prática acima da ideologia, o chefe, o sistema de ideias a custa da prática.

A religião tem a tendência de se organizar colocando ordem na vida. Isto é positivo até certo ponto. O perigo é estabelecermos uma ordem rígida e fechada em torno de si mesma. Faz que a vida se torne pior do que o caos que ela pretende corrigir.

No cenário global, as três grandes religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo, têm estruturas internas de auto preservação e promoção que muitas vezes esmagam mais do que curam os seres humanos. As injustiças praticadas têm a fachada da democracia contra o terrorismo ou dos injustiçados contra o imperialismo. Mas na realidade, estas “democracias” praticam o terrorismo e os “injustiçados” lutam para estabelecer outro império, todos apelando para seu Deus.

O Reino é viver a justiça, não fazê-la. Viver a justiça é a prática do bem quando e onde as oportunidades se apresentam, sem colocarmos condições ou fazermos restrições.

O lugar do Reino é sempre aqui, onde cada um esteja e não lá em outro lugar. O dia do Reino é sempre hoje, nem ontem ou amanhã. O momento do Reino é sempre agora, nem antes ou depois. O Reino é aqui, agora rompendo todas as barreiras do tempo e do espaço.

A nossa tendência é limitar o Reino a certas condições e épocas, fazendo a separação entre o sagrado e o secular. Colocamos Deus dentro do sagrado e O ausentamos das “coisas mundanas”.
O judaísmo estabeleceu o dia de sábado como dia sagrado, dedicado ao “nada fazer”. Jesus foi criticado por fazer o bem no dia sagrado. Para Jesus todos os dias eram sagrados. Jesus viveu o Reino todos os momentos em todos os lugares; bastava a mulher doente (há 18 anos) chegar perto de Jesus! Ele a viu, chamou e curou, sem precondições.

Erramos quando achamos que viver o Reino é moldar os outros de acordo com a nossa visão do certo ou errado e colocarmos a nossa ordem no caos reinante. Não compete a nós estabelecermos ou construirmos o Reino. Ele já está ao nosso redor e dentro de nós. Somos apenas participantes. Compete a nós semearmos o bem e deixarmos os resultados com Deus.

LUCAS 13:10-17 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Certo sábado, Jesus estava ensinando numa sinagoga. E chegou ali uma mulher que fazia dezoito anos que estava doente, por causa de um espírito mau. Ela andava encurvada e não conseguia se endireitar. Quando Jesus a viu, ele a chamou e disse:
— Mulher, você está curada.
Aí pôs as mãos sobre ela, e ela logo se endireitou e começou a louvar a Deus. Mas o chefe da sinagoga ficou zangado porque Jesus havia feito uma cura no sábado. Por isso disse ao povo:
— Há seis dias para trabalhar. Pois venham nesses dias para serem curados, mas, no sábado, não!
Então o Senhor respondeu:
— Hipócritas! No sábado, qualquer um de vocês vai à estrebaria e desamarra o seu boi ou o seu jumento a fim de levá-lo para beber água. E agora está aqui uma descendente de Abraão que Satanás prendeu durante dezoito anos. Por que é que no sábado ela não devia ficar livre dessa doença?
Os inimigos de Jesus ficaram envergonhados com essa resposta, mas toda a multidão ficou alegre com as coisas maravilhosas que ele fazia.






sexta-feira, 23 de junho de 2017

COMPASSION AND THE KINGDOM


"Should not this woman,
a daughter of Abraham,
whom Satan has kept bound
for eighteen long years,
be set free on the Sabbath day
from what bound her?”
Luke 13:16 (read 13:10-17) - NIV

The ruler of the synagogue was angry when Jesus ignored the rules of the Sabbath day and healed a suffering woman who had been victim of a crippling disease for eighteen years. Jesus was living the Kingdom, but the ruler was living the institution. Jesus sought the welfare of human beings regardless of their social status or "moral" condition. The ruler defended the integrity of the laws and the values system of the religious institution while Jesus ignored the limitations imposed on the woman by the law. The ruler ignored the woman and preserved the letter of the law, but Jesus put practice above ideology. The ruler made ideology supreme at the expense of practice.

Religion has a tendency to organize and put things in order. That is good to some extent, but the danger is to establish a strict order that is closed around itself. In that way the order becomes worse than the chaos that it intends to correct.

On the global scene, the three great monotheistic religions: Judaism, Christianity and Islam, have internal structures of self-preservation and promotion that often more overwhelm than heal people. Their injustices have the facade of democracy against despotism or of oppression against imperialism. But in reality the “democracies” practice tyranny and the “oppressed” strive to establish another empire, each one appealing to its God.

The Kingdom represents the practice, not imposition, of justice. The exercise of justice is in doing the good when and where opportunities present themselves without putting conditions or restrictions.

The Kingdom is always here and now, where we all are. Today, not yesterday or tomorrow, is always Kingdom day. The moment the Kingdom is always now, not before or after. It breaks all barriers of time and space.

Our tendency is to limit the Kingdom to certain conditions and seasons by separating the sacred from the secular. We associate the sacred with God and consider the rest of the world to be profane.

Judaism established the Sabbath as a holy day to be devoted to "do nothing". Jesus was criticized for doing good works on the holy day. To Jesus every day was sacred and to be dedicated to act for the benefit of others. Jesus lived the Kingdom at all times and in all places. It was enough for the sick woman get close to Jesus. He saw her and healed her without preconditions.

We err when we think that we should try to mold others according to our view of right and wrong and put our order in what we consider to be chaos. It is not for us to establish and build the Kingdom. It is already around us and within us. We are only participants. It is our place to sow the good and leave the results to God.

LUKE 13:10-17 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

On a Sabbath Jesus was teaching in one of the synagogues, and a woman was there who had been crippled by a spirit for eighteen years. She was bent over and could not straighten up at all. When Jesus saw her, he called her forward and said to her, “Woman, you are set free from your infirmity.” Then he put his hands on her, and immediately she straightened up and praised God.

Indignant because Jesus had healed on the Sabbath, the synagogue leader said to the people, “There are six days for work. So come and be healed on those days, not on the Sabbath.”

The Lord answered him, “You hypocrites! Doesn’t each of you on the Sabbath untie your ox or donkey from the stall and lead it out to give it water? Then should not this woman, a daughter of Abraham, whom Satan has kept bound for eighteen long years, be set free on the Sabbath day from what bound her?”

When he said this, all his opponents were humiliated, but the people were delighted with all the wonderful things he was doing.




domingo, 18 de junho de 2017

RIQUEZA E FELICIDADE

Então direi a mim mesmo:
“Homem feliz!
Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos
Agora descanse, coma, beba e alegre-se!”
Mas Deus lhe disse:
“Seu tolo!
Esta noite você vai morrer,
e quem ficará com tudo o que você ajuntou?”
Jesus concluiu:
“Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas
para si mesmos, mas para Deus não são ricos.
Lucas 12.19-21 (leia 12.13-21) – NTLH

Nosso sentimento de insegurança e de finidade nos leva a agarrarmos em algo fora de nós como proteção contra as incertezas do futuro. A falta de recursos, a doença e a violência parecem ser os perigos mais ameaçadores e plausíveis. São preocupações legítimas, mas representam apenas uma parte da nossa existência. Somos mais do que um mecanismo físico. O conforto e segurança não são suficientes para nos levar à riqueza verdadeira: a felicidade.

A cultura ocidental é materialista e nos faz crer que a felicidade consiste em ter bens em abundância para uma vida longa. Este foi o pensamento do homem rico desta parábola. É o sonho de muitos. As filas diante das casas de loteria para a Mega-Sena acumulada atestam o sonho de alcançar a felicidade através da grande sorte! Nossa escala de valores coloca a fonte de alegria na posse de bens de consumo. As páginas de revistas e jornais, cartazes gigantes ao ar livre e as imagens na tela da TV retratam pessoas esbeltas, jovens e sorridentes, usando roupas de grife, abrindo contas bancárias, curtindo o som de aparelhos sofisticados, dirigindo o carro do ano e comprando a crédito. A nossa cultura liga a felicidade ao “ter”!...

Jesus afirmou que a vida é muito mais do que “repartir heranças” e “acumular bens”. A felicidade fundamentada em “possuir coisas” é precária. Podem alimentar a ilusão de prosperidade e serem retiradas a qualquer instante. A essência da vida está no “ser”, não no “ter”!... A busca do ter não satisfaz, mas nos leva a querer possuir mais ainda. Alimenta a ganância que produz a injustiça prejudicando o bem estar dos outros. A vida se torna competitiva, fazendo uns viverem à custa dos outros! Gera infelicidade e sofrimento...

De acordo com os ensinamentos de Jesus, a riqueza verdadeira é a felicidade proveniente de “ser”, ser solidário com os outros, não só pegar o “nosso pedaço do bolo”. Está no compartilhar, não no acumular. A felicidade verdadeira e duradoura consiste em se abrir para o mundo e para os outros, não em se fechar dentro de si. A vida brota da interação e não do isolamento.

A espiritualidade que visa a prosperidade como sinal da graça de Deus corre o risco de repetir os erros do homem rico da parábola. O individualismo mesmo em nome de Deus é egoísta. Até a busca da salvação, sem levar em conta o bem estar dos outros é uma tentativa de acumular riquezas para si e não para Deus. Podemos ser gananciosos até nas coisas espirituais. A religiosidade em si pode ser tão egoísta, tanto quanto o materialismo assumido. A nossa grande riqueza consiste naquilo que conseguimos passar aos outros, não naquilo que ajuntamos para nós mesmos!

LUCAS 12.13-21 – NOVA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE (NTLH)


Um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus:
Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou.
Jesus disse:
Homem, quem me deu o direito de julgar ou de repartir propriedades entre vocês?
E continuou, dizendo a todos:
Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas.
Então Jesus contou a seguinte parábola:
As terras de um homem rico deram uma grande colheita. Então ele começou a pensar: “Eu não tenho lugar para guardar toda esta colheita. O que é que vou fazer? Ah! Já sei! — disse para si mesmo. — Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho. Então direi a mim mesmo: ‘Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se.’ ” as Deus lhe disse: “Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?”
Jesus concluiu:
Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos.



sexta-feira, 16 de junho de 2017

TRUE WEALTH

And I’ll say to myself,
“You have plenty of grain laid up for many years.
Take life easy; eat, drink and be merry.”
But God said to him,
“You fool!
This very night your life
will be demanded from you.
Then who will get
what you have prepared for yourself?”
This is how it will be with whoever
stores up things for themselves
but is not rich toward God.
Luke 12:19-21 (read 12:13-21) - NIV

Our feeling of insecurity and finiteness leads us to cling to something outside of ourselves as protection against the uncertainties of the future. Lack of resources, sickness and violence seem to be the most threatening. These are legitimate concerns, but they represent only a part of our existence. We are more than physical beings. Comfort and safety are not sufficient to lead us to the true wealth which is happiness.

Western culture is materialistic and we are constantly bombarded by advertisements that lead us to believe that happiness consists in having an abundance of the right kinds of goods. This was the thinking of the rich man in this parable. It continues to be the dream of many. The queues outside lottery houses for Jackpots attest to the dream of achieving happiness through luck! Mobs of people, trampling each other on Black Friday sales, show the illusion of joy in the possession of consumer goods. The pages of magazines and newspapers, giant billboards and pictures on the TV screen portray slender, young people smiling, wearing designer clothes, opening bank accounts, enjoying the sound of sophisticated devices, driving the car of the year and buying on credit. Our culture connects happiness to "having".

Jesus said that life is much more than "divided inheritances" and "accumulated assets". Happiness that is grounded in owning things is precarious. It can feed the illusion of prosperity and be withdrawn at any time. The essence of life is "to be", not "to have". The search does not satisfy us, but it leads us to want even more. It feeds greed that produces injustice and harms the welfare of others. Life becomes competitive and making a living at the expense of others. The end result is misery and suffering for many.

According to the teachings of Jesus true wealth is happiness that comes from "being", being supportive of others and not just to get "our piece of the pie." It is in sharing, not in building up for ourselves. True and lasting happiness is to open up to the world and to others, not to be closed within ourselves. Life springs from the interaction, not isolation.

The spirituality that seeks prosperity as a sign of God's grace is in danger of repeating the mistakes of the rich man in the parable. Individualism even in the name of God is selfish. Even the search for salvation without regard to the welfare of others is an attempt to accumulate wealth only for ourselves. We can be greedy in spiritual things. Religion can be as selfish as materialism. True wealth consists of what we pass on to others, rather than on what we can gain for ourselves.

LUKE 12:13-21 – NEW ENGLISH VERSION (NIV)

Someone in the crowd said to him, “Teacher, tell my brother to divide the inheritance with me.”

Jesus replied, “Man, who appointed me a judge or an arbiter between you?” Then he said to them, “Watch out! Be on your guard against all kinds of greed; life does not consist in an abundance of possessions.”

And he told them this parable: “The ground of a certain rich man yielded an abundant harvest. He thought to himself, ‘What shall I do? I have no place to store my crops.’

Then he said, ‘This is what I’ll do. I will tear down my barns and build bigger ones, and there I will store my surplus grain. And I’ll say to myself, “You have plenty of grain laid up for many years. Take life easy; eat, drink and be merry.”’

But God said to him, ‘You fool! This very night your life will be demanded from you. Then who will get what you have prepared for yourself?’

This is how it will be with whoever stores up things for themselves but is not rich toward God.”




domingo, 11 de junho de 2017

GRÁVIDAS DE ESPERANÇA

Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
a criança se mexeu na barriga dela.
Então, cheia do poder do Espírito Santo,
Isabel disse bem alto:
“Você é a mais abençoada de todas as mulheres,
e a criança que você vai ter é abençoada também!”
Lucas 1.41-42 (leia 1.39-45) – NTLH

Nem sempre a gravidez é motivo de alegria. Pode aborrecer ou assustar. Isabel, bem casada e já passada da idade, sempre quis engravidar, mas, sem sucesso. Finalmente, depois de muitos anos de frustração, “ficou de barriga”. Maria, caso contrário: assustou-se com a perspectiva de ser mãe solteira! Mas José, seu noivo, mesmo não sendo o pai da criança, “topou” se casar com ela. Os inimigos do sexo acharam que o casamento foi só de fachada e que “nada rolou” entre os dois. Inventaram até o dogma da virgindade perpétua!...

Mas, o ponto importante do encontro das duas mulheres grávidas era a alegria da esperança. Seus filhos (homens, naturalmente), ainda não nascidos, representavam a esperança de uma vida e um mundo mais feliz. Elas seriam abençoadas por meio dos filhos. A esperança não deixou Isabel e Maria marcadas pelas circunstâncias de pobreza: uma existência de luta pelo pão de cada dia e a busca de água à grandes distâncias. Com otimismo, enfrentavam a vida.

A Bíblia emprega muito a figura de nascimento. O nascimento vem do dentro do corpo da mãe. É a mãe que produz o nenê. A esperança é semelhante ao nascimento de uma criança – vem do nosso útero espiritual. Esta história pode também retratar a nossa vida. Encontramos muitos obstáculos e enfrentamos muitas dificuldades e incertezas. Não podemos esperar que as soluções venham, milagrosamente, de fora. A cura dos males que nos afligem vem de dentro de nós. Jesus dizia às pessoas curadas: “A tua fé te curou”. O milagre de Jesus era despertar a fé que cada pessoa já possuía.

A fé e a esperança das duas mulheres estavam colocadas naquilo que ainda estava dentro delas – ainda não haviam nascidos. A gravidez era também da fé e da esperança. Esperança e fé são irmãs gêmeas. Sem fé, não há esperança. Sem esperança, não há fé. Andam juntas, de mãos dadas.

Outro ponto importante: de onde veio a esperança de salvação? – do meio do “povão”, não dos palácios da elite ou tronos do poder. Os grandes retentores do poder e da riqueza não sentem a necessidade de libertação. Não querem mudanças. Querem que tudo continue como está. Querem proteger o que têm e acrescentar ainda mais. As mudanças que trazem a libertação nunca são dos privilegiados para os desprovidos.

A grande massa da humanidade é semelhante ao solo. Dela brota a renovação da vida. A redenção brota da terra, igual às plantas. O céu serve para fornecer energia. João Batista e Jesus não caíram do céu “de pára-quedas”, homens já feitos, com poder de destruir os inimigos da humanidade. Saíram da barriga materna, criancinhas totalmente dependentes e vulneráveis. A esperança do mundo não está nas grandes coisas, vistas por todos, mas nas pequenas, despercebidas pela maioria.

Sendo que a salvação brota da terra, ela deveria ser bem cuidada e respeitada. A nossa civilização despreza a terra e os pobres, justamente a fonte da esperança. Deus pode fecundar o nosso “útero espiritual” em qualquer circunstância. É possível ficar grávido(a) de esperança e fé neste mundo cheio de violência e opressão.

LUCAS 1:39-45 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)


Alguns dias depois, Maria se aprontou e foi depressa para uma cidade que ficava na região montanhosa da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se mexeu na barriga dela. Então, cheia do poder do Espírito Santo, Isabel disse bem alto:
Você é a mais abençoada de todas as mulheres, e a criança que você vai ter é abençoada também! Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Quando ouvi você me cumprimentar, a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga. Você é abençoada, pois acredita que vai acontecer o que o Senhor lhe disse.



sexta-feira, 9 de junho de 2017

WOMBS OF HOPE

When Elizabeth heard Mary’s greeting,
the baby leaped in her womb,
and Elizabeth was filled with the Holy Spirit.
In a loud voice she exclaimed:
“Blessed are you among women,
and blessed is the child you will bear!
Luke 1:41-42 (read 1:39-45) - NIV

Pregnancy is not always a reason for joy. It may be annoying, frightening or undesired. Isabel who was married and already well past the child baring age always wanted to get pregnant, but without success. Finally, after many years of frustration, it happened. In contrast, Maria was frightened by the prospect of being an unwed mother. But Joseph, her betrothed, in spite of not being the father of the child, opted to marry her (He could have had her stoned according to Jewish law).

Those who find sex to be sinful interpret that the marriage was only a facade and that the couple was never intimate. This is the basis of the dogma of perpetual virginity.

But the important point of the meeting of two future mothers was the joy of hope. Their children (males, of course) were not yet born and represented the hope of a better and a happier world. They would be blessed through their yet unborn sons. Hope prevented Elizabeth and Mary from being marked by the circumstances of poverty with a life of struggle for daily bread and for water brought from great distances. They faced life with optimism.

The Bible makes much use of the figure “birth”. Birth comes from within the body of the mother. It is the mother who produces babies. Hope is like the birth of a child - it comes from our spiritual womb. The figures of birth and womb can also portray many aspects of our life. We encounter many obstacles and are faced with many difficulties and uncertainties. We cannot expect that the solutions will miraculously come from the outside. The cure of what ails us comes from within us. We must “birth” them. Jesus said to some of the people he healed, "Your faith has made you whole". The miracle of Jesus was to awaken the faith that each person already had and to help them give birth to the solution.

The faith and the hope of the two women were placed in what was still inside them - it had not yet been born. They were pregnant of faith and hope. Hope and faith are twins. Without faith there is no hope. They go together, hand-in-hand.

Another important point is from whom comes the hope of salvation; – it comes from common people, not those in the mansions of the elite or on the thrones of power. The great holders of power and wealth do not feel the need for liberation. They do not want change. They want everything to remain the same. They want to protect what they already have and add even more. The changes that bring liberation never come from the privileged. “Trickle down” benefits are an illusion.

The great mass of humanity is similar to the soil. From it springs the renewal of life. Redemption springs from the earth, just like the plants. The sky serves to provide energy. John the Baptist and Jesus did not parachute down from heaven, already made and with power to destroy the enemies of humanity. They came from the maternal womb as totally dependent and vulnerable infants. The hope of the world is not in great things that are seen by all, but in small things that are unnoticed by most.

Being that salvation springs from the earth, it should be well cared for and respected. Our civilization despises the earth and the poor who are precisely the sources of hope. God can fertilize our spiritual womb in any circumstance. We, too, can become pregnant of hope and faith in this world full of violence and oppression.

LUKE 1:39-45 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

At that time Mary got ready and hurried to a town in the hill country of Judea, where she entered Zechariah’s home and greeted Elizabeth. When Elizabeth heard Mary’s greeting, the baby leaped in her womb, and Elizabeth was filled with the Holy Spirit. In a loud voice she exclaimed: “Blessed are you among women, and blessed is the child you will bear! But why am I so favored, that the mother of my Lord should come to me? As soon as the sound of your greeting reached my ears, the baby in my womb leaped for joy.  Blessed is she who has believed that the Lord would fulfill his promises to her!”





domingo, 4 de junho de 2017

MUDANÇA DE RUMO

João anunciava de muitas maneiras diferentes
a boa notícia ao povo
e apelava a eles
para que mudassem de vida.
Lucas 3.18 (leia 3.7-18) – NTLH

Através da história, pessoas proféticas, religiosas e seculares, enxergaram as consequências de atos inconsequentes dos seres humanos. Muitos destes profetas apresentaram, também, meios de evitar as catástrofes resultantes destes feitos. O mundo pré-científico visava tragédias como atos diretos de Deus(es) irado(os). Para aplacar a sua ira, as pessoas tinham que fazer algo para agradá-lo(s).

A profecia judaica era ética, visando os efeitos morais do comportamento. João Batista, seguindo esta tradição, era portador de uma mensagem de alerta de uma catástrofe resultante dos atos humanos. Na ótica dele, a tragédia vindoura seria o castigo de Deus sobre os praticantes dos males sociais. A saída seria mudança de vida (arrependimento). Sua pregação nos faz lembrar a mensagem do profeta Jonas para os moradores da cidade de Nínive: “Nínive será destruída!” – Mas, o povo se arrependeu e evitou a tragédia.

A maneira de evitar o “terrível castigo que Deus vai mandar” seria a mudança de vida: compartilhar os bens, não explorar os outros e não ser ganancioso. Assim, o povo evitaria o desastre e prepararia o caminho para a chegada de uma nova ordem com o reinado de um Cristo sobre um mundo novo de justiça e paz.

Passados quase dois milênios, a mensagem profética é mais urgente do que nunca. A ganância humana, aliada à alta tecnologia, prejudica não somente a ordem social, mas, também o equilibro do Planeta Terra. Está em jogo o nosso relacionamento com toda a criação: a fauna, a flora, o ar, a água e o solo. Não bastam apenas mudanças éticas e socais, embora estas, também, sejam urgentes!...

O que temos em comum com João Batista é a urgência da mudança do estilo de vida. O tempo está se esgotando. Os analistas sociais e ecológicos, com base em pesquisas, estão prevendo que a humanidade arma desastres sociais e ambientais sem precedentes! Nosso sistema sócio econômico está destruindo o equilíbrio da natureza e provocará mudanças climáticas, inundação das cidades litorais e caos biológico, criando mutações mortificas de novos vírus (ebola é o mais recente}.

A mensagem profética dos nossos dias fala da urgência de mudança de rumo em relação à espiritualidade egoísta e práticas que ferem a natureza. Alguns dizem que, se as tendências atuais continuarem por mais uma geração, as mudanças chegariam tarde demais para evitar um desastre devastador!...

O Reino de Deus é terrestre e depende da nossa participação para que possa se concretizar. Devemos ser instrumentos proféticos para advertir contra os perigos e anunciar o convite de mudar o rumo da vida. O Evangelho começa conosco quando deixarmos Jesus agir dentro de nós e nos dirigir na preparação do caminho da paz.


LUCAS 3:7-18 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



As multidões iam se encontrar com João para serem batizadas por ele. Ele dizia a todos:
Ninhada de cobras venenosas! Quem disse que vocês escaparão do terrível castigo que Deus vai mandar? Façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram dos seus pecados. E não digam uns aos outros: “Nós somos descendentes de Abraão.” Pois eu afirmo a vocês que até destas pedras Deus pode fazer descendentes de Abraão! O machado já está pronto para cortar as árvores pela raiz. Toda árvore que não dá frutas boas será cortada e jogada no fogo.
Então o povo perguntava:
O que devemos fazer?
Ele respondia:
Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma, e quem tiver comida reparta com quem não tem.
Alguns cobradores de impostos também chegaram para serem batizados e perguntaram a João:
Mestre, o que devemos fazer?
Não cobrem mais do que a lei manda! — respondeu João.
Alguns soldados também perguntavam:
E nós, o que devemos fazer?
E João respondia:
Não tomem dinheiro de ninguém, nem pela força nem por meio de acusações falsas. E se contentem com o salário que recebem.
As esperanças do povo começaram a aumentar, e eles pensavam que talvez João fosse o Messias. Mas João disse a todos:
Eu batizo vocês com água, mas está chegando alguém que é mais importante do que eu, e não mereço a honra de desamarrar as correias das sandálias dele. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Com a pá que tem na mão, ele vai separar o trigo da palha. Guardará o trigo no seu depósito, mas queimará a palha no fogo que nunca se apaga.
João anunciava de muitas maneiras diferentes a boa notícia ao povo e apelava a eles para que mudassem de vida.



sexta-feira, 2 de junho de 2017

A CALL TO CHANGE


And with many other words
John exhorted the people
and proclaimed the good news to them.
Luke 3:18 (read 3.7-18) - NIV

Throughout history religious and secular prophets have seen and announced the consequences of reckless actions of human beings. Many of these prophets also presented ways to avoid the disasters resulting from such deeds. The pre-scientific world considered tragedies to be the direct actions of angry gods (Sounds like today’s fundamentalists). To appease their wrath people had to do something to please them.

Jewish prophecy was ethical, targeting the moral effects of unethical the behavior. John the Baptist, following that tradition, was the bearer of a message of warning of the disastrous effects of unethical human acts. God would pour out his wrath on the evil doers (not innocent bystandes). He preached a change of life (repentance) as the way to avoid God’s punishment. His preaching reminds us of the message of the prophet Jonah to the residents of Nineveh that the city would be destroyed because of the evil committed. But the people repented (changed their ways) and avoided the tragedy.

According to John the Baptist, the way to avoid the terrible punishment that God would send would be to “produce fruit in keeping with repentance”. That would be a change of life which would include the sharing of goods, non-exploitation of others and be content with what we have. That would avoid disaster and prepare the way for the arrival of a new order with the reign of a Christ in a new world of justice and peace.

After almost two millennia, the prophetic message is more urgent than ever before. Human greed, combined with high technology, not only undermines the social order, but also the ecological balance of the Earth. Also at stake is our relationship with all of creation: fauna, flora, air, water and soil. Now only ethical and social changes alone will not be sufficient, although these, too, are urgent. We need to adapt a new life style that will no longer consume more resources than Earth is able to produce.

What we have in common with John the Baptist is the urgency of change in lifestyle. Time is running out. Ecological and social analysts, based on research, are pointing out that humanity is mounting an unprecedented social and environmental disaster. Our socio-economic system is destroying the balance of nature and causing climate change which is starting to flood coastal areas. New high resistant viruses (ebola) are appearing and old diseases which had been almost eliminated are on the comeback in forms that are immune to present antibiotics.

The Kingdom is here on earth and depends on our participation to make it work. There will be no magic ark to carry us away if we fail. It is either survive together or perish together. We are preparing our own way and it depends on us which way that will be. The prophetic message is always a call for us to determine our own destiny. The good news is that we can change course.


LUKE 3:7-18 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

John said to the crowds coming out to be baptized by him, “You brood of vipers! Who warned you to flee from the coming wrath? Produce fruit in keeping with repentance. And do not begin to say to yourselves, ‘We have Abraham as our father.’ For I tell you that out of these stones God can raise up children for Abraham. The ax is already at the root of the trees, and every tree that does not produce good fruit will be cut down and thrown into the fire.”

What should we do then?” the crowd asked.

John answered, “Anyone who has two shirts should share with the one who has none, and anyone who has food should do the same.”

Even tax collectors came to be baptized. “Teacher,” they asked, “what should we do?”

Don’t collect any more than you are required to,” he told them.

Then some soldiers asked him, “And what should we do?”

He replied, “Don’t extort money and don’t accuse people falsely—be content with your pay.”

The people were waiting expectantly and were all wondering in their hearts if John might possibly be the Messiah. John answered them all, “I baptize you with water. But one who is more powerful than I will come, the straps of whose sandals I am not worthy to untie. He will baptize you with the Holy Spirit and fire. His winnowing fork is in his hand to clear his threshing floor and to gather the wheat into his barn, but he will burn up the chaff with unquenchable fire.” And with many other words John exhorted the people and proclaimed the good news to them.