domingo, 29 de março de 2015

MARIA, A DISCÍPULA MAIS AMADA


Pedro disse a Maria:
“Irmã, nós sabemos que o Mestre te amou
diferentemente das outras mulheres,
Diz-nos as palavras que Ele te disse,
das quais tu te lembres
e das quais nós não tivemos conhecimento.”

Evangelho de Maria, página 10
Tradução de Jean-Yves Leloup
O EVANGELHO DE MARIA
Editora Vozes

Mais informações e tradução do texto:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelho_de_Maria

 

Espantoso, o machista Pedro se dirigindo a Maria e reconhecendo que ela tinha conhecimentos que ele ignorava! O Evangelho de Maria, uma escritura antiga do século II do cristianismo cóptico, descoberto em 1945 na Biblioteca de Nag Hammandi no Egito nos revela aspectos da igreja primitiva que até então desconhecíamos. Muitos dos fatos que se encontram descritos nos evangelhos não canônicos foram ignorados pelo cristianismo a partir do Concílio de Nicéia do ano 325 quando iniciou o processo de afastar a influência feminina e a Maria Magdalena (Miryam de Mádala). Nesse processo Maria foi marginalizada e até difamada.

Os evangelhos canônicos dão muito destaque a Maria:

1)       Jesus elogiou Maria para sua irmã, Marta, por ela ter escolhido “o melhor”, isto é, por curtir a presença de Jesus e ouvir as suas palavras - possivelmente este espírito de contemplação cultivava a sua compaixão. (Lc.10.38-42)

2)       Na ocasião da morte do seu irmão, Lázaro, foi Maria que suplicou a Jesus, chorando, e Jesus, movido, também chorou e ressuscitou Lázaro. (Jo.11.1-46)

3)       A contemplação e compaixão conduziram Maria a Betânia onde ela ungiu os pés de Jesus profetizando assim a proximidade de sua morte. (Jo. 12.1-8)

4)       Maria estava presente na hora da crucificação. Todos os discípulos, exceto João, haviam fugido mas as mulheres se fizeram presentes. (Mt. 27.55-56)

5)       Maria permaneceu sentada defronte à sepultura. (Mt. 27.61)

6)       Maria foi a primeira testemunha da ressurreição de Jesus. (Jo. 20. 11-18)

7)       Por ter sido testemunha privilegiada da ressurreição Maria tornou-se “apóstola aos apóstolos”, foi a primeira a anunciar o evangelho. (Jo. 20.11-18)

É irônico que Pedro, que chegou a ser considerado o primeiro dentre os discípulos, tenha se mostrado hesitante e incrédulo diante do primeiro anúncio do evangelho; ao passo que Maria, fiel, corajosa, sempre presente e crente, tenha caído no esquecimento. O que Pedro tinha a seu favor era a condição de ser homem. Para Maria, ser mulher era uma condição imperdoável.

Dentre outros manuscritos na Biblioteca de Nag Hammandi estão ainda o Evangelho de Filipe e o Evangelho de Tomé que também iluminam o lado humano e feminino do evangelho vivido nos primeiros três séculos do cristianismo. A perseguição pela igreja oficial de Constantino contra as outras formas de expressão da fé cristã levou à matança de outros cristãos, a destruição dos seus manuscritos e à manipulação dos manuscritos canônicos.

Estes manuscritos da Biblioteca de Nag Hammandi são contemporâneos dos manuscritos canônicos e merecem consideração. Pretendemos incluir algumas destas passagens em futuras meditações de Sementes Bíblicas. Aguardem!!!

sexta-feira, 27 de março de 2015

MARY, THE MOST BELOVED DISCIPLE


Peter said to Mary,
"Sister, we know that the Savior loved you
more than all other women.
Tell us the words of the Savior that you remember,
the things which you know that we don't
because we haven't heard them."
Mary responded,
"I will teach you about what is hidden from you."
And she began to speak these words to them.


 

Amazing! Macho man Pedro addressing Mary and recognizing that she had knowledge of which he was ignorant! The Gospel of Mary, an ancient scripture of Coptic Christianity, discovered in 1945 at the Nag Hammandi Library in Egypt, reveals aspects of the early church that were previously unknown. The Nicene Council, convened and opened by the yet unbaptized Constantine in the year 325 defined canonical scriptures. The choice of the scriptures was the beginning of the process of removing female influence and of Mary Magdalene (Miryam of Magdala). In this process Mary has been marginalized and even vilified. Many of the aspects of early Christianity are ignored in the canonical gospels.

Even at that the canonical Gospels give much prominence to Mary which is usually glossed over:

1)   Jesus commended Mary to her sister, Martha, for choosing "the best", that is, enjoying the presence of Jesus and listening to his words - possibly this spirit of contemplation cultivated her compassion. (Lc.10:38-42)

2)   Upon the death of her brother, Lazarus, it was Mary who, weeping, met Jesus, and Jesus, moved by her weeping, wept also and raised Lazarus. (Jo.11:1-46)

3)   Contemplation and compassion led Mary to Bethany where she anointed the feet of Jesus so prophesying the proximity of his death. (Jn. 12:1-8)

4)   Mary was present at the crucifixion. All the disciples, except John, had fled but women were present. (Matthew 27:55-56)

5)   It was who Mary sat in front of the grave. (Mt. 27:61)

6)   Mary was the first witness of the resurrection of Jesus. (Jn. 20:11-18)

7)   Having been privileged by being the witness of the resurrection, Mary became "apostle to the apostles" and was the first to preach the gospel. (Jn. 20:11-18)

It is ironic that Peter, who came to be considered the first of the disciples, has been shown to be hesitant and unbelieving at the first proclamation of the gospel while It was Mary who was faithful, courageous and always present and believing who was almost forgotten. What Peter had in its favor was his condition of being a man. For Maria, being a woman was an unforgivable condition.

Among other manuscripts in the Nag Hammandi Library are the Gospel of Phillip and the Gospel of Thomas which also illuminate the human and feminine side of the gospel that was lived in the first three centuries of Christianity. The persecution by the official church of Constantine against other forms of expression of the Christian faith led to the killing of other Christians, the destruction of their manuscripts and exaltation of the canonical manuscripts.

These manuscripts of the Nag Hammandi Library are contemporary of canonical manuscripts and deserve serious consideration. We intend to include some of these passages in future meditations Biblical seeds.

domingo, 22 de março de 2015

AMIGOS? OU EMPREGADOS?


Vocês são meus amigos se fazem o que eu mando.
Eu não chamo mais vocês de empregados...

João 15.14-15a (leia 15.9-17) – NTLH

Espantoso! Jesus nos chama de amigos! É difícil ser amigo de Jesus. Seria muito mais fácil ser empregado dele. Como empregado, eu teria horários fixos com dias de folga, feriados e férias. No meu tempo livre eu poderia esquecer o patrão, seu empreendimento e cuidar dos meus interesses. Outra vantagem: ter minhas funções bem definidas. A empresa de Jesus apresentaria suas regras e normas de procedimento. Haveria um manual para ser estudado e consultado para tirar dúvidas. A minha responsabilidade seria ser bom funcionário e fazer tudo de acordo com os padrões estabelecidos pelo Patrão. A conformidade com o sistema e o aperfeiçoamento no exercício das funções poderia trazer promoções! Eu poderia chegar a ser chefe de departamento e ter outros sob a minha autoridade. Eu poderia transmitir as ordens do Patrão aos meus subordinados e treinar os novos empregados. Seria legal ser empregado de Jesus! Eu não precisaria ter criatividade, nem pensar. Bastaria obedecer as suas ordens.

Ser amigo de Jesus é outra coisa. Amizade não tem regras e horário. É coisa espontânea, baseada no amor. Amar Jesus é fácil! Ele é muito amável. Sei que sou muito amado por Ele. Por isso, é fácil amá-lo de volta.

Mas há outra coisa que entra no meio e dificulta tudo. São as palavras, “Amem uns aos outros”. Os outros estragam tudo. Muitos não são amáveis. Outros dizem que amam a Jesus, mas são antipáticos e não gostam de mim. Há aqueles que não aprovo. Existem muitos que não são amigos de Jesus e nem fingem que sejam. Multidões usam outros rótulos: espírita, judeu, muçulmano, hindu, budista, agnóstico, ateu, etc. Como posso amar aquela gente?

Acho bom Jesus me aceitar e me amar, apesar das minhas falhas. Sei que não sou perfeito. No fundo, não sou ruim. Mas ter amizade com Jesus e incluir todos que Ele ama é difícil demais. Mais fácil seria ficar como empregado da Empresa de Jesus e cumprir ordens. Assim, posso deixar de lado essa gente que só atrapalha os outros Posso zelosamente cuidar da Empresa e deixar o mundo para Jesus amar.

Obediência exige menos do que amor. É mais fácil substituir amor com um conjunto de regras. Um sistema fechado, com normas bem definidas, dá mais segurança. Cada religião tem muitos mandamentos para orientar seus adeptos no caminho da salvação.

Jesus tem um único mandamento, o amor: amar a Deus com toda a nossa força e o próximo como a nós mesmos. Não deixa ninguém fora e é criativo. Derruba barreiras e abre caminhos.

A falta de amor criou um mundo cheio de barreiras erguidas em nome de Deus. Leis criam obstáculos, o amor os vence. Talvez criamos obstáculos porque temos medo daqueles que são diferentes de nós.

Ser amigo de Jesus e viver o amor dEle é perigoso e exige coragem. Deixa-nos vulneráveis, sujeitos a sofrer agressões. Em compensação, esta amizade transforma a vida em uma aventura de fé. Vale à pena correr os riscos e andar com Jesus no mundo!...

 

JOÃO 15:9-17 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

Assim como o meu Pai me ama, eu amo vocês; portanto, continuem unidos comigo por meio do meu amor por vocês. Se obedecerem aos meus mandamentos, eu continuarei amando vocês, assim como eu obedeço aos mandamentos do meu Pai e ele continua a me amar.

— Eu estou dizendo isso para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa. O meu mandamento é este: amem uns aos outros como eu amo vocês. Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles. Vocês são meus amigos se fazem o que eu mando. Eu não chamo mais vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que o seu patrão faz; mas chamo vocês de amigos, pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi do meu Pai. Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca. Isso a fim de que o Pai lhes dê tudo o que pedirem em meu nome. O que eu mando a vocês é isto: amem uns aos outros.

sexta-feira, 20 de março de 2015

FRIENDS OR EMPLOYEES?


You are my friends if you do what I command.
I no longer call you servants.

John 15:14-15a (read 15:9-17) - NIV

Amazing! Jesus calls us friends! It's hard to be a friend of Jesus. It would be much easier to be employed by him. As an employee, I would have a fixed schedule with weekends off, holidays, vacations, health benefits and a retirement plan. In my spare time I could forget the boss and look after my own interests. Another advantage would be to have well-defined functions. The “Jesus Company” would have its norms and rules of procedure. There would be a manual to be studied and consulted to answer doubts. My responsibility would be to be a good employee and do everything according to the standards set by the employer. Compliance with the system and improvement in performance of functions could bring promotions. I could be promoted and become the head of a department and have others under my authority. I could convey the boss's orders to my subordinates and train new employees. It would be cool to be employee of Jesus! I would not need to be creative or improvise. It would be enough just to obey orders.

A part of being a friend of Jesus is great. Friendship has no rules or time schedule. It is a spontaneous thing, based on love. Loving Jesus is easy! He is very kind. I know I am much loved by Him. So it is easy to love him back.

But there is another thing that he puts in the middle of it all that complicates things. These are the words: "Love each other as I have loved you." That spoils everything!!! Some people are unpleasant and downright disrespectful. Others say they love Jesus but are obnoxious and do not like me. There are those of whom I do not approve. There are many who are not friends of Jesus and do not even claim to be. Also, there billions who use other labels such as: Spiritualist, Jewish, Muslim, Hindu, Buddhist, atheist, agnostic, etc. How can I love those people?

I think it well that Jesus accepts and loves me despite my flaws. I know I'm not perfect. Deep down, I'm not bad. But having friendship with Jesus and including all those others? That’s asking a lot! It would be much easier just to be his Company employee and follow orders. That way I could put aside those people who disturb and disrupt things. I could dutifully take care of the Company affairs and leave loving the world to Jesus.

Obedience requires less than love. It is easier to replace love with a set of rules of a closed system with well-defined standards. Organized religions have many commandments to guide their followers on the way of salvation.

Jesus has a unique commandment: to love God with all our strength and our neighbor as ourselves. That does not leave anyone out and is creative. It breaks down barriers and opens paths.

The lack of love has created a world full of barriers that have been erected even in the name of God. Laws create obstacles, but love conquers them. Maybe we create obstacles because we are afraid of those who are different from us.

Being a friend of Jesus and live His love is dangerous and requires courage. It makes us vulnerable, subject to suffering. On the other hand, this friendship transforms life into an adventure of faith. It pays to take the risks and walk with Jesus in the world!

 

John 15:9-17 – New International Version (NIV)

As the Father has loved me, so have I loved you. Now remain in my love. If you keep my commands, you will remain in my love, just as I have kept my Father’s commands and remain in his love. I have told you this so that my joy may be in you and that your joy may be complete. My command is this: Love each other as I have loved you. Greater love has no one than this: to lay down one’s life for one’s friends. You are my friends if you do what I command. I no longer call you servants, because a servant does not know his master’s business. Instead, I have called you friends, for everything that I learned from my Father I have made known to you. You did not choose me, but I chose you and appointed you so that you might go and bear fruit—fruit that will last—and so that whatever you ask in my name the Father will give you. This is my command: Love each other.

domingo, 15 de março de 2015

GALHOS SECOS


Eu sou a videira, e vocês são os ramos.
Quem está unido comigo e eu com ele,
esse dá muito fruto
porque sem mim
vocês não podem fazer nada.

João 15.5 (leia 15.1-8) – NTLH

 

Jesus não conhecia eletricidade, televisão, rádio, CDs, celulares, fotos digitais, Facebook, computadores, geladeiras, automóveis, aviões, satélites, metrôs, “shoppings”, Coca Cola ou McDonalds. Nunca viveu na selva metropolitana de asfalto, cercado de arranha céus com os benefícios de urbanização: calçadas de cimento, córregos canalizados, água encanada, coleta de lixo, luz elétrica, sistema de esgotos, hospitais, escolas e ar condicionado. Não conhecia os efeitos da isolação da natureza que a modernidade produz.

Sua escola era a natureza. Conhecia o ciclo de plantio e colheita. Jesus entendia as plantas e a humanidade. Fazia comparações. A união do ramo com a videira é fundamental para a manutenção e a propagação a vida. O ramo, separado do tronco, seca, morre e vai para o fogo. O ser humano não é diferente. Quando os homens e mulheres se afastam da espiritualidade solidária, perdem a vitalidade e perecem. Literalmente, se queimam. Este desgaste está acontecendo diante dos nossos olhos.

O mundo está em chamas! Os conflitos internacionais estão se agravando e a tecnologia bélica cada vez mais aprimorada. Não há noticiário que não fale em guerra! Atentados terroristas são diários. Tornou-se glorioso morrer no ato de matar em nome de uma causa. Alguns, sem motivo aparente, mas enlouquecidos, matam o maior número possível antes de morrer! Os centros urbanos estão em chamas. O crime organizado se apresenta cada vez mais ousado diante dum governo cada vez menos capaz de proteger os cidadãos. [1] Giovanni Quaglia, ex-diretor no Brasil do Escritório das Nações Unidas para o Combate ao Crime e às Drogas diz: “O tráfico e suas ações ousadas são financiadas pelas classes média e alta”. A sociedade está se consumindo, e a natureza em chamas! O desmatamento e a poluição continuam destruir milhares de espécies de seres vivos que contribuem para uma biodiversidade sadia. O globo está aquecendo.

A nossa cultura consumista, globalizada, vincula o valor do ser humano aos bens que acumula e a fama que possui. [2]Adam Phillips, psicanalista inglês, numa entrevista declarou: “Trabalhamos numa velocidade que impede a reflexão sobre o significado de nossa vida. Vivemos em sociedades em que é mais importante ser rico do que ter amigos íntimos, mais importante ser famoso do que amar. Isso é enlouquecedor.” Parece que a humanidade está enlouquecendo e se auto-destruindo!...

O mundo em chamas precisa do fruto da espiritualidade de Jesus, o amor. Nossa fé em Jesus é válida na medida que conseguimos dar o fruto da solidariedade. Como ramos da videira, Jesus, a nossa natureza deve ser produzir fruto, não apenas folhas.

A esperança do mundo são aquelas e aqueles que são unidos com a Fonte da vida e produzem frutos concretos de amor fraternal. É vida que reproduz vida.

--------------------------------------------------------------------------------

[1] Folha de São Paulo, 16/03/2003, C5

[2] Revista Veja, 12/03/2003, página 11.

 

JOÃO 15:1-8 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

JESUS, A VIDEIRA

 

Jesus disse:

— Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o lavrador. Todos os ramos que não dão uvas ele corta, embora eles estejam em mim. Mas os ramos que dão uvas ele poda a fim de que fiquem limpos e deem mais uvas ainda. Vocês já estão limpos por meio dos ensinamentos que eu lhes tenho dado. Continuem unidos comigo, e eu continuarei unido com vocês. Pois, assim como o ramo só dá uvas quando está unido com a planta, assim também vocês só podem dar fruto se ficarem unidos comigo.

— Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada. Quem não ficar unido comigo será jogado fora e secará; será como os ramos secos que são juntados e jogados no fogo, onde são queimados. Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem. E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos.

sexta-feira, 13 de março de 2015

DRY TWIGS


I am the vine;
you are the branches.
If you remain in me and I in you,
you will bear much fruit;
apart from me you can do nothing.

John 15:5 (read 15:1-8) - NIV

 

Jesus did not know electricity, television, radio, Facebook, CDs, computers, memory chips, cell phones, digital photos, refrigerators, cars, jumbo jets, drones, subways, satellites, "malls", Coca Cola or McDonalds. He never lived in a metropolitan jungle of asphalt, surrounded by skyscrapers with the benefits of urbanization: cement sidewalks, channeled streams, running water, garbage collection, electricity, sewerage, hospitals, schools and air conditioning. He did not know the effects of isolation from nature that modernity produces.

His school was nature. He knew the planting and harvesting cycles. Jesus understood plants and humanity. He made comparisons. The union of the branch with the vine is essential for the maintenance and propagation life. A branch separated from the trunk will dry up, die and become a candidate to be tossed into the fire and burned. The human being is no different. When men and women move away from a caring relationships they lose vitality and “dry up”. They literally burn themselves out. We constantly see this happening before our eyes.

The world is aflame! International conflicts are worsening and military technology is increasingly improved and perfected. Conflicts, wars and terrorism dominate the daily news. American soldiers who go overseas and kill those who are only defending their own country become heroes. Radicalism glorifies suicide killers as martyrs. It becomes glorious to kill and to die in the name of a cause even though the causes are really mere illusions.

On the domestic scene prison populations are growing, police violence against the helpless is on the rise, poverty is increasing and freedoms are being eroded by those who hold power and strive to gain even more. The government’s aim is to protect itself rather than its citizens. Deforestation and pollution continue to destroy thousands of species of living things that contribute to a healthy biodiversity. The globe is warming, and capitalism refuses to recognize what is happening and opposes any kind of regulation that would reduce its profits.

In our consumerist globalized culture, human beings are valued according to what they are able to accumulate in their rush for wealth and power. Adam Phillips, English psychoanalyst, in an interview said: "We work at a speed that prevents reflection on the meaning of our lives. We live in societies where it is more important to be rich than to have close friends, more important to be famous than to love. This is maddening.” It seems that humanity is going crazy and destroying itself! It is becoming a conflagration of dry twigs.

The world is going up in flames and needs the fruit of Jesus' spirituality of love to counter the dryness. Our faith in Jesus is valid only to the extent that we can produce the fruit of solidarity. As branches of the “Jesus vine”, our nature should be to bear fruit, not just leaves.

The hope of the world is in those who are united with the Source of life which produces the concrete results of brotherly and sisterly love which also respects all of creation. This is life that reproduces life.

 

JOHN 15:1-8 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

THE VINE AND THE BRANCHES

“I am the true vine, and my Father is the gardener. He cuts off every branch in me that bears no fruit, while every branch that does bear fruit he prunes so that it will be even more fruitful. You are already clean because of the word I have spoken to you. Remain in me, as I also remain in you. No branch can bear fruit by itself; it must remain in the vine. Neither can you bear fruit unless you remain in me.

“I am the vine; you are the branches. If you remain in me and I in you, you will bear much fruit; apart from me you can do nothing. If you do not remain in me, you are like a branch that is thrown away and withers; such branches are picked up, thrown into the fire and burned. If you remain in me and my words remain in you, ask whatever you wish, and it will be done for you. This is to my Father’s glory, that you bear much fruit, showing yourselves to be my disciples.


 

domingo, 8 de março de 2015

MOMENTOS DE CURTIÇÃO


Deixe Maria em paz!
Que ela guarde isso para o dia do meu sepultamento.
Os pobres estarão sempre com vocês,
mas eu não estarei sempre com vocês.

João 12.7-8 (leia 12.1-8) – NTLH

 

Maria e Marta eram irmãs. Ambas amavam Jesus. A diferença entre as duas era a maneira de manifestar o amor. Marta, sempre prática, ativa, trabalhando na cozinha e servindo a mesa. Maria, sonhadora, simplesmente deleitando-se na presença do amado amigo Jesus. Servir e deleitar-se são duas expressões de amor.

Judas era calculista, politicamente correto. Para ele, Maria não deveria desperdiçar o perfume caro, aplicando-o aos pés de Jesus. Melhor seria vendê-lo e dar o dinheiro aos pobres.

Jesus colocou tudo em perspectiva: servir, curtir, doar – tudo têm sua hora. Esta era a hora para Maria deleitar-se com a presença de Jesus, manifestando carinho e gratidão. Não faltariam oportunidades para atender os pobres.

No seu ativismo, Marta reclamava de Maria. Na sua ortodoxia, Judas a criticava. Mas na sua devoção e carinho, Maria não exigia nada em troca. Simplesmente se colocava aos pés de Jesus e os acariciava com perfume precioso e seus próprios cabelos.

A religião cheia de doutrinas a serem aceitas e regras a serem obedecidas corre o risco de perder o essencial, a dinâmica do amor espontâneo, sem exigências. Pode haver mais espírito de fraternidade e espontaneidade numa mesa de bar do que em reunião de igreja. Regulamentos podem prejudicar relacionamentos. Estruturas, com papeis a serem cumpridos, podem tirar a espontaneidade do relacionamento. A igreja, ao tornar-se sistema de cobrança, pode prejudicar a convivência da fé. Da mesma forma, o casamento, ao transformar-se em instrumento de exigências, pode prejudicar o amor, transformando o paraíso em inferno.

Com a nossa mentalidade e prática utilitárias, podemos perder a dimensão de curtição e carinho. Há pais que dão tudo para seus filhos, menos a sua presença física e carinho. Esquecem que abrigo, roupa e brinquedos não são tudo. Brincar, passear e participar diretamente na vida dos filhos alimenta a alma! O corpo bem cuidado, mas a alma faminta, é uma deformidade. Há pastores que dedicam tanto tempo aos cuidados dos membros da igreja que não sobra tempo para a “congregação” da sua própria casa. Não é de admirar que muitos filhos de pastores, depois de adultos, não querem saber da igreja. Ela lhes roubou o pai! Alimentam mágoas, com razão...

Com a brevidade da vida, momentos de “curtição” são importantes. Parar para estes momentos não é desperdício de tempo. Pode ser o melhor proveito.

Jesus aceitou o carinho de Maria. Fez-lhe bem porque ele estava precisando deste momento! Com isso, Jesus deixou Maria nos ensinar que a vida não é só uma corrida para “fazer bem”. Os momentos parados para simplesmente deleitar-se da presença de alguém, também, são essenciais para uma vida plena.

 

JOÃO 12:1-8 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

JESUS EM BETÂNIA

Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi ao povoado de Betânia, onde morava Lázaro, a quem ele tinha ressuscitado. Prepararam ali um jantar para Jesus. Marta ajudava a servir, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria pegou um frasco cheio de um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela derramou o perfume nos pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e toda a casa ficou perfumada. Mas Judas Iscariotes, o discípulo que ia trair Jesus, disse:

— Este perfume vale mais de trezentas moedas de prata. Por que não foi vendido, e o dinheiro, dado aos pobres?

Judas disse isso, não porque tivesse pena dos pobres, mas porque era ladrão. Ele tomava conta da bolsa de dinheiro e costumava tirar do que punham nela.

Então Jesus respondeu:

— Deixe Maria em paz! Que ela guarde isso para o dia do meu sepultamento. Os pobres estarão sempre com vocês, mas eu não estarei sempre com vocês.

sexta-feira, 6 de março de 2015

MOMENTS OF ENJOYMENT


“Leave her alone,” Jesus replied.
“It was intended
that she should save this perfume
for the day of my burial.
You will always have the poor among you,
but you will not always have me.”

John 12:7-8 (read 12:1-8) - NIV

 

Mary and Martha were sisters. They both loved Jesus. The difference between the two was the way in which they expressed their love. Marta was always practical, active, working in the kitchen and serving tables. Maria was dreamy and simply reveling in the presence of her beloved friend Jesus. Service and delight are two ways to express love.

Judas was calculating and politically correct. For him, Mary should not waste the expensive perfume by applying it to the feet of Jesus. It would be better to sell it and give the money to the poor.

Jesus put it all in the larger perspective of service, enjoyment and giving. They all have their time and place. This was the time and place for Maria to just enjoy the presence of Jesus by expressing her love and gratitude. There would be other opportunities to serve the poor.

In her activism, Martha complained about Mary and in his correctness Judas criticized her. But in her devotion and affection Maria did not require anything in return. She simply put herself at the feet of Jesus and caressed them with her precious perfume and hair.

When we simply accept the doctrines of religion and accept their rules we run the risk of losing the essential which is the dynamics of spontaneous love without demands. There may be more of a spirit of solidarity and spontaneity in a barroom than in a church meeting. Regulations can harm relationships. Structures with roles to be fulfilled can take the spontaneity out of a relationship. When the church acts as a billing system it can undermine the fellowship of faith. Similarly, marriage can become a system of requirements and can snuff out love, thus turning a possible paradise into a hell on earth.

With a mentality of limiting ourselves to usefulness we can lose the dimension of enjoyment and affection in our lives. There are parents who give everything to their children except their physical presence and care. They forget that shelter, clothing and toys are not everything. Play, presence and participation directly in the lives of children feed their soul. The body can be well maintained while the soul is starving. There are pastors who dedicate so much time to church duties that they don’t have time for the "congregation" that is in their own homes. It’s no wonder that many children of pastors, as adults, do not care about the church. She robbed them of their father!

With the brevity of life, moments of enjoyment are important. To stop and revel in these moments is not wasted time. These can be our best moments.

Jesus accepted the love of Mary. She did well, because he needed these moments of renewal! With this gesture Jesus let Mary teach us that life is not a race to earn merits but a time to enjoy each other. Stopping to simply revel in the presence of someone is also an essential for a full life.

 

JOHN 12:1-8 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

JESUS ANOINTED AT BETHANY

Six days before the Passover, Jesus came to Bethany, where Lazarus lived, whom Jesus had raised from the dead. Here a dinner was given in Jesus’ honor. Martha served, while Lazarus was among those reclining at the table with him. Then Mary took about a pint of pure nard, an expensive perfume; she poured it on Jesus’ feet and wiped his feet with her hair. And the house was filled with the fragrance of the perfume.

But one of his disciples, Judas Iscariot, who was later to betray him, objected, “Why wasn’t this perfume sold and the money given to the poor? It was worth a year’s wages.” He did not say this because he cared about the poor but because he was a thief; as keeper of the money bag, he used to help himself to what was put into it.

“Leave her alone,” Jesus replied. “It was intended that she should save this perfume for the day of my burial. You will always have the poor among you, but you will not always have me.”

domingo, 1 de março de 2015

A NÃO VIOLÊNCIA DE JESUS


Se o meu Reino fosse deste mundo,
os meus seguidores lutariam
para não deixar que eu fosse entregue...
...Foi para falar da verdade
que eu nasci e vim ao mundo.
Quem está do lado da verdade
ouve a minha voz.

João 18.36,37 (leia 18.33-37) – NTLH

 

Mesmo sendo agredido, Jesus nunca apelou para a violência. Ele teria razões de sobra para reagir com força. A sua vida estava em jogo. Não deixou seus seguidores pegar em armas para defendê-lo. Isto ficou claro quando interrogado por Pilatos. O reino de Pilatos era apoiado na violência do poder político e militar, o de Jesus, sustentado pela verdade que conduz à paz. Pilatos não conseguiu entender o que era verdade e não chegou a alcançar a paz. Seguiu o jogo da violência e entregou Jesus para ser crucificado.

O mundo continua ignorar a verdade e, consequentemente, lhe falta paz! Até as grandes religiões monoteístas desconhecem a verdade e são grandes fomentadoras de violência. Para vergonha dos “fieis”, a única grande religião que nunca promoveu conflitos armados é o budismo, condenado por aqueles que professam crer no Deus único. Parece que aqueles que não se preocupam em definir Deus são os que mais se aproximarem da prática de Jesus!...

O que é a verdade de Jesus? Viver o amor até suas últimas consequências!... Jesus preferiu morrer a pegar na força para se salvar. A meta de Jesus era viver o amor, não simplesmente sobreviver.

Amor e verdade são sinônimos, gêmeos. Usar a força para defender ou impor a verdade é contraditório, igual usar “estupro” para promover virgindade.

Ao substituir a vivência do amor pelo dogma e normas de conduta, o cristianismo caminhou pelos caminhos da violência. O amor não precisa de argumentos. Fala por si. Dogmas e leis precisam ser defendidos. Geram conflitos, divisões e rivalidades. Herdamos um cristianismo fragmentado onde é difícil reinar paz, mesmo entre irmãos e irmãs.

Nossa cultura é violenta, alicerçada na mentira que glorifica o mocinho que mata os bandidos. As redes de televisão passam filmes, diariamente, enfatizando a violência como meio de eliminar o mal. O cinema sempre tem em cartaz filmes, tipo “exterminador”. Nestes filmes, dezenas de pessoas morrem baleadas, esfaqueadas, golpeadas, queimadas, esmagadas e bombardeadas. O sangue corre livremente. Os videogames ensinam as crianças a matarem os adversários com eficiência. Sexo é ligado à violência. As pessoas que questionam esta tendência são vistas como anormais.

Na Internet, vi um roteiro de Jesus e o Exterminador. O exterminador nasceu, junto com Jesus, já feito homem, com a missão de proteger Jesus dos perigos. Ele fuzilou os soldados que foram prender Jesus e invadiu a última ceia para assassinar Judas, antes dele trair Jesus. Ignorava os protestos de Jesus que ele estava só atrapalhando o plano divino. Para cumprir a sua missão, Jesus tinha que arrancar a metralhadora da sua mão: --uma sátira da militância religiosa que tenta impor a justiça!...

Até que ponto estamos conseguindo ouvir a voz de Jesus no meio do barulho ensurdecedor da violência generalizada? A nossa cultura competitiva aprimora a sobrevivência. É mais difícil ouvir do Mestre, a mensagem de amor e solidariedade, tão contrária aos valores de hoje. Mas, no meio da turbulência, será possível ouvir a voz de Jesus e alcançar a paz da verdade?

 

JOÃO 18:33-37 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE (NTLH)

Pilatos tornou a entrar no palácio, chamou Jesus e perguntou:

— Você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

— Esta pergunta é do senhor mesmo ou foram outras pessoas que lhe disseram isso a meu respeito?

— Por acaso eu sou judeu? — disse Pilatos. — A sua própria gente e os chefes dos sacerdotes é que o entregaram a mim. O que foi que você fez?

Jesus respondeu:

— O meu Reino não é deste mundo! Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus seguidores lutariam para não deixar que eu fosse entregue aos líderes judeus. Mas o fato é que o meu Reino não é deste mundo!

— Então você é rei? — perguntou Pilatos.

— É o senhor que está dizendo que eu sou rei! — respondeu Jesus. — Foi para falar da verdade que eu nasci e vim ao mundo. Quem está do lado da verdade ouve a minha voz.