domingo, 26 de abril de 2015

PARAÍSO PERDIDO


E todos continuavam firmes,
seguindo os ensinamentos dos apóstolos,
vivendo em amor cristão,
partindo o pão juntos e fazendo orações.

Atos 2.42 – (leia 2.42-47) – NTLH

 

O Livro de Gênesis no Antigo Testamento retrata o início da humanidade no Jardim do Éden, um verdadeiro paraíso. Tudo era perfeito: sem morte, sem dor, alimentação sem gastar suor, sem frio que necessitasse cobertor e todas as tardes um passeio no Jardim com o Criador!... Não existia fome, cansaço, tristeza ou desarmonia. Tudo era o oposto do que veio depois e existe até hoje. Todos os esforços para recriar paraísos têm sido frustrados ao longo da história. Os “paraísos” sempre se transformam em “infernos”.

O Livro de Atos dos Apóstolos no Novo Testamento retrata, também, um paraíso, o Jardim do Éden da Igreja. Os irmãos viviam em união numa solidariedade fantástica, repartindo entre si todos os seus bens. Comiam juntos em suas casas com alegria e humildade. Ninguém passava necessidade. Louvavam a Deus por tudo. A vida fraternal era admirada pela população geral e muitas pessoas se ajuntavam à comunidade dos crentes.

Como no paraíso de Gênesis, aquela igreja acabou em pouco tempo e nunca mais voltou a existir. Todas as tentativas de restaurá-la têm sido frustradas, criando divisões e ainda mais, afastamento do seu ideal. A honestidade nos leva a afirmar que as igrejas que existem hoje são o oposto daquela primeira comunidade registrada nos Atos dos Apóstolos. Hoje existe na igreja: orgulho, rivalidade, competição, rejeição, desunião, indiferença, desconfiança e oportunismo.

Eis aqui o nosso desafio: viver o Reino de Deus onde o egoísmo impera nas suas formas mais variadas, até com a aparência de piedade.

Todas as instituições têm por finalidade promover o bem estar do ser humano. Ao mesmo tempo, todas, inclusive as religiosas e beneficentes, oferecem palcos perfeitos para a autopromoção. Há sempre grande busca para os postos mais elevados, seja: presidente do partido político ou episcopado da igreja. Lugares que oferecem maiores vantagens são os mais disputados. Nunca vi pessoas brigarem pelo privilégio de “limpar banheiros”, mas canso de ver disputas ferozes pelas altas posições na igreja. É uma honra ficar no primeiro lugar e uma desgraça ficar no último, inclusive na igreja. A igreja teve o privilégio de ouvir as palavras de Jesus, “Os últimos serão os primeiros”. Com esta dinâmica de disputa pelas vantagens, instituições, inclusive igrejas, se tornam anti-Reino.

O nosso texto oferece uma frase chave de como viver o Reino em qualquer ambiente: “vivendo em amor”. O “viver em amor” busca solidariedade. Havia o espírito de repartir com os outros de acordo com as suas necessidades. Subir à custa dos outros seria o oposto. A humildade faz parte do amor. Julgarmo-nos melhores do que os outros e acharmos que Deus está mais ao nosso lado do que do lado dos outros também é anti-Reino! Os cristãos são campeões em condenar outras religiões, achando que só eles têm razão. A alegria, também fruto do amor, é contagiosa e demonstra que a vida vence as dificuldades que aparecem pelo caminho. Louvor é gratidão, vem do reconhecimento que Deus é gracioso, nos abençoando muito além dos nossos merecimentos. Essas qualidades fazem com que o Reino de Deus seja uma esperança, transformando-nos em sal e luz.

 

ATOS 2:42-47. – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.

A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS

Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso todas as pessoas estavam cheias de temor. Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham. Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um. Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade. Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

PARADISE LOST


They devoted themselves
to the apostles’ teaching and to fellowship,
to the breaking of bread and to prayer.

Acts 2:42 (read 2:42-47) – NIV


The Book of Genesis in the Old Testament portrays the beginning of mankind in a paradise which is described as the Garden of Eden. Everything was perfect: no death, no pain, no sweat, no toil, no cold that needed a blanket and every afternoon there was a walk in the garden with the Creator. There was no hunger, no tiredness, no sadness or disharmony. Everything was the opposite of what came later and still prevails today. All efforts to recreate havens have been frustrated throughout history. The "heavens" always morph into "hells".

The Book of Acts in the New Testament portrays also a “Garden of Eden” which was the Church where brothers and sisters lived together in solidarity by pooling all of their assets. They ate together in their homes with joy and humility. Nobody suffered privation. They praised God for everything. The fraternal life was so admired by the general public that many people flocked to the community of believers.

Just as in the paradise of Genesis, that paradisiacal church had a short life and disappeared forever. All attempts to restore it have been frustrated by the creation of new divisions and ever drifting further and further away from this ideal. Honesty leads us to affirm that the churches that exist today are the opposite of that which was first recorded in the Acts of the Apostles. In the church of today there are pride, rivalry, competition, rejection, disunity, indifference, suspicion and opportunism which accompany the good that it is able to do.

Our challenge today is to live the Kingdom of God where selfishness reigns in its various forms and even disguises itself as a form of piety.

The intended purpose of all institutions is to enhance the well-being of humanity. But at the same time all institutions, including both religious and charitable, offer perfect stages for self-promotion. There is always great quest after the “highest” positions, whether in a political party or a counsel of bishops in a church. Positions that offer the most advantages are the most sought after. I've never seen people quarrel over the privilege of cleaning bathrooms, but I am tired of seeing fierce competition for high positions in the church. Even in the church, it is an honor to be in first place and humiliating to be the least. The bishop is mightier than the janitor. The church has the privilege of hearing the words of Jesus: "The last shall be first and the last shall be first", but those words don’t seem to soak in. With this dispute for advantages even churches, become anti-Kingdom.

Our text shows that the key to how to live the Kingdom in any environment is "solidarity" (They had everything in common.). Solidarity is the spirit of sharing with others according to their needs. Living at the expense of others would be the opposite. Humility is also a part of solidarity. Thinking that we are better than others and that God is on our side more than on their side is also anti-Kingdom. Christians are champions in condemning other religions, believing that only they are right.

Joy is also the fruit of solidarity and is contagious. It shows that we can overcome the difficulties that appear along the way. Praise is a form of joy that comes from the recognition that God is gracious and blesses us beyond our merits. These qualities can show that the Kingdom of God is hope and can transform us into salt and light.


ACTS 2:42-47 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

THE FELLOWSHIP OF THE BELIEVERS

They devoted themselves to the apostles’ teaching and to fellowship, to the breaking of bread and to prayer. Everyone was filled with awe at the many wonders and signs performed by the apostles. All the believers were together and had everything in common. They sold property and possessions to give to anyone who had need. Every day they continued to meet together in the temple courts. They broke bread in their homes and ate together with glad and sincere hearts, praising God and enjoying the favor of all the people. And the Lord added to their number daily those who were being saved.

domingo, 19 de abril de 2015

LIXO E SALVAÇÃO


...este Jesus que vocês crucificaram
é aquele que Deus tornou Senhor e Messias.

Atos 2.36 (leia 2.14-41) – NTLH

As maravilhas da tecnologia estão criando um mundo de descartáveis: latas, garrafas, caixas de papelão, sacos de plástico ou papel, isopor, etc. Mesmo artigos de consumo: calçados, celulares, relógios digitais, rádios e outros aparelhos eletrônicos pequenos são jogados fora quando estragam. O conserto ou reforma fica mais caro do que comprar novo.

Esta tendência não se refere apenas a objetos inanimados. O meio ambiente, que levou bilhões de anos para se formar, está sendo ignorantemente descartado. Matas e áreas verdes estão caindo vítimas de ganância e exploração comercial. Nada está sendo colocado como reposição. O nosso consumismo crescente está destruindo recursos cada vez menos abundantes. O homem descarta o universo que nos sustenta!...

O ser humano, também, está sendo descartado. Nosso sistema sócio/econômico sacrifica uns em benefício de outros. Um número minoritário, pelo controle das riquezas, mantém a maioria em estado de pobreza relativa. Desta maioria, milhões de seres humanos vivem na mais absoluta miséria subumana.

Jesus foi descartado. Era insignificante em termos da cultura da sua época. Vivia à margem da sociedade, de origem bem humilde e sem nenhum poder político ou econômico. Tinha somente um grupo pequeno e instável de seguidores e de pouca expressão. Dispensável, seria uma vítima perfeita para os poderosos usarem para se proteger e satisfazer as frustrações das massas.

As aparências enganam. Na realidade, os destruidores se destruíam – jogando fora a sua própria salvação. O Jesus, que julgavam inexpressivo, era a salvação!...

A humanidade, inclusive em nossa cultura, não mudou em nada. Continua jogando fora a salvação de muitas maneiras e em todos os níveis. Praticamos uma religião exclusivista e egoísta que visa somente a “nossa salvação”. Pela nossa preocupação conosco mesmos, ficamos alheios à vida comunitária e política. Deixamos o mundo à sua própria sorte enquanto defendemos os nossos interesses. É a nossa maneira de descartar o mundo e jogar fora os outros. Mas, ao jogarmos fora a vida de alguns, jogamos fora a vida de todos, inclusive a nossa. A nossa maneira branda de rejeitar Jesus, ao ignorar os princípios do Reino, deixando de viver a justiça e amor, empurra o mundo ainda mais para o abismo.

Qual é o caminho da salvação? Pedro apontou o arrependimento. Os ouvintes de Pedro eram pessoas boas e religiosas, iguais a nós. Os “bons” precisam de arrependimento mais do que os outros. Não são conscientes que a sua espécie de religiosidade faz parte do problema. O arrependimento pode transformar a nossa maneira de praticar a fé.

 

ATOS 2:14-41 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

A MENSAGEM DE PEDRO

Então Pedro se levantou, junto com os outros onze apóstolos, e em voz bem alta começou a dizer à multidão:

— Meus amigos judeus e todos vocês que moram em Jerusalém, prestem atenção e escutem o que eu vou dizer! Estas pessoas não estão bêbadas, como vocês estão pensando, pois são apenas nove horas da manhã. O que, de fato, está acontecendo é o que o profeta Joel disse:

“É isto o que eu vou fazer

    nos últimos dias — diz Deus —:

Derramarei o meu Espírito

    sobre todas as pessoas.

Os filhos e as filhas de vocês

    anunciarão a minha mensagem;

os moços terão visões,

    e os velhos sonharão.

Sim, eu derramarei o meu Espírito

    sobre os meus servos e as minhas servas,

e naqueles dias eles também anunciarão

    a minha mensagem.

Em cima, no céu, farei com que apareçam

    coisas espantosas;

e embaixo, na terra, farei milagres.

Haverá sangue, e fogo,

    e nuvens de fumaça;

o sol ficará escuro,

e a lua se tornará cor de sangue,

antes que chegue o grande e glorioso

    Dia do Senhor.

Então todos os que pedirem

    a ajuda do Senhor serão salvos.”

Pedro continuou:

— Homens de Israel, escutem o que eu vou dizer. Deus mostrou a vocês que Jesus de Nazaré era um homem aprovado por ele. Pois, por meio de Jesus, Deus fez milagres, maravilhas e coisas extraordinárias no meio de vocês, como vocês sabem muito bem. Deus, por sua própria vontade e sabedoria, já havia resolvido que Jesus seria entregue nas mãos de vocês. E vocês mesmos o mataram por mãos de homens maus, que o crucificaram. Mas Deus ressuscitou Jesus, livrando-o do poder da morte, porque não era possível que a morte o dominasse. Pois Davi disse a respeito de Jesus o seguinte:

“Eu via sempre o Senhor comigo

    porque ele está ao meu lado direito,

    para que nada me deixe abalado.

Por isso o meu coração está feliz,

e as minhas palavras são palavras

    de alegria;

e eu, um ser mortal, vou descansar

    cheio de esperança,

pois tu, Senhor, não me abandonarás

    no mundo dos mortos.

Eu tenho te servido fielmente,

e por isso não deixarás

    que eu apodreça na sepultura.

Tu me tens ensinado os caminhos

    que levam à vida,

e a tua presença me encherá de alegria.”

E Pedro disse mais isto:

— Meus irmãos, eu preciso falar claramente com vocês a respeito do patriarca Davi. Esse grande líder morreu e foi sepultado, e o seu túmulo se encontra aqui até hoje. Ele era profeta e sabia que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes seria rei, como ele.  Davi sabia o que Deus ia fazer e por isso falou a respeito da ressurreição do Messias. Davi disse:

“Ele não foi abandonado

    no mundo dos mortos,

nem o seu corpo apodreceu na sepultura.”

Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas disso. Pois Jesus foi levado para sentar-se ao lado direito de Deus, o seu Pai, o qual lhe deu o Espírito Santo, como havia prometido. E Jesus derramou sobre nós esse Espírito, conforme vocês estão vendo e ouvindo agora. Pois Davi não subiu para o céu, mas ele mesmo afirmou:

“O Senhor Deus disse ao meu Senhor:

‘Sente-se do meu lado direito,

até que eu ponha os seus inimigos

    como estrado debaixo dos seus pés.’ ”

Todo o povo de Israel deve ficar bem certo de que este Jesus que vocês crucificaram é aquele que Deus tornou Senhor e Messias.

Quando ouviram isso, todos ficaram muito aflitos e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos:

— Irmãos, o que devemos fazer?

Pedro respondeu:

— Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para que os seus pecados sejam perdoados, e vocês receberão de Deus o Espírito Santo. Pois essa promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, isto é, para todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar.

Pedro continuou a dar o seu testemunho e, com muitas outras explicações, procurou convencê-los, dizendo:

— Saiam do meio dessa gente má e salvem-se!

 Muitos acreditaram na mensagem de Pedro e foram batizados. Naquele dia quase três mil se juntaram ao grupo dos seguidores de Jesus.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

TRASH AND SALVATION


God has made this Jesus,
whom you crucified,
both Lord and Messiah.

Acts 2:36 (read 2.14-41) - NIV

The wonders of technology are creating a disposable world with cans, bottles, cardboard boxes, plastic or paper bags and Styrofoam being only a few examples of things trashed after being used. Even consumer items such as: shoes, digital clocks, radios and other small electronic devices are thrown away when they either break, need fixing or just get out dated. Repair or renovation is more expensive than buying new.

This trend does not only refer to inanimate objects. The environment, which took billions of years to form, is being ignorantly trashed. Forests and green areas are falling victims to greed and commercial exploitation. Very little is being placed on reserve. Our growing consumerism is destroying what were once abundant resources. We are destroying our Mother Earth who sustains us.

People, too, are being trashed. Our socio/economic system is sustained by the sacrifice of human beings. A very small minority controls almost all of the riches and keeps most of humanity in relative poverty. Billions of people are condemned to eke out their living in subhuman conditions of extreme poverty.

Jesus was trashed. He was insignificant in terms of the culture of his time. He lived on the margins of society, was of humble origin and was without any political or economic power. He had only a small and unstable group of followers who had little economic or social expression. He was disposable and was a perfect victim for the powerful to use to protect themselves and to satisfy the frustrations of the masses.

The biblical passage that is cited at the beginning of this text (independent of any theological interpretation) is a symbol of our present age. Appearances can be deceiving. In fact, we are trashing much of that which is essential for the welfare and even the salvation of our heirs. Our last Will and Testament is a Will of Death. In the cited text, Jesus who was thought to be expressionless and disposable was really a means of salvation.

Humanity has not changed throughout the centuries. We continue to throw away our salvation in many ways and at all levels. We practice an exclusive and selfish religion that seeks only our own immediate “salvation" or maybe some salvation in the “sweet bye and bye”. Our concern for ourselves is unrelated to community life and political and economic policy. We leave the world to its own devices while we defend our own little interests. We tolerate violence and injustice not realizing that the destruction of others will eventually come home to us and make us the victims of ourselves.

To discard the lives of some is to throw away the lives of everyone, including our own. This is the modern way of rejecting Jesus and ignoring the principles of the Kingdom which is motivated by love and compassion. By closing our hearts to the outcasts of our society: the minorities, the poor, the sick, the immigrants (both documented and undocumented) and to all who have been marginalized by our society we are pushing the world further into the abyss.

What is the way of salvation? Peter pointed to repentance (changing direction). The listeners of Peter were good people and religious, just like us. The "good" need to change their ways more than others, because we are not aware that our kind of religion is part of the problem. Repentance means changing the way we practice our faith. The Gospel should become a style of life and not a system of belief. Living the Gospel, not believing the Gospel, is the true way of salvation. True belief includes commitment.

 

ACTS 2:14-41 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

PETER ADDRESSES THE CROWD

Then Peter stood up with the Eleven, raised his voice and addressed the crowd: “Fellow Jews and all of you who live in Jerusalem, let me explain this to you; listen carefully to what I say. These people are not drunk, as you suppose. It’s only nine in the morning! No, this is what was spoken by the prophet Joel:

“‘In the last days, God says,

    I will pour out my Spirit on all people.

Your sons and daughters will prophesy,

    your young men will see visions,

    your old men will dream dreams.

Even on my servants, both men and women,

    I will pour out my Spirit in those days,

    and they will prophesy.

I will show wonders in the heavens above

    and signs on the earth below,

    blood and fire and billows of smoke.

The sun will be turned to darkness

    and the moon to blood

    before the coming of the great and glorious day of the Lord.

And everyone who calls

    on the name of the Lord will be saved.’

“Fellow Israelites, listen to this: Jesus of Nazareth was a man accredited by God to you by miracles, wonders and signs, which God did among you through him, as you yourselves know. This man was handed over to you by God’s deliberate plan and foreknowledge; and you, with the help of wicked men,[b] put him to death by nailing him to the cross. But God raised him from the dead, freeing him from the agony of death, because it was impossible for death to keep its hold on him. David said about him:

“‘I saw the Lord always before me.

    Because he is at my right hand,

    I will not be shaken.

Therefore my heart is glad and my tongue rejoices;

    my body also will rest in hope,

because you will not abandon me to the realm of the dead,

    you will not let your holy one see decay.

You have made known to me the paths of life;

    you will fill me with joy in your presence.

“Fellow Israelites, I can tell you confidently that the patriarch David died and was buried, and his tomb is here to this day. But he was a prophet and knew that God had promised him on oath that he would place one of his descendants on his throne. Seeing what was to come, he spoke of the resurrection of the Messiah, that he was not abandoned to the realm of the dead, nor did his body see decay. God has raised this Jesus to life, and we are all witnesses of it. Exalted to the right hand of God, he has received from the Father the promised Holy Spirit and has poured out what you now see and hear. For David did not ascend to heaven, and yet he said,

“‘The Lord said to my Lord:

    “Sit at my right hand

until I make your enemies

    a footstool for your feet.”

“Therefore let all Israel be assured of this: God has made this Jesus, whom you crucified, both Lord and Messiah.”

When the people heard this, they were cut to the heart and said to Peter and the other apostles, “Brothers, what shall we do?”

Peter replied, “Repent and be baptized, every one of you, in the name of Jesus Christ for the forgiveness of your sins. And you will receive the gift of the Holy Spirit. The promise is for you and your children and for all who are far off—for all whom the Lord our God will call.”

With many other words he warned them; and he pleaded with them, “Save yourselves from this corrupt generation.” Those who accepted his message were baptized, and about three thousand were added to their number that day.


 

domingo, 12 de abril de 2015

UM HOMEM CHAMADO LÍDIA


Uma daquelas mulheres que estavam nos ouvindo
era Lídia, uma vendedora de púrpura,
da cidade de Tiatira.
Ela adorava a Deus, e o Senhor abriu a mente dela
para que compreendesse o que Paulo dizia.
Ela e as pessoas da sua casa foram batizadas.
Depois Lídia nos convidou, dizendo:
“Venham ficar na minha casa,
se é que vocês acham que,
de fato, eu creio no Senhor.”
Assim ela nos convenceu a ficar na casa dela.

Atos 16.14-15 (leia 16.9-15) – NTLH

Paulo teve uma visão de um homem sem nome, chamando-o para ir à Macedônia. Mas o seu primeiro contato, ao chegar lá, foi com uma mulher chamada Lídia. Lucas, o autor de Atos, e Paulo, personagem principal da obra, eram filhos de uma cultura patriarcal. Em grande parte, ignoravam a participação feminina na história. Atos tem a característica masculina: colocar o evangelho em clima de confrontos, debates, proezas e violência com seus heróis e vilões masculinos. Lídia consegue furar o esquema e projetar o lado feminino do evangelho: acolhimento e hospitalidade! Paulo sabia argumentar, mas Lídia sabia acolher. Se não fossem as “Lídias”, a história da igreja seria outra.

Apesar da presença feminina ser a grande maioria nas igrejas de hoje, as mulheres continuam escondidas e se escondendo. As igrejas, com sua estrutura “patriarcal”, dão importância a autopromoção e manutenção de suas estruturas de poder. A espiritualidade feminina não dá importância a hierarquias. Suas prioridades são laços afetivos, relacionamentos e nutrição.

Certamente Lídia foi mencionada em Atos porque ela hospedou os homens, Paulo, Silas e Lucas. A mulher é colocada em destaque na igreja institucional a medida que ela contribui para manter o sistema. A igreja patriarcal restringe as mulheres, colocando a espiritualidade feminina em segundo plano. A espiritualidade masculina se impõe, criando estruturas opressivas que não deixam a espiritualidade feminina desabrochar.

Esta é a única passagem bíblica narrada na primeira pessoa do plural: nós embarcamos, chegamos, fomos, ficamos, saímos, pensávamos, sentamos e começamos. Em todo o resto da Bíblia, as narrações são contos. Lucas viu que Lídia apareceu e foi devidamente destacada. Embora sempre presentes e atuantes em Atos, as mulheres são colocadas em plano secundário.

Nos documentos da igreja esta tendência continua até hoje. Nas atas de concílios e outras reuniões administrativas, a mulher pouco aparece, deixando a impressão que a igreja é, na sua grande maioria, masculina!... Mas, entrando em contato direto com as igrejas locais, é evidente que a grande maioria é feminina e que as mulheres são o sustentáculo da instituição. É igual galinheiro: os galos cantam, mas as galinhas botam os ovos, chocam e criam os pintinhos. Glorificamos os “galos” e seus cantos que promovem submissão e conformismo.

Precisamos enxergar as “Lídias” e imitá-las. A alma do cristianismo é o espírito acolhedor feminino, não argumentos e estruturas masculinas. Os homens necessitam cultivar o espírito de “Lídia”.

ATOS 16:9-15 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

Naquela noite Paulo teve uma visão. Ele viu um homem da província da Macedônia, que estava de pé e lhe pedia: “Venha para a Macedônia e nos ajude!” Logo depois dessa visão, nós resolvemos partir logo para a Macedônia, pois estávamos certos de que Deus nos havia chamado para anunciar o evangelho ao povo dali.

EM FILIPOS: A CONVERSÃO DE LÍDIA

Nós embarcamos em Trôade e fomos diretamente para a ilha de Samotrácia. No dia seguinte chegamos ao porto de Neápolis. Dali fomos a Filipos, que é uma cidade do primeiro distrito da província da Macedônia e também colônia romana, onde ficamos vários dias. No sábado saímos da cidade e fomos para a beira do rio, pois pensávamos que ali devia haver um lugar de oração para os judeus. Sentamos e começamos a conversar com as mulheres que estavam reunidas lá. Uma daquelas mulheres que estavam nos ouvindo era Lídia, uma vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira. Ela adorava a Deus, e o Senhor abriu a mente dela para que compreendesse o que Paulo dizia. Ela e as pessoas da sua casa foram batizadas. Depois Lídia nos convidou, dizendo:

— Venham ficar na minha casa, se é que vocês acham que, de fato, eu creio no Senhor.

Assim ela nos convenceu a ficar na casa dela.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

A MAN NAMED LYDIA


One of those listening was a woman
from the city of Thyatira named Lydia,
a dealer in purple cloth.
She was a worshiper of God.
The Lord opened her heart
to respond to Paul’s message.
When she and the members
of her household were baptized,
she invited us to her home.
“If you consider me a believer in the Lord,”
she said,
“come and stay at my house.”
And she persuaded us.

Acts 16:14-15 (read 16:9-15) - NIV

Paul had a vision of an unnamed man calling him to go to Macedonia, but his first contact after he arrived there was with a woman named Lydia. Luke, the author of the Book of Acts and Paul who is its main character, were sons of a patriarchal culture which largely ignores the participation of women in society. Acts is largely a male book which puts the gospel in a climate of confrontations, debates, prowess and violence with males being the heroes and the villains. Lydia cuts through this scheme and shows the feminine side of the gospel which is hospitality. Paul knew how to debate, but knew Lydia knew how to welcome. Were it not for the "Lydias", church history would be different.

In spite of the presence of women being the majority in the churches today, they are still little represented in higher up administrative circles. Churches, with their "patriarchal" structures, attach importance to self-promotion and maintenance of power structures. Feminine spirituality does not care for hierarchies. Female priorities are emotional ties, relationships and sustenance.

Certainly Lydia was mentioned in Acts because she hosted men: Paul, Silas, and Luke. Women are highlighted in the institutional church to the extent that they help to maintain the system. The patriarchal church restricts the place of women by putting their spirituality in the background. Male spirituality serves to create oppressive structures which block the blossoming of feminine spirituality.

This is the only narration in the bible in the first person plural: we boarded, we arrived, we were, we left, we thought, we sat down and we started. Throughout the rest of the Bible, the stories are third person narratives. Lucas saw what Lydia did and duly highlighted it. Although always present and active in Acts, women are placed in the background.

Church documents reveal that this trend continues today. In the minutes of councils and other administrative meetings, women usually have secondary roles which give the impression that the church is primarily for men. But, coming into direct contact with local churches, it is clear that the vast majority is female and that women are the mainstay of the institution. It's like a hen house: the roosters crow, but the hens lay the eggs, hatch and care for the chicks. We glorify the "roosters" and their crowing which promotes submission and conformity.

We need to pay more attention to the "Lydias" and to imitate them. The soul of Christianity is the female welcoming spirit, not discourses and male structures. Men, too, need to cultivate the spirit of "Lydia".

 

ACTS 16:9-15 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

During the night Paul had a vision of a man of Macedonia standing and begging him, “Come over to Macedonia and help us.” After Paul had seen the vision, we got ready at once to leave for Macedonia, concluding that God had called us to preach the gospel to them.

LYDIA’S CONVERSION IN PHILIPPI

From Troas we put out to sea and sailed straight for Samothrace, and the next day we went on to Neapolis. From there we traveled to Philippi, a Roman colony and the leading city of that district of Macedonia. And we stayed there several days.

On the Sabbath we went outside the city gate to the river, where we expected to find a place of prayer. We sat down and began to speak to the women who had gathered there. One of those listening was a woman from the city of Thyatira named Lydia, a dealer in purple cloth. She was a worshiper of God. The Lord opened her heart to respond to Paul’s message. When she and the members of her household were baptized, she invited us to her home. “If you consider me a believer in the Lord,” she said, “come and stay at my house.” And she persuaded us.

domingo, 5 de abril de 2015

RESSUSCITADOS JÁ


Vocês ressuscitaram com Cristo.
Portanto,
ponham o seu interesse nas
coisas que são do céu,
onde Cristo está sentado
ao lado direito de Deus.
Pensem nas coisas lá do alto
e não nas que são aqui da terra.

Colossenses 3.1-2 (leia 3.1-4) – NTLH

Acostumamos a pensar na ressurreição como um fato no passado remoto (Jesus ressuscitou) ou como esperança lá longe no fim dos tempos (todos serão ressuscitados). Mas neste texto, Paulo trata da ressurreição como tema da atualidade – já ressuscitamos com Cristo. A ressurreição é tema da atualidade, tendo profundas implicações para a nossa vida diária.

A linguagem bíblica é poética, simbólica e mística. É do espírito e não da ciência, da alma e não da cabeça. É impossível entendê-la ao pé da letra. As figuras usadas representam realidades muito além de si mesmas. O céu onde Cristo está sentado ao lado de Deus não é um literal ponto no espaço. O céu é um estado, não lugar. É um estado muito além da nossa realidade. As coisas “lá do alto” e “aqui da terra” também não se referem aos objetos que se localizam fisicamente. Ambas: “as coisas lá do alto” e as coisas “aqui da terra”, são valores e não objetos.

Ao ressuscitar com Cristo, o nosso interesse passa a ser dirigido por outro sistema de valores, não imediatistas (aqui na terra), mas, visando ao bem estar de todos a longo prazo (lá do alto). "Aqui na terra" representa a gratificação imediata e "lá do alto" representa a gratificação adiada, visando o bem maior. Em Jesus deixamos de pensar somente em nós mesmos aqui, agora, e passamos a pensar em todos a longo prazo. A ressurreição nos tira da tirania do reino do egoísmo imediatisto e nos coloca como cidadãos do universo e do Reino de Deus. Não somos mais indivíduos isolados, cada um cuidando só de si mesmo.

Em nossa cultura, os maiores valores são os valores materiais. O material está acima do ser humano. O deus do materialismo se chama "lucro". Os maiores templos são os “shoppings”, os sacerdotes, balconistas e os evangelistas, propagandistas. A felicidade eterna é alcançada através de compras. Em tudo isto o ser humano é massacrado. A “glória” é o acúmulo de riquezas materiais e poder. A "glória" do mundo exalta prédios suntuosos, grandes monumentos, projetos vistosos, máquinas poderosas de guerra e tudo quanto é sinal de riqueza, poder e “status”.

As igrejas, também, são tentadas e entram na dança do materialismo. São induzidas a construírem templos e outros monumentos grandiosos e disputar estatísticas de grandeza. Esforçam-se para serem as "melhores" e as "mais perfeitas". O “sucesso” dos pastores é medido pela estatística. Não alcançar as metas orçamentárias é pior do que deixar a igreja alheia dos problemas sociais da sua comunidade. A prosperidade das igrejas é medida pelo seu movimento interno e não pelo seu engajamento social na sua comunidade local.

A ressurreição com Jesus nos leva à dimensão duma outra "glória". Que dimensão é esta? É a valorização do ser humano como objeto do amor! A "glória" da ressurreição é colocar os objetos do amor divino acima de tudo. Jesus desprezou o poder e a riqueza para alcançar os necessitados. A "glória" de Jesus são pessoas libertadas da escravidão do materialismo e do orgulho, servindo ao próximo.

COLOSSENSES 3.1-4 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

Vocês foram ressuscitados com Cristo. Portanto, ponham o seu interesse nas coisas que são do céu, onde Cristo está sentado ao lado direito de Deus.  Pensem nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra. Porque vocês já morreram, e a vida de vocês está escondida com Cristo, que está unido com Deus. Cristo é a verdadeira vida de vocês, e, quando ele aparecer, vocês aparecerão com ele e tomarão parte na sua glória.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

ALREADY RESURRECTED


Since…you have been raised with Christ,
set your hearts on things above,
where Christ is,
seated at the right hand of God.
Set your minds on things above,
not on earthly things.

Colossians 3:1-2 (read 3:1-4) - NIV

We usually think of the resurrection as something that happened in the remote past (Jesus arose) or as a faraway future hope in the end times when everybody will be resurrected. But in this text Paul treats the theme of our resurrection as of something that is a present reality which has already happened – “you have been raised with Christ”. The fact that we have already been raised with Christ should have profound implications for our daily lives.

Biblical language is poetic, symbolic and mystical. It is spirit, not science – symbolic, not literal. It is impossible to understand it literally. The figures that are used represent realities beyond themselves. Where Christ is seated next to God is not a literal point in space. Heaven is an inner reality, not a physically located place. The “things above" and the “earthly things" do not refer to objects that are physically located. Both: The “things above" and the “earthly things" are values, not objects.

If we have already been raised with Christ, our interests should now be directed toward another system of values. "Earthly things" represent our materialistic immediatism which gives us personal and physical gratification in the here and now. “From above” represents the long term values which promote collective wellbeing but do not always produce immediate results. The resurrection takes us from the tyranny of selfish immediatism and places us as citizens of the universe and of the Kingdom of God which is selfless and all inclusive. We are not isolated individuals, each one taking care only of himself or herself at the cost of others.

In our culture, the highest values are material. Human beings are valued according to the amount of wealth they possess. Profit is the god of materialism. The malls are our temples, the clerks are our priests and the advertisers are our evangelists. Eternal happiness is achieved through purchases. The accumulation of material wealth and power is heaven. Earthly heaven exalts sumptuous buildings, great monuments, flashy designs, powerful war machines and everything related to wealth, power, and status.

The churches, too, are tempted to enter into the dance of materialism. They feel pressure to show their greatness through magnificent buildings and play up statistics to show their achievements. The success of pastors is measured by financial and membership growth statistics instead of a positive impact on the quality of life of the members and of its surrounding community. Not to reach budget targets is worse than not reaching out to the needy. The prosperity of the churches is measured by their internal activities rather than their social engagement in their local communities. When I started out as a pastor my first church supervisor once counselled me to not forget that the two most important books of the Bible are Numbers and Acts if I were to be a successful pastor.

Being “raised with Christ” leads us to the dimensions of a "glory" that cannot be measured statistically. It takes us beyond the limits of: sectarianism, patriotism, legalism, petty biases, classism and racism. It unites us with all of humanity and connects us with the whole of creation. It has nothing to do with doctrines, dogmas and creeds but everything to do with living a life of unconditional love toward others in this world that is perishing because of the lack of love.

 

COLOSSIANS 3:1-4 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

LIVING AS THOSE MADE ALIVE IN CHRIST

Since, then, you have been raised with Christ, set your hearts on things above, where Christ is, seated at the right hand of God. Set your minds on things above, not on earthly things. For you died, and your life is now hidden with Christ in God. When Christ, who is your life, appears, then you also will appear with him in glory.