domingo, 31 de maio de 2015

A CRUZ OU A ESPADA


Pela sua morte na cruz,
Cristo destruiu a inimizade
que havia entre os dois povos.
Por meio da cruz,
ele os uniu em um só corpo
e os trouxe de volta para Deus.

Efésios 2.16-17 (leia 2.14-19) – NTLH

O livro de Gênesis relata que Deus escolheu Abraão para ser abençoado e se tornar bênção para todas as nações. Seus descendentes, os judeus, se julgavam herdeiros exclusivos das bênçãos divinas e achavam que o Deus Yahweh (ou Javé) era unicamente deles. Séculos depois, os seguidores de Jesus crucificado usurparam os judeus como Povo Escolhido, dizendo ser os verdadeiros herdeiros de Abraão, julgando-se os “únicos recipientes da graça divina”. Passados alguns séculos, apareceram outros herdeiros de Abraão, os muçulmanos, proclamando Alá ser o único Deus verdadeiro e Maomé seu último profeta.

Até hoje cada uma das três grandes religiões monoteístas afirma a exclusividade diante do Criador, chamando Deus por nome diferente para reforçar sua posição privilegiada.

O escritor da carta aos Efésios no Novo Testamento, judeu e cristão, trata da barreira levantada pelos judeus contra os não judeus. Afirma que em Cristo esta barreira não mais existe. Agora os gentios não são mais “estrangeiros”, nem “visitantes”. Fazem parte de uma só família. Também declara que foram anuladas: leis, mandamentos e regulamentos que faziam a separação. O mais importante era estar na “presença do Pai”.

O máximo que leis, mandamentos e regulamentos podem fazer é nos aproximar de Deus. Estar apenas “próximo” não é igual a estar na “presença”. O Espírito de Jesus coloca todos, os distantes e os próximos, junto com o Pai.

Com a passagem do tempo, os seguidores de Jesus formaram a Igreja e criaram novas leis, mandamentos e regulamentos, levantando novas barreiras de separação. Os muçulmanos seguiram o exemplo dos judeus e cristãos ao criar ainda outro conjunto de leis e normas.

Hoje, as separações são mais acentuadas do que nunca na história humana. Os fundamentalistas das três grandes religiões monoteístas estão fomentando conflitos de destruição mutuo, sem precedentes. Cada religião ignora as bases fundamentais da sua fé: justiça, graça e misericórdia. Muitas vezes os cristãos usam Jesus como pretexto para promover preconceito, desconfiança e inimizade. Hoje o mundo “cristão” possui a mais alta tecnologia de destruição em massa na história. A violência que os atritos geram está chegando a ponto de ameaçar a própria humanidade.

O desafio urgente da atualidade é recuperar o verdadeiro sentido do Espírito de Cristo, derrubar barreiras, recuperando a dimensão da cruz. Jesus convoca seus seguidores a tomarem a cruz, não a espada. Jesus representa a cruz, não a espada. A cruz nos leva à presença de Deus, a espada nos separa uns dos outros e nos afasta de Deus. A separação do outros também é separação de Deus. Viver a cruz é viver a justiça de Yahweh, a graça do Pai e a misericórdia de Alá.

A cruz de Jesus em nossa vida deve eliminar os credos da separação.

 

EFÉSIOS 2:14-19 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

Pois foi Cristo quem nos trouxe a paz, tornando os judeus e os não judeus um só povo. Por meio do sacrifício do seu corpo, ele derrubou o muro de inimizade que separava os judeus dos não judeus. Ele acabou com a lei, juntamente com os seus mandamentos e regulamentos; e dos dois povos formou um só povo, novo e unido com ele. Foi assim que ele trouxe a paz. Pela sua morte na cruz, Cristo destruiu a inimizade que havia entre os dois povos. Por meio da cruz, ele os uniu em um só corpo e os levou de volta para Deus. Assim Cristo veio e anunciou a todos a boa notícia de paz, tanto a vocês, os não judeus, que estavam longe de Deus, como aos judeus, que estavam perto dele. É por meio de Cristo que todos nós, judeus e não judeus, podemos ir, pelo poder de um só Espírito, até a presença do Pai.

Portanto, vocês, os não judeus, não são mais estrangeiros nem visitantes. Agora vocês são cidadãos que pertencem ao povo de Deus e são membros da família dele.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

THE CROSS OR THE SWORD


His purpose was to create in himself
one new humanity out of the two,
thus making peace,
and in one body
to reconcile both of them
to God through the cross,
by which
he put to death their hostility.
He came and preached peace
to you who were far away
and peace to those who were near.

Ephesians 2:15-17 (read 2:14-19) - NIV

 

The book of Genesis narrates that God chose Abraham to be blessed and to become a blessing to all nations. His descendants, the Jews considered themselves to be the unique heirs of divine blessings and thought that the God Yahweh (or Jehovah) was only for them. Centuries later, the followers of Jesus usurped the Jews as being God’s chosen people, claiming themselves to be the true heirs of Abraham and in judging themselves to be the exclusive recipients of divine grace. A few centuries later other heirs of Abraham, the Muslims, appeared on the scene proclaiming Allah to be the only true God and that Mohammed was his last prophet.

Each of the three great monotheistic religions continues to affirm exclusivity before the Creator, and each calls God by different name to strengthen its privileged position.

The writer of the Letter to the Ephesians in the New Testament, who was a Jewish Christian, wrote about the barriers between Jews and non-Jews. He stated that in Jesus these barriers no longer exist. Now the Gentiles are no longer "foreigners" or "wayfarers" but, also, a part of God’s family. He also states that the Jewish laws, commandments and regulations that made the separation are canceled. The most important thing is to be in the presence of the “Father”.

With the passage of time, the followers of Jesus formed the Church and created new laws, commandments and regulations, raising new barriers of separation. Later  the Muslims followed the example of the Jews and Christians by creating another set of laws and regulations when they came into being.

Today, the separations are greater than ever before in human history. The fundamentalists of the three great monotheistic religions are fueling conflicts which are leading to unprecedented mutual destruction. Each religious group ignores the fundamentals of its own faith such as: justice, mercy and peace. Often Christians use Jesus as a pretext to promote prejudice, distrust and enmity. Today the "Christian" world has the highest technology of mass destruction in history. The tension and violence that it is generating is now threatening the very existence of all of humanity.

Today's urgent challenge is to recover the true meaning of the Spirit of Jesus which breaks down barriers. Jesus called his followers to take up the cross, not the sword. The cross brings us into the presence of God while the sword separates us from each other and distances us from God. When we separate ourselves from others we also separate ourselves from God. Living the cross is to live the righteousness of Yahweh, the grace of the Father and the mercy of Allah.

The cross of Jesus in our life must eliminate the beliefs which cause separation.

 

EPHESIANS 2:14-19 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

For he himself is our peace, who has made the two groups one and has destroyed the barrier, the dividing wall of hostility, by setting aside in his flesh the law with its commands and regulations. His purpose was to create in himself one new humanity out of the two, thus making peace, and in one body to reconcile both of them to God through the cross, by which he put to death their hostility. He came and preached peace to you who were far away and peace to those who were near. For through him we both have access to the Father by one Spirit.

Consequently, you are no longer foreigners and strangers, but fellow citizens with God’s people and also members of his household.

domingo, 24 de maio de 2015

REPENSANDO PENTECOSTES


...todos ficaram muito admirados
porque cada um podia entender
na sua própria língua.

ATOS 2.6 (LEIA 2.1-11) – NTLH

 

Pentecostes sempre cativou a imaginação da Igreja. Apesar de o acontecimento ser mencionado na Bíblia apenas uma vez por Dr. Lucas, o Dia de Pentecostes ganhou lugar de destaque no calendário cristão. Tornou-se também, o ponto central dos grandes “avivamentos” dos séculos XVIII e XIX, culminando com os movimentos pentecostal e carismático dos séculos XX e XXI.

Com certeza, Lucas nunca imaginou que sua narração modesta dos eventos do Dia de Pentecostes serviria para transmitir conceitos contrários a sua mensagem central.

A mensagem central de Pentecostes é a universalização do Evangelho e a igualdade de todos diante de Deus. Foi um fenômeno que rompeu todas as barreiras: de nacionalismo porque estavam presentes pessoas de “todas as nações do mundo” e de linguagem porque todos ouviram na sua própria língua. Juntos receberam o mesmo dom de Deus. Em um só momento o Evangelho se tornou mundial. Esta mensagem é tão contrária à natureza humana que a Igreja não conseguiu sustentá-la.

Desde o início começaram a aparecer deturpações e distorções. Logo nasceu o elitismo espiritual e a fragmentação dentro da própria Igreja. A linguagem unificadora, entendida por todos, se transformou em “línguas estranhas”, entendidas somente por uma minoria de privilegiados. O que era uma solução por derrubar barreiras entre culturas e línguas diferentes se transformou em “problema” que separava pessoas que antes falavam a mesma língua! Paulo foi forçado a dedicar grandes trechos de suas cartas para combater as divisões criadas pelos desvios do pentecostismo de sua época. O pentecostismo anti-pentecostal continua a afligir a Igreja hoje.

O Pentecostes de Lucas é um convite para repensarmos a nossa postura e prática. A essência de Pentecostes é derrubar barreiras de todos os tipos que separam as pessoas. Podemos trabalhar as nossas próprias barreiras internas. Se a nossa religião nos dá motivo para nos afastarmos dos outros por eles serem diferentes na sua cultura religiosa, devemos repensar a nossa fé. Será que Deus está falando com eles numa linguagem que nós não conseguimos entender? Ao desrespeitarmos a religiosidade alheia, podemos estar desprezando as outras linguagens que Deus usa para falar conosco. O Pentecostes é deixar Deus falar para que cada um possa ouvir na sua própria língua.

 

ATOS 2:1-11 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

A VINDA DO ESPÍRITO SANTO

Quando chegou o dia de Pentecostes, todos os seguidores de Jesus estavam reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho que parecia o de um vento soprando muito forte e esse barulho encheu toda a casa onde estavam sentados. Então todos viram umas coisas parecidas com chamas, que se espalharam como línguas de fogo; e cada pessoa foi tocada por uma dessas línguas. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, de acordo com o poder que o Espírito dava a cada pessoa.

Estavam morando ali em Jerusalém judeus religiosos vindos de todas as nações do mundo. Quando ouviram aquele barulho, uma multidão deles se ajuntou, e todos ficaram muito admirados porque cada um podia entender na sua própria língua o que os seguidores de Jesus estavam dizendo. A multidão ficou admirada e espantada e comentava:

— Estas pessoas que estão falando assim são da Galileia! Como é que cada um de nós as ouvimos falar na nossa própria língua? Nós somos da Pártia, da Média, do Elão, da Mesopotâmia, da Judeia, da Capadócia, do Ponto, da província da Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia que ficam perto de Cirene. Alguns de nós são de Roma. Uns são judeus, e outros, convertidos ao Judaísmo. Alguns são de Creta, e outros, da Arábia. E como é que todos estamos ouvindo essa gente falar em nossa própria língua a respeito das grandes coisas que Deus tem feito?

sexta-feira, 22 de maio de 2015

RETHINKING PENTECOST



…a crowd came together in bewilderment,
because each one heard
their own language being spoken
Acts 2:6 (read 2:1-11) - NIV
 
Pentecost has always captivated the imagination of the Church. In spite of the fact that the event is mentioned only once in the Bible, the Day of Pentecost has won a prominent place in the Christian calendar. It also became the central point of the great "revivals" of the eighteenth and nineteenth centuries, culminating in the Pentecostal and charismatic movements of the twentieth and twenty-first centuries.

Certainly, Lucas never imagined that his modest narration of the Day of Pentecost would later serve to convey concepts contrary to its central message.

The central message of the Day of Pentecost is that all peoples are equal before God and that God speaks to everyone in his or her own language. It was a phenomenon that broke all national and linguistic barriers, because there were people there from “from every nation under heaven” who spoke many different languages, but everyone heard in his or her own language. Together they received the same message about the pouring out of the Spirit on all people.

But it was not long before misrepresentations and distortions started to appear. With the passage of time a language that everyone could understand morphed into an unintelligible jabbering called “speaking in tongues” that only a spiritual elite spoke and understood and which needed translators to interpret it to weaker believers. What was meant to be unifying became divisive. What was to be a solution for breaking down barriers between diverse cultures and languages became problem that separated people who spoke the same language. Paul was forced to spend large parts of his letters to counter divisions created by the pentecostalism deviations of his time. Pentecostalism continues to afflict the Church today.

Luke's Pentecost is an invitation to rethink our attitude and practice. The essence of Pentecost is to break down barriers of all types that separate people. We need to work on our own internal barriers. If our religion gives us motive for separating ourselves from the others because they are different from us in their religious orientation, we must rethink our faith. God may be speaking to them in a language that we cannot understand. When we run down someone else's religion we may be rejecting the other languages that God uses to speak to people who are different from us. The purpose of Pentecost is to recognize that God speaks to each one in his or her own language.

 

ACTS 2:1-11 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

THE HOLY SPIRIT COMES AT PENTECOST

When the day of Pentecost came, they were all together in one place. Suddenly a sound like the blowing of a violent wind came from heaven and filled the whole house where they were sitting. They saw what seemed to be tongues of fire that separated and came to rest on each of them. All of them were filled with the Holy Spirit and began to speak in other tongues as the Spirit enabled them.

Now there were staying in Jerusalem God-fearing Jews from every nation under heaven. When they heard this sound, a crowd came together in bewilderment, because each one heard their own language being spoken. Utterly amazed, they asked: “Aren’t all these who are speaking Galileans? Then how is it that each of us hears them in our native language? Parthians, Medes and Elamites; residents of Mesopotamia, Judea and Cappadocia, Pontus and Asia, Phrygia and Pamphylia, Egypt and the parts of Libya near Cyrene; visitors from Rome (both Jews and converts to Judaism); Cretans and Arabs—we hear them declaring the wonders of God in our own tongues!”

domingo, 17 de maio de 2015

AS BÊNÇÃOS DA DIVERSIDADE


Em um só corpo temos muitas partes,
e todas elas têm funções diferentes,
assim também nós,
embora sejamos muitos,
somos um só corpo por estarmos unidos com Cristo.
E todos estamos unidos uns com os outros
como partes diferentes de um só corpo.

Romanos 12.4-5 (leia 12.1-8) – NTLH

 

Paulo tocou numa realidade básica da nossa existência: a diversidade na unidade. Ele citou o corpo humano como exemplo. O corpo é um, mas tem muitos membros. Aplicou este conceito para a igreja como corpo de Cristo. Paulo fala do benefício da diversidade de dons na igreja e que cada um deve desenvolver o seu para o bem de todos os demais. A variedade reforça o corpo e o faz mais completo!

Este corpo a qual pertencemos não é somente a igreja, é toda a terra.

A própria criação nos ensina a diversidade na unidade. Pesquisas mostram que a natureza desenvolveu do simples para o complexo. Há 3.500.000.000 anos a vida teve seu início com células simples. Começaram surgir organismos multicelulares há um bilhão de anos. De lá para cá, com o vai e vem de catástrofes globais, a vida tomou formas cada vez mais complexas e sofisticadas. Os seres humanos estão entre os mais recentes a chegarem em cena. Fazemos parte e somos dependentes deste sistema complexo de biodiversidade.

Ultimamente, o ser humano está conseguindo reverter esta tendência de aumento de diversidade. Com a superpopulação e a industrialização, o meio ambiente (criação) está sendo devastado. Milhares de espécies de vida estão sendo extintas. O equilíbrio delicado estabelecido através dos milhões de milênios está sendo sistematicamente destruído. Usando a figura que o Apóstolo Paulo utilizou, o corpo humano: estamos destruindo este corpo do qual fazemos parte.

Há diversidade de religiões. Esta criação de Deus, também inclui as mais variadas manifestações espirituais da humanidade. A religiosidade faz parte da nossa genética e de uma forma ou outra é quase universal. A espiritualidade se manifesta em todas as culturas.

O Cristianismo e o Islamismo têm muita dificuldade em aceitar como válidas as manifestações de fé que são diferentes. Acham que Deus e a verdade só lhes pertencem. Querem converter todos a serem iguais a eles. Cada um se vê como o corpo inteiro do povo de Deus. Seria uma tragédia todos serem cristãos, ou muçulmanos, ou judeus, ou budistas, ou hindus, etc. O resultado seria estagnação e pobreza espiritual. Cada religião tem seus aspectos positivos.

Mas, eu me considero como membro, também, de um corpo muito maior do que o corpo de Cristo. Faço parte do corpo de toda a criação de Deus. Todos os seres humanos são irmãs e irmãos independentes de religião, nacionalidade ou grupo étnico e todas as outras espécies são parentas. Todos têm algo para contribuir para o bem estar da totalidade. O evangelho deve abranger toda a existência.

 

ROMANOS 12.1-8 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

A NOVA VIDA NO SERVIÇO DE DEUS

Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.

Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu. Porque, assim como em um só corpo temos muitas partes, e todas elas têm funções diferentes, assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo por estarmos unidos com Cristo. E todos estamos unidos uns com os outros como partes diferentes de um só corpo. Portanto, usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se o dom que recebemos é o de anunciar a mensagem de Deus, façamos isso de acordo com a fé que temos. Se é o dom de servir, então devemos servir; se é o de ensinar, então ensinemos; se é o dom de animar os outros, então animemos. Quem reparte com os outros o que tem, que faça isso com generosidade. Quem tem autoridade, que use a sua autoridade com todo o cuidado. Quem ajuda os outros, que ajude com alegria.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

THE BLESSINGS OF DIVERSITY


For just as each of us has one body
with many members,
and these members do not
all have the same function,
so in Christ we,
though many,
form one body,
and each member belongs
to all the others.

Romans 12:4-5 (read 12:1-8) - NIV

 

Paul touched on a basic reality of our existence: diversity in unity. He cited the human body as an example. The body is one but has many members. He applied this concept to the church as the body of Christ. Paul speaks of the benefit of the diversity of gifts in the church and that each must develop his or her own for the good of everyone else. Variety strengthens the body and lets it develop to its fullest.

I would like to extend this analogy further: this body to which we belong is not only the church but the whole world.

Earth itself teaches us diversity in unity. Research shows that nature has evolved from the simple to the complex. It has shown that over 3.5 billion years ago life began with simple cells. Multicellular organisms began to evolve about a billion years ago. Since then, with the coming and going of global catastrophes, life has taken on increasingly complex and sophisticated forms. Humans are among the latest to arrive on the scene. We are part of and depend on this complex biodiversity system.

But tragically humanity is now reversing this rich diversity which it has inherited. With super population and industrialization, the environment (God’s creation) is being devastated. Thousands of living species are going extinct. The delicate balance established by millions of millennia of development is being systematically destroyed. We are destroying this very body of which we all are a part.

There is a great diversity of human cultures and this produces a countless variety of religions. Religiosity is part of our genetic makeup and in, one way or another, is almost universal. Spirituality is expressed in all cultures – each in its own unique way.

Judaism, Christianity and Islam have a hard time accepting as valid the many expressions of faith that are different from theirs. Each one limits its own interpretation of God and of truth as being universal and unique. They want to convert everyone to be like them. Each one sees itself as the whole, isolated body of the people of God. It would be a tragedy if everyone were Christian, or Muslim, or Jew, or Buddhist, or Hindu, etc. The result would be stagnation and spiritual poverty. Each religion has its positive aspects and has something it can learn from others as well as share with others.

I consider myself as belonging to the whole body of humanity and that everyone is my sister or brother independent of her or his religion or lack thereof. We all come from the same universal womb. I seek to use my gifts in a way as to contribute to the welfare of everyone else, including the other species that God has placed here to coexist along with me.

 

ROMANS 12:1-8 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

A LIVING SACRIFICE

Therefore, I urge you, brothers and sisters, in view of God’s mercy, to offer your bodies as a living sacrifice, holy and pleasing to God—this is your true and proper worship. Do not conform to the pattern of this world, but be transformed by the renewing of your mind. Then you will be able to test and approve what God’s will is—his good, pleasing and perfect will.

HUMBLE SERVICE IN THE BODY OF CHRIST

For by the grace given me I say to every one of you: Do not think of yourself more highly than you ought, but rather think of yourself with sober judgment, in accordance with the faith God has distributed to each of you. For just as each of us has one body with many members, and these members do not all have the same function, so in Christ we, though many, form one body, and each member belongs to all the others. We have different gifts, according to the grace given to each of us. If your gift is prophesying, then prophesy in accordance with your faith; if it is serving, then serve; if it is teaching, then teach; if it is to encourage, then give encouragement; if it is giving, then give generously; if it is to lead,[b] do it diligently; if it is to show mercy, do it cheerfully.

domingo, 10 de maio de 2015

DEUS MÃE - DEUS PAI


Assim Deus criou os seres humanos.
Ele os criou parecidos com Deus.
Ele os criou homem e mulher.

Gênesis 1.27 (leia 1.1-19) – NTLH

Qual é a imagem de Deus? Este versículo indica que a imagem de Deus é a sexualidade. Sendo criados à imagem de Deus, os seres humanos foram criados homem e mulher. Para entendemos melhor esta colocação, preciso definir o que entendo por sexualidade. Sexualidade é muito mais do que o simples “transar”; inclui características femininas e masculinas da personalidade humana, também fora do ato sexual.

As características femininas pesam mais para o lado de, igualdade nutrição, parceria, caridade, inclusão, colaboração, intuição e a aceitação de sentimentos. Em contraste as características masculinas inclinam para a ordem hierárquica, lógica, competição, exclusão e medo de sentimentos. Mas, nesta história do primeiro capítulo de Gênesis, o que se destaca são duas qualidades: trazer o universo à existência (dar à luz – gerar a vida = feminina) e organizar o que foi feito (ordenar – manipular = masculino).

Até seis mil anos atrás o conceito da divindade era feminino. Não existiam deuses, apenas deusas. Misteriosamente a vida brotava da terra e do feminino. A Terra foi personificada como a deusa-mãe que gerava todos os seres e os recebia de volta ao seu ventre. O conceito da paternidade chegou muito depois seguido pelo domínio masculino na estrutura social. O Antigo Testamento reflete a ascendência masculina, mas este texto do primeiro capítulo conserve o lado feminino da divindade.

Mas no segundo capítulo de Gênesis o nome de Deus foi mudado de Elohim (plural) para Javé (masculino singular), e o lado feminino foi excluído. Nos tempos primordiais o feminino foi destacado, mas a religião judaica o desprezou, colocando o feminino como quase sub-humano. O cristianismo continuou a marginalização da mulher e o islamismo ainda mais. Até hoje em nossa cultura a mulher é descriminada e as atividades femininas menos valorizadas do que as masculinas.

Para a maioria da nossa cultura Deus é Ele, não Ela. Para compensar esta discriminação os católicos têm a sabedoria de cultuar a feminidade de Deus na pessoa de Maria e acham que a Mãe de Deus é mais acessiva do que “aquele velho lá em cima no trono”. Os protestantes são órfãos de mãe.

Sendo que a primeira experiência de todos nós foi o corpo feminino: gestação no útero, amamentação no peito e abraços carinhosos, o feminino é muito mais íntimo do que o masculino. O nosso preconceito coloca uma barreira, impedindo o uso do termo “Deusa”. Porque a divindade não poderia ser Deusa e Deus ao mesmo tempo? O nome “Elohim” deixa esta porta aberta.

Qualquer tentativa de dogmatizar o divino erra ao reduzi-lo para caber dentro dos limites da nossa compreensão. Sem tentar fazer definições do divino eu posso experimentá-lo como Deusa/Deus ou Mãe/Pai. Deusa Mãe é tão válido como Deus Pai na experiência religiosa. Qualquer dogma não passa de idolatria. O divino é além de qualquer definição. A nossa primeira experiência da vida é a mãe. O pai vem depois.

GÊNESIS 1:26-27 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

Aí ele disse:

— Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como nós, que se parecerão conosco. Eles terão poder sobre os peixes, sobre as aves, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre os animais que se arrastam pelo chão.
Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

MOTHER GOD – FATHER GOD


So God created mankind in his own image,
    in the image of God he created them;
    male and female he created them.

Genesis 1:27 (read 1:26-27) - NIV

What is the image of God? This verse indicates that the image of God is sexuality. God duplicated His image by creating human beings as male and female. To better understand this statement, I must define what I mean by sexuality. Sexuality is much more than sexual activity. It includes the feminine and masculine characteristics of the human personality.

Feminine characteristics weigh more to the side of equality, nutrition, partnership, charity, inclusion, collaboration, insight and acceptance of emotions. In contrast masculine characteristics tend to the hierarchical order, logic, competition, exclusion and the supression of emotions ("Men don't cry").

The narration of the first chapter of Genesis brings out both qualities: - generating life (feminine), and organize what was done (masculine).

Up until about six thousand years ago human societies were matric centered and the concept of divinity was female. There were no gods, only goddesses. Life sprang mysteriously from the earth and the feminine. The earth was personified as the Mother Goddess who generates all beings and receives them back into her womb. The concept of fatherhood came much later and was followed by male dominance in the social structure. The Old Testament reflects male dominance, but the first chapter of Genesis retains the feminine side of divinity.

But in the second chapter of Genesis God's name was changed from Elohim (plural) to Yahweh (masculine singular), and the feminine side was deleted. In pre historical times the feminine side was predominant, but the patriarchal social structure, on which the Jewish religion is based, despised the feminine aspect and reduced it to almost sub-human. Christianity continued the marginalization of women and Islam carries the trend even further. Even today in our culture the feminine is discriminated against and women’s activities are less valued than men’s.

For most people in our culture God is He, not She. To compensate for this discrimination Catholics have the wisdom to worship the femininity of God in the person of Mary and think of the Mother of God as being easier to approach. Protestants reject Mary and are orphans of mother. That leaves them with that old man up there siting on that distant throne up there in the heavens.

The first experience of all of us was the female body. Our first nine months of life were spent in the uterus. We were then breast fed and received caring hugs and kisses. Our mothers fed, bathed, dressed and cared for us for the first years of our life. Mothers are much more intimate than fathers. In spite of this, our bias puts up a barrier and makes it difficult to refer to the Divine as "Goddess". Could not Divinity be Goddess and God at the same time? The name "Elohim" leaves this door open.

Any attempt to dogmatize the Divine shrinks it to fit within the limits of our understanding. Therefore, dogma is nothing more than idolatry. By putting our limited and often misleading dogmas aside, I can experience the Divine as Mother. I can pray, “My Mother, who engulfs me in your love…..” Our first experience in life was our mother. We came to know our father later.

GENESIS 1:26-27NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

Then God said, “Let us make mankind in our image, in our likeness, so that they may rule over the fish in the sea and the birds in the sky, over the livestock and all the wild animals,[a] and over all the creatures that move along the ground.”

So God created mankind in his own image,

    in the image of God he created them;
    male and female he created them.

domingo, 3 de maio de 2015

ESTÊVÃO, ONDE ESTÁS?


Enquanto eles atiravam as pedras,
Estêvão chamava Jesus, dizendo:
“Senhor Jesus, recebe o meu espírito!”
Depois, ajoelhou-se e gritou com voz bem forte:
“Senhor, não condenes esta gente
por causa deste pecado!”

Atos 7.69-70 – (leia 7.55-8.1) – NTLH

 

Os membros da Sinagoga dos Homens Livres provocaram a morte de Estêvão. Estêvão foi acusado de falar contra Moisés e contra Deus porque falou de Deus de maneira diferente da tradição da sinagoga. A fé dos membros da Sinagoga dos Homens Livres era baseada em uma estrutura de práticas religiosas e um sistema de crenças fixado há séculos. Qualquer mudança seria uma ameaça. Achavam que Jesus era uma ameaça aos costumes que eles idolatravam. Qualquer perigo deveria ser afastado. Era melhor destruir o herege, Estêvão, do que examinar seus valores. Não eram tão “livres” como professavam. Tinham medo de mudanças. O medo arrastou-os ao caminho da perseguição.

Estêvão não tinha medo de mudança, nem da morte. Sua vida havia sido radicalmente transformada e Jesus era a sua vida. Por isso ele representava perigo.

Perseguição é fruto de ameaça, imaginada ou verdadeira. O Rei Saul sentia-se ameaçado pelo jovem Davi e o perseguiu. Herodes, apos o nascimento de um novo rei anunciado pelos magos, mandou matar as crianças com idade abaixo de dois anos. O Império Romano perseguia os cristãos porque não reconheciam o César como Senhor.

Depois de três séculos, os cristãos não eram mais uma minoria perseguida. O Cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano. Virou moda. Os não cristãos passaram a ser perseguidos pelos cristãos. Tornou-se vantagem ser cristão!...

Vivemos hoje numa sociedade que a maioria professa a fé cristã, de uma forma ou outra. Ser cristão não é um ato de coragem. Mesmo assim, continuamos a admirar Estêvão. Ele é um dos heróis da nossa tradição cristã. Teve coragem de ser diferente, enfrentar perigo, de viver suas convicções sem medir o custo. Será que temos a mesma admiração pelos “Estêvãos” de hoje?

Condenamos os perseguidores de Estêvão. Mas, na prática, até que ponto somos semelhantes a eles? Até que ponto nós nos fechamos para com aqueles que representam uma ameaça para o nosso sistema de valores? Como é o nosso tratamento das minorias menos favorecidas? Qual a nossa atitude para com aqueles que são diferentes de nós na sua orientação sexual, os que praticam as religiões africanas, orientais, espiritualistas ou outras formas de cristianismo?

Saulo é outra figura na morte de Estêvão. Saulo não atirou nenhuma pedra, mas tomou conta das capas dos perseguidores. Concordou com os atos e teve uma participação passiva. Semelhante a Saulo, até que ponto participamos de um sistema de injustiça social que prejudica grandes segmentos da sociedade? Talvez uma grande maioria segure as capas dos exploradores políticos. Votamos em pessoas corruptas e não exigimos uma atuação digna dos nossos representantes. Ficamos passivos. Deixamos tudo ficar como está.

Pensamos na plenitude do Espírito Santo numa maneira exótica com sinais e maravilhas. Estêvão é um exemplo da plenitude no sentido bíblico, mas um exemplo que evitamos imitar. Estêvão faz falta hoje. Os “Estêvãos” da história são raros. Se um aparecesse hoje, já sabemos qual seria seu destino!

Estêvão, onde estás? Precisamos de ti hoje!!!

 

ATOS 7.55-8:1 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para o céu e viu a glória de Deus. E viu também Jesus em pé, ao lado direito de Deus. Então disse:

— Olhem! Eu estou vendo o céu aberto e o Filho do Homem em pé, ao lado direito de Deus.

Mas eles taparam os ouvidos e, gritando bem alto, avançaram todos juntos contra Estêvão. Depois o jogaram para fora da cidade e o apedrejaram. E as testemunhas deixaram um moço chamado Saulo tomando conta das suas capas. Enquanto eles atiravam as pedras, Estêvão chamava Jesus, dizendo:

— Senhor Jesus, recebe o meu espírito!

Depois, ajoelhou-se e gritou com voz bem forte:

— Senhor, não condenes esta gente por causa deste pecado!

E, depois que disse isso, ele morreu.

E Saulo aprovou a morte de Estêvão.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

STEPHEN, WHERE ARE YOU?


While they were stoning him,
Stephen prayed,
“Lord Jesus, receive my spirit.”
Then he fell on his knees and cried out,
“Lord, do not hold this sin against them.”

Acts 7:69-70 – (read 7:55-8.1) - NIV


The members of the Synagogue of Free Men stoned Stephen to death. Stephen was accused of speaking against Moses and against God, because he spoke of God in a different way than in what they did in their synagogue tradition. The faith of the members of the Free Men Synagogue was based on a structure of religious practices and a system of fixed beliefs that dated back for centuries. Any change would be a threat. They thought the preaching of the “Jesus Way” was a threat to their customs, and any danger should be removed. It was better to destroy the heretic, Stephen, than to examine their own values. They were not as "free" as they professed to be. They were afraid of change and to really examine what was being presented. Fear dragged them into the path of persecution and violence.

Stephen was not afraid of change, or of death. His life had been radically transformed, and Jesus was his life. He represented danger to those who thought differently.

Persecution happens when people feel real or imagined threats. King Saul felt threatened by the young David and persecuted him. Herod, after the birth of a new king was announced by the wise men, ordered the killing of all male children under the age of two. The Roman Empire persecuted Christians because they did not recognize Caesar as Lord, in contrast to “harmless” Christians who today make patriotism a part of their faith.

After three centuries Christians were no longer a persecuted minority. Christianity became the official religion of the Roman Empire and it became the “in” thing to be a Christian. Non-Christians and even alternate forms of Christianity were then denounced and persecuted by the “legal” Christians.

We now live in a society in which a majority professes the Christian faith, in one way or another. Being a Christian is not an act of courage. Even so, we continue to admire Stephen. He is a hero of our Christian tradition. He had the courage to be different, to face danger and to live his convictions without considering the cost. But, do we have the same admiration for the "Stephens" of today that go against our established traditions?

We condemn Stephen's persecutors, but to what extent are we like to them today? To what extent do we close ourselves off to those who pose a threat to our system of values? How do we treat disadvantaged minorities? What is our attitude towards those who are different from us in their sexual orientation and who practice religions different from ours?

Saul is another figure in the narration of Stephen's death. Saul did not throw any stones, but took care of the coats of the stoners. He consented to their acts and had a passive participation. Similar to Saul, to what extent do we participate in a social system of injustice that affects large segments of society? Perhaps a majority of us takes care of the coats of political exploiters. We vote for corrupt people and do not require a decent performance of our representatives who are bought out by a wealthy minority. We remain passive and let things go on as usual.

We think of the fullness of the Holy Spirit in an exotic way with signs and wonders. But Stephen is an example of fullness in the biblical sense. He is an example that we avoid imitating. Stephens are hard to find today. The "Stephens" of history are rare. If they would show up today we know what their fate would be.

Stephen, where are you today? We need you!!!


ACTS 7:55-8:1 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

But Stephen, full of the Holy Spirit, looked up to heaven and saw the glory of God, and Jesus standing at the right hand of God. “Look,” he said, “I see heaven open and the Son of Man standing at the right hand of God.”

At this they covered their ears and, yelling at the top of their voices, they all rushed at him, dragged him out of the city and began to stone him. Meanwhile, the witnesses laid their coats at the feet of a young man named Saul.

While they were stoning him, Stephen prayed, “Lord Jesus, receive my spirit.” Then he fell on his knees and cried out, “Lord, do not hold this sin against them.” When he had said this, he fell asleep.

And Saul approved of their killing him.