domingo, 24 de setembro de 2017

PROCURANDO O VIVO ENTRE OS MORTOS


Por que é que vocês estão procurando
entre os mortos quem está vivo?
Ele não está aqui,
mas ressuscitou.

Lucas 24.5b-6a (leia 24.1-12) – NTLH

De acordo com Lucas, no domingo bem cedo, algumas mulheres foram ao túmulo para cuidar do corpo de Jesus. Todas ficaram cheias de espanto ao encontrar o túmulo vazio! Lucas relata que, dentro do túmulo, dois homens apareceram à Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago e perguntaram: “-Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo?” e acrescentaram, “Ele não está aqui, mas ressuscitou”.

Independente da nossa interpretação da ressurreição, estas palavras têm um sentido muito profundo. O ser humano tem a tendência de buscar a vida em túmulos onde ela não mais existe.

Há uma frase latina, “rigor mortis”, que descreve a característica de um cadáver: rigidez (a rigidez da morte). A flexibilidade é característica da vida, rigidez, da morte. O corpo de uma criancinha é incrivelmente flexível. No curso da vida o corpo, lentamente, perde a flexibilidade. O idoso é menos ágil do que o jovem. Na morte, a rigidez se torna absoluta. A finalidade do túmulo é guardar corpos. A rigidez é norma.

Jesus não é encontrado nos túmulos. Existem muitos túmulos fora dos cemitérios. A religiosidade pode se tornar “túmulo” do espírito humano. Uma vez que ela promova a rigidez de dogmas, doutrinas e normas de conduta, tentando padronizar o ser humano, ela se torna “sepultura espiritual”. Qualquer grupo que se julga dono da verdade, que acha que todos os outros estão errados ou inferiores e que tenta moldar seus membros dentro de um padrão se torna um “jazigo espiritual”. Existem jazigos de tradicionais, conservadores, liberais, pentecostais, avivados, carismáticos, renovados, santificados, etc. Eles podem usar o nome de Jesus, chamando-o de Senhor, expulsando demônios e fazendo milagres, mas Jesus não está no meio deles e nem os conhece (Mateus 7.21-23). Qualquer rigidez é sinal da morte. Quem é vivo, sai. Os defuntos ficam.

A ressurreição é mais do que uma esperança de viver depois da morte. É uma realidade já, no presente!... É a libertação da rigidez da morte. Dá poder de transpor barreiras, agir espontaneamente, motivado pelo amor. É a libertação de ser escravo, cumprindo deveres diante de um deus exigente, para ser filho ou filha, curtindo o Papai (com coração de Mamãe) e trilhando novos caminhos. É o privilégio de aceitar todos como irmãs e irmãos, convivendo em solidariedade. É o privilégio de ser cidadão do Reino que inclui toda a criação como obra de Deus


Lucas 24:1-12 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

A RESSURREIÇÃO DE JESUS

No domingo bem cedo, as mulheres foram ao túmulo, levando os perfumes que haviam preparado. Elas viram que a pedra tinha sido tirada da entrada do túmulo. Porém, quando entraram, não acharam o corpo do Senhor Jesus e não sabiam o que pensar. De repente, apareceram diante delas dois homens vestidos com roupas muito brilhantes. E elas ficaram com medo, e se ajoelharam, e encostaram o rosto no chão. Então os homens disseram a elas:

— Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo? Ele não está aqui, mas foi ressuscitado. Lembrem que, quando estava na Galileia, ele disse a vocês: “O Filho do Homem precisa ser entregue aos pecadores, precisa ser crucificado e precisa ressuscitar no terceiro dia”.

Então as mulheres lembraram das palavras dele e, quando voltaram do túmulo, contaram tudo isso aos onze apóstolos e a todos os outros. Essas mulheres eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Estas e as outras mulheres que foram com elas contaram tudo isso aos apóstolos. Mas eles acharam que o que as mulheres estavam dizendo era tolice e não acreditaram. Porém Pedro se levantou e correu para o túmulo. Abaixou-se para olhar e viu somente os lençóis de linho e nada mais. Aí voltou para casa, admirado com o que havia acontecido.

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