quarta-feira, 8 de julho de 2009

A VITÓRIA DA CORAGEM

O rei, muito alegre,

mandou que tirassem Daniel da cova.

Assim ele foi tirado,

e viram que nenhum mal havia acontecido com ele,

pois havia confiado em Deus.

Daniel 6.23 (leia 6.12-28) – BLH

Será que a lição desta história é que se a gente confiasse em Deus nenhum mal nos aconteceria? Daniel escapou da boca dos leões, e os outros? Os milhares de cristãos dos primeiros séculos da era cristã que foram jogados aos leões nas arenas romanas por confiarem em Deus escaparam? Eles não confiaram e por isso foram devorados? A lição desta história de Daniel é outra e não essa? Será que Daniel era tão enjoado que nem os leões famintos agüentaram comê-lo? -- Brincadeira!...

O ponto principal da história é a CORAGEM e não a SORTE de Daniel. Uns escapam dos perigos, outros não. Estêvão não escapou do apedrejamento, mas Paulo algumas vezes escapuliu! Ambos tinham fé! Outro ponto da história: Deus ajuda, ajuda a escapar e viver com honra, ou a morrer com honra. O morrer ou o viver aqui são secundários. O principal fator é ter fé e coragem. Escapar ou não, nada tem com a fé da pessoa. A vitória da fé é a coragem da firmeza, não a sorte de escapar com vida.

terça-feira, 7 de julho de 2009

PALAVRAS ESCRITAS NA PAREDE

MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM.

E agora a explicação.

MENE quer dizer que Deus contou o número dos dias

do reinado do senhor e resolveu terminá-lo.

TEQUEL quer dizer que o senhor foi pesado na balança

e pesou muito pouco.

PARSIN quer dizer que o seu reino será dividido

e entregue aos medos e aos persas.

Daniel 5.25-28 (leia 5.1-6,13-14,16-17,23-28) - BLH

Até certo ponto, estas palavras estão sendo escritas na parede de todos nós pelas mãos divinas. Falam da nossa fragilidade e das nossas limitações no tempo e no espaço. MENE: Os nossos dias são contados nesta existência que agora conhecemos. Até agora ninguém ficou para sempre... TEQUEL: Em comparação com o peso do universo, nós pesamos pouco menos que um grão de areia nas praias dos mares! PERES: Tudo aquilo que construímos será um dia tirado de nós e passado para outros...

Não somos donos do nosso tempo ou das circunstâncias da vida. Tudo é dado, ou melhor: emprestado. Não há como nos agarrarmos a nada. Jesus acertou a nossa situação com a parábola dos talentos de ouro. As moedas de ouro não eram presentes mas objetos para serem administrados. O importante não era a moeda em si, mas o que cada um fez com aquilo que recebeu.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

UMA ORAÇÃO EXEMPLAR

Não retires de nós a tua misericórdia
por amor de Abraão, teu amigo,
e de Isaac, teu servo,
e de Israel, teu santo.

Daniel 3.35 (leia 3.25,34-43) – BLH

Três moços estavam numa situação drástica, condenados a serem queimados numa fornalha por não se ajoelharem diante de uma imagem de ouro. A esperança deles estava na misericórdia de Deus e foi para sua misericórdia que apelaram...

O perigo que o "trio" enfrentou era imediato e evidente. Hoje em dia todos enfrentamos perigos, às vezes não tão imediatos e não tão evidentes, mas de igual gravidade e certeza!

Perigos como: conseqüência da poluição, destruição do meio ambiente, lixo atômico armazenado que um dia escapará de seus depósitos espalhando a contaminação radioativa a todos os cantos da terra e prejudicará tudo que tem vida. A composição atmosférica alterada pela poluição industrial fará o clima da terra esquentar, provocando violentas alterações climáticas. O inverno nuclear ameaça matar a maior parte da humanidade, caso haja uso de armas nucleares. Todos nós, desde já, precisamos orar a oração do texto: - "Não retires de nós a tua misericórdia"!

domingo, 5 de julho de 2009

AS ESTÁTUAS DE OURO DE HOJE

E mesmo que o nosso Deus não nos salve,
o senhor pode ficar sabendo
que não prestaremos culto ao seu deus
nem adoraremos a estátua de ouro
que o senhor mandou fazer.

Daniel 3.18 (leia 3.14-20,46-50,91-92,95) – BJ

Os três moços desta passagem não eram imediatistas, tinham uma visão de longo alcance. A salvação, para eles, não era livrar-se de uma ameaça imediata de morte, mas, sintonizados com aquilo que é a base de toda a existência. Para os três moços, o Deus Iahweh era a fonte de toda a existência! Deveriam permanecer fiéis a Deus, independente das conseqüências imediatas. Viver ou morrer era secundário.

As igrejas e os movimentos religiosos também têm suas "estátuas de ouro". Querem que todos se ajoelhem e as adorem. Aqueles que recusam "entrar na onda" ficam "queimados". Às vezes, a "estátua de ouro" é um líder carismático, um "profeta" ou "profetisa"... Às vezes é um certo jeito de conduzir o culto: - com ou sem muito barulho, uma manifestação "espiritual", como línguas estranhas ou "profecias", ou algum modismo: dentes de ouro, arrebatamentos, etc. Rótulos podem tornar-se ídolos: conservador, tradicionalista, carismático, fundamentalista, wesleyana, calvinista, evangélica, protestante, católica, ortodoxa, etc.

A declaração bíblica, "Crê no Senhor Jesus e serás salvo", vai além de todas as limitações e categorias humanas criadas pela igreja ao longo dos séculos. A fé não precisa de ídolos, antigos ou modernos.

sábado, 4 de julho de 2009

TUDO PASSAGEIRO NESTE MUNDO

No tempo desses reis
o Deus do céu fará aparecer
um reino que nunca será destruído
nem será conquistado por outro reino.
Pelo contrário,
esse reino acabará com todos os outros
e durará para sempre.

Daniel 2.44 (leia 2.31-45) – BLH

Este texto faz parte da interpretação de um sonho do rei Nabucodonosor. A sua essência é que os nossos reinados, sistemas e estruturas não são absolutos ou definitivos. Há algo acima deles que não pode ser destruído ou conquistado, que acabará conquistando e destruindo os nossos. A realidade destruirá as nossas ilusões de poder. Não existe nada absoluto neste mundo, inclusive esta declaração. O único absoluto é a mudança! Nada é absoluto em si.

A nossa tendência é exercer o nosso poder, seja ele pouco ou muito, promovendo o nosso sistema com seus valores e atitudes como se fossem absolutos, julgando os outros sistemas pelo nosso. Muitas igrejas fazem isso achando que seu sistema religioso é certo e que os outros são errados. Há igrejas que lutam para sobressair-se sobre as outras. Políticos e governos lutam para conquistar o poder e vencer os inimigos. Todos esquecem que, aquela pedra do sonho do rei Nabucodonosor virá da montanha para destruí-los e tomar o seu lugar.

A grande pedra é o Reino do Amor que Jesus descreveu e está acima de todos os “reinos” existentes hoje. Vivendo o amor que Jesus revelou, já pertencemos ao Reino da Pedra.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

BÊNÇÃO DE CONHECIMENTO

Deus deu aos quatro jovens
um conhecimento profundo dos escritos
e das ciências dos babilônios,
mas a Daniel deu também
o dom de explicar visões e sonhos.

Daniel 1.17 (leia 1.1-6, 8-21) – BLH

Aos quatro jovens Deus deu conhecimento da cultura babilônica e não somente da sua própria tradição. O conhecimento geral é muito importante para nossa formação. Se conhecermos apenas as coisas da nossa cultura, estamos alijados intelectualmente. O conhecimento que aqueles quatro jovens tinham era "profundo", era um conhecimento que ia à fonte, estudando os próprios escritos dos babilônios. Assim, podiam avaliar por si mesmos, com firmeza e autoridade a cultura alheia e utilizar ou descartar seus vários aspectos.

Há "crentes" que criticam outras ideologias sem examiná-las profundamente para saber do que se tratam. Eles vão pela cabeça dos outros. São roubados da oportunidade de conhecê-las indo às fontes. A nossa espiritualidade poderia ser enriquecida pelo conhecimento do pensamento oriental, do conteúdo dos evangelhos apócrifos, das tradições mitológicas da humanidade e dos pensadores modernos. A Bíblia recomenda examinar tudo e reter o que é bom. O conhecimento do mundo aprofunda o nosso entendimento da Bíblia. Os quatro jovens eram sábios porque tinham conhecimento. Conhecimento é uma bênção - ignorância uma tragédia!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

ÁGUAS QUE TRAZEM A VIDA

Então ele me disse:
“Esta água corre para o leste
e desce até o rio Jordão
e até o mar Morto.
Quando entra neste mar,
ela faz que a água salgada do mar vire água doce.
Em todo lugar por onde esse rio passar,
haverá todo o tipo de animais e de peixes.
O rio fará que as águas do mar Morto fiquem boas
e ele trará vida por onde passar”.

Ezequiel 47.8-9 (leia 47.1-9.12) – BLH

Será que esta corrente de água doce que sai do templo e corre em direção sol nascente chegando ao mar Morto, representa as pessoas que seguem o caminho do bem? Ou será uma figura da graça de Deus que alcança aquilo que já está morto e o faz viver? - São ambas as figuras: a figura da graça divina e, ao mesmo tempo, a figura do instrumento que leva esta graça.

O templo é apenas o ponto de partida da água. Esta água não é para o templo, mas para o mundo... Quanto mais longe do templo, mais profunda, quanto mais perto, mais rasa... Onde esta água passa, há vida abundante e sem ela, há morte... O templo não é um fim em si mesmo, mas existe em função do mundo. As águas não existem para ficarem paradas, mas para correr até o mar Morto, transformando-o em mar vivo!...