quinta-feira, 16 de julho de 2009

JONAS E A TEMPESTADE

Em seguida os marinheiros pegaram Jonas

e o jogaram no mar,

e logo o mar se acalmou.

Eles ficaram com tanto medo do Deus Eterno,

que lhe ofereceram um sacrifício

e lhe fizeram promessas.

Jonas 1.15-16 (leia 1.1-2.1,11) – BLH

Em grande parte, a religião é a tentativa humana de fazer as pazes com as forças misteriosas do mundo em que vivemos. Os marinheiros estavam ameaçados pela fúria do mar causada por um deus irado. Jonas foi apontado como o causador desta ira divina. Para se livrarem deste perigo os marinheiros lançaram Jonas ao mar. Ao sentirem a tempestade acalmada, os homens do mar aplacaram o deus de Jonas que tinha o terrível poder de provocar tempestades. Uma das tendências humanas é fazer as pazes com os poderes misteriosos para que as suas ameaças não se concretizem.

Outro ponto importante desta história é o espírito humilde de Jonas. Ele mesmo se julgava culpado pela tempestade e o perigo que todos corriam. Jonas, prestativo, se oferece até a sacrificar sua vida para livrar os marinheiros do perigo!...

O mundo é um organismo misterioso com partes interligadas; uma consegue afetar todas as outras... Nossas atitudes íntimas também chegam a afetar o mundo em que vivemos. Uma pessoa problemática tende criar um ambiente perturbado. Pessoas bem resolvidas projetam paz ao seu redor. A tempestade e a calmaria simbolizam os efeitos das atitudes de Jonas. A fuga desencadeou a tempestade, a entrega gerou calma. O melhor lugar para começar criar um mundo melhor é começar conosco mesmo.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A ÚLTIMA PALAVRA

Toquem as cornetas no monte Sião,

dêem um grito de alarme no monte de Deus!

Trema de medo, povo de Judá,

pois está chegando o dia do Deus Eterno.

Será um dia de escuridão e trevas,

um dia de nuvens negras.

Os gafanhotos avançam

como um exército enorme e poderoso,

como uma nuvem escura que cobre as montanhas.

Nunca houve uma coisa assim no passado

e no futuro nunca mais haverá.

Joel 2.1-2 (leia 1.13-15, 2.1-2) – BLH

Embora os seres humanos agora dominem o mundo, eles não terão a última palavra. O ser humano não é a força mais poderosa no mundo, embora seja ele que se encontre em maior evidência! O poder do homem não é tanto quanto parece e não durará para sempre. A força maior é a força básica da criação, Deus tem a última palavra e tudo que não está de acordo com esta força, cairá.

No fim, a vida e a criatividade vão ter o domínio; as forças menores simplesmente agirão para promover a finalidade delas. A curto prazo, parece que as forças da destruição e do caos dominam, porque são elas que estão mais em evidência. Na verdade, elas são forças secundárias, agindo de acordo com a força maior, numa maneira que nós não conseguimos entender...

terça-feira, 14 de julho de 2009

VIDA E RECOMPENSA

Que as pessoas sábias e ajuizadas

entendem a mensagem deste livro

e meditem nela.

Os caminhos do Deus Eterno são certos;

os bons andarão neles,

mas os pecadores

tropeçarão

e cairão.

Oséias 14.9 (leia 14.2-10) – BLH

A própria vida traz a sua recompensa. Os ajuizados procuram se harmonizar com o universo e as suas leis. Sabem que o bem estar geral é o resultado desta harmonia! Os egoístas, ao contrário, procuram fazer aquilo que traz para si vantagens imediatas, sem considerarem o efeito a longo prazo. Não entendem que os prejuízos dados aos outros sobram para eles também...

Seguir os caminhos do Deus Eterno é muito mais que obedecer a um conjunto de regras, mesmo tiradas da Bíblia... Podemos usar a Bíblia para fins egoístas e destruidores! O caminho do Deus Eterno se encontra na pessoa de Jesus. É um estilo de vida que traz benefícios para todos e não a obediência egoísta a um sistema ou conjunto de leis visando a própria salvação. Ignorar o próximo e o mundo que Deus criou é andar no caminho que leva à destruição...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

DEDICAÇÃO A DEUS E À JUSTIÇA

Vamos nos dedicar mais e mais ao Deus Eterno!

Tão certo como nasce o sol,

ele virá nos ajudar;

virá tão certamente

como vêm as chuvas da primavera

que regem a terra.

Oséias 6.3 (leia 6.1-6) – BLH

Tirado fora do contexto, este versículo parece uma linda declaração de fé na graça de Deus... No contexto, fica claro que é rejeitado pelo fato de que, eles entenderam a dedicação a Deus como dedicação de culto e não prática de justiça!

Este capítulo poderia ter sido escrito nos dias de hoje. O povo entendia a renovação espiritual como uma retomada de práticas religiosas e não como uma retomada da prática de justiça. Uma das grandes tendências da religião é separar a prática do culto da vida diária, vivendo um dualismo, isolando a vida espiritual da vida material como se fossem duas coisas distintas. Faz a falsa dicotomia entre a igreja e o mundo. Por dizerem que não são deste mundo, acham, os dualistas, que estão isentos de responsabilidade pelo que se passa no mundo.

Uma experiência religiosa nunca deve ser o fim em si mesma, mas, deve ser um meio de servir a Deus na vida diária.

domingo, 12 de julho de 2009

GRAÇAS À GRAÇA DE DEUS!

Mas tu és misericordioso

e estás pronto para nos perdoar,

mesmo quando nos revoltamos contra ti.

Desobedecemos à tua ordem,

ó Deus Eterno,

e não seguimos as leis

que nos deste

por meio dos teus servos,

os profetas.

Daniel 9.9-10 (leia 9.4-10) – BLH

Felizmente Deus não nos dá aquilo que merecemos! As chuvas caem sobre injustos e justos. Se Deus me concedesse somente aquilo que mereço, o que seria da minha vida? - Realmente, as bênçãos de Deus são mais de acordo com a natureza dele do que com o que eu mereço.

Paulo, ao olhar dentro de si, viu as muitas incoerências de sua vida e caiu na maior depressão, até que lembrou da misericórdia de Deus em Jesus Cristo! Estou nessa também... Ao colocar a minha vida ao lado da de Jesus, há muita diferença, na vida de oração, na compaixão demonstrada em relação aos que sofrem e no engajamento com o Reino de Deus. Afinal de contas, Deus tem sido bom para comigo, muito além do que posso imaginar...

Espero, pela misericórdia de Deus, viver uma vida de mais comunhão com Suas criaturas, mais harmonia com a Sua criação e mais compaixão pelos pouco favorecidos da sociedade.

sábado, 11 de julho de 2009

O PODER ETERNO

Deram-lhe o poder, a honra e a autoridade de rei,

a fim de que os povos

de todas as nações, línguas e raças o servissem.

O seu poder é eterno,

e o seu reino não terá fim.

Daniel 7.14 (leia 7.2-14 – BLH)

O mundo não é dualista com um Deus do bem e outro do mal. Gira em torno de um só Deus, embora tendo muitas facetas! Não é questão do bem triunfar sobre o mal!

Todos os acontecimentos fazem parte de um processo cujo fim é o bem. As culturas surgem e desaparecem, os reis se levantam e caem, regimes nascem e morrem, mas tudo acontece em função do Reino de Deus...

Estando no meio dos transtornos e das transformações, dificulta-nos ver o padrão. Parece que são forças opostas em luta pelo poder quando, na realidade são polaridades diversas agindo entre si, caminhando numa direção só! É semelhante ao ciclone que tem ventos soprando em todas as direções, mas caminha numa direção única.

Foi Deus quem endureceu o coração do faraó contra a libertação dos hebreus, enquanto o mesmo Deus os libertou da escravidão do Egito. Deus estava jogando nos dois lados. As visões de Daniel, todas, apontam para um reino acima de todos os reinos e a sujeição de todos os reinos a este reino supremo e eterno!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

VISÃO DE ESPERANÇA

Deram-lhe o poder,

a honra e a autoridade de rei,

a fim de que os povos

de todas as nações, línguas e raças

o servissem.

O seu poder é eterno,

e o seu reino não terá fim.

Daniel 7.14 (leia 7.9-10,13-14) – BLH

As imagens deste versículo são da época de Daniel e se referem ao que estava acontecendo naquela época. A mensagem era de esperança; um povo sofrido, esmagado, e perseguido seria tirado da condição de dominado, passando a dominar a sua situação para sempre. Daniel era escravo, altamente honrado. Não deixava de ser escravo sujeito à vontade do seu mestre, o rei. O povo de Daniel, os hebreus, estava sofrendo com a perda de identidade e de autonomia... Esta visão dava uma identidade como nação de Deus e eventual vencedora.

É justamente este tipo de visão que atrai milhões de pessoas hoje. Pessoas sofridas e esmagadas se juntam às igrejas para conseguir senso de identidade. Consideram-se "eleitos de Deus" esperançosos do paraíso, pelo menos depois da morte!.. Para muitos cristãos, Cristo é o Rei que está chegando para pôr fim a todos os sofrimentos e injustiças. Não importa se esta visão nunca se realize da maneira esperada. O importante é ter força para não nos entregarmos ao desespero e, aguardarmos por dias melhores...

Jesus nos ensinou que este reino de justiça começa conosco, aqui e agora!