segunda-feira, 7 de setembro de 2009

MUDANÇA DE PLANOS

Paulo teve a visão,

nós resolvemos ir logo para a Macedônia,

porque estávamos certos

de que Deus nos havia chamado

para anunciar

a Boa-notícia do Evangelho

ao povo dali.

Atos 16.10 (leia 16.1-10) – BLH

Não era plano andar por aquele lado, mas, veio uma nova visão.Com isso, uma certeza de que era certo fazer uma mudança de planos! Com esta alteração, a ação missionária passou da Ásia para a Europa.

Flexibilidade, também, é sinal de vida! A habilidade de alterar planos e se adaptar às novas circunstâncias é sinal de estar em contato com as realidades da vida... À medida que o tempo passa, nós e as circunstâncias mudamos; há necessidade de refazermos nossos planos, pelo menos, nos seus detalhes! Nada é imutável, a não ser alguns princípios básicos da vida, como o amor a Deus e ao próximo.

Não gosto de alterar meus planos. Quando monto um esquema e começo segui-lo, fico irritado quando algo vem "atrapalhar". Mas, ao reconhecer que a vida é assim mesmo, adapto os planos de acordo, cedendo à força maior da vida, a MUDANÇA. Mudando, descubro que agi para melhor.

domingo, 6 de setembro de 2009

RECONSTRUÇÃO

Assim todas as outras pessoas,

todos os povos que eu chamei

para serem meus,

vão procurar o Senhor.

Assim diz o Senhor.

Atos 15.17 (leia 15.7-21) – BLH

Esta passagem fala sobre a reconstrução do reino de Davi. Com os pedaços que sobraram e com outros pedaços (os não-judeus), o reino de Deus será construído no seu lugar.

O que temos e o que somos não são definitivos: - serão destruídos, ou pela violência ou pelo desgaste natural, para que algo novo possa ser construído no seu lugar. A vida é um constante processo de fazer, desfazer, refazer: seja a nível individual ou coletivo.

Neste sentido, a vida nunca será estável! Sempre algo vai sair do seu lugar ou da sua norma e afetar todo o restante. Da mesma forma, o nosso processo de andarmos a pé é uma constante queda e recuperação, ao passarmos o peso do corpo de uma perna para outra. O nosso crescimento é uma constante perda e recuperação de equilíbrio.

As novas realidades que aparecem em nossa vida são desafios para o nosso crescimento e não motivos de desespero ou desânimo. A vida sempre vem acompanhada de mudanças. Pode ser que a morte signifique estabilidade sem mudanças... Neste caso, a vida com suas incertezas é preferível à morte, onde não há mais mudanças...

sábado, 5 de setembro de 2009

MUDANÇAS AMEAÇADORAS

Quando chegaram a Jerusalém,

foram recebidos pela Igreja,

pelos apóstolos

e pelos presbíteros.

Em seguida contaram

tudo o que Deus havia feito

por meio deles.

Atos 15.4 (leia 15.1-6) – BLH

O encontro em Jerusalém foi provocado por uma crise. O que estava acontecendo não se enquadrava dentro das normas. Gente diferente e de “nível inferior” entrava no esquema, mudando a natureza do movimento cristão. Esta transformação servia de ameaça para alguns, mas motivo de alegria para outros.

Qualquer mudança é sempre preocupante! Mesmo sendo ruim, temos a tendência de nos acomodarmos com a nossa situação e acharmos nela certa segurança... Uma nova situação cria incertezas e ficamos na dúvida se será para melhor ou pior! A tendência é optarmos pelo conhecido, mesmo não sendo ideal. Novas oportunidades podem nos assustar e nos colocar em crise. Às vezes é difícil entendermos como alguns acontecimentos, têm a mão de Deus!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PALAVRA ANIMADORA

Eles animavam e aconselhavam os cristãos

a ficarem firmes na fé

e também ensinavam

que era preciso passar por muitos sofrimentos

para entrar no Reino de Deus.

Atos 14.22 (leia 14.19-28) – BLH

Uma palavra amiga vale muito nas horas de tribulação. Um grande dom é ser "encorajador". Na Bíblia alguns tradutores usam a palavra "exortador". Mas, o sentido da palavra "exortar" na Bíblia não é "chamar a atenção" mas, encorajar. Em tempos difíceis, as palavras de ânimo valem muito. De modo geral, a vida é difícil e há muitas coisas que tentam nos tirar do Caminho. Se não fossem as pessoas amigas que nos "passam força", ficaríamos à margem da estrada...

Um dos grandes papéis da comunidade cristã hoje em dia é oferecer solidariedade uns aos outros. Às vezes os cristãos têm a idéia de que seu papel é fazer o outro "entrar na linha", corrigir apontando o seus erros. Entretanto, é a pior coisa que podemos fazer. A pessoa corrigida, sente-se fracassada, sem ânimo para continuar... Outro perigo: julgamo-nos superiores, ao corrigirmos o próximo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O PODER DA PALAVRA

Esse Homem ouviu as palavras de Paulo

e Paulo viu que ele acreditava

que podia ser curado.

Então olhou bem firme para ele

e disse em voz alta:

--Levante-se! Fique de pé!

O homem deu um pulo,

ficou de pé

e começou a andar.

Atos 14.9-10 (leia 14.5-18) – BLH

O poder da palavra falada na linguagem humana é maior do que geralmente imaginamos. Palavras bem escolhidas no momento certo, sugerem efeitos milagrosos. Na Bíblia, muita importância é dada à palavra. Por "palavra" não quero dizer, "trechos das escrituras" ou “fazer oração em voz alta”. "Usar a palavra" não quer dizer "manipular a Bíblia". A "Palavra de Deus" é a pessoa de Jesus (Jo.1,1). É também aquilo que alguém fala pelo Espírito de Deus.

Deus disse "Haja luz" e houve luz (Gen. 1.3). Paulo disse "Levante-se! Fique de pé" e o homem deu um pulo. O poder da palavra faz milagres! Pela nossa falta de fé na palavra, tiramos o corpo fora e optamos pelo "fazer uma oração na presença de alguém". Jesus foi claro em dizer que a oração verdadeira é aquela que é feita quando se está sozinho com Deus. Será que faltamos coragem para simplesmente dizer: "seja curado em nome de Jesus"? Será que muitas vezes “fazer oração” diante de uma pessoa necessitada é mais fácil do que confiar no poder da palavra? Temos fé que nossas palavras realmente tenham poder?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

RIOS VIVOS OU LAGOS MORTOS

Pois esta é a ordem que o Senhor deu

a nós, o seu povo:

"Eu o coloquei como luz para as nações,

para que levasse a salvação ao mundo inteiro.

"Quando os não-judeus ouviram isso,

ficaram muito alegres e começaram a dizer

que a mensagem do Senhor era boa.

E creram todos os que tinham sido escolhidos

para ter a vida eterna.

Atos 13,47-48 (leia 13.44-52) – BLH

Somos "fins" e "meios" ao mesmo tempo. Na mesma hora que somos objetos do amor de Deus, somos também "meios" que Ele quer usar para que este amor chegue aos outros. Nunca somos meros "fins". O amor de Deus nunca deve parar em nós.

Podemos ser comparados ao leito de um rio. A água apenas passa por nós... Não fomos criados para receber e reter as águas da salvação, mas, repassá-las para frente! O leito que recebe as águas e não as passa adiante, não é mais um rio, torna-se um lago. O lago que não passa as águas adiante, se torna um “mar morto”...

O egoísta é aquele que se vê como "fim de todas as coisas", quer receber para acumular. O altruísta é aquele que se vê como "meio", quer receber para compartilhar...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

JESUS: A ESPERANÇA DE VIDA APÓS MORTE

Agora Deus fez para nós

o que havia prometido

aos nossos antepassados:

ele ressuscitou Jesus.

É assim que está escrito no Salmo dois:

"Você é o meu filho,

hoje eu me tornei o seu pai."

Atos 13,33 (leia 13.26-33) - BLH

O Novo Testamento afirma que em Jesus há vida, vida que não termina com a morte clínica do corpo. A ressurreição de Jesus, atestada por muitos escritores bíblicos, faz parte integrante do anúncio das boas novas. O tema "ressurreição" foi constante da pregação da igreja primitiva, o ponto mais combatido pelos inimigos do movimento. Com algumas exceções, o que mais queremos é a continuação da nossa existência...

A mitologia está repleta de divindades que são mortas e depois voltam a viver. Isto demonstra que, nos seres humanos de muitas culturas, isto é uma esperança comum. Para o cristianismo a ressurreição de Jesus é tema central.

Alguns aceitam a esperança da ressurreição como uma esperança a ser realizada em algum ponto futuro. Outros acreditam num acontecimento espiritual, não algo histórico ou alcançável concretamente. Mas, para todos, a ressurreição aponta a esperança de que a vida não termina com a morte do corpo.