domingo, 29 de outubro de 2017

A GRANDE FESTA DE VINHO


Jesus fez esse seu primeiro milagre
em Caná da Galiléia.
Assim ele revelou a sua natureza divina,
e os seus discípulos creram nele.

João 2.11 (leia 2.1-11) – NTLH


Jesus não era um puritano austero como a igreja normalmente o retrata. O Jesus festeiro, alegre, sorridente, com copo de vinho na mão, bebendo com os amigos, incluindo os pecadores, raramente recebe atenção. Este foi o primeiro retrato que o Evangelho de João fez de Jesus. O primeiro milagre que João retratou foi salvar uma festa de casamento em Caná da Galiléia!... Transformou água em vinho para alegrar os corações dos participantes. O noivo estava passando vergonha porque o vinho havia acabado. Jesus salvou e alegrou a festa com a “fabricação” de uma quantidade grande de vinho (entre 480 e 720 litros)! A cidade ficou conhecida como o lugar onde Jesus havia transformado água em vinho (4,46). O ministério de Jesus no Evangelho de João começou e terminou com vinho. O último ato de Jesus, antes de morrer foi tomar vinho barato (19.29-30).

Os outros Evangelhos, também, retratam Jesus usando vinho, tomando-o socialmente com os “pecadores” e com os discípulos. Foi usado como símbolo do Reino do Papai e para representar o seu próprio sangue.

Jesus foi muito mais alegre e festivo do que as igrejas geralmente o retratam. Para chegar até nós, a história de Jesus passou por duas traduções lingüísticas: do aramaico para o grego e do grego para o português. Perdemos “as jogadas” de palavras da língua original. O texto chega até nós, estéril do conteúdo humorístico. Os eruditos de lingüística conseguem captar lances de humor que deveriam ter deixado os ouvintes dando belas gargalhadas!...

Temos muita dificuldade em associar humor com a santidade e conceber um Deus brincalhão. Talvez uma das indicações que Deus tem um agudo senso de humor é a criação do ser humano. Ao ver as nossas “palhaçadas”, Ele (ou Ela) deveria estar “morrendo de rir”. Fazemos muitas coisas absurdas, dignas de provocar risadas. Ouvi dizer: “Não se brinca com coisas de Deus”.--Será que Deus não brinca? Não tem humor?

Associamos a piedade com solenidade e falta de humor. Ser brincalhão é considerado leviandade. É “mais santo” ser sério, fechado e exigente do que simpático, aberto e liberal! É usar Coca Cola e Guaraná em festas de igreja e proibir vinho. Mas, para Jesus, o convite ao Reino é convite à festa! Jesus foi criticado por curtir a vida até com pecadores. Mas, ao fazê-lo, Ele estava já vivendo o Reino.

João Wesley afirmou que a religião triste é religião do diabo. A medicina reconhece que o riso, a alegria e o espírito festivo fazem bem ao espírito e ao corpo. A alegria é milagre de Deus e Jesus passou esta alegria para os que o cercavam e estavam dispostos a recebê-la.


João 2:1-11 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

JESUS VAI A UM CASAMENTO

Dois dias depois, houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galileia, e a mãe de Jesus estava ali. Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. Quando acabou o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:

— O vinho acabou.

Jesus respondeu:

— Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora.

Então ela disse aos empregados:

— Façam o que ele mandar.

Ali perto estavam seis potes de pedra; em cada um cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Os judeus usavam a água que guardavam nesses potes nas suas cerimônias de purificação. Jesus disse aos empregados:

— Encham de água estes potes.

E eles os encheram até a boca. Em seguida Jesus mandou:

— Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dirigente da festa.

E eles levaram. Então o dirigente da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isso ele chamou o noivo e disse:

— Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho.

Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galileia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele.

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