domingo, 10 de setembro de 2017

ORAÇÃO E BLÁBLÁBLÁ


...Ele julgará a favor do seu povo
e fará isso bem depressa.

Lucas 18.8 (leia 18.1-8) – NTLH


Na Parábola da Viúva e o Juiz, o juiz atendeu a mulher só para que ela parasse de “encher o saco”. Ele não tinha compaixão, respeito, dedicação à justiça e aos direitos humanos. Julgou o caso da viúva a favor dela para que ela parasse de aborrecê-lo com sua insistência! Ela se tornou inconveniente. Venceu o juiz “pelo cansaço”.

Muitas vezes os cristãos agem como se Deus fosse igual ao juiz desonesto. Acham que podem vencê-Lo pelas orações. Montam vigílias de oração como se Ele fosse influenciado pela insistência em orar a noite toda. Organizam clamores, achando que por gritos bem altos Deus seria movido a atendê-los. Acham que oração tem poder e longas orações mais ainda... Creem que por muito orar serão ouvidos. Acham que a oração poderosa é aquela que é gritada, às vezes amplificada por um sistema de som com alto-falantes possantes.

Para muitos, a oração é instrumento de manipulação para pressionar Deus a fazer a vontade humana, confundindo-a com a vontade divina. Este tipo de fé é depositado no poder das suas orações bem feitas, não na compaixão incondicional de Deus.

Jesus deixou bem claro que seu Papai é o oposto do juiz desonesto. Ele não precisa de vigias, clamores e gritaria para atender seus filhos e filhas. Já sabe das suas necessidades, mesmo antes deles chorarem a sua dor. Deus não demora. Não precisa ser pressionado, nem informado. Deus atende porque Ele é amor, não porque nós oramos.

Para que serve a recomendação de “orar sempre e não desanimar”? Para Jesus, a oração começa com o ouvir, não o falar. A base da oração está na atitude de “seja feita a Tua vontade (não a minha)”. Para saber a vontade de Deus precisamos, primeiro, ouvir a voz do Seu Espírito. Jesus orava (ouvia) intensamente, sozinho, na calada das noites. Criticava orações feitas em público. A oração verdadeira é a comunhão do Seu Espírito com o nosso espírito. Nosso falar vem, depois de ouvir, com palavras de gratidão, somente para os “ouvidos” de Deus como um sussurro no ouvido de amante.

Deus não é surdo, ignorante ou desinteressado. O mundo não precisa ser mudado. Deus o fez com perfeição. Somos nós que precisamos mudar. O nosso estilo de vida cria diretamente ou indiretamente, as condições que causam desequilibro, injustiça e sofrimento. Não adianta clamar a Deus por aquilo que nós causamos.

A oração “sempre e sem desanimar” é viver em sintonia constante em todas as atividades. Oração não é uma atividade à parte das outras, é uma atitude permanente, sem cessar. Acompanha tudo que fazemos. Vai além de meras palavras.

Jesus falou em encontrar “fé na terra”. Fé é viver em harmonia com Deus, o próximo e a criação. Transforma seu portador em instrumento de construção de um mundo melhor, mais amável, mais solidário. A oração de fé não é blábláblá!


Lucas 18:1-8 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

A VIÚVA E O JUIZ

Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar:

— Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém. Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: “Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!”

— Durante muito tempo o juiz não quis julgar o caso da viúva, mas afinal pensou assim: “É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém. Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo.”

E o Senhor continuou:

— Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse. Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo? Eu afirmo a vocês que ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa. Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

PRAYER AND LISTENING


He will surely hurry and help them.

Luke 18:8 (read 18*1-8) – (CEV)


In the Parable of the Widow and the Judge, the judge granted the woman’s request only to “get her off his back”. He had no compassion, dedication to justice or respect for human rights. He judged the case of the widow in her favor in order for her to stop pestering him. She became so inconvenient that she wore him out.

Often Christians act as though God is equal to this dishonest judge. They think they can overcome Him by prayer. They organize prayer vigils as though He were influenced by the insistence of them praying all night. They cry out thinking that their loud voices would move God to grant their requests. They think that prayer has power and that long prayers have even more power. They think that by much prayer they will be better heard. Sometimes they even reinforce their prayers by sound systems with powerful speakers.

For many, prayer is an instrument of manipulation to pressure God into complying to human will and confuses human desires with divine will. Faith is placed in the power of prayers that are well made and not in the unconditional compassion of God.

Jesus made it clear that his “Daddy” is the opposite of the crooked judge of the parable. He does not need to hear cries, moaning or clamor to meet his children’s needs. He already knows their needs even before they reveal their pain. God does not act too late and needs not be pressured, or informed. God meets our needs because He is love and not because we pray.

What does the recommendation to "keep on praying and never give up" mean? For Jesus, prayer begins with listening, not talking. The basis of prayer is the attitude of "Thy will (not mine) be done". In order to know the will of God we must first listen to the voice of His Spirit. Jesus frequently went off by himself alone in the dead of night and prayed (listened) intensely. He criticized prayers made in public. Real prayer is the communion of His Spirit with our spirit. Our talking should be done only after listening and with words of gratitude directed only to the "ears" of God as a whisper in the ear of a lover.

The insistence on prayers in public places and events is a carryover from a paganism that has distant and uninterested deities instead of a loving parent that is always by our side. Public prayers have nothing to do with God’s presence or blessings. Repeating the Lord’s Prayer in classrooms or public gatherings will not “bring God in” or the absence of them “take God out”. The Divine presence is everywhere independent of humans, or perhaps even in spite of them.

God is not deaf, ignorant or uninterested. The world does not need to be changed. God has molded it to perfection. We are the ones who need to change. Our lifestyle directly or indirectly creates the conditions that cause imbalance, injustice and suffering. No use crying out to God for what we cause.

Prayer that "never gives up" is to live in constant harmony in all our activities. Prayer is not an activity apart from the others. It is a permanent attitude that accompanies all actions. It accompanies everything we do and goes beyond mere words.

Jesus questioned about finding "on the earth anyone with faith". Faith is to live in harmony with God, with all humankind and with all of nature. Prayer should transform those who practice it into tools that build a better, kinder and more caring world. The prayer of faith is not just a lot of spoken words.


Luke 18:1-8 – Contemporary English Version (CEV)

A WIDOW AND A JUDGE

Jesus told his disciples a story about how they should keep on praying and never give up:

In a town there was once a judge who didn’t fear God or care about people. In that same town there was a widow who kept going to the judge and saying, “Make sure that I get fair treatment in court.”

For a while the judge refused to do anything. Finally, he said to himself, “Even though I don’t fear God or care about people,  I will help this widow because she keeps on bothering me. If I don’t help her, she will wear me out.”

The Lord said:

Think about what that crooked judge said. Won’t God protect his chosen ones who pray to him day and night? Won’t he be concerned for them? He will surely hurry and help them. But when the Son of Man comes, will he find on this earth anyone with faith?

domingo, 3 de setembro de 2017

FÉ INESPERADA





Por que somente este estrangeiro voltou
para louvar a Deus?
E Jesus disse a ele:
“Levante-se e vá.
Você está curado porque teve fé.”


Lucas 17.18b-19 (leia 17.11-19) – NTLH

 

Mais uma vez, Jesus “furou” o esquema de valores sociais da sua época. Ele elogiou a fé dum homem desprezado pelo preconceito popular. Os nove homens menos “desprivilegiados” não voltaram para agradecer. Todos eram leprosos, mas um, além de ser portador desta doença, era samaritano; considerado de raça inferior: duplamente prejudicado. A lepra era a doença mais temida porque tinha conotações espirituais. Uma pessoa com mancha na pele era considerada impura espiritualmente. A pele refletia a alma. Os leprosos eram privados de contatos sociais e banidos do templo por causa de manchas na pele. Simples infecções de pele, alergias ou outras irritações poderiam transtornar a vida de uma pessoa! Somente os sacerdotes tinham poder de declará-los curados e puros.


Coitado do samaritano! Não tinha vez! Nenhum sacerdote, sabendo que ele era samaritano, o declararia curado e puro. O fato dele ser samaritano já era maldição aos olhos dos judeus. Mas, para Jesus, não existia maldição. Todos eram iguais diante do Papai. Foi justamente o “pior” da turma dos dez que voltou à Fonte da Vida, Jesus, com gratidão. Os outros ficaram satisfeitos com a bênção do sacerdote e nem lembraram a verdadeira fonte da sua restauração. Para eles, o mais importante era ter a aprovação do sacerdote e recuperar seu lugar na sociedade.


O samaritano sarou da sua lepra, mas continuou sendo samaritano, objeto de preconceito e discriminação. A sua grande descoberta foi que, entre os milhares de judeus, tinha um amigo, Jesus. Jesus era o único judeu que lhe demonstrou amor e respeito. 

Mais uma vez, Jesus rompeu as barreiras religiosas da sua época. Jesus demonstrou que a fé não era o monopólio de poucos “escolhidos por Deus”. O samaritano desprezado tinha mais fé do que os nove que pertenciam a “raça eleita”. Não era por pertencer à religião certa ou abraçar crenças corretas que foi curado. A sua fé o curou! A fé não era propriedade privada dos judeus. 

É fácil confundir a bênção sacerdotal com a fé. A fé verdadeira gera gratidão. Ter fé é ser grato. A fé levou o samaritano a demonstrar sua gratidão diante da graça concedida, independente da bênção sacerdotal. Foi a fé, não a bênção que o curou. 

A ortodoxia, o fundamentalismo e outras formas de radicalismo definem a fé dentro de seus parâmetros. Não reconhecem a fé daqueles que não se encaixam dentro dos seus padrões... Para eles, ter fé exigia conformidade com seu esquema de crenças, padrões de conduta e práticas de culto. Jesus incentivava a fé, sem colocar fardos! 

Até hoje o cristianismo tem dificuldade em aceitar as “inclusões” de Deus. Despreza a fé dos demais e acha que somente sua forma de fé é verdadeira. 

Nos evangelhos Jesus está sempre “cutucando” os orgulhosos. Orgulho é defeito moral. Não perdia oportunidades de mostrar que seu Pai não dava valor a nenhuma pretensão de superioridade. Os verdadeiros eleitos não percebem a sua eleição. Os que se acham eleitos são enganados. O samaritano se achava o mais perdido de todos os dez. A falta da bênção sacerdotal ajudou o samaritano a perceber a verdadeira fonte da vida. Ser desprezado pelos outros se tornou bênção!





Lucas 17.11-19 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

JESUS CURA DEZ LEPROSOS

Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galileia. Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe e gritaram:

— Jesus, Mestre, tenha pena de nós!
Jesus os viu e disse:
— Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês.
Quando iam pelo caminho, eles foram curados. E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus disse:
— Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus?
E Jesus disse a ele:
— Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé.
 
 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

UNEXPECTED FAITH


“Has no one returned to give praise to God
except this foreigner?”
Then he said to him,
“Rise and go;
your faith has made you well.”

Luke 17.18b-19 (see 17.11-19) - NIV

Again, Jesus shook up the scheme of popular social values. He praised the faith of a man despised by popular prejudice. The other nine men who were higher up on the social scale did not return to give thanks for their cure. All were lepers, but besides being a carrier of this disease one of the ten men was a Samaritan who was considered to be of an inferior race. Thus he was doubly handicapped. Leprosy was one of the most dreaded diseases, because it had spiritual connotations. A person with any blemish on the skin was considered to be spiritually unclean. The skin reflected the condition of the soul. Lepers were deprived of social contacts and banned from the temple because of blemishes on their skin. Simple skin infections, allergies or other irritations could disrupt a person's life! Only priests had power to declare them to be healed and pure.

Poor Samaritan!!! He had no chance! No priest who knew that he was a Samaritan would declare him to be clean. The fact that he was a Samaritan was already a curse in the eyes of the Jews. But for Jesus there was no curse. All were equal before the heavenly “Daddy”. Out of the group of ten lepers, the one who returned to Jesus with gratitude was the outcast. The others were satisfied only with the blessing of the priest and did not remember the true source of their cleansing. For them, the most important thing was to have the priestly blessing and regain their place in society.

The Samaritan was delivered from his leprosy, but he continued to be a despised Samaritan and subject to prejudice and discrimination. His great discovery was that in Jesus he had a friend among the thousands of otherwise hostile or indifferent Jews. Jesus was the only Jew who showed him love and respect.

Again, Jesus broke the religious barriers of his time. Jesus demonstrated that faith was not the monopoly of a few God chosen elite. The despised Samaritan had more faith than the nine others who belonged to the "chosen race". It was not by belonging to a certain religion or embracing correct beliefs that he was cured. His faith made him well. Faith was not the private property of the Jews or anyone else.

It is easy to confuse official blessings with faith. True faith leads to gratitude. To have faith is to be grateful. Faith led the Samaritan to show his gratitude for the grace that was given to him independent of the absence of official blessings. It was faith, not the blessing that healed him.

Orthodoxy, fundamentalism and other forms of radicalism define faith within certain limits. They do not recognize the faith of those who do not fit into their scheme of things. For them to have faith requires the acceptance of a given set of beliefs, standards of conduct and forms of worship. Jesus encouraged faith without heaping on a lot of extra burdens on people!

Christianity today has difficulty in accepting the "inclusions" of God. Many professed Christians look down on others whom they judge to be unworthy in some way because of their ethnic origin, citizenship status, sexual orientation, religious affiliation, economic conditions and many other differences. Many Christians would rather eliminate them (deport the illegals) than to extend a helping hand.

In the Gospels Jesus was always "prodding" the proud. Pride is a moral blemish. He lost no opportunity to show that his “Daddy” did not value any claim of superiority. The truly elected are unconscious of their election. Those who think that they are the elected deceive themselves. The Samaritan felt himself to be the most lost of all of the ten. The lack of a priestly blessing helped the Samaritan to recognize the true source of life. In this way his being scorned by others was transformed into a blessing.


Luke 17:11–19

Jesus Heals Ten Men With Leprosy

Now on his way to Jerusalem, Jesus traveled along the border between Samaria and Galilee. As he was going into a village, ten men who had leprosy met him. They stood at a distance and called out in a loud voice, “Jesus, Master,j have pity on us!”

When he saw them, he said, “Go, show yourselves to the priests.” And as they went, they were cleansed.

One of them, when he saw he was healed, came back, praising God in a loud voice. He threw himself at Jesus’ feet and thanked him—and he was a Samaritan.

Jesus asked, “Were not all ten cleansed? Where are the other nine? Has no one returned to give praise to God except this foreigner?” Then he said to him, “Rise and go; your faith has made you well.”

domingo, 27 de agosto de 2017

FÉ E PODER

Depois de fazerem tudo o que foi mandado,
digam:
"Somos empregados que não valem nada
porque fizemos somente o nosso dever."
Lucas 17.10 (leia 17.5-10) – NTLH

Os apóstolos, impressionados com o poder de Jesus, queriam a “fé grande” para também, fazerem “grandes obras”. Jesus dividiu a resposta do pedido em duas partes: primeiro, usando as figuras, semente pequena / árvore grande e, segundo, a de relacionamento patrão / empregado.

A fé é semelhante à semente. Não importa o tamanho. O importante é que seja plantada. Mesmo sendo pequena, tem muito poder, até comandar uma figueira brava bem enraizada a arrancar pelas raízes e ser plantada no mar!...

Reconhecendo que o poder, mesmo espiritual, é perigoso e reconhecendo o motivo dos seguidores pedindo aumento de fé, Jesus acrescentou a segunda parte, o relacionamento patrão / empregado.

Usou a estrutura social da época como ilustração. O dono considerava o trabalho do escravo como dever, não favor que merecia gratidão ou elogio! A lição é que, ao fazermos tudo, estamos simplesmente cumprindo o nosso dever. Devemos usar a nossa fé para servirmos, não para comandarmos. A tentação é sempre usarmos a fé como instrumento de poder, não de serviço.

Mandar e manipular é abusar da fé! A fé verdadeira é aquela plantada no serviço humilde, sem esperar elogios e reconhecimento. A fé grande é a fé humilde!

Freqüentemente nas instituições religiosas, principalmente “igrejas”, a fé se torna instrumento de autoridade e domínio, não de compaixão e serviço humilde. A revista Época, na sua edição de 12/07/2004, pp 92 e 93, relatou o caso de um bispo que exerceu sua autoridade, afastando, sob a falsa acusação de bruxaria, uma pastora de origem humilde que trabalhava dando assistência pastoral às prostitutas na Praça da Luz, em São Paulo! Usou seu “poder da fé” para deixar a pastora sem salário e as prostitutas sem sua assistência pastoral!... Pior ainda, os bispos condenaram a pastora por ter procurado a justiça em defesa de seus direitos. Para as autoridades eclesiásticas, era mais importante defender a postura de poder do que apoiar a pastora no seu ministério entre as prostitutas. É mais fácil jogar pedras do que dar pão... Não houve nenhum sinal de compaixão e humildade da parte da cúpula da igreja. Fecharam a porta para a pastora. Ao relatar o episódio, a revista “secular” foi muito mais profética do que as autoridades religiosas que apoiavam as injustiças de seus pares.

Jesus usou a sua fé para servir com humildade. Não se colocou em posição de autoridade sobre os outros, nem usou milagres como meios de promoção. Conhecia bem o ser humano e sua tendência de correr atrás de milagres, demonstrações de poder e obras grandiosas. Recusou usar seu poder como instrumento de manipulação.

No mundo real as “figueiras bravas bem enraizadas” jogam as “pequenas sementes” no mar, às vezes em nome da fé. O Reino de Deus não é daqueles que julgam e comandam, mas daqueles que procuram servir e muitas vezes são julgados e condenados. Jesus avisou às autoridades religiosas da sua época que prostitutas e publicanos entrariam no céu antes deles!

LUCAS 17:5-10 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Os apóstolos pediram ao Senhor:
Aumente a nossa fé.
E ele respondeu:
Se a fé que vocês têm fosse do tamanho de uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta figueira brava: “Arranque-se pelas raízes e vá se plantar no mar!” E ela obedeceria.
Jesus disse:
  • Façam de conta que um de vocês tem um empregado que trabalha na lavoura ou cuida das ovelhas. Quando ele volta do campo, será que você vai dizer: “Venha depressa e sente-se à mesa”? Claro que não! Pelo contrário, você dirá: “Prepare o jantar para mim, ponha o avental e me sirva enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber.” Por acaso o empregado merece agradecimento porque obedeceu às suas ordens? 10 Assim deve ser com vocês. Depois de fazerem tudo o que foi mandado, digam: “Somos empregados que não valem nada porque fizemos somente o nosso dever.”


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

FAITH AND POWER

When you have done everything
you were told to do,
you should say,
“We are unworthy servants;
we have only done our duty.”
Luke 17:10 (read 17:5-10) NIV

The apostles were impressed by the power of Jesus and requested that their faith be increased so that they, too, could do great things. Jesus’ reply to the request was divided into two parts: first, using the figures of a small mustard seed and a large mulberry tree and, second, the figure of the relationship between a servant and his master.

According to Jesus, faith is like a small mustard seed. Although it is small it is very powerful. Even a small faith can command a well-rooted mulberry tree to be plucked up by its roots and cast into the sea!

Recognizing that power, even spiritual power can lead to pride Jesus added the second part about the relationship between master and servant.

He used the social structure of that time and culture as an illustration. Masters considered the work of servants to be a duty and not a favor that deserves gratitude or praise. The lesson is that whatever we do is only the fulfillment of duty. Faith should be used for humble service and not to accumulate merits or to gain power. Faith brings with it the temptation for pride in what is accomplished. There is nothing grand about what we do, but “faith people” often end up as prideful power grabbers. True faith produces humble service without expecting praise and recognition. A strong faith is humble faith!

Often in religious institutions faith becomes an instrument of authority and dominion instead of, compassion and humble service. ÉPOCA MAGAZINE (edition 12/07/2004), reported the case of a bishop who exercised his authority by accusing and dismissing a woman pastor for witchcraft. She was of African descent and of humble social origin who gave pastoral care to prostitutes in the “Praça da Luz” area in São Paulo! A grateful prostitute gave her a humor bumper sticker that read: “Witch on board”, and she put it on her car. The bishop heard complaints and used his "power of faith" to simply dismiss the minister without trial and leave her without a salary and the prostitutes without pastoral care! (We stood by her side and helped her through her crisis.)

Worse yet, the council of bishops condemned the pastor for going to civil court to seek justice in defense of her rights that had been denied by the church. To the ecclesiastical authorities it was more important to defend their position of power than to support the pastor in her ministry among prostitutes. It's easier to throw stones than to give bread.

There was no sign of compassion and humility on the part of the leadership of the church. They trampled the pastor. In recounting the episode, the "secular" magazine was far more prophetic than the religious authorities who supported the injustice practiced by their peer.

Jesus used his faith to serve with humility. He did not place himself in authority over others or use miracles as a means of promotion. He knew that people have the tendency to run after miracles and love displays of power and mighty works. He refused to use his power as a tool of manipulation – and this led to the cross.

In the real world the "deep-rooted mulberry trees" throw "small mustard seeds" into the sea, sometimes in the name of faith. In contrast, the Kingdom of God is not of the big and powerful but those who seek to serve and are often judged and condemned. Jesus told the religious authorities of his day that prostitutes and tax collectors would enter heaven before them!

(In some places our society even criminalizes those give a helping hand to the needy.


LUKE 17:5-10 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

The apostles said to the Lord, “Increase our faith!”

He replied, “If you have faith as small as a mustard seed, you can say to this mulberry tree, ‘Be uprooted and planted in the sea,’ and it will obey you.

Suppose one of you has a servant plowing or looking after the sheep. Will he say to the servant when he comes in from the field, ‘Come along now and sit down to eat’?

Won’t he rather say, ‘Prepare my supper, get yourself ready and wait on me while I eat and drink; after that you may eat and drink’?

Will he thank the servant because he did what he was told to do?



domingo, 20 de agosto de 2017

O “EFEITO LÁZARO”

Meu filho,
lembre que você recebeu na sua vida
todas as coisas boas,
porém
Lázaro só recebeu o que era mau.
E agora ele está feliz aqui,
enquanto você está sofrendo.”
Lucas 16.25 (leia 16.19-31) – NTLH

O erro do homem rico era viver numa “ilha de fantasia” num mundo cuja realidade era outra. Não percebeu que, mesmo cercado pelos muros da separação, a vida de Lázaro ia afetá-lo profundamente. Ao ignorar Lázaro na sua miséria, o rico se tornaria mais miserável do que o pobre sofredor. Não foi possível evitar o “efeito Lázaro”. Quando percebeu o engano, era tarde demais! Não houve mais concerto.

O rico tropeçou em Lázaro. Lázaro foi elevado. A prosperidade a custa dos outros é ilusória. O nosso bem estar verdadeiro depende do estado dos outros. Ignorar esta lei da existência é convidar a tragédia futura. O tempo e toda a criação de Deus são niveladores.

Hoje estamos presenciando o drama do rico e Lázaro. O diretor do drama é o deus da globalização, o Lucro! Está passando no palco do planeta Terra, vultos sem precedentes: saque predatório dos recursos não renováveis da natureza, tráfico de entorpecentes, falsificação de medicamentos, saque dos cofres públicos, a substituição de mão da obra pela tecnologia, roubarias, golpes de todas as espécies, tudo em nome do deus Lucro! Os resultados imediatos são guerras e atentados. Todos estes empreendimentos são dirigidos por pequenos grupos que se enriquecem, fazendo bilhões de vítimas, criando “Lázaros”. São caminhos que conduzem a autodestruição. No fim, os exploradores também vão pagar o preço da sua ganância. É o “efeito Lázaro”.

A “ilha de fantasia” do palácio do homem rico virou o fogo do sofrimento infernal. O inferno do sofrimento do Lázaro foi transformado em “festa do céu”. A morte representa o grande nivelador de todos os seres.

Estamos todos construindo: paraísos ou infernos. O “efeito Lázaro” vale para todos e em todas as esferas da vida, incluindo a espiritual.

Muitos cristãos têm mania de achar que a salvação é só para eles! Vivem dentro das paredes dos seus “ismos” com seu Deus particular, protegendo-se do “mundo perdido” e de outros sistemas de crença. Será que no “grande nivelamento” não haverá muitas surpresas? Será que o “efeito Lázaro” não vai operar lá também? Jesus contou esta história para pessoas boas, convencidas da sua própria salvação e superioridade espiritual. Os “Lázaros” da vida também estavam ouvindo e recebendo uma mensagem de esperança. Os Lázaros são os vencedores finais.

LUCAS 16:19-31 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)



Jesus continuou:
Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e todos os dias dava uma grande festa. Havia também um homem pobre, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, e que costumavam largar perto da casa do rico. Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do homem rico. E até os cachorros vinham lamber as suas feridas. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado. Ele sofria muito no mundo dos mortos. Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao lado dele. Então gritou: “Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!”
Mas Abraão respondeu: “Meu filho, lembre que você recebeu na sua vida todas as coisas boas, porém Lázaro só recebeu o que era mau. E agora ele está feliz aqui, enquanto você está sofrendo. Além disso, há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá.”
O rico disse: “Nesse caso, Pai Abraão, peço que mande Lázaro até a casa do meu pai porque eu tenho cinco irmãos. Deixe que ele vá e os avise para que assim não venham para este lugar de sofrimento.”
Mas Abraão respondeu: “Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisar. Que eles os escutem!”
— “Só isso não basta, Pai Abraão!”, respondeu o rico. “Porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados.”
Mas Abraão respondeu: “Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite.”