domingo, 31 de maio de 2009

O TEMPLO DE DEUS

...e dirão assim: "Vamos subir o monte do Deus Eterno,
vamos ao Templo do Deus de Israel.
Ele nos ensinará o que devemos fazer,
e nós andaremos nos seus caminhos.
Pois os ensinamentos do Eterno vêm de Jerusalém;
do monte Sião ele fala com o seu povo."

Isaías 2.3 (leia 2.1-5) – BLH

A fé não deve ser provinciana. Não podemos esperar todo o mundo "dançar conforme a nossa música" ou “falar a nossa linguagem”. As outras músicas, danças e linguagens também são de Deus, que as criou. O nosso Deus não é só nosso. Deus é o Deus de todas as nações, tribos, culturas e línguas. O fato de encontrar o templo de Deus em Jerusalém não queria dizer que ele era somente o Deus de Israel e que eles ocupavam uma posição privilegiada em relação às outras nações. O templo de Jerusalém queria dizer que o Deus das nações era também o Deus de Israel e que ele tem um templo também em Jerusalém; os seus ensinamentos vinham de Jerusalém...

Deus tem templos na minha cidade e ensina aqui! Aqui posso ficar sabendo o que devo saber. Não preciso mudar de cidade, nem de religião para ouvir a voz de Deus! Ele fala a minha linguagem e aqui posso aprender o seu caminho...

sábado, 30 de maio de 2009

UM FUTURO ABERTO

O Deus Eterno diz: "Venham cá, vamos discutir este assunto.
Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro;
mas eu os lavarei,
e vocês ficarão brancos como a neve,
brancos como lã.

Isaías 1.18 (leia 1.10,16-20) – BLH

Há a promessa e a esperança de mudança. Não estamos condenados a ficar como estamos. Fomos criados para a mudança e esta mudança pode ser para melhor! Às vezes nós achamos que antigamente éramos melhores do que somos agora, infelizmente mudando para o pior! - Não é necessariamente a direção obrigatória da vida. Com Deus pode haver pontos de mutação! O “inevitável” pode ser evitado. O vermelho da culpa pode ser transformado no branco de luz...

Deus está aberto ao diálogo sobre o nosso futuro. Ele quer discutir o assunto da nossa vida, como estamos e para onde vamos. No mundo de Deus nada está fechado ou encerrado. As portas estão abertas para dar entrada às novas oportunidades e possibilidades. Não há lugar ao fatalismo. O futuro pode ser melhor que o passado e o presente.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

SABEDORIA COMO AMADA

Minha alma lutou para a possuir,
observei atentamente a lei,
estendi minhas mãos para o céu
e deplorei minhas ignorâncias.

Eclesiástico 51.19 (leia 51.12-20) BJ


A Sabedoria é igual a uma amada. Vale a pena possuí-la, pois faz bem para o espírito. Vale a pena lutar por ela, pois é capaz de dar novas dimensões à vida.

Em diversos lugares da Bíblia, a Sabedoria é apresentada como se fosse uma pessoa, uma deusa junto com o Eterno. Acho que aqueles que procuram a Sofia como parte da divindade não estão longe da verdade. Desde o primeiro capítulo do Gênesis, Deus é apresentado como múltiplo, "FAREMOS o ser humano". O cristianismo usa a doutrina da trindade para tentar entender esta multiplicidade, mas os teólogos dizem que a doutrina da trindade é o mínimo, não o máximo, das facetas do Eterno. É pelo menos trino! Pode ser mais. Pode ter mil, ou milhões de facetas. A teologia cristã ortodoxa identifica pelo menos três.

A Sabedoria provém do Eterno e quem a tem, possui algo divino. Ela precisa ser conquistada. É a resposta de busca. Somente aqueles que aspiram a ela, conseguem possuí-la. Quem a alcança conquista a maior riqueza da vida, pois a sabedoria nos leva à vida abundante.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O PAPEL DO PROFETA

para reconduzir o coração dos pais aos filhos
e restabelecer as tribos de Jacó.

Eclesiástico 48.10 (leia 48.1-4,9-11) – BJ

O papel do profeta é apaziguar, reconduzir e restabelecer a nossa relação com o cosmos. As palavras do profeta podem ser violentas e ameaçadoras, mas a finalidade delas é evitar a violência e a destruição desnecessárias. O profeta não está interessado na instituição em si mesma, mas, na justiça dela! A justiça está acima da instituição e não o contrário. Os interesses da instituição não justificam a violência... O critério da justificação é a justiça e não a instituição. Nunca se justifica a injustiça. Mesmo estando no meio da violência, profetizando e sendo vítima de agressões, o profeta lutava por paz e justiça.

Perdemos o nosso papel profético hoje, à medida que promovemos uma instituição e não a justiça. A evangelização deve ser a promoção do Reino de Deus e a sua justiça e não a promoção do crescimento da igreja. Prefiro a frase: "ação comunitária", em vez de "evangelização", porque esta última, a palavra "evangelização" está ficando muito desgastada. A evangelização precisa ser restaurada à sua função profética da justiça do Reino de Deus.

terça-feira, 26 de maio de 2009

TEMOR A DEUS

Tem piedade de nós, Mestre, Deus do universo,
e olha, derrama o teu temor sobre todas as nações.

Eclesiástico 36.1 (leia 36.1,4-5,10-17) – BJ

Temor = respeito. Falta de temor = anarquia. O temor a Deus nos levaria a respeitar tudo o que se relaciona com Deus. Sendo Deus o Criador de todas as coisas, não deixa nada fora: nem culturas humanas, nem a própria natureza... Respeito e piedade (misericórdia) andam juntos. Ao exercermos piedade para com o próximo e com o meio ambiente, seriamos automaticamente temidos, respeitados e objetos de misericórdia!...

A falta de temor leva à opressão do próximo e à devastação do meio ambiente. Produz anarquia e todos perdem...

A humanidade está na realidade sem perceber, cometendo suicídio coletivo! Toda a opressão humana e desrespeito ao meio ambiente é auto-destrutivo! Com a multiplicação da raça humana a situação do ser humano está cada vez mais crítica. É cada vez mais urgente as nações temerem a Deus! Disto depende a sobrevivência de cada um de nós e de toda a humanidade.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

GENEROSIDADE

Em todas as tuas oferendas mostra um semblante alegre,
consagra o dízimo com alegria.

Eclesiástico 35.8 (leia 35.1-12) – BJ

A nossa vida religiosa não pode ser isolada das outras facetas da nossa vida. A nossa atitude diante da vida, em geral, passa pela faceta religiosa também. Esta passagem liga a generosidade e a justiça à religião. Ser generoso é fazer uma oferta a Deus (v.2). Afastar-se da injustiça é um sacrifício expiatório (v.3). O sacrifício do justo é agradável (v.6)!

A religiosidade não pode servir como substituto de justiça e bondade, nem como compensação de falta de compaixão e generosidade. A religiosidade não é um meio de justificar uma vida de desamor. Uma prática religiosa não pode trazer perdão por uma vida desligada do bem estar do próximo. Não é por sermos religiosos que os nossos pecados serão perdoados. Sem uma vida de acordo com o princípio de amor, os nossos atos religiosos não terão validade...

Ao vivermos vida de alegria, generosidade e justiça, o aspecto religioso vai ser válido e ter sentido.

domingo, 24 de maio de 2009

ARREPENDIMENTO

Mas aos que se arrependem ele concede o retorno,
reconforta os que perderam a esperança.

Eclesiástico 17.24 (leia 17.24-32) – BJ


Arrependimento é mudança de rumo. O arrependimento deve ser uma atitude constante em nossa vida, porque estamos sempre precisando de pequenos reajustes de direção. Os aviões que são guiados por computadores e GPS têm correções constantes de percurso para poderem chegar ao seu destino. A aeronave sofre incessantes efeitos de correntes de ar que tendem tirá-la do percurso e, por isso, precisa de pequenos e constantes reajustes.

O espírito de arrependimento é um espírito aberto à mudança, e não um espírito de contrição... Contrição não é arrependimento, mas pode acompanhá-lo em casos mais extremos! Nós sofremos influências constantes em nossa vida, tendo em vista nos tirar do rumo, e, às vezes, o nosso destino fica móvel. Por isso, uma atitude de abertura e de flexibilidade é importante ao nosso bem estar. Perigoso é perder a capacidade de mudança ou achar que já chegamos e temos toda a verdade. Enquanto há possibilidade de mudança, há esperança de acertar.