domingo, 9 de agosto de 2009

SILÊNCIO IMPOSSÍVEL

Mas Pedro e João responderam:

-- Os senhores mesmos julguem diante de Deus:

Devemos obedecer aos senhores ou a Deus?

Porque não podemos deixar de falar

daquilo que vimos e ouvimos.

Atos 4.19-20 (leia Atos 4.13-21) – BLH

Uma vez que experimentamos a verdade é impossível vivermos a mentira! Pedro e João haviam experimentado a verdade da ressurreição de Jesus. Agora, não era mais possível viverem como antes, sem a nova esperança que havia nascido no seu peito. Agora, estavam sendo proibidos de falarem desta nova verdade em suas vidas. A escolha era: ou cediam às proibições e ficavam calados com o efeito de negarem a verdade, ou obedeciam a esta nova verdade e compartilhavam-na com os demais.

Ao ignorar proibições, estamos nos expondo à perseguição e perigo. Ao cedermos, estamos "ferindo a nós mesmos". Obedecer a verdade é andar na luz. Negar a verdade, mesmo pela omissão, é caminhar nas trevas.

Pedro e João não tinham dúvida. A verdade da ressurreição e a nova vida em Cristo eram tão fortes que não podiam ficar calados diante de qualquer ameaça.

Será que a minha verdade é tão forte que estou disposto a enfrentar qualquer perigo em vez de ficar calado para me proteger?

sábado, 8 de agosto de 2009

TESTEMUNHO PODEROSO

Porém muitas pessoas

que ouviram a mensagem creram,

e o número de homens que creram

chegou a mais ou menos cinco mil.

Atos 4.4 (leia 4.1-12) – BLH

Uma palavra de testemunho é poderosa! Os seguidores de Jesus haviam presenciado a ressurreição dele e falavam daquilo que era a grande realidade na vida deles. Uma palavra de testemunho vem do coração e não da cabeça e, por isso, atinge o íntimo dos ouvintes... Os discípulos não estavam falando do que pensavam ou do que achavam, mas do que tinham visto. Idéias vêm da cabeça e são mais fáceis de serem ignoradas...

De um lado, o testemunho poderoso a respeito da ressurreição de Jesus provocou uma grande aceitação, indo ao encontro das ansiedades de um número muito grande do povo. Do outro lado, provocou uma grande reação negativa. Começou ameaçar um grande sistema de crenças e práticas que serviam como segurança e meio de vida para uma outra faixa da população. A palavra "testemunho" servia de esperança para uns, mas, de ameaça para outros.

Compartilhar uma experiência tem muito mais valor do que defender uma convicção. Argumentos vêm da cabeça e podem criar conflitos. Experiências compartilhadas são assuntos do coração contra os quais não existem argumentos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CANAIS DE BÊNÇÃO

Foi o poder do nome de Jesus

que deu forças a este homem.

O que vocês estão vendo e sabendo

foi feito pela fé no seu nome,

pois foi a fé em Jesus que o curou

em frente de todos vocês.

Atos 3.16 (leia 3.11-26) – BLH

Somos canais. As águas da vida fluem pelo nosso ser. O canal em si mesmo é apenas um buraco no chão. Não serve para nada, e até atrapalha, servindo de barreira e perigo. Mas, quando cheios de água, conduzem embarcações cheias de produtos e pessoas, de um lugar para outro...

A nossa vida é um canal. Estando cheia da água da vida eterna ela pode conduzir outros da doença à saúde, do desespero à esperança, do fundo do poço ao monte de Deus. Pode se tornar uma fonte que jorra para saciar a sede do viajante cansado e ferido.

Uma vida vazia é um canal vazio. Como um canal vazio coleta tudo que não presta: lixo, águas sujas, bichos mortos... A vida vazia ajunta o que não presta e aceita tudo que cai nela. Em vez de cumprir a sua finalidade de conduzir, torna-se um obstáculo.

Pedro e João foram canais cheios da vida de Jesus. Esta água da vida passou ao mendigo paralítico curando-o das suas enfermidades e enchendo-o de alegria!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O QUE TENHO

Então Pedro disse:

-- Não tenho nenhum dinheiro,

mas lhe dou o que tenho:

Em nome de Jesus Cristo, de Nazaré,

levante-se e ande!

Atos 3.6 (leia 3.1-10) – BLH

O significante não é o que não temos, mas sim, aquilo que temos. Muitas vezes deixamos o "não ter" apagar o valor daquilo que temos. Ficamos lamentando o que não temos e nos esquecemos aquilo que temos!

O que não temos não tem valor nenhum. Está fora do nosso alcance e do nosso domínio. Não podemos utilizá-lo. O que podemos fazer é perder o nosso tempo ao lhe darmos muita atenção. Neste sentido, ele pode nos prejudicar, tirando a nossa paz e roubando a nossa energia.

Por outro lado, aquilo que nós temos, por pouco que seja, é de muito valor. Sendo nosso e estando sob o nosso domínio, podemos utilizá-lo para o bem. De qualquer forma, é precioso.

O que é que tenho? Saúde, inteligência, o presente momento, um senso da presença do Eterno com o rosto de Jesus, vários conhecimentos e habilidades, uma situação econômica aparentemente estável e confortável, amizades, influência e muitos sentimentos e propósitos positivos. Puxa!!... Com tudo isto estou fazendo tão pouco!!...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

AS APARÊNCIAS ENGANAM

Todo o povo de Israel deve ficar bem certo

de que este Jesus que vocês crucificaram,

Deus o fez Senhor e Messias.

Atos 2.36 (leia 2.36-41) – BLH

"As aparências enganam" é um ditado muito mais profundo do que se pode imaginar! Jesus era insignificante em termos da cultura da sua época. Vivia à margem da sociedade, de origem bem humilde e sem nenhum poder político ou econômico. Tinha somente um grupo pequeno e instável de seguidores de pouca expressão. Dispensável, seria uma vítima perfeita para satisfazer as frustrações das massas.

A humanidade, especialmente na nossa cultura, não mudou em nada. Continua a jogar fora vidas, achando que são "descartáveis". Mas, ao jogarmos fora a vida de alguns, jogamos fora a vida de todos. A rejeição de Jesus resultou em tragédia para o povo todo, a perda da oportunidade de viver a vida na sua plenitude! Em vez da plenitude de vida, o povo caminhou para uma desgraça nacional ao ser destruído como nação.

A globalização dos nossos dias joga fora a vida de milhões de pessoas marginalizadas nas nações pobres e dos grandes centros urbanos. O preço será mais alto, maior que possamos imaginar!

Será que ainda há tempo para nos arrependermos do nosso egoísmo? Pensamos somente em nosso bem estar à custa do bem em dos outros e de toda a criação! Vivemos num mundo que sacrifica os “pequenos e fracos” e exalta os “grandes e poderosos”. A nossa redenção depende da redenção de todos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

JESUS: UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL

Pedro continuou:

-- Homens de Israel, escutem estas palavras.

Como vocês sabem muito bem,

Deus mostrou a vocês que

Jesus foi um homem aprovado por ele.

Pois Deus, por meio de Jesus,

fez no meio de vocês milagres,

maravilhas e coisas extraordinárias.

...Deus ressuscitou o mesmo Jesus,

e todos nós somos testemunhas disso.

Atos 2.22,32 (leia 2.14,22-32) – BLH

Devemos falar somente daquilo que temos visto e sentido. A fé cristã, em primeiro lugar, é uma experiência pessoal, não é um conjunto de teorias, sistema de teologia ou uma série de dogmas; embora tentamos explicar esta experiência por estes meios. É um grande erro promover a nossa explicação em vez de testemunhar a nossa experiência.

Muitas vezes, uma teoria toma o lugar de uma experiência. Achamos que, na ausência de uma experiência, uma teologia pode convencer alguém e acabamos só convencendo a nós mesmos! Muitas das divisões dentro do cristianismo são em torno de interpretações, teorias, dogmas e credos. A experiência deve gerar união e solidariedade.

O mundo, hoje, precisa de pessoas que tenham uma experiência para compartilhar e não teorias bonitas! A experiência "brota" do coração e provoca mudanças, enquanto que a teoria "nasce" da cabeça, cria polêmicas e divisões ou apenas desperta curiosidade.

domingo, 2 de agosto de 2009

TESTEMUNHAS DA RESSURREIÇÃO

Portanto, precisamos escolher outro homem

para pertencer ao nosso grupo

e ser testemunha da ressurreição do Senhor Jesus.

Deve ser um daqueles que nos acompanharam

durante o tempo em que o Senhor Jesus andou entre nós,

desde quando foi batizado por João

até o dia em que foi levado para o céu.

Atos 1.21-22 (leia 1.15-17,20-26) – BLH

A ponderação acima foi muito boa em termos de lógica e coerência. Mas, o problema é que o critério limitou muito a escolha e excluiu outros elementos importantes. Pela história da ação do Espírito Santo em Atos, esta escolha foi inútil. Mais adiante, o verdadeiro escolhido de Deus (Saulo) apareceu em cena e exerceu a função de testemunha.

O conceito de ser "testemunha da ressurreição" era limitado a ver Jesus com os olhos físicos. Saulo foi testemunha da ressurreição pela fé. Viu o efeito da ressurreição em Estêvão na ocasião da sua morte violenta e teve uma visão de Jesus na estrada de Damasco. Viu Jesus com os olhos da fé. De acordo com a história, o primeiro tipo de testemunha cedeu lugar ao segundo. Também somos testemunhas da ressurreição com os olhos da fé.