sábado, 25 de julho de 2009

O FRUTO DO EGOÍSMO

Vocês semearam muitas sementes,

mas colheram pouco;

têm comida,

mas não é suficiente para matar a fome;

têm vinho,

mas não dá para ficarem bêbados;

têm roupas,

porém não chegam para protegê-los do frio;

e o salário não dá para viver.

Ageu 1.6 (leia 1.1-8) – BLH

A tese desta passagem é a de que o egoísmo contribui para a miséria. O povo estava preocupado com a sua própria casa e não com a casa alheia (neste caso, o Templo). A raiz da sua miséria não era a falta de trabalho mas a falta de generosidade. Enquanto cada um retinha tudo para si mesmo, a coletividade sofria privações: não havia compaixão e solidariedade. Cada um vivia por si e o resultado era a miséria.

O egoísmo leva à corrupção. Quando o povo, desde o varredor da rua até o palácio do governo, tem a disposição de se apossar daquilo que é da coletividade (desde pequenos furtos até rombos bilionários), o resultado não pode ser outro, a não ser a miséria e o caos social e econômico. Não há reforma que consiga reverter a situação. Não adiantaria ter um fiscal para cada cidadão se os próprios fiscais são corruptos. As igrejas não estão levando o povo ao arrependimento e mudança de vida: Infelizmente hoje, quanto mais crentes, mais corrupção!...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

DEUS FESTIVO

Pois o Eterno,

o seu Deus,

está com vocês;

ele é poderoso e os salvará.

Deus ficará contente com vocês

e por causa do seu amor

lhes dará nova vida.

Ele cantará

e se alegrará,

como se faz

num dia de festa.

Sofonias 3.17,18a (leia 3.14-18) – BLH

Deus é retratado como alguém que fez um investimento emocional a favor do nosso bem estar. Festeja a nossa felicidade. A nação de Israel simboliza toda a humanidade e o relacionamento entre Deus e Israel. Aplica-se ao relacionamento afetivo entre a humanidade e o poder criador e sustentador de tudo que existe...

Deus é a personificação (máscara) deste poder. Esta personificação é sempre representada em termos humanos porque os seres humanos não podem entendê-la de outro jeito. Nestes termos Deus fica alegre quando acertamos na vida e aumenta mais ainda o nosso bem estar... O próprio universo vibra quando tudo está em harmonia!

O nosso bem estar está ligado ao bem estar de toda a criação. Ao agirmos em harmonia com o Criador a criação festeja conosco. A vida é uma dádiva para ser festejada junto com todas as criaturas.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

FACE DO AMOR E PERDÃO

Ó Deus,

não há outro deus como tu,

pois perdoas os pecados

e as maldades

daqueles do teu povo que ficaram vivos.

Tu não continuas irado para sempre,

mas tens prazer em nos mostrar sempre

o teu amor.

Miquéias 7.18 (leia 7.14-15,18-20) – BLH

Por que Deus existe? Qual é o seu propósito em relação ao ser humano? Por outro lado existem perguntas contrárias: Por que existe o ser humano? Qual é a sua finalidade e a sua função em relação a Deus?

O ser humano faz perguntas e dá respostas. A sua religiosidade e a sua teologia estão em torno destas perguntas. Nós, os seres humanos, praticamos a religião e fazemos a teologia para atender nossas necessidades espirituais. Criamos nossos deuses de acordo com nossas aspirações e carências, em forma de "máscaras" que colocamos na "Realidade Suprema". Estas "máscaras de deus" são criadas em nossa imagem com a função de promover nosso bem estar de acordo com nossos valores.

Para pessoas com sentimentos de culpa, Deus existe para punir os maus e premiar os bons. Neste caso, Deus é o grande juiz que decide quem se salva e quem se perde! Para pessoas que estão de bem com a vida Deus existe para conduzir o ser humano à vida abundante. Alguns acreditam: Deus é policial, outros, pedagogo! Muitos aceitam que os atos de Deus são para punir ou premiar, outros, ensinar e conduzir pelo perdão e amor.

O profeta Miquéias no texto acima, de bem com a vida, revela a face do perdão e do amor de Deus. Jesus vai mais longe e revela Deus como pai/mãe amigável que se doa para o bem dos seus filhos e filhas independente de merecimentos. Ao conseguir enxergar a face de amor e perdão do Papai poderemos tratar sem preconceitos os outros como irmãs e irmãos.

terça-feira, 21 de julho de 2009

CAINDO E SE LEVANTANDO

Inimigos,

não zombem de nós!

De fato caímos,

mas ficaremos novamente de pé;

agora estamos na escuridão,

mas o Deus Eterno será a nossa luz.

Miquéias 7.8 (leia 7.7-9) – BLH

As conseqüências imediatas nem sempre são as finais, tanto para o lado do bem como para o do mal. Muitas vezes demora para aparecer o resultado final. Outro fato da vida é que tudo muda, nada fica como está. Quem está em cima hoje, pode estar embaixo amanhã e amanhã pode estar em cima, quem hoje, está embaixo...

Outro princípio nos esclarece que, pelas conseqüências das nossas opções erradas, podemos aprender e, depois, acertar. A queda provocada pelo erro não precisa ser definitiva, podemos levantar e andar de novo. As conseqüências dos nossos atos e das nossas atitudes são pedagógicas e não penais. Deus quer nos ensinar e não nos punir; quer nos corrigir e não nos castigar; embora muitas vezes, na Bíblia, uma correção seja interpretada como castigo... A Bíblia relata os feitos de Deus sem contudo, acertar sempre na interpretação daqueles feitos!

Enquanto há capacidade de arrependimento, há misericórdia divina. Jesus foi até o inferno para pregar depois da sua morte.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

OS "JONAS" DE HOJE

Então orou assim:

-Ó Deus Eterno,

eu não disse,

antes de deixar a minha terra,

que era isso mesmo que ias fazer?

Foi por isso

que fiz tudo para fugir para a Espanha!

Eu sabia que és Deus

que tem compaixão e misericórdia.

Sabia que és sempre paciente e bondoso

e que estás sempre pronto

para mudar de idéia

e não castigar.

Jonas 4.2 (leia 4.1-11) – BLH

Jonas estava reclamando. A compaixão e a misericórdia não eram o que Jonas estava querendo para o povo daquela cidade. O gosto de Jonas e o gosto divino não combinavam. Jonas era exclusivista, "colocador de barreiras", “excluidor de pessoas”. Para Jonas, a religião deveria excluir os pecadores e não recuperá-los. Os pecadores seriam castigados e não perdoados.

Há muitos "Jonas" na igreja hoje em dia. Para os "Jonas", a igreja é um lugar de privilégios para aqueles que merecem as bênçãos de Deus. Somente os que têm a sua vida em dia com a igreja podem participar da Ceia do Senhor. Para eles, a Santa Ceia é o "privilégio dos santos" e não "remédio para os pecadores"! Os "Jonas" excluiriam crianças da mesa da comunhão, do batismo, e não deixariam casais "não crentes" se casarem no templo da igreja, etc, etc.

Compaixão e misericórdia são graças que muitas vezes faltam àqueles que professam uma espiritualidade superior aos outros.

domingo, 19 de julho de 2009

DEUS MUDA DE IDÉIA

Deus viu o que eles fizeram

e como abandonaram os seus maus caminhos.

Então mudou de idéia

e não castigou a cidade

como havia dito que faria.

Jonas 3.10 (leia 3.1-10) – BLH

O plano original de Deus para os ninivitas (como para toda a humanidade) era o seu bem estar e a sua felicidade. Apesar disso, eles estavam tecendo a rede da sua própria destruição. Veio a advertência do profeta Jonas e eles mudaram a direção de sua vida e alteraram o seu destino. Com esta mudança de direção, Deus salvou os habitantes de Nínive das conseqüências das suas transgressões e o desastre não aconteceu.

Maior foi a tragédia pessoal de Jonas; apesar de ser um profeta de Deus, não queria saber nada de compaixão! Ele queria ver a destruição do povo! Sua mensagem era de castigo e destruição, pois não admitia a misericórdia... A felicidade dos ninivitas foi a infelicidade de Jonas e vice versa.

Até que ponto algumas correntes na igreja estão imitando Jonas? Faturam em cima da tragédia de guerras e conflitos globais para proclamar o apocalipse, com a finalidade de fazer as suas igrejas crescerem, usando a arma do medo! Nada fazem a favor da paz e recusam ser pacificadores.

sábado, 18 de julho de 2009

TEMPO DE ARREPENDIMENTO

Que todas as pessoas e animais

vistam sacos de pano grosseiro.

Que cada pessoa ore a Deus

com fervor

e abandone os seus maus caminhos

e as suas maldades.

Talvez assim Deus mude de idéia.

Talvez o seu furor passe,

e assim não morreremos!

Jonas 3.8-9 (leia 3.1-10) – BLH

Aqui temos uma repetição do tema da influência de atitudes sobre o mundo em que vivemos. Os moradores foram convencidos da verdade da pregação de Jonas a respeito da destruição de sua cidade, mas, ao mesmo tempo, não aceitaram esta verdade como irreversível. Se as suas atitudes e seus atos poderiam condenar a cidade, eles poderiam, também, salvá-la.

Há uma esperança para os dias de hoje! Os profetas modernos estão pregando a destruição, não somente de uma cidade mas de toda terra, como conseqüência dos nossos pecados contra ela. Com a destruição do meio ambiente estamos caminhando para a nossa própria destruição. Pode ser que ainda haja prazo para o arrependimento... Mas o fato é que, sem arrependimento, não haverá salvação. A saída é "orar a Deus e abandonar os maus caminhos", como diz o texto. Atitudes e atos de arrependimento pela coletividade ainda podem ser a salvação da espécie humana. Todos têm que ser conscientes, um só não basta.