sábado, 17 de julho de 2010

PODER DO AMOR E AMOR AO PODER

Como não podia escondê-lo por mais tempo,
ela pegou uma cesta de junco,
tapou os buracos com betume e piche,
pôs nela o menino e deixou a cesta entre os juncos,
na beira do rio.

Êxodo 2.3 (leia 2,1-15) – BLH

Aí temos as duas maiores forças do mundo em oposição entre si. De um lado, uma mãe que fez o possível dentro de seus limites: mulher escrava proibida de ter e criar um filho homem. O amor pelo filho levou-a a fazer tudo para adiar a sua morte. Este tema se repete no nascimento de Jesus e na mulher do Apocalipse. De outro lado, temos as forças da opressão: são inseguras no seu poder e temem reparti-lo, fazendo tudo para eliminar a concorrência. Acham que a sua sobrevivência depende da eliminação do outro.

O tema bíblico esclarece: o poder bruto é fraqueza, o amor, embora pareça levar desvantagem, é a maior força do mundo. Ela vencerá todas as forças de opressão! Os seres humanos fazem suas opções entre os dois: o amor ao poder ou o poder do amor. Opor-se ao amor é opor-se a uma força fundamental da existência - o próprio Deus é amor. A vitória da força bruta é sempre temporária. A resistência do amor não tem fim e acaba permanecendo até esgotar a força opressora.

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

OPRIMIDOS E OPRESSORES

Porém quanto mais os egípcios maltratavam os israelitas,
tanto mais eles aumentavam.
Os egípcios ficaram com medo deles.

Êxodo 1,12 (leia 1,8-14.22) – BLH

A opressão é auto-destrutiva. Mais cedo ou mais tarde os oprimidos ganharão o seu espaço. O mal, embora dotado de muito poder, não consegue se impor para sempre. Seus dias são contados. O bem, sem poder aparente, sobrevive às agressões do mal e no fim triunfa! O mal tem razão em ter medo do bem, pois a agressão contra ele não lhe dá vitória permanente.

Este fato nunca foi aprendido. Cada geração repete o mesmo engano. As vítimas da opressão do mal, ao se libertarem tem a tendência de se tornarem opressoras. Isto aconteceu no caso dos israelitas. Ao serem libertados da opressão da terra do Egito os Israelitas se tornaram opressores na terra de Canaã, pressionando e destruindo o povo nativo e a sua cultura - tudo foi feito em nome de Deus!... O Deus libertador na terra de Egito se tornou o Deus opressor na terra de Canaã.

Na história moderna Israel ficou sem terra por muitos séculos e sofria muitas perseguições. Quando Israel voltou a ocupar a Palestina em 1948 com o apoio da ONU, ela se tornou uma nação opressora. Hoje, com o apoio dos EUA, Israel é uma das grandes potências opressoras do Oriente Médio, mas tudo em nome de defesa.

Nem a igreja escapa deste terrível “ciclo de oprimida” se tornando opressora. Ela começou como um grupo perseguido e oprimido, mas, ao adquirir poder, usou-o para perseguir e oprimir os outros. A igreja forte tem sido opressora e a igreja fraca, serva. É perigoso à igreja adquirir poder.

Parece que a raiz da opressão é o medo. A libertação do medo elimina o impulso opressor. O amor lança fora o medo. Quem ama não oprime.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

TUDO SE TRANSFORMA

Deus já havia resolvido que nos faria seus filhos
por meio de Jesus Cristo,
pois esse era o seu prazer e a sua vontade.

Efésios 1.5 (leia 1.3-14) – BLH

Tudo se transforma. Este é um dos grandes fatos da nossa existência. Jesus é o maior exemplo desta transformação, a começar pela encarnação. Jesus foi transformado em ser humano e se tornou o ser humano modelo. Jesus revela o potencial de cada um de nós. Por meio de Jesus podemos atingir o nosso potencial de filhas e filhos de Deus.

A vida é um processo de transformação. No momento da concepção, duas células separadas são transformadas num ser vivo, um feto. Aquele feto toma forma dentro do útero num ambiente fechado preparando-se para ser transformado num ser que respira e anda num ambiente aberto. Ao ser expulso para o novo ambiente, a transformação continua na formação física, mental e espiritual.

Jesus revela o potencial desta transformação humana. Tudo é destinado à transformação, cada coisa à sua maneira, mas esta transformação pode ser prejudicada. Em Jesus temos o poder de vencer os obstáculos da transformação e atingir este potencial de sermos feitos filhos e filhas de Deus.

terça-feira, 13 de julho de 2010

LEVAR OU SER LEVADO

É verdade que vocês planejaram aquela maldade contra mim,
mas Deus mudou o mal em bem
para fazer o que hoje estamos vendo,
isto é,
salvar a vida de muita gente.

Gênesis 50.20 (leia 49.29-33 e 50.15-24) – BLH

O mais importante deste texto é a atitude de José, a de perdão, olhando para o lado positivo dos atos mal intencionados de seus irmãos. Na ausência de rancor sobrou-lhe “energia” para chegar onde chegou. Não gastou em ressentimentos contra os irmãos que lhe queriam mal.

É difícil prever todos os resultados de qualquer ato. Um ato mal intencionado pode resultar num grande benefício! Malefício também pode ocorrer através de um ato motivado de boas intenções… A nossa atitude pode influenciar o efeito dos atos dos outros.

José não se fez de vítima, ele se colocou em condições de tirar proveito de qualquer situação, fosse ela favorável ou não. Neste sentido José era o mestre do seu próprio destino. Não deixava que os outros manipulassem o seus sentimentos. Ele agia em vez de reagir. Foi o próprio José que se colocou disponível para que o mal fosse convertido em bem. Levou a vida em vez de ser levado por ela.

Neste sentido somos mestres do nosso destino! Somos nós quem determinamos como vamos jogar as cartas que a vida coloca em nossas mãos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

PROMESSA E ESPERANÇA

Deus disse: -- Eu sou Deus, o Deus do seu pai.
Não tenha medo de ir para o Egito,
pois ali eu farei que os seus descendentes
se tornem uma grande nação.
Eu irei para o Egito com você
e trarei os seus descendentes de volta para esta terra.
E, quando você morrer,
José estará ao seu lado.

Gênesis 46.3-4 (leia 46.1-7,28-30) – BLH

Esta é uma promessa feita à Jacó depois de muitos anos de luto e inconformismo com a suposta morte de seu filho José. Até este momento uma nuvem de tristeza pairava sobre a cabeça de Jacó, mas agora, tudo mudou. A esperança nasceu de novo - um filho dado por morto é restaurado, há uma nova terra e um novo começo de vida.

A vida tem suas tristezas e desilusões. Chegam épocas em que o futuro parece sombrio e sem esperanças. Um passado triste pesa mais do que as possibilidades do futuro. Nós não conseguimos ver algo de positivo e as possibilidades são escondidas dos nossos olhos. O desânimo toma conta e ficamos com vontade de desistir. Felizmente algo nos segura.

O futuro não está preso ao presente momento e este momento não limita o futuro. Não temos capacidade de ver toda a realidade, só podemos, com fé, aguardar o futuro.

domingo, 11 de julho de 2010

GALARDÃO DO SONHADOR

Quando os egípcios começaram a passar fome,
foram pedir alimentos ao rei.

Ele disse:”Vão falar com José e façam o que ele disser.”

Gênesis 41,55 (leia 41.55-57) – BLH

O mundo dá muitas voltas e reviravoltas. José, condenado à prisão dependendo dos outros para comer; agora numa nova situação, José estava controlando todo o abastecimento do país!

José sonhava muito. Os seus sonhos colocaram-no numa situação difícil diante dos seus irmãos. Seu idealismo mandou-o para a prisão. Mas estas mesmas qualidades libertaram-no da prisão e colocaram-no no lugar de ser o homem mais poderoso do país!...

O importante não são as “conseqüências imediatas” dos nossos atos e as nossas atitudes, mas o que produzem a longo prazo. A curto prazo José sofreu por ser um sonhador mas foi esta mesma qualidade que lhe deu forças para superar a pressão negativa que veio em cima dele. José não cedeu às pressões, conservava a integridade interior e venceu as circunstâncias imediatas.

Nesta sociedade de corrupção generalizada em que vivemos somos fortemente pressionados a “entrar na dança” para não “ficar para traz” – os “espertos” levam vantagem, os “bobos” perdem. Nos valores populares é melhor sair-se bem do que ser bom. Até dentro das religiões o sucesso é colocado acima do serviço com a glorificação de grandes igrejas e grandes movimentos. O apelo dos evangelistas modernos é mais para o lado de recebermos grandes bênçãos do que sermos uma bênção.

Ao ser alimentado pelo “pão da integridade” José tinha um "pão interior” que o colocou em condições de poder distribuir pão para os outros também. Ao sermos alimentados teremos condições de alimentar os outros.

sábado, 10 de julho de 2010

RECONHECENDO A NOSSA VERDADE

Aí o homem perguntou:
Como você se chama?”
Jacó” respondeu ele.
Então o homem disse
O seu nome não será mais Jacó.
Você lutou com Deus e com os homens e venceu;
por isso o seu nome será Israel".

Agora diga-me o seu nome” pediu Jacó.
O homem respondeu:
Por que você quer saber o meu nome?”
E ali ele abençoou Jacó.

Gênesis 32.27-29 (leia 32.23-33) – BLH

Na língua hebraica o nome “Jacó” era apelido de “ladrão”.

De repente, Jacó não era mais aquele Jacó (ladrão) de antigamente que subia na vida às custas dos outros. Acabou o egoísmo, o dolo e a ambição de ser rico. Entrou em crise e deu uma volta de cento e oitenta graus. Finalmente Jacó entrou na herança de Deus.

Para isto acontecer foi preciso Jacó reconhecer e confessar quem ele realmente era. Chegou à conclusão de que a sua "falta de vergonha" estava levando-o a um caminho de auto-destruição. Ao descobrir a sua verdadeira identidade, Jacó conseguiu lidar com o seu verdadeiro problema, ele mesmo. Daí veio a verdadeira libertação e transformação. Ao conhecermos a nossa verdade seremos libertados da auto-destruição.