domingo, 15 de outubro de 2017

FÉ DO TEMPLO E FÉ DA RUA


Eles o adoraram e voltaram para Jerusalém
cheios de alegria.
E passavam o tempo todo no pátio do Templo,
louvando a Deus.

Lucas 24.53 (leia 24.44-53) – NTLH


Lucas é o único escritor bíblico que faz menção da descida do poder do Espírito Santo no dia do Pentecostes. Nenhum outro toma conhecimento do acontecimento. Toda a mística de Pentecostes está construída em torno da narração de Lucas no Evangelho de Lucas e nos Atos dos Apóstolos. Ele traça uma linha de continuidade, fazendo Jesus o elo entre judaísmo e cristianismo, entre Israel e todas as nações. Jesus não veio somente para os judeus, mas, através de seus seguidores a sua mensagem foi destinada a alcançar o mundo inteiro.

A mensagem é a boa notícia da oferta de novos caminhos (arrependimento) e graça (perdão) para todas as nações. Para Deus, não existem elites privilegiadas. Mas, para esta mensagem ser transmitida era necessário o “poder de cima”. Enquanto não chegava este poder, a fé dos discípulos era a “fé do templo”. Ficavam no templo louvando a Deus. A fé sem poder fica limitada ao louvor no templo.

Com a vinda do Espírito Santo, desceu o poder de dar testemunho da nova mensagem. Com as perseguições resultantes, os seguidores de Jesus foram espalhados pelo mundo. Saíram do templo e seu campo de ação se tornou o mundo inteiro. A finalidade da vinda do poder do alto era tirá-los do templo, não conservá-los dentro.

Passando os séculos de perseguição, com a legalização do cristianismo, a igreja começou a construir templos. Pouco a pouco, o templo cristão tomou o lugar de importância da sinagoga judaica. A grande manifestação de fé voltou a ser o louvor nos templos.

Hoje a igreja faz sua auto avaliação pela multiplicidade e grandiosidade de seus templos e casas de culto, pelo número de adeptos que consegue reunir e pelas manifestações de ardor nos seus cultos. O mundo é visto como território do inimigo e os cristãos devem se isolar dele. O alvo é salvar os mundanos do mundo e levá-los para dentro do templo. A fé predominante do cristianismo é centralizada no templo. A maior parte dos dízimos e ofertas é destinada a manutenção do templo com sua estrutura eclesiástica. No decorrer da história, em vez de penetrar as nações, o cristianismo substituiu a sinagoga pela catedral.

O “poder de cima” é dado para levar os cristãos a viver sua fé em prol do mundo, não da igreja. O evangelho não se limita às práticas religiosas e morais. Envolve a participação plena na vida “secular”. A palavra “arrependimento” significa mudar de direção e seguir novos caminhos. No caso do evangelho, é seguir os caminhos da compaixão e justiça social na vida diária em todos os lugares. A boa nova do evangelho é que o perdão (graça) dá poder para fazer mudança de vida em direção à vida. É um caminho difícil a seguir, mas o poder de cima é justamente para possibilitá-lo.


Lucas 24:44-53 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)


Depois disse:

— Enquanto ainda estava com vocês, eu disse que tinha de acontecer tudo o que estava escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos livros dos Profetas e nos Salmos.

Então Jesus abriu a mente deles para que eles entendessem as Escrituras Sagradas e disse:

— O que está escrito é que o Messias tinha de sofrer e no terceiro dia ressuscitar. E que, em nome dele, a mensagem sobre o arrependimento e o perdão dos pecados seria anunciada a todas as nações, começando em Jerusalém. Vocês são testemunhas dessas coisas. E eu lhes mandarei o que o meu Pai prometeu. Mas esperem aqui em Jerusalém, até que o poder de cima venha sobre vocês.

JESUS É LEVADO PARA O CÉU

Então Jesus os levou para fora da cidade até o povoado de Betânia. Ali levantou as mãos e os abençoou. Enquanto os estava abençoando, Jesus se afastou deles e foi levado para o céu. Eles o adoraram e voltaram para Jerusalém cheios de alegria. E passavam o tempo todo no pátio do Templo, louvando a Deus.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

PEW FAITH AND STREET FAITH


Then they worshiped him
and returned to Jerusalem with great joy.
And they stayed continually at the temple,
praising God.

Luke 24:52-53 (read 24.44-53) - NIV

Luke is the only Bible writer who mentions the descent of the Holy Spirit at Pentecost. No other writer shows any knowledge of it. All of the mystique that has been built around Pentecost is based wholly on the account of the writer of the Gospel of Luke and on Acts of the Apostles.

According to Luke the coming of the Holy Spirit at Pentecost was the power that took the followers of Jesus out of the temple and projected them into the world. In this way it traces a line of continuity, making a link between Judaism and Christianity, between Israel and all nations. Jesus did not come for the Jews only, but through his followers his message was intended to reach the entire world.

For God, there are no privileged elites. But for this message to be transmitted it was necessary to "power up". Up until the outpouring of the Spirit the faith of the disciples was "pew faith." They were in the temple praising God. Faith without power is limited to praise in the pews of houses of worship.

According to Luke the power to bear witness to the new message to the larger world came with the outpouring of the Holy Spirit at Pentecost. After that the followers of Jesus were expelled from the temple and scattered around the world. Their field of action became the world. The purpose of the Spirit was to get them out of the pews, not keep them sitting there.

For the first three centuries the followers of Jesus had little or no political power and were scattered, blending in with the population. But with the legalization of Christianity the church began to build temples and separate itself from society. Little by little, the Christian temples became centers of spirituality. “Pew praise” became an important manifestation of the Christian faith.

The church came to evaluate itself by the grandeur of its temples and houses of worship and the number of followers it could bring together for worship. The world came to be seen as enemy territory from which Christians must isolate themselves. The goal became to save the sinful world by bringing it in to sit in the pews. Spirituality became centered in the temple. Most of the tithes and offerings were (and are) used to maintain the temple with its ecclesiastical structure. Throughout history, instead of penetrating the nations, Christianity replaced the synagogue with the cathedral.

Pentecost was supposed to lead Christians to live their faith for the sake of the world, not the church. The gospel should not be limited to religious and moral practices. It should involve full participation in "secular" life. The word "repent" means to change direction and follow new paths of daily living. The Gospel should inspire the practice of compassion and social justice in all aspects of daily life. The good news of the gospel is that forgiveness (grace) gives power to live according to what Jesus practiced and taught. Christians are called to live “Street Faith”, not “Pew Faith”. Pew faith is exclusive and legalistic, but “Street Faith” is inclusive and unconditionally reaches out to embrace the needy.


Luke 24:44-53 – New International Version (NIV)


He said to them, “This is what I told you while I was still with you: Everything must be fulfilled that is written about me in the Law of Moses, the Prophets and the Psalms.”

Then he opened their minds so they could understand the Scriptures. He told them, “This is what is written: The Messiah will suffer and rise from the dead on the third day, and repentance for the forgiveness of sins will be preached in his name to all nations, beginning at Jerusalem. You are witnesses of these things. I am going to send you what my Father has promised; but stay in the city until you have been clothed with power from on high.”

The Ascension of Jesus

When he had led them out to the vicinity of Bethany, he lifted up his hands and blessed them. While he was blessing them, he left them and was taken up into heaven. Then they worshiped him and returned to Jerusalem with great joy. And they stayed continually at the temple, praising God.

domingo, 8 de outubro de 2017

O MAIOR DOS MILAGRES


Todos os que viram isso começaram a resmungar:
“Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!”

Lucas 19.7 (leia 19.1-10) – NTLH

Jesus não procurava popularidade ou fama, mas sempre foi seguido pela multidão de admiradores. Naquela ocasião os “fãs” atrapalhavam o seu ministério, impedindo um carente espiritual a chegar perto dele. Jesus precisou contrariar a multidão para atendê-lo. Jesus foi contra a vontade do povo quando parou para atender Zaqueu, o odiado chefe dos cobradores de impostos. Para a multidão, Zaqueu era um malvado que merecia desprezo e ser ignorado. Para Jesus, Zaqueu era uma pessoa carente que precisava de atenção. Jesus dava mais valor em demonstrar amor a Zaqueu do que projetar uma boa imagem para o público. Todos começaram a resmungar diante da amizade que Jesus fez com Zaqueu. A prioridade de Jesus era buscar os perdidos, não ganhar aplausos.

A multidão aguardava milagres e discursos. Para os “fãs”, Jesus fez tudo errado. O que Zaqueu merecia era ouvir um “bom sermão de advertência para parar com sua sem-vergonhice. Precisava alguém para botá-lo no seu lugar. A atitude de Jesus chocou o público. Esperava coisa mais energética de Jesus. Em vez de confronto, abraços! Que decepção!...

Contrário a multidão, Jesus fez o milagre do amor e pregou a mensagem de aceitação incondicional. Amar os outros como eles são e aceitá-los sem impor condições foi o ministério de Jesus. Deixa um modelo para ser seguido. É mais difícil do que pregar sermões e fazer “milagres”!...

Zaqueu não tinha amigos. Ninguém gostava dele. Vivia num vácuo espiritual e social. Tentava encher o vazio com bens materiais, mas continuava infeliz. Ouvia falar de Jesus. Despertou nele uma esperança. Foi atrás. Mas a multidão hostil impediu sua passagem. Diante dos obstáculos Zaqueu engoliu seu orgulho e dignidade. Correu na frente da multidão e subiu numa árvore como se fosse moleque, só para ver Jesus passar por perto. Mas, para a surpresa de todos, Jesus parou debaixo da árvore, chamou Zaqueu pelo nome e convidou-o para descer e recebê-lo na sua casa. Que contraste: a hostilidade da multidão e a amizade de Jesus!

O milagre do amor incondicional de Jesus desencadeou outro milagre, a transformação de Zaqueu. De repente, Zaqueu descobriu a maior riqueza do mundo: o amor do amigo. O dinheiro perdeu o trono! Ao conhecer o amor, Zaqueu começou a compartilhar com os outros.

O sinal da salvação é a generosidade. No momento em que Zaqueu anunciou a sua decisão de distribuir seus bens em vez de recolher os dos outros, Jesus exclamou: “Hoje a salvação entrou nesta casa!”

A diferença entre a salvação e a perdição está no distribuir e no recolher. O egoísmo da perdição nos leva a ajuntar as coisas: materiais e espirituais. O amor da salvação nos leva a compartilharmos. A perdição quer mandar, a salvação: servir.

O milagre do amor incondicional abre o coração para ser amigo dos “pecadores”, e levá-los a praticar a justiça. Parar e falar com Zaqueu foi um dos maiores milagres que Jesus realizou.


Lucas 19:1-10 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

JESUS E ZAQUEU

Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos. Ele estava tentando ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, pois Zaqueu era muito baixo. Então correu adiante da multidão e subiu numa figueira brava para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu:

— Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa.

Zaqueu desceu depressa e o recebeu na sua casa, com muita alegria. Todos os que viram isso começaram a resmungar:

— Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!

Zaqueu se levantou e disse ao Senhor:

— Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.

Então Jesus disse:

— Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

THE GREATEST OF ALL MIRACLES


All the people saw this and began to mutter,
“He has gone to be the guest of a sinner.”

Luke 19:7 (read 19:1-10) – NIV

Jesus did not seek popularity or fame, but he was always followed by a crowd of admirers. On this occasion his "fans" hindered his ministry by preventing a person in spiritual need to get near him. Jesus needed to go against the opinion of the crowd in order follow his priorities. Jesus did an unpopular thing when he stopped to greet Zacchaeus, the hated chief of the tax collectors. For the crowd, Zacchaeus was an evil man who deserved contempt and to be ignored. For Jesus, Zacchaeus was a lonely person who needed friendship. Jesus found it more important to demonstrate love to Zacchaeus than to project a good public image. Everyone began to grumble against the friendship that Jesus showed with Zacchaeus. Jesus’ priority was to seek the lost, not win applause.

The crowd was expecting miracles and discourses. To his "fans", Jesus did everything wrong. What Zacchaeus deserved was to hear a "good sermon” warning him to stop being so shameful. He needed someone to put him in his place. The attitude of Jesus shocked the public. They expected an energetic confrontation instead of friendliness. What a disappointment!!!

Unlike the crowd, Jesus performed the miracle of love and preached the message of unconditional acceptance. To love others as they are and accept them unconditionally was the ministry of Jesus. That is the model to be followed today. It's harder than preaching sermons, making doctrinal statements and performing "miracles".

Zacchaeus had no friends. Nobody liked him. He lived in a spiritual and social vacuum. He tried to fill the void with material goods, but he was still unhappy. Undoubtedly he heard about Jesus, and that awakened hope within him. He tried to get close, but the hostile crowd prevented his passage. In the face of obstacles Zacchaeus swallowed his pride and dignity. He ran ahead of the crowd and climbed a tree as though he were a kid in order to see Jesus pass by. But to everyone's surprise Jesus stopped under the tree and called Zacchaeus by name and invited him to come down and receive him in his house. What a contrast between the hostility of the crowd and the friendship of Jesus!

The miracle of the unconditional love of Jesus unleashed another miracle, the transformation of Zacchaeus. Suddenly, Zacchaeus found the greatest wealth in the world, the love of friendship. Money lost its throne. Upon experiencing love Zacchaeus began to share with others.

The sign of salvation is generosity. The moment Zacchaeus announced his decision to distribute his wealth instead of collecting the goods of others, Jesus said, "Today salvation has come to this house!"

The difference between salvation and damnation is the difference between sharing and hoarding. Selfishness wants to accumulate things both, material and spiritual, and love leads us to share our blessings with others.

The miracle of unconditional love opens our heart to be a friend of the outcast and can influence them to practice justice. Stopping and talking to Zacchaeus was one of the greatest miracles that Jesus performed.


Luke 19:1-10 – New International Version (NIV)

ZACCHAEUS THE TAX COLLECTOR

Jesus entered Jericho and was passing through. A man was there by the name of Zacchaeus; he was a chief tax collector and was wealthy. He wanted to see who Jesus was, but because he was short he could not see over the crowd. So he ran ahead and climbed a sycamore-fig tree to see him, since Jesus was coming that way.

When Jesus reached the spot, he looked up and said to him, “Zacchaeus, come down immediately. I must stay at your house today.” So he came down at once and welcomed him gladly.

All the people saw this and began to mutter, “He has gone to be the guest of a sinner.”

But Zacchaeus stood up and said to the Lord, “Look, Lord! Here and now I give half of my possessions to the poor, and if I have cheated anybody out of anything, I will pay back four times the amount.”

Jesus said to him, “Today salvation has come to this house, because this man, too, is a son of Abraham. For the Son of Man came to seek and to save the lost.”

domingo, 1 de outubro de 2017

OLHEM... TOQUEM...


Olhem para as minhas mãos e para os meus pés
e vejam que sou eu mesmo.
Toquem em mim
e vocês vão crer...

Lucas 24.39b (leia 24.36b-48) – NTLH

Lucas relata que os companheiros de Jesus estavam arrasados, de luto pela morte de Jesus em quem eles haviam colocado a esperança! O mundo havia desmoronado, os sonhos evaporados... Restou catar os pedaços que sobraram e refazer a vida! Mas, de repente, a vida apareceu, como fantasma, diante de seus olhos. Jesus morto se transformou em vivo! Era inacreditável! Para tirar as dúvidas deles, Jesus convidou-os a olhar as suas feridas e tocá-las. Jesus vivo se tornou uma experiência concreta, espantosa! Eles participaram como testemunhas oculares da vitória da vida sobre a morte.

No decorrer do tempo, a experiência com a pessoa de Jesus vivo se tornou dogma, artigo de crença. No lugar da experiência veio o credo. Jesus se tornou doutrina, sistema de pensamento, teologia. Com a institucionalização do movimento cristão a “crença certa” (ortodoxia) se confundia com a experiência. No decorrer dos séculos as igrejas se dividiam cada vez mais em questões de doutrina e práticas religiosas. Somos fruto deste fenômeno que continua até hoje. É difícil se identificar com Jesus sem se declarar afiliado a uma denominação ou tendência religiosa. Um cristão julga o outro pela crença, filiação religiosa ou práticas de culto. Somos pressionados a nos conformar com um determinado jogo de normas e ter lealdade institucional.

Lucas chega à essência da fé: ver e sentir, pessoalmente o poder da vida e falar por experiência própria e concreta – nada de teorias abstratas.

O livro “Atos dos Apóstolos”, na realidade, relata os atos contínuos de Jesus através daqueles que o viram e tocaram. Muitas pessoas conseguiram ver e sentir a ressurreição: o aleijado olhando para Pedro e João (3.12-19) e Paulo assistindo a morte de Estêvão e vendo uma luz e ouvindo uma voz na estrada de Damasco (9.1-6). São histórias de encontros transformadores que geravam vida nova.

A ressurreição continua, sendo uma realidade constante. Jesus prossegue a se manifestar em situações de desespero e sofrimento. Ele nunca aparece na hora, lugar ou maneira esperada. Não é programável. Jesus foge das limitações que as igrejas tentam impor. Basta estarmos atentos para vê-lo e tocá-lo na hora de necessidade.

Não estamos acostumados a ver Jesus na rua em pessoas que saem fora das nossas normas. A ressurreição pode se manifestar no sorriso de uma criança, num gesto de solidariedade de um estranho, numa música sagrada ou profana ou na inspiração na calada da madrugada. Foi numa crise com a instituição em 1985 que Jesus me apareceu por meio de um padre e uma freira (um casal). Morreram muitos preconceitos e ressuscitei para uma nova vida mais plena e aberta para as manifestações do Divino.

Continua o convite, “olhem... toquem”!...


Lucas 24:36-48 – Nova Traduҫão na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

JESUS APARECE AOS DISCÍPULOS

Enquanto estavam contando isso, Jesus apareceu de repente no meio deles e disse:

— Que a paz esteja com vocês!

Eles ficaram assustados e com muito medo e pensaram que estavam vendo um fantasma. Mas ele disse:

— Por que vocês estão assustados? Por que há tantas dúvidas na cabeça de vocês? Olhem para as minhas mãos e para os meus pés e vejam que sou eu mesmo. Toquem em mim e vocês vão crer, pois um fantasma não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho.

Jesus disse isso e mostrou as suas mãos e os seus pés. Eles ainda não acreditavam, pois estavam muito alegres e admirados. Então ele perguntou:

— Vocês têm aqui alguma coisa para comer?

Eles lhe deram um pedaço de peixe assado, que ele pegou e comeu diante deles. Depois disse:

— Enquanto ainda estava com vocês, eu disse que tinha de acontecer tudo o que estava escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos livros dos Profetas e nos Salmos.

Então Jesus abriu a mente deles para que eles entendessem as Escrituras Sagradas e disse:

— O que está escrito é que o Messias tinha de sofrer e no terceiro dia ressuscitar. E que, em nome dele, a mensagem sobre o arrependimento e o perdão dos pecados seria anunciada a todas as nações, começando em Jerusalém. Vocês são testemunhas dessas coisas.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

TOUCH AND SEE


It is I myself!
Touch me and see.

Luke 24:39 (read 24.36b-48) – NIV

The Gospel according to Luke reports that Jesus' companions were devastated and grieving the death of the one in whom they had placed their hopes! Their world had collapsed and their dreams had evaporated. They were left to pick up the pieces that were left over and to make a new beginning in life! But suddenly that life appeared as a ghost before their eyes. The dead Jesus was unbelievably alive! To answer their unbelief Jesus invited them to touch him and look at his wounds. Jesus became a real and amazing experience! They became eyewitnesses of the victory of life over death.

For us, Jesus as a resurrected person is not an objective experience, but a dogma to be accepted by faith. Instead of being an experience Jesus is a creed. Institutionalized Christianity presents Jesus as an article of faith, a doctrine, a system of thought and a theology. Over the centuries the churches have been increasingly divided on matters of doctrine and religious practices. We are the fruit of this phenomenon that continues today. It is difficult to identify with Jesus without declaring affiliation with some denomination or religious tendency. We are pressured to conform to a certain set of rules and have institutional loyalty.

Christianity is divorced from touching and seeing, because there is no physical Jesus standing before us to show himself. If touching and seeing is important, whom can we touch and see? The canonic gospels cite Jesus as giving an answer. According to the Gospel of Mathew the Jesus of today is not represented by ecclesiastical authorities but by people in need who surround us – “Whatever you did for one of the least of these brothers and sisters of mine, you did for me” (25:40).

Today Jesus continues to be a constant reality by manifesting himself in situations of despair and suffering. Jesus is not to be found in religious gatherings in sanctuaries but on the margins of society. We're not used to seeing Jesus in the homeless, the immigrant, the jobless or many others who are cast out and shunned by main-liners who close themselves off from those who are different from themselves. Many who identify themselves as Christians reject Jesus when they see the needy by labeling them as being lazy, illegal or otherwise unworthy of compassion.

When we refuse to give gestures of solidarity we are rejecting the invitation to touch and see. But the invitation to touch and see continues until now whether we recognize it or not. Touching and seeing only by faith is a copout from exercising real live actions of compassion.


Luke 24:36-48 - New International Version (NIV)

JESUS APPEARS TO THE DISCIPLES

While they were still talking about this, Jesus himself stood among them and said to them, “Peace be with you.”

They were startled and frightened, thinking they saw a ghost.  He said to them, “Why are you troubled, and why do doubts rise in your minds?  Look at my hands and my feet. It is I myself! Touch me and see; a ghost does not have flesh and bones, as you see I have.”

When he had said this, he showed them his hands and feet. And while they still did not believe it because of joy and amazement, he asked them, “Do you have anything here to eat?” They gave him a piece of broiled fish, and he took it and ate it in their presence.

He said to them, “This is what I told you while I was still with you: Everything must be fulfilled that is written about me in the Law of Moses, the Prophets and the Psalms.”

Then he opened their minds so they could understand the Scriptures. He told them, “This is what is written: The Messiah will suffer and rise from the dead on the third day, and repentance for the forgiveness of sins will be preached in his name to all nations, beginning at Jerusalem. You are witnesses of these things.

domingo, 24 de setembro de 2017

PROCURANDO O VIVO ENTRE OS MORTOS


Por que é que vocês estão procurando
entre os mortos quem está vivo?
Ele não está aqui,
mas ressuscitou.

Lucas 24.5b-6a (leia 24.1-12) – NTLH

De acordo com Lucas, no domingo bem cedo, algumas mulheres foram ao túmulo para cuidar do corpo de Jesus. Todas ficaram cheias de espanto ao encontrar o túmulo vazio! Lucas relata que, dentro do túmulo, dois homens apareceram à Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago e perguntaram: “-Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo?” e acrescentaram, “Ele não está aqui, mas ressuscitou”.

Independente da nossa interpretação da ressurreição, estas palavras têm um sentido muito profundo. O ser humano tem a tendência de buscar a vida em túmulos onde ela não mais existe.

Há uma frase latina, “rigor mortis”, que descreve a característica de um cadáver: rigidez (a rigidez da morte). A flexibilidade é característica da vida, rigidez, da morte. O corpo de uma criancinha é incrivelmente flexível. No curso da vida o corpo, lentamente, perde a flexibilidade. O idoso é menos ágil do que o jovem. Na morte, a rigidez se torna absoluta. A finalidade do túmulo é guardar corpos. A rigidez é norma.

Jesus não é encontrado nos túmulos. Existem muitos túmulos fora dos cemitérios. A religiosidade pode se tornar “túmulo” do espírito humano. Uma vez que ela promova a rigidez de dogmas, doutrinas e normas de conduta, tentando padronizar o ser humano, ela se torna “sepultura espiritual”. Qualquer grupo que se julga dono da verdade, que acha que todos os outros estão errados ou inferiores e que tenta moldar seus membros dentro de um padrão se torna um “jazigo espiritual”. Existem jazigos de tradicionais, conservadores, liberais, pentecostais, avivados, carismáticos, renovados, santificados, etc. Eles podem usar o nome de Jesus, chamando-o de Senhor, expulsando demônios e fazendo milagres, mas Jesus não está no meio deles e nem os conhece (Mateus 7.21-23). Qualquer rigidez é sinal da morte. Quem é vivo, sai. Os defuntos ficam.

A ressurreição é mais do que uma esperança de viver depois da morte. É uma realidade já, no presente!... É a libertação da rigidez da morte. Dá poder de transpor barreiras, agir espontaneamente, motivado pelo amor. É a libertação de ser escravo, cumprindo deveres diante de um deus exigente, para ser filho ou filha, curtindo o Papai (com coração de Mamãe) e trilhando novos caminhos. É o privilégio de aceitar todos como irmãs e irmãos, convivendo em solidariedade. É o privilégio de ser cidadão do Reino que inclui toda a criação como obra de Deus


Lucas 24:1-12 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000 (NTLH)

A RESSURREIÇÃO DE JESUS

No domingo bem cedo, as mulheres foram ao túmulo, levando os perfumes que haviam preparado. Elas viram que a pedra tinha sido tirada da entrada do túmulo. Porém, quando entraram, não acharam o corpo do Senhor Jesus e não sabiam o que pensar. De repente, apareceram diante delas dois homens vestidos com roupas muito brilhantes. E elas ficaram com medo, e se ajoelharam, e encostaram o rosto no chão. Então os homens disseram a elas:

— Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo? Ele não está aqui, mas foi ressuscitado. Lembrem que, quando estava na Galileia, ele disse a vocês: “O Filho do Homem precisa ser entregue aos pecadores, precisa ser crucificado e precisa ressuscitar no terceiro dia”.

Então as mulheres lembraram das palavras dele e, quando voltaram do túmulo, contaram tudo isso aos onze apóstolos e a todos os outros. Essas mulheres eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Estas e as outras mulheres que foram com elas contaram tudo isso aos apóstolos. Mas eles acharam que o que as mulheres estavam dizendo era tolice e não acreditaram. Porém Pedro se levantou e correu para o túmulo. Abaixou-se para olhar e viu somente os lençóis de linho e nada mais. Aí voltou para casa, admirado com o que havia acontecido.