sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A LEI DO AMOR


Eu porei a minha lei na mente deles
e no coração deles a escreverei;
eu serei o Deus deles,
e eles serão o meu povo.

Jeremias 1.33 (leia 31.31-34) – BLH

Podemos pensar em Deus só em termos humanos dentro do nosso contexto cultural. No Antigo Testamento, Deus era entendido dentro do contexto do patriarcado. O pai da família era a autoridade máxima. Ele tinha a última palavra e traçava os rumos da família. Deus é retratado como o grande chefe da família tribal. Havia escolhido Abraão, Sara e seus descendentes como sua família. Ele os acompanhou através das gerações, orientando-os, protegendo-os e castigando-os. Mas estes “filhos adotivos” sempre lhe “davam trabalho”. Conforme o profeta, Jeremias o Deus Eterno viu que precisava mudar o relacionamento que não estava dando certo.

O primeiro modelo, a Aliança entre Deus e os descendentes de Abraão e Sara, era unilateral. Deus tomava as decisões e ditava as leis. Ele amava o povo, mas o medo do castigo era o motivo de obediência. Deus era culpado pelo povo quando tudo não estava de acordo com o seu gosto. Este modelo falhou. Neste texto, Deus está propondo um novo relacionamento, o que nasce da mente e do coração do povo.

A religião autoritária, dona da verdade e imposta, usando chantagens, ameaças e medo, não é libertadora! Pode ser bem sucedida em termos de crescimento numérico e financeiro, mas não deixa de ser uma forma de opressão. No caso do povo israelita, a vida servil, maléfica do Egito foi trocada por outra servil, benéfica de mandamentos divinos. Não deixava de ser uma forma de servidão imposta. Qualquer tipo de servidão provoca revolta e desobediência.

Jeremias apresenta uma visão libertadora do Reino de Deus em que o amor é o valor supremo. O amor e lealdade não podem ser impostos. No amor, as pessoas aprendem e não precisam ser ensinadas. Buscam por si a sabedoria e o conhecimento... A motivação é interna. Uma religião que precisa “doutrinar” seus adeptos não é libertadora.

Os fundamentalismos modernos: cristão, judaico ou islâmico, são sistemas que usam a manipulação para segurar seus adeptos e incentivá-los a ir contra os demais. Ensinam a “verdade” absoluta que, em vez de promover amor, fomenta desconfiança, ódio, separação e hostilidade. Um exemplo é a retirada da Igreja Metodista de órgãos ecumênicos que incluem a representação da Igreja Católica Romana. O governo Bush dos Estados Unidos é outro exemplo clássico do fundamentalismo cristão utilizando com arrogância o poder político, econômico e militar para impor seus valores. Exige conformismo. É opressivo, não libertador.

A nova aliança, baseada no amor e perdão, é libertadora e ecumênica! Não exige conformismo. Cada pessoa tem a liberdade de se relacionar com Deus sem a interferência de outras. Ninguém precisa “converter” a outra.

Viver a nova aliança não é fácil. Exige abrir mão de muitos preconceitos instalados em nossa cultura: sociais, raciais e sexuais. Como os profetas do passado, poderemos ser discriminados e julgados pelos “espirituais”.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O MUNDO PASSA, MAS...

O mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas desejam,
porém quem faz a vontade de Deus vive para sempre.

1 João 2.17 (leia 2.12-17) – BLH


Esta mensagem proclama os valores reais da vida. Existe o que promove o nosso bem estar, mas também existe aquilo que nada acrescenta e até prejudica! Num mundo como o nosso, onde existem muitas mudanças e modismos, aparecem muitas coisas que não nos acrescentam nada; coisas alienantes são prejudiciais...


Os seres humanos têm capacidade de optar muito além de qualquer outra criatura. Somos as únicas criaturas que têm a capacidade de agir contra a natureza. As outras são programadas para se integrarem à natureza e fazerem parte de um ecossistema de harmonia e equilíbrio. Agindo ao contrário, o ser humano, tem a capacidade de desequilibrar o sistema, provocando destruição...


As culturas primitivas ainda conseguiram viver esta harmonia, mas, a nossa cultura é a pior da história da humanidade. Hoje, a salvação depende de nós aprendermos a escolher entre as opções que levam à vida e rejeitar as que nada acrescentam. A vontade de Deus é justamente aquela que promove o bem estar geral e leva à vida.


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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

VESTIMENTA ESPIRITUAL

Vocês são o povo de Deus.
Ele os amou e os escolheu para si mesmo.
Portanto,
vocês precisam se vestir com a misericórdia,
a bondade,
a humildade,
a delicadeza e
a paciência.

Colossenses 3.12 (leia 3.12-21) – BLH


O fato de termos nascido, é uma prova de que fomos escolhidos por Deus, mas isto não basta. Esta escolha precisa ser confirmada e cultivada. Qualquer forma de vida precisa de cuidados para sobreviver e se desenvolver. Este texto indica a roupagem de caráter para o ser humano, abordando sobrevivência e desenvolvimento: misericórdia, bondade, humildade, delicadeza e paciência.


Estas qualidades são os lubrificantes da vida. A função de lubrificante é eliminar atritos. Os atritos são desgastantes e roubam energia. Uma máquina sem lubrificação funciona mal, cria muito calor e acaba logo. A ausência destas qualidades na vida social atua da mesma maneira com a sociedade. Sem estas qualidades, surgem conflitos, chegando ao caos, violência e destruição.


Uma religião que propicia a seus membros o julgamento do próximo, considerando-os inferiores, orgulhando-se das supostas "boas qualidades", sendo intolerantes à fé dos outros, é uma religião de morte e não de vida!


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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

LUZ E VERDADE

Porém,
se vivemos na luz,
como Deus está na luz,
então estamos unidos uns com os outros,
e o sangue de Jesus,
o seu Filho,
nos limpa de todo pecado.

1 João 1.7 (leia 1.5-2.2) – BLH


Nesta passagem luz é a verdade, enquanto a escuridão é a mentira e o engano. Jesus representa a luz, a verdade e a vida, a realidade, os valores reais da nossa vida! Quem ignora o que Jesus representa está caminhando para o sofrimento inútil, a destruição e a morte.


Este texto e seu contexto diz que nós podemos nos enganar achando que somos algo que não somos: - pior tipo de engano. A tendência de muitos religiosos é negar seu lado negativo e achar que somente eles estão com Deus! Na realidade são alienados dos outros e acham que esta separação é uma coisa santa...


Vivermos na luz significa reconhecermos a nossa realidade interior e procurarmos, junto com os outros e com Jesus, vencer o mal que está em nós.


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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

INCLUSÃO X EXCLUSÃO

Quando essa Vida apareceu,
nós a vimos.
É por isso que agora falamos dela
e anunciamos a vocês a Vida eterna
que estava com o Pai e que nos foi revelada.
Contamos o que temos visto e ouvido
para que vocês estejam unidos conosco,
assim com nós estamos unidos
com o Pai
e com Jesus Cristo,
o seu Filho.

1 João 1.2-3 (leia 1.1-4) – BLH


Existem religiões "de vida" e religiões "de morte".


A religião de vida é aquela que é aberta e quer compartilhar as coisas boas com os outros. Abre a vida da pessoa para uma maior participação no mundo que a cerca, incluindo outras pessoas para participar da sua vida. Quem possui "vida" conta para que os outros possam tê-la também. A verdadeira religião é inclusivista.


A religião de morte é aquela que é fechada e quer impor seus valores. Fecha a vida da pessoa e a tira da participação no mundo que a cerca, levantando barreiras contra os "pecadores" e condenando todos os outros que são diferentes dela. A falsa religião é exclusivista.


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domingo, 26 de dezembro de 2010

NOTÍCIAS DE SALVAÇÃO

Como é bonito ver um mensageiro correndo pelas montanhas,

trazendo notícias de paz, boas notícias de salvação.

Ele diz a Sião: "O seu Deus é Rei!"

Isaás 52.7 (Leia Isaías 52.7-10)


Notícias de salvação! Notícias de paz! Salvação e paz: dois grandes desejos da humanidade! Donde vem a nossa salvação e a nossa paz? Os mensageiros já correram e anunciaram, mas poucos realmente ouviram... Muitos ouviram mas "não ouviram de verdade". O nome "Jesus" quer dizer "salvação". Na época de natal fala-se muito em Jesus. Nas igrejas, Jesus é muito "pregado" também. Isto não quer dizer que aqueles que falam com a boca são aqueles que escutam com os ouvidos e o fazem com o coração...


Jesus representa uma salvação muito mais do que a vida eterna lá no céu, Ele é a notícia de paz! Paz (salom) na linguagem bíblica quer dizer "bem estar", saúde, felicidade, plenitude e segurança que acompanham a justiça. Jesus revela a vida de justiça.


Quem ouve a mensagem de salvação e paz aceita Jesus como "rei da sua vida". Jesus, sendo rei, nos leva a seguir os caminhos de justiça, como Ele mesmo andou junto do povo que sofria as injustiças da sociedade...


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sábado, 25 de dezembro de 2010

DESCENDÊNCIA SEM FIM

Você sempre terá descendentes,
e eu farei que o seu reino dure para sempre.
E a sua descendência real nunca terminará.

2 Samuel 7.16 (leia 7.1-5,8-11,16) – BLH


O segundo livro de Samuel relata que esta promessa foi feita ao rei Davi por intermédio do profeta Natã. O reino de Davi duraria para sempre e a sua descendência real nunca teria fim. Os fatos históricos contradizem esta profecia, pois o reinado da casa de Davi durou somente mais uma geração. A nação desabou para ser reconstruída em outras bases sob o domínio estrangeiro.


Muitos judeus aguardam ainda a restauração da nação nas bases originais e muitos cristãos adotaram uma interpretação do reinado universal pós histórico de Cristo como descendente de Davi.


Esta profecia é como a estrela que não pode ser alcançada, mas serve de ponto de referência e guia. Qualquer profecia pode ser perigosa, desviando a nossa atenção dos desafios do agora. Muitos esperam um reino que um dia cairá do céu! Ignoram o mundo de hoje. Mas, visando Jesus como sucessor de Davi, este reino já existe na medida que cada um siga Jesus na prática do amor ao próximo. O Reino é vivido agora entre os outros reinos e serve como fermento, sal e luz.


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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O PODER DA PALAVRA


O Eterno estendeu a mão,tocou nos meus lábios e disse:
-Veja! Eu estou lhe dando a mensagem
que você deve anunciar.
Hoje, estou lhe dando poder sobre nações e reinos,
poder para arrancar e derrubar,
para destruir e arrasar,
para construir e plantar.

Jeremias 1.9-10 (leia 1.4-10) – BLH

A palavra falada ou escrita é o instrumento mais poderoso que possuímos. Uma palavra maldosamente jogada pode ferir muito mais do que uma pedra. A pedra pode quebrar o osso, mas a palavra ferir o espírito e amargurar a alma para o resto da vida. Palavras podem nos alegrar ou nos entristecer. Podem abrir o apetite ou dar nojo, provocar amor ou ódio!

Os demagogos usam palavras para manipular a massa a alcançar seus objetivos. Os tiranos repetem mentiras até o povo chegar a acreditá-las. Há setenta anos, Hitler empregou palavras odiosas e mentirosas para levar uma nação à guerra e genocídio. Bush repetiu a façanha!... O discurso pode inflamar e levar multidões a fazer loucuras! Em Jonestown, no ano de 1978, o pastor Jim Jones induziu 900 pessoas a ingerirem veneno mortífero, dizendo ser ordem de Deus.

Com palavras, construímos o nosso mundo. As nossas experiências são traduzidas em palavras e estas palavras reforçam as experiências. Quando nos julgamos ofendidos, podemos reagir com palavras duras, severas, criando clima de hostilidade, ou podemos, usar palavras suaves, criar ambiente agradável! Com o nosso falar temos muita influência no lugar onde estamos.

Ao usarmos a mentira e a decepção, criamos um mundo falso, sujeito a desmoronar... Vivemos num mundo construído em cima de palavras mentirosas daqueles que detêm o poder político, militar, econômico, e religioso. Palavras de auto promoção escondem parte da verdade, levam a preconceito, exploração, injustiça e violência. Constroem apenas fachadas, destinadas a ruir quando chegar a hora da verdade.

A palavra profética tem a finalidade de “plantar e construir”. É boa notícia para aqueles que estão sofrendo os efeitos da palavra destrutiva. Ela não chama atenção à si mesma, não se auto promove e não esconde a verdade. É simples, humilde, aberta e libertadora. É realista e otimista ao mesmo tempo.

Jesus é modelo da palavra profética! Ele não falava de si, mas da realidade do Reino que já estava presente. Suas palavras promoviam vida: amor e perdão, justiça e paz! Deus é o “papai” (ou “mamãe”) querendo todos como suas filhas e seus filhos.

Nossa história é uma jogada de palavras. Escolhemos quem queremos ouvir e acreditar. A violência é possível porque, pela razão as pessoas acreditam nas palavras de violência e deixam ser manipuladas! Encarnam as palavras e as reproduzem pela ação. Destruição gera destruição. Os pacificadores são pessoas que abrem seus ouvidos e corações para as palavras que plantam sentimentos de amor e compaixão, construindo vidas. Paz gera paz.

As nossas palavras têm mais poder do que imaginamos. Seguindo o caminho de Jesus, nossas palavras se tornam proféticas, construindo e plantando para o bem comum. Palavras egoísticas levam vantagens a poucos, à custa de muitos. O Caminho oferece solidariedade e compartilhamento, não competição e lucro. O Eterno ainda nos chama para construirmos e plantarmos!...

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

PURIFICAÇÃO DOS SACERDOTES

Ele se sentará para purificar os sacerdotes,
os descendentes de Levi,
como quem purifica e refina a prata e o ouro no fogo.
Assim eles poderão oferecer a Deus
os sacrifícios que ele exige.

Malaquias 3.3 (leia 3.1-4,17-18) – BLH


Embora não olhando com muita simpatia para este ramo da religião que concentra seus valores nos costumes, leis e liturgias, vejo um valor positivo neste texto, pois é necessário colocar em prática o que é certo! Os sacerdotes não seguiam aquilo que recomendavam ao povo!...


A religião verdadeira é a prática da compaixão, incluindo lideranças também! Um grande fato da vida é que reproduzimos aquilo que somos e não aquilo que falamos. Por esta razão, o sacerdote acima citado tinha que se purificar para poder cumprir o seu papel de "purificador do povo". Por esta mesma razão, precisamos hoje ser compassivos num mundo que está sofrendo por falta de compaixão humana. Compaixão é muito mais que uma teoria de igualdade e respeito, sentimento de pena ou dó. Se ela não for vivida não é compaixão. A compaixão não precisa de teoria, basta coração. A teoria vem com a prática e não o contrário.


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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O MELHOR SACRIFÍCIO A DEUS

Depois disse ainda:
"Estou aqui, ó Deus,
para fazer o que tu queres."
Assim Deus acabou com todos os antigos sacrifícios
e pôs no lugar deles o sacrifício de Cristo.
E, porque Jesus Cristo fez o que Deus quis,
nós somos purificados do pecado pela oferta que ele fez,
uma vez por todas
no seu próprio corpo.

Hebreus 10.9-10 (leia 10.5-10) – BLH


O melhor sacrifício que podemos fazer a Deus é fazer a sua vontade. Um sistema de rituais e sacrifícios não é uma solução para o problema humano. Estes sistemas tentam empurrar a solução para fora do ser humano. Um sistema de sacrifícios joga tudo numa vítima que nada tem a ver com o problema. Um sistema de rituais descarrega o sentimento de culpa, mas não chega à causa, são soluções temporárias.


A solução final é chegarmos à origem do problema e lidarmos com ele. Jesus é apontado como a Luz do Mundo. A luz revela e purifica. Ao chegar a Jesus, podemos ver com clareza onde estamos e como somos, ver com igual clareza qual é o caminho a seguir! Jesus fez a vontade de Deus e nos ajuda a fazermos o mesmo. Nisto Jesus é a nossa Luz e salvação! Não há mais necessidade de sacrifícios e liturgias sem fim.


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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

FLORES E ROLINHAS

..e as flores aparecem nos campos.
É tempo de cantar:
ouve-se nos campos
o canto das rolinhas.

Cântico 2.12 (leia 2.8-14) – BLH


As flores e o canto das rolinhas fazem parte do processo da fecundação. As flores são os órgãos sexuais das plantas, o canto das rolinhas evidenciam as "cantadas" entre machos e fêmeas. A época de fecundação é a mais bela da existência, época de otimismo e alegria! É tempo de cantar!...


Jesus representa a fecundação. Ele veio para semear o Reino de Deus. A maioria das pessoas na época de Jesus não entendia a missão nem a alegria dele. O Reino de Deus retrata a primavera da história! O mundo vive o inverno e as brisas mornas da primavera custam a derreter o gelo das forças da morte... Jesus reflete a primavera em plena época de inverno. O inverno o crucificou, mas a primavera o ressuscitou!


O evangelho deve nos libertar das limitações do inverno, liberando a nossa fecundidade, abrindo as portas para a nova criatividade! A maioria das igrejas tem medo da fecundidade da primavera, tentando bitolar seus membros dentro de um sistema de doutrinas para evitar que eles criem novidades não ortodoxas. Jesus não era ortodoxo.


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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

EMANUEL: DEUS CONOSCO

Pois o Senhor mesmo lhes dará um sinal:
a jovem que está grávida dará à luz um filho
e porá nele o nome de Emanuel.

Isaías 7.14 (leia 7.10-14) – BLH


Emanuel foi o nome dado ao filho nascido da jovem que já estava grávida, descrito pelo profeta Isaías. Emanuel em hebraico quer dizer "Deus conosco".

Outro fato interessante: não há nada significante a respeito da jovem mãe. A igreja primitiva, ao usar a versão grega do antigo testamento, erradamente traduzia "moça" por "virgem". Assim sendo, adotou a posição que esta passagem se referia a Maria, que ela era virgem e que a criança nascida era Jesus! Ignoravam o fato de que a criança da profecia se chamava Emanuel e não Jesus.


Para "provar" que Jesus era aquele ungido por Deus, prometido pelas profecias, a igreja primitiva lançava mão de diversos textos duvidosos. Para Jesus ser o prometido não havia nenhuma necessidade dele ter nascido de uma virgem, nem de uma mulher "direitinha". Ao insistir em detalhes como este, perdemos de vista o essencial – o nascido do Espírito é aquele que tem o Espírito e o deixa agir na sua vida, independentemente das suas origens humanas. Esta abordagem de Jesus é secundária. O essencial é seu relacionamento com o Papai.


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domingo, 19 de dezembro de 2010

NOVO REI, NOVO DIA

O Deus Eterno diz ainda:
“Está chegando o tempo em que farei
que de Davi venha um descendente
que seja um rei justo.
Esse rei governará com sabedoria
e fará o que é certo
e honesto
no país inteiro.”

Jeremias 23.5 (leia 23.5-8) – BLH


A monarquia já era! O conceito de rei com direitos divinos para governar é coisa do passado... Estamos há muitos séculos desta fase da história da humanidade. Hoje em dia quem usa esta linguagem está fora da realidade. Para bem ou para mal, uma nova era nasceu! Rei, com direitos divinos, caiu da moda e provavelmente nunca voltará.


O que sucedeu à teoria absolutista: ditaduras desumanas, democracia anarquista, socialismo cego, não resolveram o problema da humanidade! Estes sistemas atropelam o egoísmo alienando do ser humano. Problemas da injustiça e da agressão ecológica ainda não foram solucionados...


Jesus representa uma solução (ainda não aceita em escala suficiente) para melhorar a situação. O caminho do Mestre é o amor, que visa o bem estar da coletividade. A autoridade vem do servir e não do dominar e mandar. O poder nasce da humildade e não da imposição. A justiça é resultado da compaixão e não da ira. - Jesus seria o rei compassivo da rua e do povão e não do trono autoritário e da nobreza...


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sábado, 18 de dezembro de 2010

O SUCESSOR DE JUDÁ

Judá vai segurar o cetro de rei,
e só seus descendentes sempre governarão.
As nações lhe trarão presentes,
os povos lhe obedecerão.

Gênesis 49.10 (leia 49.2-8,10) – BLH


Os versículos citados registram as últimas palavras de Jacó. Refletem a auto-imagem do povo que conservou a tradição tribal. A mensagem foi entendida no sentido literal dentro de uma visão geográfica-histórica-cósmica daquela época. A história subseqüente não tem confirmado esta interpretação, mas não é por isso que o texto perde seu valor! Judá desapareceu na história. Há muitos grupos que dizem ser o verdadeiro Judá (Israel) de hoje: Judeus, Cristãos, Muçulmanos, e grupos menores...


O ser humano tem dificuldade de se integrar no meio ambiente, especialmente nesta época pós tribal. As culturas primitivas conseguiram uma boa integração, mas a saída do tribalismo trouxe a desintegração cultural. A visão daquela época era a ordem baseada num povo bom e forte que dominava os outros povos trazendo o bem. É uma utopia que nunca se realizou e a história está demonstrando que esta possibilidade fica cada vez mais distante.


Este texto se abre para a esperança e a possibilidade de uma integração ética e moral. Em Jesus, nosso sucessor de Judá, temos a visão de que o amor, e não a força, seria o poder que cria condições para uma harmonia social e ecológica. O que está dentro do nosso alcance é viver o amor de tal maneira que as pessoas que nos cercam possam ver em nós uma alternativa esperançosa. Foi isto o que aconteceu com Jesus. O nosso desafio é sermos seus imitadores...


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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O POVO DO ETERNO


O Senhor Eterno me deu o seu Espírito,
pois ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres.
Ele me enviou para animar os aflitos,
para anunciar a libertação aos escravos
e a liberdade para os que estão na prisão.

Isaías 61.1 (leia 61.1-6) –BLH

Os pobres, aflitos, escravos e presos eram destinatários desta mensagem do profeta Isaías. O povo estava voltando do exilo para sua terra arrasada e em ruínas. Isaías sentia que o Eterno havia lhe dado a missão de animá-los na tarefa quase impossível de recuperação! As boas novas eram que o dia da redenção já havia chegado e o Eterno estava agindo. A tarefa do povo era fazer o que era direito e reconstruir o que estava em ruínas com as bênçãos divinas.

Sete séculos depois, Lucas relata que Jesus usou este texto (61.1-2a) para descrever a sua missão (Lc. 4.16-28). A princípio, os ouvintes se alegram com o pronunciamento de Jesus, mas, logo em seguida, ficaram furiosos com a sua interpretação do texto! Tentaram matá-lo!...

Na mensagem de Isaías, as palavras, “seu povo”, se limitavam aos israelitas. Eles seriam servidos pelos gentios e teriam lugar privilegiado entre os povos da terra como “sacerdotes do Eterno”, chegando a possuir grandes riquezas. Jesus discordou. Para Jesus, “seu povo”, inclui toda a humanidade e Israel não teria privilégio nenhum. Não é para ninguém ficar rico à custa dos outros. A bem-aventurança do Pai é para todos, independentemente de raça, nacionalidade, status social ou credo. Jesus também declarou que o profeta é sempre rejeitado na sua terra. Possivelmente por não oferecer “vantagens” especiais para uma classe privilegiada. Não deu outra!... As primeiras pessoas que tentaram matar Jesus eram de Nazaré, onde lhe foi criado.

Através dos séculos os cristãos se intitulavam como o “Novo Israel”, criando uma nova classe privilegiada. Achavam que somente a “Igreja” é de Deus e que nela a graça divina mais opera. O mundo foi dividido entre a sagrada, a “Igreja”, e o secular, o mundo fora da “Igreja”. Para esta mentalidade, evangelizar é apresentar Jesus dentro de um “pacote” que inclui a “Igreja” e seus dogmas. É rejeitada a idéia que Deus também atua em outras religiões e credos.

O Espírito do Eterno levou Isaías e Jesus aos desprivilegiados: pobres, aflitos, escravos e presos. Jesus foi além de Isaías e ignorou barreiras. Incluiu todos como “seu povo”.

O Espírito do Eterno continua a ser dado com a finalidade de superar os males que afligem o nosso mundo. A grande aflição da humanidade é a alienação social e ambiental. Dizer ser seguidor de Jesus e levantar ainda mais barreiras de exclusão é uma grande incoerência. Somos mais interdependentes do que nunca. Precisamos nos aproximar do outro com a boa notícia da solidariedade, para juntos, trabalharmos para construir e plantar – plantar amor nos campos do ódio, amizade nos campos da inimizade, generosidade nos campos da ganância.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

PROFECIA DE BÊNÇÃOS

Olho para o futuro e vejo o povo de Israel.
Um rei como uma estrela brilhante,
vai aparecer naquela nação;
como um cometa ele virá de Israel.
Ele derrotará os chefes dos moabitas
e acabará com esse povo orgulhoso.

Números 24.17 (leia 24.2-7,15-17) – BLH


Este texto se refere à profecia de Balaão: Os Moabitas contrariam o povo de Israel, mas o profeta, após argumentar, acabou profetizando a favor do povo de Deus... Os inimigos de Israel queriam a sua destruição, mas, apesar de vulnerável, o povo tinha muita força e seus inimigos derrotados! Quem luta contra o destino acaba se destruindo.

Há uma oração mais ou menos assim: - "Ajuda-me a mudar aquilo que deve ser mudado, não perder tempo e energia em tentar mudar aquilo que não pode e não deve ser mudado e dá-me a sabedoria para saber a diferença entre um e outro".


É importantíssimo conhecermos os desígnios de Deus para podermos agir dentre eles. O cosmos tem a sua ordem, seus princípios e todos os seres vivos estão programados para agir dentro dele, de acordo com estes princípios. O ser humano parece fugir a esta regra, podendo optar pelo caminho de auto-destruição e não de sobrevivência! A fé verdadeira coloca você no caminho da bênção e não da maldição.


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