domingo, 2 de outubro de 2016

PROFECIA? VISÃO? ESPERANÇA?

Alegre-se muito,
povo de Sião!
Moradores de Jerusalém,
cantem de alegria,
pois o seu rei está chegando.
Ele vem triunfante e vitorioso;
mas é humilde,
e está montado num jumento,
num jumentinho,
filho de jumenta.
Zacarias 9.9 (leia 9.9-12) NTLH

Profecias são frutos de tempos de adversidade e tinham por finalidade apontar saídas. No tempo de Zacarias o povo havia voltado do cativeiro para sua terra e estava começando tudo de novo. A realidade era dura: caos em geral, devastação, pobreza, instabilidade social e econômica. Não restavam vestígios da glória passada ou perspectivas da sua restauração.

Para o profeta, tal situação não era motivo de desânimo. Seu Deus era grande. Era a hora de se alegrar com as possibilidades do futuro. Ele apresentou a visão da chegada de um rei poderoso, de prosperidade e de paz. Esta visão dava forças para o povo lutar para sair da miséria. Mas o rei, a prosperidade e a paz nunca chegaram. Ficou como uma esperança.

550 anos depois, no tempo de Jesus, a situação também era de desgraça e desânimo. A nação Israel havia se tornado súdita de Roma. O rei era imposto pelo poder estrangeiro e as riquezas captadas e mandadas para fora para promover os interesses de César. De novo, o povo estava precisando motivos de esperança. A visão da chegada de um líder poderoso renasce. No Evangelho de Mateus, Jesus entra em Jerusalém numa maneira triunfal (21.5). Havia fugido de Belém para o Egito na infância e voltado para Nazaré da Galileia onde cresceu e exerceu seu ministério. O exilado voltou! Ascendeu uma nova chama de esperança. Jesus seria este rei glorioso para restaurar a glória perdida e acabar com o sofrimento?

A história demonstra que esta interpretação da profecia de Zacarias foi muito equivocada. Jerusalém (Cidade de Paz) nunca foi cidade de paz e glória. É violentamente disputada pelas três maiores religiões monoteístas do mundo: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. É cidade de ódio, violência e derramamento de sangue. Jerusalém o centro de sofrimento e guerra, não de paz e prosperidade!

Jesus se identificou mais com o jumento do que com o rei. Entrou no templo e deu “coice” naqueles que estavam comercializando a fé. Seus atos e ensinamentos estavam em torno da humildade, sinceridade, e serviço. O amor a Deus e ao próximo (22.34) é a dinâmica fundamental dos filhos e filhas do Reino e o serviço ao próximo a base da avaliação final. No lugar de expectativa de glória e triunfo, Jesus preparou seus seguidores para sofrimento, frustração, traição e morte. A esperança não está naquilo que se vê, mas na confiança que Deus tem a última palavra.

A religião institucional ama estatística e realizações visíveis. Uma igreja perseguida, desprezada e clandestina estaria mais em harmonia com Jesus do que a igreja que ostenta?

O galardão do Reino é o privilégio de amar a Deus e servir o próximo, independente dos resultados práticos resultantes. Há um ditado, “Melhor amar e perder do que nunca ter amado”. Amar é o nosso papel e o nosso privilégio. O amor é a sua própria recompensa.

ZACARIAS 9.9-12 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

Alegre-se muito, povo de Sião!
Moradores de Jerusalém, cantem de alegria,
pois o seu rei está chegando.
Ele vem triunfante e vitorioso;
mas é humilde, e está montado num jumento,
num jumentinho, filho de jumenta.
Ele acabará com os carros de guerra de Israel
e com a cavalaria de Jerusalém;
os arcos e as flechas serão destruídos.
Ele fará com que as nações vivam em paz;
o seu reino irá de um mar a outro,
e desde o rio Eufrates até os fins da terra.
A futura grandeza de Israel
O Senhor Deus diz:
“Moradores de Jerusalém,
eu fiz uma aliança com vocês,
que foi selada com sangue.
Por isso, vou tirar o seu povo do cativeiro,
daquele poço sem água.
Prisioneiros, voltem para a sua fortaleza;
voltem todos os que ainda têm esperança.
Pois vou lhes dar duas vezes mais bênçãos
do que os castigos que vocês receberam.



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

DREAM? OR REALITY?

Rejoice greatly, Daughter Zion!
Shout, Daughter Jerusalem!
See, your king comes to you,
righteous and victorious,
lowly and riding on a donkey,
on a colt, the foal of a donkey.
Zechariah 9:9 (read 9:9-12) NIV

Prophecies are the result of times of adversity, and are designed to point ways out. In Zechariah's time the people had returned from exile to their own land and were starting everything all over again. Their reality was harsh: chaos, devastation and poverty with social and economic instability. There were no remaining traces of their past glory or any prospects of its restoration.

For the Prophet Zechariah, such a situation was not cause for dismay. His God was great. It was time to rejoice with the possibilities of the future. He presented the vision of the arrival of a powerful king along with prosperity and peace. This vision gave strength to the people who were struggling to overcome their poverty and misery. But the king, along with prosperity and peace never became a reality. It remained an unfulfilled dream.

550 years later, in Jesus' time, the situation was also of doom and despair. The nation Israel had become a vassal of Rome. King Herod was imposed by a foreign power and wealth was confiscated and sent away to promote the interests of Caesar in Rome. Once again, the people were in need of hope. This vision of the arrival of a powerful leader was reborn. In Matthew's Gospel, Jesus enters Jerusalem in triumph (21:5) in the manner that Zechariah described in the Old Testament. Matthew (contrary to Luke) related that Jesus fled from Bethlehem to Egypt in childhood and returned to Nazareth in Galilee where he grew up and exercised his ministry. The exiled one had returned and this ascended a new spark of hope. Would Jesus be this glorious king to restore the lost glory of Israel and bring the end of suffering?

History reveals that this interpretation of the prophecy of Zechariah was very mistaken. Jerusalem (City of Peace) was never the city of peace and glory. It has constantly been violently disputed by the world’s three largest monotheistic religions: Judaism, Christianity and Islam. In reality it has always been a city of hate, violence and bloodshed. Jerusalem continues to be a center of the threat of war and destruction and not of peace and prosperity. It has never lived up to its name and current events seem to confirm that it never will.

Jesus identified himself more with the foul of the donkey than with the king. He entered the temple and "kicked" those who were commercializing the faith. His acts and teachings were around humility, sincerity, and service. The love of God and neighbor (22:34) should be the fundamental dynamic of the sons and daughters of the Kingdom and service to others the basis for the final evaluation. In place of expectation of glory and triumph, Jesus prepared his followers for distress, frustration, betrayal and death. Hope is not on what is seen, but on trust that God has the last word.

Institutional religion loves statistics and visible achievements. A persecuted, despised and illegal church would be more in harmony with Jesus than the overbearing and manipulative church that we see trying to impose its values in today’s politics.

The reward of the Kingdom is the privilege of loving God and serving others, regardless of the practical results. There is a saying, "It is better to have loved and lost than to have never loved at all." Love is our role and our privilege. Love is its own reward.

ZECHARIAH 9:9-12 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

Rejoice greatly, Daughter Zion!
    Shout, Daughter Jerusalem!
See, your king comes to you,
    righteous and victorious,
lowly and riding on a donkey,
    on a colt, the foal of a donkey.
I will take away the chariots from Ephraim
    and the warhorses from Jerusalem,
    and the battle bow will be broken.
He will proclaim peace to the nations.
    His rule will extend from sea to sea
    and from the River to the ends of the earth.
As for you, because of the blood of my covenant with you,
    I will free your prisoners from the waterless pit.
Return to your fortress, you prisoners of hope;
    even now I announce that I will restore twice as much to you.



domingo, 25 de setembro de 2016

PREDADORES

Vocês roubaram as riquezas
dos povos de muitos países,
e agora
eles vão fazer o mesmo com vocês
.
Habacuque 2.8 (leia 2.6-9) NTLH

“Não quero que o dinheiro roubado entre em casa para ser veneno aos meus filhos”. Esta foi a reposta de um amigo que recebeu uma proposta feita pelo oficial do cartório. O comprador não cuidou da documentação que comprovasse a compra do imóvel. O caráter é uma herança mais preciosa do que as riquezas materiais. Perder o caráter para lucrar à custa do outro seria prejudicial as futuras gerações. Coisas roubadas viram veneno.

O ser humano é o maior predador na face da terra. Os outros predadores caçam somente para satisfazer a fome física. Não matam com “barriga cheia”. Entre os outros animais (humanos também são animais) não existem ricos e pobres. Cada um procura somente o essencial. O homem mata e rouba com barriga cheia. Entre os humanos, os maiores predadores são os que já possuem muito, mas nunca ficam satisfeitos com o que têm. Querem mais ainda.

O cenário que o profeta Habacuque descreve é, também, retrato da “civilização” antiga e moderna. A única coisa que a humanidade aprendeu no decorreu de mais de quatro milênios é aperfeiçoar seus instrumentos e técnicas de predação. Os instrumentos de caça dos grupos primitivos eram os mesmos usados em conflitos tribais. Não havia armas específicas para guerra. Com o advento da “civilização”, as armas começaram a ser desenvolvidas com a finalidade exclusiva de matar outros seres humanos. Hoje as nações têm grandes estoques de metralhadoras, granadas, canhões, foguetes, bombas convencionais, químicas e nucleares, aviões de bombardeiro e de caça, submarinos e navios de guerra, etc., todos com a finalidade de destruir outros da espécie humana! O homem é predador de si mesmo.

Os primitivos tiravam seu sustento no contato direto com a mãe terra sem alterar o equilíbrio ecológico. No sistema econômico industrializado tiramos o nosso sustento por intermédio dos outros numa estrutura que devasta a natureza, comprometendo as futuras gerações. A predação de sustento se tornou depredação de ganância.

Os olhos proféticos de todas as épocas enxergavam o resultado da predação gananciosa dos seres humanos. Do tempo de Habacuque para cá nada mudou a não ser para o pior. Os Habacuque de hoje gritam não “Ai de você” mas “Ai de nós”! O mundo se tornou uma grande Babilônia. O modelo atual está levando a humanidade a auto destruição. Os homens estão sendo predadores de si mesmo.

Jesus oferece a alternativa: Compartilhar, não acumular. Colaborar, não competir. Ser solidário, não egoísta. Perdoar, não vingar. Viver a justiça, não “fazer” justiça. A salvação está no andar como Jesus andou.

HABACUQUE 2.6-9 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

“Ai de vocês que ficam ricos pegando coisas que não lhes pertencem! Até quando vão enriquecer obrigando os seus devedores a pagarem as dívidas?”

De repente, vocês, os babilônios, serão os devedores; aí os seus credores os forçarão a pagar as dívidas e com juros. Eles vão atacá-los, e vocês ficarão com medo; eles levarão embora tudo o que é de vocês. Vocês roubaram as riquezas dos povos de muitos países, e agora eles vão fazer o mesmo com vocês. Vocês vão pagar pelos crimes e pelas violências que cometeram contra os povos do mundo e contra as suas cidades.

Ai de você, babilônio cruel, que encheu a sua casa com o que roubou dos outros! Com isso, você quis se proteger de todo perigo e escapar dos seus inimigos.



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

BACKFIRE

Because you have plundered many nations,
the peoples who are left will plunder you.
For you have shed human blood;
you have destroyed lands and cities
and everyone in them.
Habakkuk 2:8 (read 2:6b-9)

"I do not want illicit money in my home to poison my children." This was the response of a friend who received a proposal made by a dishonest notary official. A buyer did not take care of the documentation of proof of payment of the real-estate bought from my friend, and the official suggested that he take advantage of the omission and reclaim the property. He refused. Character is a more precious legacy than material wealth. Losing character in order to profit at another's expense would be detrimental to future generations. My friend considered anything dishonestly earned to be poison.

The human being is the greatest predator on earth. The other predators hunt only to satisfy physical hunger, and do not kill on a "full stomach". Among other animals (humans are animals too) there is no such thing as “rich and poor”. Each seeks only the essentials. Humans kill and steal on a “full stomach”. Among humans, the major predators are those who already have much, but are never satisfied with what they have. They crave even more.

The scenario that the prophet Habakkuk depicts is a picture of "civilization”, ancient and modern. The main thing that humanity has perfected during more than six millennia of history is the perfection of its instruments and techniques of predation. The hunting tools of early groups were the same as used in tribal conflicts. There were no specific weapons for war. With the advent of "civilization", heavier weapons began to be developed for the sole purpose of killing other human beings. Today nations have large stocks of guns, grenades, cannons, rockets, chemical and nuclear bombs, military aircraft, submarines, war ships, etc. - all with the sole purpose of destroying other humans! Humankind is a predator against itself. People (soldiers) are specifically trained to kill other people.

Primitive people drew their sustenance by direct contact with mother earth without changing the ecological balance. Our industrialized economic system transforms the earth into prey and grows by devastating nature and compromising future generations. Greed has made humankind into a monstrous, self-destroying predator.

The prophetic vision of all ages has seen the result of predation by greedy humans. Since the time of Habakkuk nothing has changed except for the worse. The Habakkuks of today do not cry "Woe be to you." but rather "Woe be to us!" The world has become a great Babylon. The current model is leading humanity to self-destruction. Men are predators of themselves.

Jesus offers the alternative: Share, not accumulate. Collaborate, not compete. Be supportive, not selfish. Exercise forgiveness, not revenge. Live justice, not do justice. Take up the cross, not guns. Give ourselves for others, not protect ourselves from others. Salvation comes by walking as Jesus walked. Destruction comes by accompanying society’s blind march into violence.

HABAKKUK 2:6B-9 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

 “‘Woe to him who piles up stolen goods
    and makes himself wealthy by extortion!
    How long must this go on?’
Will not your creditors suddenly arise?
    Will they not wake up and make you tremble?
    Then you will become their prey.
Because you have plundered many nations,
    the peoples who are left will plunder you.
For you have shed human blood;
    you have destroyed lands and cities and everyone in them.
“Woe to him who builds his house by unjust gain,
    setting his nest on high
    to escape the clutches of ruin!



domingo, 18 de setembro de 2016

TITANIC OU NÍNIVE

Deus viu o que eles fizeram e
como abandonaram os seus maus caminhos.
Então mudou de idéia e não castigou a cidade
como tinha dito que faria.
Jonas 3.10 (leia 3.1-10) – NTLH

Na madrugada de 15 de abril de 1912 o HMS Titanic navegava a todo vapor na sua viagem de inauguração de Londres a Nova Iorque. Apesar dos avisos de perigo dos “icebergs” na frente, ele não diminuiu a sua velocidade ou mudou sua rota. A colisão resultante foi conhecida como um dos piores desastres marítimos da história! A tragédia ainda maior foi que o evitável não foi evitado.

O texto bíblico conta uma história semelhante, mas com desfecho contrário. A cidade de Nínive estava caminhando para um desastre devido a sua vida perversa. O profeta, Jonas, apareceu e começou anunciar o desastre eminente!... O povo “deu ouvidos”, mudou seu estilo de vida e o “inevitável” foi superado.

No livro, *“Do Iceberg à Arca de Noé”, Leonardo Boff faz uma abordagem idêntica. Ele contrasta o Titanic com a Arca de Noé. O Titanic representa a nossa “civilização” que segue, a todo vapor, uma rota de choque com o sistema ecológico que nos sustenta. A Arca de Noé, em contraste, representa a salvação e uma nova chance para a humanidade.

Estou tomando emprestada a figura do Titanic para fazer uma comparação com a cidade de Nínive. A salvação exige mudança de rota. Destinos podem ser mudados. Desastres e tragédias podem ser evitados. Nós mesmos somos responsáveis por muitos dos males que afligem a nossa vida.

Acostumamos a pensar em salvação em termos da alma, em termos pessoais e individuais. Nosso individualismo ignora a dimensão maior da redenção! Com a globalização da economia e da tecnologia o indivíduo está cada vez menos isolado fisicamente. O seu destino se encontra cada vez mais ligado aos outros. Não se salva sozinho...

A salvação precisa incluir o mundo inteiro. Pela primeira vez o ser humano está chegando a poder desequilibrar o mundo que o Criador formou e entregou aos seus cuidados. Com a super população do mundo, o ser humano está cada vez mais predatório. Em vez de viver em harmonia, vive a custa da natureza. Boff escreve “a cada dia desaparecem definitivamente dez espécies de seres vivos, por causa da intervenção irresponsável do homem” (p. 67). A diversidade de vida está diminuindo e o planeta morre aos poucos, o assassino é a humanidade. Boff ainda nos adverte: “Desta vez não há uma Arca de Noé que salvará alguns deixando perecer os demais. Queremos nos salvar todos juntos” (p. 92).

Nínive nos fornece um modelo esperançoso. A cidade estava condenada. Apareceu um profeta, apontando o desastre a frente. A população levou a sério a advertência, e todos, desde o maior até o menor tomaram providências, mudaram de vida, e a cidade foi poupada.

Nossa esperança: seguir o caminho da mudança radical. Profetas não faltam. Depende de nós ouvi-los e agirmos com urgência! Titanic? Nínive? Depende de nós.

*Editora Garamound Ltda., 2002

JONAS 3 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

Pela segunda vez, o Senhor Deus disse a Jonas:

— Apronte-se, vá à grande cidade de Nínive e anuncie ao povo de lá a mensagem que eu vou dar a você.

Jonas se aprontou e foi a Nínive, como o Senhor Deus havia ordenado. Nínive era tão grande, que uma pessoa levava três dias para atravessá-la a pé. Jonas entrou na cidade, andou um dia inteiro e então começou a anunciar:

— Dentro de quarenta dias, Nínive será destruída!

Então os moradores de Nínive creram em Deus e resolveram que cada um devia jejuar. E todos, desde os mais importantes até os mais humildes, vestiram roupa feita de pano grosseiro a fim de mostrar que estavam arrependidos.

Quando o rei de Nínive soube disso, levantou-se do trono, tirou o manto, vestiu uma roupa feita de pano grosseiro e sentou-se sobre cinzas. Mandou também anunciar ao povo da cidade o seguinte: “Esta é uma ordem do rei e dos seus ministros. Ninguém pode comer nada. Todas as pessoas e também os animais, o gado e as ovelhas estão proibidos de comer e beber. Que todas as pessoas e animais vistam roupas feitas de pano grosseiro! Que cada pessoa ore a Deus com fervor e abandone os seus maus caminhos e as suas maldades! Talvez assim Deus mude de ideia. Talvez o seu furor passe, e assim não morreremos!”


Deus viu o que eles fizeram e como abandonaram os seus maus caminhos. Então mudou de ideia e não castigou a cidade como tinha dito que faria.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

TITANIC? - NINEVEH?

When God saw what they did
and how they turned from their evil ways,
he relented and did not bring on them
the destruction he had threatened.
Jonah 3:10 (read 3:1-10) - NIV

At dawn on April 15, 1912 the HMS Titanic was sailing full steam ahead in its maiden voyage from London to New York. Despite the warnings of the danger of icebergs ahead, it did not reduce its speed or changed its course. The resultant collision was known as one of the worst maritime disasters in history! The even greater tragedy was that it was preventable but was not avoided.

The biblical text tells a similar story, but with opposite outcome. The city of Nineveh was heading for disaster because of its wicked life. The prophet Jonah appeared and began announcing the imminent disaster. The people "listened", changed their lifestyle and the inevitable was avoided.

In the book, “DO ICEBERG À ARCA DE NOÉ” (From the Iceberg to Noah's Ark), Leonardo Boff has a similar approach. He contrasts the Titanic to Noah's Ark. The Titanic represents our "civilization" that speeds full steam ahead on route to a collision with the ecological system that sustains us. Noah's Ark, by contrast, represents a means of salvation and a new chance for humanity

I'm borrowing the figure of the Titanic to make a comparison with the city of Nineveh. Salvation requires a change of route. Destinations can be changed. Disasters and tragedies can be avoided. We ourselves are responsible for many of the ills that plague our lives, but we insist in the futility of “finger pointing” by blaming others for what is happening in the world today. We are good – they are bad.

We are accustomed to think of religion in individual terms as the salvation of our soul. Our individualism ignores the larger dimension of redemption. With the globalization of the economy and advanced technology we are more and more connected to the general fate of society. Its fate is increasingly tied to our fate. No one can be saved alone. We cannot save only ourselves and ignore the fate of others.

Salvation must include the whole world. For the first time in the history of life on our planet has a single species (homo sapiens) gained the ability to throw the whole ecological system off balance. Instead of cultivating and grooming our only home, we are mindlessly destroying it. With the overpopulation of the world, the human being is becoming increasingly predatory. Instead of living in harmony with nature we are living at its expense. Boff writes "every day ten species of living beings disappear definitively because of irresponsible human action" (p. 67). The diversity of life is diminishing and the planet is slowly dying. the murderer being humanity. Boff also warns us: "This time there is no Noah's Ark to keep some of us from perishing. We can survive only together" (p. 92).

Nineveh provides us with a hopeful model. The city was doomed. A prophet appeared and pointed to disaster ahead. The population took the warning seriously, and everyone, from the greatest to the least, changed their ways and the city was spared.

Our hope is to follow the path of radical change. Prophets abound. It depends on us ignore the deniers and to listen to prophets and act urgently! Titanic? Nineveh? It´s up to us!!!

JONAH 3:1-5, 10 – NEW INTERNATIONAL VERSION (NIV)

Then the word of the Lord came to Jonah a second time: “Go to the great city of Nineveh and proclaim to it the message I give you.”

Jonah obeyed the word of the Lord and went to Nineveh. Now Nineveh was a very large city; it took three days to go through it. Jonah began by going a day’s journey into the city, proclaiming, “Forty more days and Nineveh will be overthrown.” The Ninevites believed God. A fast was proclaimed, and all of them, from the greatest to the least, put on sackcloth.

When Jonah’s warning reached the king of Nineveh, he rose from his throne, took off his royal robes, covered himself with sackcloth and sat down in the dust. This is the proclamation he issued in Nineveh:

“By the decree of the king and his nobles:

Do not let people or animals, herds or flocks, taste anything; do not let them eat or drink. But let people and animals be covered with sackcloth. Let everyone call urgently on God. Let them give up their evil ways and their violence. Who knows? God may yet relent and with compassion turn from his fierce anger so that we will not perish.”

When God saw what they did and how they turned from their evil ways, he relented and did not bring on them the destruction he had threatened.



domingo, 11 de setembro de 2016

PAREM COM O BARULHO!!!

— Eu odeio, eu detesto as suas festas religiosas;
não tolero as suas reuniões solenes.
Parem com o barulho das suas canções religiosas;
não quero mais ouvir a música de harpas.
Em vez disso,
quero que haja tanta justiça
como as águas de uma enchente e
que a honestidade seja como um rio
que não pára de correr.
Amós 5.21, 23, 24 (leia 5.18-24) – NTLH

Este texto levanta a pergunta: Qual é o verdadeiro culto a Deus? Muitas pessoas têm a imagem do Deus exaltado, sentado no trono e se deliciando com expressões de adoração e louvor de seus adoradores em reuniões de culto. Está na moda o “louvorzão” em que este conceito é levado ao extremo. Seria culto a um Deus egoísta e vaidoso que se sente bem com seus “fãs” entrando em delírio na sua presença.

O povo vivia uma ilusão! Achava que Deus tinha prazer em reuniões de culto com celebrações, ofertas, cânticos de louvor e instrumentos musicais. Mas, o profeta, Amós, fez um pronunciamento radical: Deus rejeitava tais manifestações. Falando em nome de Deus, ele usou palavras fortes como: “odeio”, “detesto”, “não tolero”, “não aceito” e “parem com o barulho”. Amós desafiou a espiritualidade predominante do seu país.

A pregação de Amós revela outra visão do divino e outro estilo de culto. O culto de Amós seria a conscientização do povo quanto a sua vivência diante do Deus criador. O culto seria meio de edificação: sentir a presença divina e se fortalecer para enfrentar os desafios da vida. Ouvir é mais importante do que falar. Temos dois ouvidos, mas uma só boca. Imagine se fosso o contrário!… Parece que Mt.18.20 “onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles” passou a ser: “onde dois ou três estão juntos em meu nome, há um sistema de som e três microfones”. Há igrejas que fazem tanto barulho que perturbam a vizinhança. Será que a mania barulhenta é um meio de abafar a voz do Espírito?

O culto pagão tinha por finalidade impressionar e influenciar os deuses e ganhar sua simpatia e seus favores. As divindades tinham de ser conquistadas, ou pelo menos “compradas”. Em contraste, a liturgia do culto cristão não tem esta finalidade. Sabemos que Deus já nos ama e que se agrada quando produzimos os frutos do amor no lar, lazer e trabalho. A liturgia é para nossa edificação, para fazer-nos mais conscientes do mistério da graça divina e renovar as nossas forças espirituais.

A nação judaica estava gozando um período de tranquilidade e prosperidade. Mas, também, havia muita injustiça e desonestidade. Uma minoria explorava os demais e tinham mais recursos de ser suntuosa nas manifestações religiosas. A desonestidade e a corrupção faziam parte do dia-a-dia. O povo se isolava dentro do templo com atos de culto. Fora, o mundo era bem diferente.

Atos religiosos no meio de injustiça e desonestidade eram afrontas para Deus. Deus não é um egoísta querendo elogios e badalação. Seu desejo é ver seus filhos e suas filhas viver o amor exercendo compaixão, justiça e integridade. O verdadeiro louvor não consiste em atos religiosos dentro do templo, mas na vivência do amor em todos os lugares.

O profeta usa as imagens de “águas de enchente” e de “rio que não pára de correr”. São figuras de abundância e constância. A marca do cristão deve ser seu esforço de agir com justiça no meio de ambiente de materialismo e ganância, de colocar “ser justo” acima de “ter vantagens”. O amor cristão, também, produz o fruto da honestidade. O bom caráter é resultado de integridade constante. O culto que agrada a Deus é aquele que se expressa em uma vida de retidão e justiça. Certamente, há muitas pessoas que agradam a Deus mas não aguentam assistir os cultos por não encontrar ambiente de poder ouvir a voz do Espírito.

AMÓS 5:18-24 – NOVA TRADUҪÃO NA LINGUAGEM DE HOJE 2000 (NTLH)

Ai dos que querem que venha o Dia do Senhor! Por que é que vocês querem esse dia? Pois será um dia de escuridão e não de luz. Será como um homem que foge de um leão e dá de cara com um urso; ou como alguém que entra em casa e encosta a mão na parede e é picado por uma cobra. O Dia do Senhor não será um dia de luz; pelo contrário, será um dia de trevas, de escuridão total.

O Senhor diz ao seu povo:

— Eu odeio, eu detesto as suas festas religiosas; não tolero as suas reuniões solenes. Não aceito animais que são queimados em sacrifício, nem as ofertas de cereais, nem os animais gordos que vocês oferecem como sacrifícios de paz. Parem com o barulho das suas canções religiosas; não quero mais ouvir a música de harpas. Em vez disso, quero que haja tanta justiça como as águas de uma enchente e que a honestidade seja como um rio que não para de correr.